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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O BE, o PCP, e o vilão.

Há quem se admire e indigne por ver o PCP e o BE coligados até com um Alberto João Jardim. Esquecem que certos partidos que só crescem no lodo e alimentam-se da miséria. A novela da revisão da Lei de Finanças Regionais é a prova provada que para a esquerda radical os fins justificam quaisquer meios.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nesta luta somos todos camaradas!

O PCP pediu hoje no Parlamento uma resposta "firme e exemplar" à decisão da Auto-Estradas do Atlântico de proibir contactos e distribuição de informação por sindicatos na empresa. Num "e-mail" assinado pelo supervisor de portagens lê-se que "na ausência de autorização adequada da AEA, não é permitido a qualquer entidade (sindical ou de outra natureza) realizar contactos, distribuir ou afixar informação dentro das instalações da empresa" e que "qualquer presença não autorizada não deve ser permitida e toda a informação distribuída clandestinamente deve ser destruída".
Nesta luta e nesta indignação somos todos “camaradas” porque “esta é uma atitude que deve indignar qualquer democrata”.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ser comunista.


Ser comunista é ser autista. É enfiar a cabeça na areia para não ver que o Mundo pulou e avançou e a Leste só ficou a miséria que o comunismo deixou.
Ser comunista é ser vigarista. É dizer que o povo é quem mais ordena, quando quem ordena o povo é o comité central, mesmo que para isso se mande a democracia para o lamaçal com o intelectual na vanguarda de quem vive do trabalho braçal.
Ser comunista é ser terrorista. É agitar por agitar, revoltar por revoltar, minar por minar. É trocar o Estado de Direito por um direito ao Estado que não se conquista pela maioria da votação mas pela minoria da conspiração.
Assistiremos hoje a mais um capitulo vergonhoso do contributo que o PCP tem dado à nossa ainda jovem democracia. De que valem as regras do jogo democrático, para quem a democracia não passa de um jogo, que só terminará no dia em que a luta de classes desemboque na revolução do proletariado e na sua ditadura. De nada conta, de nada vale o bom funcionamento dos organismos e instituições do Estado, quando o que se pretende é provar a falencia deste, nem que para isso o PCP dê o seu contributo activo. Só esta práxis justifica a tentativa de inviabilização, por parte do PCP, da eleição do novo Provedor de Justiça. Atendendo ao atraso no processo, à importancia do cargo, ao processo democrático anterior a que todos se submeteram (na 1ª volta o PCP apresentou o seu candidato), votar em branco é boicotar a pouca fé que ainda teriamos na Assembleia da República.

domingo, 3 de maio de 2009

O pecado original do PCP.


O PCP, demorou 50 anos a perceber que o povo português pouco tinha de operário e ainda menos de revolucionário. Durante 50 anos conspirou contra o fascismo, mas pouco mais lhe fez que meras cócegas. Foi o primeiro inclusive a ajudar a propria PIDE na caça aos esquerdalhos, que no dealbar da ditadura, já se atreviam a por umas bombitas aqui e acolá. O Dr. Álvaro Cunhal que não admitia ingerências na oposição ao regime, nem abdicava da liderança do partido que, em causa própria, julgava ser o único com legitimidade moral para a protagonizar.
Assim, quando o movimento dos capitães resolveu tratar do “Estado a que isