segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lisboa, menina e moça



Para se atingir uma cidade mais sustentável, onde os que nela vivem recuperem a qualidade de vida, e os que dela sairam (cerca de 1/3) voltem, é indispensável por em crise maus hábitos de consumo e mau uso de alguns recursos naturais. É necessário fazer mais e melhor com menos. Vamos fazer de Lisboa a menina dos nossos olhos...

Corrida do Benfica


Já dizia a canção "Ser benfiquista é ter na alma uma (dor) imensa".
Para os lampiões de gema que correram por amor ao "Glorioso" a dor deve calos.
Já para o "lagartão de merd..." que levou das boas por ironizar com Sua Excelencia O Senhor Presidente, a dor deve ser mesmo um nariz partido.

Dou Graças a Deus e aos Diabos Vermelhos por não ser do SLB!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O PSD aprende com o PCP


Quando a sociedade portuguesa luta contra as adversidades económicas num clima pacífico e cooperante todos conhecemos a táctica que o PCP põe sistematicamente em pratica:
1. Infiltração nos sindicatos.
2. Inflamação das reivindicações sectoriais e corporativas.
3. Promoção de manifestações publicas.
4. Critica ao governo com o argumento da agitação social que artificialmente criou.
5. Acusa o Governo de arrogância e autarcia por não mudar de rumo.

O PSD não tem a tradição nem a vocação para semelhantes alardes, os TSD não são mais do que um resquício da luta contra a unidade sindical, e hoje apenas mais um tentáculo para o controlo de carreiras e instituições públicas (nomeadamente autarquias).
Mas o que dizer sobre este clamor por um orçamento rectificativo?
Na boa tradição tecnocrática, o PSD acredita na agitação social por via de contas mal feitas.
Se a despesa está sobre controlo, o interesse do PSD na aparição de um orçamento rectificativo é meramente um: ter um argumento para dizer que o Governo falhou.
O PSD não está preocupado com as contas do Estado, o PSD está é preocupado com o estado das suas contas eleitorais.
Durante o partido laranja, muito por mérito de Cavaco Silva, ganhou a aura de “mestre das contas”, por oposição ao “mestres das forças de bloqueio” que eram por natureza os socialistas. Hoje essa aura desapareceu. A Dra. Manuela Ferreira Leite, como Ministra das Finanças, fez mais por isso do que qualquer outra pessoa. Para salvar a face, só mesmo a desgraça dos seus adversários. Para o português comum, haver, ou deixar de haver, orçamento rectificativo, nada muda o seu quotidiano. Para MFL é uma questão pessoal e uma desforra revanchista.
O orçamento rectificativo seria sempre desejado e reclamado pelo PSD independentemente da situação económica do país, ou da execução real dos gastos públicos.
Assim a táctica que o PSD aprendeu com o PCP foi adaptada para tecnocratês da seguinte forma:
1. Vota contra o Orçamento de Estado apresentado pelo Governo, seja qual ele for.
2. Prematuramente, avisa para a necessidade de um orçamento rectificativo.
3. Reivindica um orçamento rectificativo independentemente da execução do orçamento aprovado.
4. Critica o Governo por não lhe fazer a vontade.
5. Acusa o Governo de arrogância e autarcia por não mudar de rumo.

Tal como no caso das manifestações comunistas, o dia seguinte, corre como sempre, mas os últimos sound bites contra a “situação” vão moendo mais um pouco a autoridade democrática do Governo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Gato por Lebre.


Foi numa entrevista como a de hoje, que em 1989, o então Primeiro-ministro português Prof. Aníbal Cavaco Silva proferiu a famosa frase sobre o até então prospero mercado de valores mobiliários.
Estávamos na alvorada da adesão de Portugal à CEE. O dinheiro jurava como não se via desde a febre do ouro brasileiro. O “Zé (povinho)” seguia com mais atenção a cotação das acções da Inapa do que a “Bola Branca” do Ribeiro Cristóvão.
Os governos do PSD haviam introduzido o capitalismo popular num país mal refeito do estatismo pós-PREC. O discurso do caos que se avizinhava chegou pela boca que era menos expectável.
O Professor “nunca se enganava e raramente tinha duvidas”, se dizia que na Bolsa de Lisboa se vendia muito “gato por lebre” então era o mesmo momento para... VENDER!!!
Assim começou a história da descapitalização de muitas famílias portuguesas, que tinham aplicado as suas parcas poupanças no “mercado” que o Governo laranja tanto acarinhava.
José Sócrates aprendeu a lição. O Poder em momento algum pode, ou deve, ser o portador das más noticias, bem pelo contrário! O PS de José Sócrates, sabe que um discurso responsável e optimista vale mais do que muitos milhões de euros gastos a minimizar danos causados por estados de alma públicos de governantes menos confiantes.
O PSD, por seu turno, na melhor das hipóteses tem memória curta, e não aprendeu nada com os efeitos da irresponsabilidade verbal do líder de então. Na pior das hipóteses, Manuela Ferreira Leite e acólitos, perante espectro da derrota que se avizinha, quer mesmo é ver o circo a arder, e adoraria que fosse o próprio Primeiro-ministro a regar o fogo com gasolina.
Por um momento imagine-mos só:
Estamos perante a pior crise num século, a nossa Primeira-ministra é Manuela Ferreira Leite, o seu discurso é o da catástrofe económica, a sua reacção é não gastar nem mais um tostão.
O que seria feito de nós portugueses se esta senhora fosse como quer ser a nossa líder no combate à crise… Meu Deus!

Wilco ao Vivo em Portugal

Como é que a ONU se presta a isto?



Como é que será possível civilizações antagónicas virem um dia a entender-se? Não percebo como é que se consegue desperdiçar tão facilmente o capital de tolerância e diálogo intercivilizacional gerado em Istambul, Turquia, há duas semanas aquando do 2.º encontro da Aliança das Civilizações. Caro Jorge Sampaio, enquanto alto representante para a Aliança das Civilizações, tem um caminho muito longo e difícil pela frente.

Num país imaginário…


...o Benfica seria campeão todos os anos, e dois em cada 3 cidadãos já teriam acertado nos números do euromilhões. Feliz e infelizmente, respectivamente, Portugal é um país bastante real, e a própria tradição mítica do império perdido faz dele o país real que de facto é.
Somos uma identidade colectiva pequena e humilde mas que nunca perdeu os laivos de grandeza. Talvez por isso mesmo, julgamos ter direito a mais do que aquilo que merecemos.
Não há forma de nos revermos numa meritocracia. Por muito esquerdalhos que sejamos, até na esquerda procuramos e encontramos as nossas “famílias”.
O divã da nação está gasto e eu não quero ir por aí.
Certo é, que valorizamos mais o habilidoso que o engenhoso. Em Portugal o invejoso goza sempre de mais credito que o generoso. Como povo, transigimos com os ladrões, mas desconfiamos dos beneméritos.
É por estas e por outras razões, que em Portugal, ser Ministro da República é muitíssimo menos prestigiante do que ser Presidente de um qualquer clube de futebol. Talvez pelas mesmíssimas razões, o serviço público acaba por atrair um número bastante razoável de pequenos wanna be grandes tratantes.
Cada um há sua maneira, Santana Lopes e José Sócrates têm todas as características para serem alvos fáceis de numerosas invejas e especulações. Em termos meramente formais, os seus percursos políticos e académicos não foram lineares e acima de qualquer suspeita. As suas vidas privadas, por não corresponderem aos ditames da “nossa moral católica”, também dão azo às fantasias dos sonsos do regime. Até o simples facto, de ambos terem uma boa presença física, de terem chegado ao poder relativamente jovens, colide com a “ordem natural das coisas”. Pelo caminho ultrapassaram muitos “Senadores” gordos e pré-enfermos que nunca os perdoaram ou perdoarão.
O silogismo é simples, se os ditos “Senadores” eram mais experientes e inteligentes, portanto mais capazes de fazer aquilo, que no final, apenas estes “jovens” fizeram, então o defeito não pode estar na incapacidade dos “Senadores”. A capacidade que estes “jovens” têm de jogar com outras regras que não as devidas, é inaceitável para quem ainda aprendeu a tabuada à reguada.
De resto, somos todos apenas e só simples vitima da nossa pequenez, até José Sócrates e Pedro Santana Lopes. Somos todos vizinhos e primos uns dos outros, e todos semi-confidentes das meias histórias em que vamos tropeçando.
Um divorciado de 40 anos, que chega a casa de madrugada é um forte indício de pratica pecaminosa, já quando é um septuagenário, ou foi ao aniversário dos netinhos ou teve um problema de saúde.
Um técnico de uma Câmara Municipal do interior do país, que em 20 anos vem das Beiras e chega a Primeiro-Ministro é de certeza corrupto, já quando o PM é um professor universitário que assina pareceres que não faz nem leu, que ensina a gestores e empresários todo o tipo de engenharia financeira, é congenitamente sério.
Não acredito em metade das histórias que se contam sobre Santana ou Sócrates, da mesma forma que acho extremamente improvável que absolutamente tudo seja uma maldosa invenção.
A pequenez faz parte do código genético de um pais que não é grande.
Portugal é o país real que convive mal com quem de tempos a tempos nos faz imaginar como tudo poderia ser muito diferente se fossemos todos tão ambiciosos como Santana ou Sócrates.
Resta julgarmos os resultados da acção politica dos Senadores, de Santana ou de Sócrates. E aí não há equiparação possível!
Indubitavelmente José Sócrates é o mais dinâmico e reformador Primeiro-Ministro da nossa democracia. Santana Lopes talvez tenha sido o pior PM de sempre. Pelo meio passaram vários “Senadores” que nos legaram os cancros económicos e sociais com que sofremos hoje.
Há falta de melhores argumentos, e para não sofrerem a derradeira humilhação da comparação comprovada, José Sócrates é o alvo escolhido por todos aqueles que falharam antes dele.
Regra de ouro da natureza sociedade lusa (de negócios e não só): a mediocridade protege-se! Não é fruto da minha imaginação.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

GalpShare

Filme GalpShare
Mais um esforço para um futuro sustentável.
Não sei se será muito fácil prescindirmos da nossa autonomia e andarmos à boleia com "estranhos" mas quem sabe se não se encontram companheiros de viagem interessantes.
E pode também ser o principio de uma nova vida em comunidade.

Xutos & Pontapés - Sem Eira Nem Beira



O mal de uns é sempre aproveitado por outros. Há coisas que nunca mudam, esta é apenas mais uma... Divirtam-se.

domingo, 19 de abril de 2009

Não é assim que se começa o combate à corrupção


O recém-criado Conselho de Prevenção da Corrupção quer criar regras para quem trabalha em serviços e organismos públicos. Uma das regras que tem vindo a ser noticiada é a de que os funcionários da administração estatal deverão passar a circular entre serviços “para evitar relações de proximidade com o meio envolvente”.

Explica Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção que “os funcionários terão de passar a circular nos lugares, até para evitar intimidade com os utentes”. Diz ainda que “a proximidade, a amizade que se cria ao fim de muitos anos no mesmo serviço, leva a favorecimentos; leva, por exemplo, a passar à frente uma determinada pessoa porque se conhece a família”.

Fazer da mobilidade a regra e não a excepção na Administração Pública parece-me um absurdo. E os argumentos apontados parecem-me irrelevantes e apenas têm em conta os funcionários que ocupam os postos no “front-office” da Administração, que contacta directamente com os utentes. Esta proposta do Conselho de Prevenção da Corrupção é irrealista e faria dos serviços e organismos da Administração uma plataforma giratória de funcionários, completamente ingerível e com grave prejuízo para a qualidade do serviço público. Todos os dias entrariam e sairiam funcionários, o que levaria à perda do conhecimento e da experiência acumulados.

A meu ver, uma Administração tem de estar orientada para os resultados e para o bom desempenho. E, a esse respeito, a mobilidade dos seus funcionários deve apenas constituir uma forma de tornar mais eficaz e racional a gestão dos recursos humanos, permitindo suprir carências e resolver dificuldades transitórias dos serviços. Deve, ainda, ser um instrumento que permita que os funcionários possam procurar novos conhecimentos e competências noutros domínios da Administração. E só nessa medida deve ser incentivada.

Acho, por isso, que a proposta do presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção não é operacional. Além do mais, choca rotundamente com a Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações que entrou em vigor em 1 de Janeiro deste ano e na qual se prevê que a mobilidade interna tem a duração máxima de um ano (artigo 63.º, n.º 1).

sábado, 18 de abril de 2009

O que espero dos candidatos ao Parlamento Europeu


A campanha para as eleições europeias já está aí. Os candidatos estão finalmente todos anunciados e os primeiros “outdoors” já começam a ser visíveis na rua. Que podemos esperar desta campanha? Para já, o discurso e a retórica têm apontado para dois caminhos.

Por um lado, há aqueles que querem fazer desta campanha um laboratório das eleições legislativas de Setembro-Outubro próximo. E, por isso, insistem que nesta campanha se devem debater os chamados assuntos nacionais. É claro que muitas questões nacionais são também questões europeias (desde logo, a crise global económica, financeira e social). Mas isso não pode servir para mascarar as angústias dos resultados eleitorais das legislativas e fazer das eleições europeias umas primárias das legislativas.

Por outro lado, há aqueles que entendem que as eleições europeias são o momento ideal para – uma vez mais – insistir no debate sobre os ideais do projecto europeus. Um debate assente na exacerbação dos valores europeístas, na expressão da forte convicção no processo de construção e integração europeia e ainda no processo de inclusão e pertença naquilo que se pode chamar a identidade europeia.

Mas será isto que nós eleitores pretendemos ouvir dos candidatos? Será isto o discurso que pode mobilizar os eleitores portugueses e pode evitar mais uma onda abstencionista? O envolvimento dos cidadãos nestas eleições europeias exigirá que os candidatos nos consigam explicar mais do que a importância do projecto europeu. É preciso que fique muito claro o que se decide e o que se pode decidir efectivamente no Parlamento Europeu. Qual o seu papel e quais os seus poderes? Que políticas europeias podem ser decididas com a intervenção dos nossos deputados europeus? Quais são as actuais encruzilhadas no projecto europeu e qual é o sentido que devemos tomar?

(Vejam aqui) os temas que os Portugueses elegeram como os mais importantes para a campanha das eleições europeias em 2009: desemprego, poder de compra e crescimento económico.

Imaginemos

1.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de ser corrupto.
2.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de nem sequer ter onde morar e por isso usar as casas do Governo.
3.Imaginemos um país em que o Primeiro Ministro é acusado de ser gay.
4.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de ser mulherengo.
5.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de ter uma licenciatura falsa ou obtida em condições duvidosas.
6.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de ser megalómano e ter mandado construir um túnel.
7.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de ter assinado projectos que não realizou.
8.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de fazer noitadas na noite de Lisboa, em véspera de Conselho de Ministros.
9.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de não saber ter escolhido a equipa por o Ministro das Finanças se ter demitido 4 meses depois de tomar posse.
10.Imaginemos um país onde o Primeiro Ministro é acusado de não saber ter escolhido a equipa por o Ministro do Desporto se ter demitido 5 meses depois de tomar posse.

Imaginemos agora que esse país é Portugal e que todas as frases com número ímpar são referentes a Sócrates e são "obviamente uma cabala para o tramar"...
Imaginemos também que esse mesmíssimo país é Portugal e todas as frases com um número par são referentes a Santana Lopes e atestam "obviamente a sua incapacidade para ser PM"...

Haja alguma vergonha!! Não se pode querer branquear tudo...
Santana foi crucificado na Imprensa por minudências...
Sócrates tem inúmeras questões que revelam problemas de carácter e honestidade..
e obviamente não me refiro aos pontos 3 ou 4...)

Sr. Primeiro-ministro ponha a TVI em tribunal!


Porque hoje é sexta, a TVI tem na ementa mais um episódio do pior jornalismo televisivo de que há memória em Portugal.
Quando não têm noticias, recorrem à reposição.
Se as noticias são escassas, exploram a mais batida insinuação sobe todos os ângulos de abordagem, numa espiral delirante de difamação.
Quando parte interessada envia o material para a redacção, como foi o caso do dvd de Charles Smith, o que faz a TVI? Publica-o? Nada disso…
Na primeira semana, cita pequenos excertos descontextualizados ilustrados com montagens criativas de imagens de José Sócrates no desempenho da função de Primeiro-Ministro.
Na segunda semana, retira a imagem ao dvd, e com mais algumas montagens, põe o povo a ouvir uma conversa em Inglês com uma legendagem discutível.
Na terceira semana, por fim, lá mostra as imagens com som integral, repetidamente ao longo de hora e meia de serviço (supostamente) informativo.
Se isto não é uma campanha negra não sei o que uma campanha negra será.
Onde é que se viu em Portugal, uma redacção, que para alem dos jornalista, tem dois juristas como revisores de toda a informação editada pela estação? A RTP não necessita de recorrer a este expediente, a SIC também não.
A TVI sabe que a sua campanha contra o Primeiro-Ministro comporta riscos legais, e por isso recorre a profissionais das leis para reescreverem as notícias que os jornalistas por fim assinam.
Talvez por acção destes dois advogados, somos sistematicamente confrontados com aquelas bocas de Manuela Moura Guedes que raramente concretiza o que quer dizer, recorrendo tantas vezes às caretas e as frases que deixa para o telespectador completar.
A táctica de MMG nada tem a ver, nem longinquamente, com qualquer coisa que se aprenda numa Licenciatura de Comunicação Social ou sequer num atelier do CENJOR.
A TVI faz uma lavagem cerebral aos telespectadores. A repetição de pequenas punch lines que nada informam. A tentativa patética e plástica, da apresentadora, em se colocar ao lado no sofá da sala dos Zés e das Marias, com a utilização da primeira pessoa do plural na abordagem a todos os temas com que pretende criticar o Governo.
A contratação destes juristas, e a forma como estes são utilizados pela 1ª dama da TVI na preparação dos noticiários de sexta-feira, são a prova da má fé na preparação destes noticiários.
Até hoje, MMG conseguiu evitar chamar ladrão, corrupto, mentiroso a José Sócrates. Mas a forma sub-reptícia como o faz permanentemente, já é material de facto para provar o uso impróprio que esta faz do seu púlpito. As motivações da ex-deputada do CDS-PP são óbvias. Para bem da saúde da nossa comunicação social urge que o Primeiro-Ministro e o Governo deixem de ignorar a injuria com hora marcada que está a ser levada a cabo pela TVI.
Uns dirão que será uma tentativa do poder politico para silenciar ou condicionar os media. Mas é nos media que existe maior desconforto com aquela senhora das sextas da 4. Se o sindicato dos jornalistas como qualquer órgão corporativo em Portugal, nada faz para separar o trigo do joio, então que seja a vítima dos ataques a tomar a sua defesa em mãos. Uma condenação em tribunal de Manuela Moura Guedes por difamação será um serviço à classe jornalística.
O noticiário de sexta na TVI é uma vergonha.
Senhor Primeiro-Ministro, não finja que não ouve, não finja que não vê. Ponha Manuela Moura Guedes e a TVI em tribunal!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Deve ser do picante!


A “Senhora” é marota… Ora finge-se morta, ora dá-lhe o frenesim.
“-Para onde foi o dinheiro?”
Este é o seu último soundbite?!
Ainda agora estão a ser anunciadas medidas de combate à crise e a Dra. Manuel Ferreira Leite já quer fazer o balanço das ajudas estado?!
Se tivesse a competência de Teixeira dos Santos, dizia-lhe para também ir consultar as estrelas. Como sabemos que a ex-ministra não dá para tanto, recomendamos-lhe que consulte os especialistas no seu partido.
Se quiser saber de onde veio o dinheiro, consulte o Dr. Isaltino Morais.
Se quiser saber para onde o dinheiro foi, vá visitar o Dr. Oliveira e Costa*

* não se esqueça de levar-lhe um prato de cachupa, consta que dava milhões por um… na Cidade da Praia.

O dia que pariu o “sigilio”


Afinal, o dia de hoje não será lembrado pelas últimas exéquias ao defunto sigilo bancário? Pelo menos,para mim não!
Foi um dia inteiro de manhã à noite, na televisão e na rádio, da esquerda à direita ou ouvir: “sigilio” para aqui, “sigilio” para acolá...
Primeira vez que ouvi, pensassei: “Sigilio”!? Que disparate! Vê-se mesmo que é deputada!
Segunda vez que ouvi: “Sigilio”!? Que horror! Vê-se logo que é uma jornalista da TVI!
Quadragésima sétima vez que ouvi: “Sigilio”!? Nuno, até tu, que dás umas calinadas de vez em quando, sabes que “sigilio” não existe, nem aqui nem em Belém!
Pensava eu…
Depois de jantar, ligo a televisão, regulo o volume, o Chefe de Estado, Sua Excelência o Presidente da Republica, fala sobre as iniciativas legislativas do dia para o combate à corrupção. O que terá para dizer?
“Há muito que defendo o levantamento do “sigilio” bancário!”
Desculpe senhor Presidente, importa-se de repetir?!
“Há muito que defendo o levantamento do “sigilio” bancário!”Pronto, rendo-me! Se o “bué” nasceu em Angola, foi adoptado para os lados da Damaia, e entrou para o Dicionário de Língua Portuguesa, o “sigilio” que é parido por todo lado e é bem nutrido pela boca do mais alto signatário da nação nem precisa passar pelo crivo dos Doutores da língua de Camões.
Se o Professor Cavaco Silva diz “sigilio”, quem são as ferramentas de ortografia e gramática do Word para o contrariar.
Eu pela minha parte, já cumpri com o meu dever cívico e adicionei o novo vocábulo ao dicionário do meu computador.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Os Homens e os cães.


Este é um texto, sobre os cínicos e cobardes, que anonimamente utilizam o frágil anonimato virtual da blogosfera, para expiarem nos outros o carácter que lhes falta. Este é um texto, que, também, é dirigido a esses "senhores" que se comportam a baixo de cão, e, como tal, é escrito numa linguagem acessível a qualquer rafeiro:

Aqui no Cá Calharas, critica-se sem trela. As patas que nos servem para escrever sobre os favoritos do país e do mundo, também nos servem para assinar os textos que escrevemos. Somos directos, temos nome, passado, família, princípios e convicções. Talvez por isso, de tempos a tempos, pomos uns rafeiros a espumar. Inveja de quem anda bípede e hirto pelo rua? Talvez sim, ou talvez não. Às vezes os canitos até têm bom fundo, são é atiçados por quem lhes dá a ração. Sem coleira, não sabemos a quem pertencem, sem açaime são um problema de saúde pública, e se o dono não traz o saquinho...
O Cá Calharas é uma gaiola de porta aberta para pássaros que voam livres, aqui não se cortam asas nem a falcões nem a galinhas. Será lamentável se tivermos que fechar a gaiola a outros animais de companhia.

Reclamação/Sugestão feita à Carris

Ainda a propósito da viagem de ontem, hoje senti-me na obrigação de exercer a minha cidadania. Apesar de considerar o trabalho que a Carris tem vindo a desenvolver nos últimos anos globalmente positivo, nem tudo funciona bem. Na viagem de regresso ao bairro onde vivo, tive de esperar cerca de 30 minutos pelo autocarro (que à semelhança da viagem anterior ia cheio). Na paragem, ouvia duas senhoras sentadas a reclamar pelo horário que esta carreira fazia durante o dia. É claro que é impossível ter um autocarro ao serviço da vontade individual de cada cidadão, mas perante esta subida da procura, a oferta deve ser ajustada, para poder garantir um bom serviço - o número de clientes e utilizações acaba por subir naturalmente. Logo, pensei mal possa tenho de fazer esta reclamação/sugestão por escrito para a companhia. É isso que partilho convosco, e que aconselho sempre a fazermos. Penso que é mais do que um dever, uma obrigação, que os restantes cidadãos e a própria Carris agradecem. Consequentemente a nossa qualidade de vida melhora.

Bom dia,

Sou um entusiasta da utilização do transporte público como meio preferencial de mobilidade nos grandes centros urbanos. Apoio e concordo com as medidas que têm vindo a tomar (as operadoras e autarquias) no sentido de aumentar a diversidade da oferta, e a qualidade do serviço, procurando promover meios de transporte sustentáveis ambientalmente e economicamente. Contudo não percebo como é que um bairro como Campo de Ourique com uma densidade populacional na ordem dos 20.000 hab/km2, e que é servido apenas por autocarros e eléctricos (ambos da responsabilidade da Carris), consegue ter uma assiduidade de carreiras tão parca na oferta. O 709 um dos mais usados, durante o dia (fora das horas de ponta) chega a ter uma espera de 30 minutos entra cada autocarro. Assim por muito que se queira promover o uso do transporte público (e bem), em detrimento da viatura privada, as soluções não estão à altura. Nem mesmo para aqueles que acreditam que é o caminho, mas apenas para aqueles, que por diversas ordens de razão, não têm outra alternativa. Agradeço soluções!

Obrigado.

Atentamente,

Luís Viegas

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Portugal – um país que existe, ou que apenas dura?


Hoje de manhã, estava na paragem do autocarro, à espera do 709. Que me levaria de Campo de Ourique à Loja do Cidadão nos Restauradores. Sim, ia buscar o cartão de cidadão. Quando no sentido oposto passa um eléctrico 28. No exterior, e a propósito do aniversário do nascimento do Padre António Vieira (fez 400 anos em 2008), estava inscrito uma frase dele – “Nos dias que fazemos, realmente existimos; nos outros apenas duramos”. Como é que acham que a maioria do país se encontra neste momento – com vontade de Existir, ou apenas de Durar? Deixo-vos esta reflexão…


Azar ou falta de jeito?


A conferência de imprensa do Banco de Portugal já estava marcada. Algumas fontes seguras o que aí vinha, o anuncio da hecatombe.
A líder do PSD é quem manda, não lhe interessa saber da agenda dos media ou sequer da do Banco de Portugal, mesmo que seja para tirar obvios e fáceis proveitos políticos com isso. Neste autismo estratégico, Manuela Ferreira Leite perdeu uma excelente oportunidade para maximizar o impacto negativo que a revisão em baixa das projecções económicas para este ano terão necessariamente nas ambições eleitorais do PS. A líder do PSD até é economista! Devia saber que o tempo é o mais escasso dos recursos, e que neste ano então deve gerido com a máxima eficiência.
Ontem era dia de falar da impotência do Governo em travar os efeitos da crise, não era dia para dar mais uma má noticia ao país.
O "discurso da ruptura" de Paulo Rangel em prime-time, foi um momento a roçar a patetice. A essa hora, e depois de ouvir o Governador do Banco de Portugal, o país queria lá saber quem era ou deixava de ser o cabeça de lista do PSD às europeias. Mas não deixa de ser relevante verificar, que uma ex-ministra das finanças, obviamente habilitada para falar sobre a queda do PIB, tenha optado por apaziguar as hostes do seu partido, em detrimento dos problemas do país.

Pau(lo) para toda a obra.


A "Sra. Politica com Verdade", finalmente apresentou o cabeça de lista às europeias, mas não fugiu aos deslizes habituais.
“Este é o cabeça de lista escolhido depois de ponderados muitos outros que seriam candidatos igualmente bons”, disse a líder do PSD introduzindo o nome de Paulo Rangel. Poucos minutos depois, quando confrontada pelos jornalistas se aquela não seria uma solução de recurso disse: “O Dr. Paulo Rangel sempre a minha escolha desde o primeiro minuto”
Como se sabe, mais depressa se apanha um mentiroso que uma velhota. Estas declarações, mediadas por apenas poucos minutos, revelam o anacronismo da actual liderança do PSD. Mas claro está, a “Sra. Politica com Verdade” não mente, quem mente é o “Sr. Engenheiro”. E assim sendo:
1. A “Sra.” falou verdade no primeiro momento, e o atraso na apresentação do candidato deve-se à recusa de todos os outros putativos “candidatos”.
2. A “Sra.” falou verdade no segundo momento, e andou a contar espingardas dentro do próprio partido quando já tinha o seu candidato na manga.
Uma coisa é certa, ter um Pau(lo) à mão dá sempre jeito, mesmo quando não é muito jeitoso (nem no parlamento, nem na fotografia). Na realidade, Paulo Rangel está para a liderança do PSD como os bobis de colo estão para as viúvas de meia-idade. Quando lhes perguntamos – “Tia, porque traz o bichinho ao colo?” Elas respondem - “ É por segurança!”. Mas perante o nosso descrédito, acabam por acrescentar - “…sabe, sempre faz companhia.”
A verdade, é que Manuela Ferreira Leite está sozinha e isolada na liderança do PSD. No partido que MFL quer vender para fora, que existem de facto muitos notáveis, que a convenceram a agarrar no partido neste momento difícil, e que dariam melhores cabeças de lista para as europeias. Mas esses ditos notáveis, pura e simplesmente já não estão com ela!
As listas para as Europeias são um prenúncio do que o futuro guarda para MFL, nomeadamente no próximo congresso do PSD: um longo e penoso fim-de-semana de facas longas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

À falta de melhores ideias...


Paulo Rangel será o cabeça de lista do PSD nas próximas eleições europeias de 7 de Junho, anuncia o jornal Público.

A escolha do líder parlamentar, já anunciada como hipótese desde ontem, revela que Manuela Ferreira Leite não teve outra alternativa senão recorrer à única face visível da oposição ao PS neste momento. Como explicará MFL tanto tempo na escolha de uma solução interna?

A divisão interna é tal que ninguém pretendeu sacrificar-se neste primeiro "round" eleitoral de 2009. Por outro lado, MFL também não esteve disposta a sacrificar a sua pele, entregando a Marques Mendes a liderança da lista. Seria, depois de Santana Lopes em Lisboa, o segundo concorrente interno a quem MFL teria de ver reconhecido espaço político.

Pergunta-se agora quem passará a liderar a tão pálida bancada parlamentar do PSD? Logo veremos se terá valido a pena abdicar de um líder parlamentar na véspera das eleições legislativas?

Seis boas razões para andar de bicicleta eléctrica

Now that the spring weather has arrived in the Northern Hemisphere, some of us can reconsider our daily commute. The leading French newspaper Le Figaro has put together six reasons to keep our cars in the garage and switch to an electric bike.

Reason #1: It keeps you fit. Electric bikes don't run on their own and all the pedaling to keep the motor running burns calories as you traverse the miles. According to Hervé Douard, a member of the French Cardiology Federation, such low-strain regular exercise is good for our health. Such activity is claimed to reduce heart problems by 30 percent. However, keep your eyes open when you're riding: bicycle accidents in Paris have raised by 20 percent in the last two years.

Reason #2: It's green. Despite the unavoidable reality that a "regular" bike is actually greener, electric bikes make it easier for more people to switch from fossil-fueled transport to electric drive; to vehicles that use very little electricity on every ride.

Reason #3: It's affordable. Don't think that a new electric bike will ruin your wallet. You can get a cheap one for €1,000 euros and a reasonably good model for €2,500. Add on the lithium package, for about €450 more, and you likely won't regret it. According to Vélocito, a specialist in electric bikes, your yearly commute on an electric bike will not cost you more than €5 per year in utility charges. Don't forget that you won't need insurance, oil changes or MOT-like checkups.

Reason #4: The Dutch buy about 100,000 electric bikes per year, in a country with a population six times smaller than France. The market is large enough to have a variety of models, from cheap to sporty. French sports apparel chain shop Decathlon is now offering a model at €999. Oh, those of you living in an apartment and/or often take the train, consider a foldable electric bike.

Reason #5: It's really convenient in city traffic. According to most European studies about city mobility, bikes are the fastest means of transportation in cities, right after motorbikes. That's why there are quite a number of courier services that rely on bikes. The French postal service ordered 5,000 units for its inner city deliveries as well.

Reason #6: There are more and more places for you to ride. Did you know that there are more than 40,000 km of bicycle-friendly routes across Europe? We dare you to ride them all. When you're done, check out the similar network in the U.S.

Fonte: Le Figaro

O meu nome é Esteves, Ribau Esteves!


Dêem-lhe um vodka-martini que o homem já está com a boca seca.
Basta-lhe um microfone e um palanque, que ele faz maravilhas.
O Governo andava a procura de palavras de alento? Pois bem, encontrou-as na Ria de Aveiro!
O Eng. Ribau Esteves ainda é jovem, mas se a partir de Ílhavo já chegou a Secretário-geral do PSD, com estes discursos fantásticos a inflamarem a blogosfera e pavilhões gimnodesportivos adjacentes pergunto: que outros voos lhe estarão destinados?
Pelo sim pelo não, reservem-lhe um lugar ao lado da Amália no Panteão Nacional, porque é todo um povo popular democrata a pipilar naquela garganta.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Serão de 2.ª feira à noite...

Chego a casa por volta das 22h00. Ligo a televisão. A RTP1 dá um interminável espectáculo de magia. SIC e TVI, as chamadas televisões comerciais, disputam a corrida para ver quem dá mais telenovelas seguidas após o telejornal.

É altura de passar para o cabo. Que cenário tão pouco animador para este período entre as 22h00 e as 24h00. A menos que se goste de gramar com 4 (sim, quatro) programas dedicados a "rescaldar" o fim de semana futebolístico. Na SIC Notícias dá "O Dia Seguinte", na nova TVI 24 repete-se a fórmula com o "Prolongamento" e até o bairrista Porto Canal tem o seu programa "A Bola é Redonda". Por fim, a SporTV1 apresenta-nos o comentário da jornada com o programa "Resultado Final".

E para esta panóplia não contam os programas da RTP Notícias ("Trio d'ataque", "Pontatapé de Saída" e o inefável "Liga dos Últimos"), que dão noutros dias da semana, e a missa domenical do Doutor da Bola Rui Santos aos domingos à noite.

Não há aqui futebolês a mais? Estarei a esquecer-me de algum programa?

Há coisas fantásticas, não há?

domingo, 12 de abril de 2009

Haverá um antes e depois do novo jornal "i"?


O que vai mudar na nossa comunicação social quando surgir em Maio o novo jornal diário i?

O mote já está dado: "num instante tudo muda" e a pergunta que está a ser feita é "o que mudou?". Veremos o que terá mudado efectivamente daqui a uns meses. Para já, faz-se um apelo a que os cidadãos façam parte da mudança, participando.

Marinheiros portugueses de fato banho no Índico contra os piratas somalis


O Diário de Notícias de hoje traz na capa esta linda fotografia ilustrativa da guarnição da fratata Corte-Real que se encontra a patrulhar as águas do Índico dentro de uma esquadra de navios da NATO que visa combater os piratas somalis que têm vindo a sequestrar navios comerciais.

A notícia refere que esta zona do Índico se encontra infestada de piratas e que é vital a existência de um estado de prontidão e segurança máximos para defender a embarcação do risco de incêndio ou de ser alvo de um ataque suicida, como o que ocorreu contra um navio da marinha americana há uns anos.

Acontece que a fotografia da capa do DN parece mostrar que estes nossos marinheiros sabem aproveitar muito bem a boa temperatura daquela zona e até se dão ao luxo de apanhar uns banhos de sol e de pousar de fato de banho para a fotografia. Será isto possível? A disciplina militar exigida a uma missão de risco como aquela em que se encontra integrada a fragata permite isto?

Ainda os cartazes no Marquês de Pombal

Tem sido muito criticada nos últimos dias a retirada administrativa pelo vereador Sá Fernandes de” outdoors” de partidos políticos colocados na rotunda do Marquês de Pombal, uma das zonas mais nobres da cidade de Lisboa. Não tem sido fácil para uma certa direita aceitar que o antigo candidato “Zé” a presidente da CML, agora vereador dos espaços verdes, possa agora mandar remover os cartazes. Acontece que o nosso “Zé” não está a fazer mais do que cumprir a legislação em vigor sobre afixação de cartazes político-partidários.

O problema de isto tudo está na falta de cultura democrática e na falta de saúde da nossa democracia. Em qualquer país civilizado - e ainda que exista e tenha de existir um quadro legal que deva ser respeitado - os partidos já teriam subscrito um memorando de entendimento em que se comprometessem a auto-regular a afixação e colocação de propaganda político-partidária.

Desse memorando constariam vários compromissos: (i) definição de espaços para colocação de “outdoors” e outra propaganda, (ii) adopção de materiais amigos do ambiente, (iii) retirada imediata da propaganda após o acto eleitoral, (iv) respeito pelo pluralismo e não utilização de mensagens ofensivas.

O bom ambiente democrático exige que os partidos se consigam entender, pelo menos quanto a estes aspectos secundários do combate político. Tudo isto se torna mais premente quando teremos nos próximos seis meses três eleições em Portugal que se antecipa que venham a muito “poluir” as ruas deste Portugal.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tirem a Godzilla do Marquês!


Esta história do cartaz no Marquês, lembra-me outra que o Professor António Hespanha costumava contar por graça. Dizia ele, que certo Verão tinha convidado uma colega italiana, a passar uns dias em Portugal. Como bom anfitrião, levou-a num tour pelo País, mostrando-lhe as virtudes arquitectónicas de Portugal. Como ao lado de cada monumento secular temos sempre o inevitável mamarracho do pato bravo, logo se viu na necessidade de justificar os inúmeros atentados que entravam "pelos olhos dentro" da turista italiana. E assim, disse à colega:
- Sabe colega, aqui em Portugal, temos muita corrupção. As autarquias estão todas na mão dos construtores civis blablabla, blablabla…
Ao que esta respondeu:
- Deves estar a gozar, queres país mais corrupto que o meu? A Itália, onde Máfia lava a maior parte do dinheiro sujo no negócio imobiliário. O vosso problema não é esse, o problema dos Portugueses é mesmo uma gigantesca falta de gosto!
O Vereador Sá Fernandes pode, por hipótese, não ter razão, e o cartaz do PSD no Marquês pode até lá ficar, mas como cidadão, deixo aqui o meu apelo ao Partido Social-democrata.
Ponham os cartazes em sítio próprio, onde não destoem da envolvente. Na Grande Lisboa sugiro: os silos da Quimigal ou a o aterro de Trajouce. Mas retirem por favor a Godzilla do Marquês!
E se o bom gosto não vos diz grande coisa, como é óbvia constatação pelo cartaz que escolheram, ao menos que o façam pelo PIB da capital. Qual é o turista que quer acordar, abrir a cortina do quarto do hotel 5 estrelas, e dar de caras com aquela carantonha?!
Vá lá! Pelo PIB…
As eleições não são tudo na vida. Estamos em crise, não podemos afugentar as divisas.

Será esta senhora a candidata do PSD às eleições europeias?


Quando PS, PCP, BE e PP já apresentaram os seus candidatos às eleições europeias...
Quando faltam exactamente 60 dias para as eleições, por que espera o PSD, por que espera MFL? E se o coelho da cartola laranja for a própria Manuela Ferreira Leite?

Por muito que a senhora precise de ganhar espaço político e de se afirmar, a ser verdade este rumor, estaríamos perante uma declaração antecipada de derrota de quem sempre afirmou que o líder do PSD é sempre candidato a Primeiro-Ministro. Pode parecer temerário fazer esta conjectura mas MFL já nos habituou a surpresas bem mais surpreendentes.

Alguém percebe o lançamento de uma campanha nacional de cartazes de MFL nesta altura do csmpeonato?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O controle da imprensa.


Se José Sócrates tivesse a acessória de imprensa da Pfizer, o Freeport só faria noticia lá para o ano 2018. Por essa altura, a maioria absoluta nas legislativas de 2009 teria sido favas contadas, e vídeo de Charles Smith mancharia a reputação do “Engenheiro”, como o episódio da expulsão dos vendilhões do templo manchou a fé em Jesus Cristo.
A farmacêutica americana vai pagar quase 55 milhões de euros em indemnizações ao estado nigeriano de Kano pela morte de 11 crianças que terá usado como cobaias involuntárias.
Em 1996, uma epidemia de meningite fez mais de 11.000 mortos na Nigéria. A Pfizer enviou médicos que recolheram 200 crianças para serem usadas como cobaias nos ensaios do Trovan, um novo medicamento.
Esta indemnização foi discretamente negociada pelo Ex-Presidente Jimmy Cárter, não foi resultado de qualquer processo judicial que curiosamente nunca deu entrada em qualquer tribunal do Mundo. E se hoje se escreve sobre este caso, tal não se deve ao carácter único desta brutal violação de todos e quaisquer princípios éticos. Durante mais de 10 anos, a farmacêutica conseguiu silenciar o caso, mas os resultados pateticamente trágicos da experiencia - 11 crianças morreram e 181 outras sofreram danos cerebrais entre outros efeitos secundários graves (de 200 safaram-se 8!!!), acabaram por falar mais alto.
O juramento de Hipócrates bateu mais fundo na consciência de um dos médicos que conduziu a “experiencia”. Denunciou o caso às autoridades? Não. Escreveu uma carta à direcção da sua entidade patronal. E o que fez a Pfizer? Após despedi-lo, ainda tentou apagar qualquer relação com o Dr. Juan Walterspiel.
Este drama tinha tudo para dar um bom romance policial, e deu, inspirou o bestseller de John Le Carre, “O Fiel Jardineiro”.
Apesar de tudo isto, na opinião pública mundial, a Pfizer ao longo de 13 anos, nunca apareceu associada a semelhante carnificina. Durante 13 anos, a Pfizer, comprou o silencio de tudo e todos, inclusive do Governo Nigeriano, de tribunais e das famílias das vitimas.
Agora vai pagar a construção de um hospital na Nigéria, e para o Mundo continuará como a benemérita instituição científica que salva vidas todos os dias.
Prof. Augusto Santos Silva ligue para Pfizer e pergunte à secretária o nome do director de comunicação, depois, contrate-o!

Ser médico não é ser Santo!


Os “médicos” da Pfizer trataram crianças indefesas como ratos de laboratório.
Os “médicos” da CIA, ajudaram a “desenhar” os protocolos de interrogatório que permitiram maximizar a exposição à dor dos hipotéticos terroristas. Participaram mesmo nas sessões de tortura.
Os médicos em Portugal, não prescrevem medicamentos genéricos para continuarem nas boas graças das multinacionais farmacêuticas, mesmo quando isso significa a ruína dos utentes e do Estado.
Salvaguardadas as devidas distâncias, serão discutíveis quaisquer interpretações do juramento de Hipócrates? Os “médicos” da Pfizer e da CIA, podem sempre utilizar o relativismo “católico”, o princípio do "mal menor", para justificar os danos humanos resultantes dos seus actos. O sacrifício de algumas vidas para o bem de muitas outras.
Salvaguardadas as devidas distancias, será discutível a não prescrição de medicamentos genéricos ao abrigo do direito à “autonomia técnica” na pratica da medicina?
Cada medicamento tem o seu princípio activo, independentemente do fabricante, o medicamento tem a sua designação técnica universal. É de acordo com as suas propriedades químicas e terapêuticas que o INFARMED, certifica a sua utilização, no nosso país. Até ver, a entidade de supervisão e controle é insuspeita de incompetência. Quando o INFARMED afiança que o genérico e o medicamento de marca são similares e têm as mesmas propriedades terapêuticas, é porque assim é. Que direito tem o médico a promover a sangria económica dos seus pacientes por troca com umas quantas viagens à República Dominicana?
Na questão dos genéricos não existe qualquer argumento que justifique a não prescrição do medicamento por principio activo. Nada justifica que o utente não tenha a liberdade de optar se quer genérico ou se prefere o medicamento de marca.
Na questão dos genéricos não existe “mal menor”.
A não prescrição de genérico por parte do médico apenas pode radicar numa das seguintes razões:
• Ignorância – não são poucos os médicos que estudam pelos folhetos que lhe são entregues pelos delegados de propaganda médica.
• Preconceito – decorrente da ignorância
• Egoísmo – decorrente das vantagens que têm por protegerem os lucros da industria farmacêutica.

O outro G20

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dialogue Café: o futuro à nossa frente




"(...) we have to fight misconceptions by knowledge" - Jorge Sampaio, alto representante para a Aliança das Civilizações (AoC)

"(...) technology doesn't solve problems, people solve problems" - Simon Willis, vice-presidente da Cisco, empresa responsável pelo desenvolvimento do sistema de telepresença

Um documentário de 2006 bem actual



Who Killed The Electric Car? - teorias e conspirações sobre a razão pela qual, à beira de chegarmos ao ano 2010, a dependência do petróleo ainda não nos permitiu apostar no carro eléctrico como a solução de mobilidade automóvel mais sustentável.

Gostava de estar...

...no 2.º Forum da Aliança das Civilizações que se realiza esta 2.ª feira e 3.ª feira em Istambul, Turquia.

Diálogo intercultural, diversidade e desenvolvimento, a iniciativa Dialogue Café, com base no projecto Café Salam da Cisco, etc., tudo excelentes ingredientes para dois dias de debate de ideias com pessoas tão importantes como aquelas que estiveram recentemente presentes na cimeira do G20 em Londres.

sábado, 4 de abril de 2009

Sessão da meia-noite



Gran Torino: um filme à medida dos 79 anos de Clint Eastwood

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Maravilhas do mundo moderno

Recebido hoje no e-mail

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Uma vitória da opinião pública


Os partidos demoraram a reagir, mas lenta e custosamente lá vieram tirar o tapete ao seu favorito. Apesar do atraso, denunciante de uma certa má consciência, ou no mínimo de uma esquizofrenia latente, as reacções à nomeação de Domingos Névoa para a Braval sucederam-se e ainda podemos ouvir algumas pérolas sobre o vergonhoso episodio. Por exemplo, a reacção da líder do PSD, afirmando que o seu partido “repudiava veementemente a nomeação”. O voto favorável e unânime do PSD relativo à nomeação do sujeito, ainda estava quente, mas era preciso afastar a macula, mesmo recorrendo à mais grosseira imprecisão.
Hoje, dia em que o advogado Artur Marques (o mesmo de Fátima Felgueiras), veio comunicar ao media a renuncia de Domingos Névoa, não podem ser os partidos políticos a reclamar esta vitoria da ética publica.
A vitória é nossa, dos cidadãos que se indignam e que não ficam calados. Uma boa prova do poder de arrastamento que a opinião publica tem sobre as decisões do poder politico.

Os “mentirosos” do costume


Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates “como habitualmente” falta à verdade quando afirma que o PSD pretenderia privatizar a Segurança Social. Augusto Santos Silva vem defender o Primeiro-Ministro, reafirmando o que este havia dito. Paulo Rangel acusa a resposta do Ministro dos Assuntos Parlamentares como um mea culpa socialista.
Recordo apenas, que a privatização da Segurança Social era bandeira do Prof. António Borges actual vice-presidente do PSD e responsável do PSD para as questões económicas. Nunca ouvi ninguém do PSD vir a público critica-lo ou sequer apresentar opção diferente. Para tantos e tantos altos quadros sociais-democratas a Segurança Social estava inevitavelmente falida, a salvação das nossas reformas estava nos privados. Vieira da Silva veio provar o contrário.
E o mentiroso sou eu?!

Inaugurações: velhas receitas, novos resultados.


Ano de eleições é, já se sabe, ano de inaugurações.
O povo gosta de ter o ministro ou mesmo secretário de estado lá pela terra. Não interessa que seja para inaugurar uma passagem de peões, na incipiente cultura politica do eleitor tipo português, a mera proximidade física com o politico gera nele, como que por osmose, uma empatia que tem tido comprovados reflexos nas urnas locais.
Mesmo antes da internet, dos telemóveis, dos canais de noticias 24 horas, toda gente lá na aldeia sabia a que hora o ministro chegava, era dia feriado, era dia de festa. O dia da inauguração era um dia diferente, para o povo, e para o ministro. O dia seguinte era dia de trabalho, como outro qualquer, para povo e para o ministro, assim pensava o povo.
Hoje, com a internet, os telemóveis, os canais de notícias 24 horas, mesmo lá na aldeia, verdade crua de uma realidade de uma realidade distante entra “casa a dentro” mesmo na dos mais ingénuos e/ou ignorantes. O “day after” do “governante” em período pré-eleitoral é, até ao dia das eleições, uma contínua cornucópia de inaugurações e beberetes, com desbaratar de dinheiros públicos e alocação de “quadros” que noutras ocasiões, estariam a trabalhar para o bem comum. Para o povo o dia seguinte é, como sempre foi e será um dia de trabalho como os outros…
Se “o dia da inauguração” não é “especial e único” para ministro, então, não espere o ministro, o mesmo reconhecimento e admiração por parte do povo.
A romaria das inaugurações é uma componente folclórica de um modelo de pré-campanha que já fede.
Nos dias da sociedade de informações, não se pode fazer campanha como se fazia nos tempos da 1ª República! O eleitorado, ainda que muito lentamente, vai mudando. Poderá não estar bem informado, mas está mais informado.
Muito em breve, estudaremos os reais efeitos eleitorais que a campanha das inaugurações terá nos resultados eleitorais.
Andar a mostrar a todo o país dia após dia um governo a passear nunca deu nem dará um só voto a ninguém, e terá necessariamente efeito contrário.
É urgente reinventar as agendas da pré-campanha com a dos membros do Governo em funções. Compatibilizar um modelo de campanha de proximidade, que é essencial, com a campanha mediática feita a propósito para os mass media. Quem acertar na receita ficará com a maior fatia do bolo eleitoral. Uma coisa é certa, no futuro, as inaugurações tendem a ser um ingrediente cada vez mais dispensável e de frugal utilidade.

Sinais dos tempos

Lula quer entrar para a História como o primeiro presidente do Brasil a emprestar dinheiro ao FMI

No final da reunião do G20, o Presidente Lula da Silva ainda perguntou aos jornalistas presentes na conferência de imprensa: "Você não acha muito chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?".

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nova consola da Nintendo - Só para Mulheres

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

Pois não é só de novas instalações que vive a nossa Assembleia da República.
Também viu agora aprovados no dia 26 de Março o novo Regime de presenças e faltas ao Plenário (Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009).

E nela se pode ler no seu número 7:

A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por
isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado
o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado
médico caso a situação se prolongue por mais de uma
semana.


Ora porque é que estes funcionários públicos têm um regime especial? E não estão sujeitos ao mesmo regime dos outros?
Ou melhor, porque é que não se estende a regra a todos, acabando com milhares de consultas diárias meramente para obter a "baixa" ??
Já agora, os funcionários públicos têm de ter um Certificado de Incapacidade Temporária (vulgo "baixa") passado por um médico do SNS.. ou seja, mesmo que tenham sido atendidos numa consulta privada, terão que a ir "validar" ao sistema público.

Nos tempos em que correm, tenho dúvidas que seja seguro escrever que a "a palavra do Deputado faz fé".... Obviamente devido aos problemas que a Igreja enfrenta...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

É mentira!!!


A selecção nacional conseguiu ganhar por 2 a 0 à sua congénere sul-africana. Não, afinal é verdade…

1 de Abril, dia das mentiras

Proponho aos meus amigos que tragam ao Cá Calharás as mentiras que durante o dia de hoje se vão espalhar pelos jornais, radios e televisões.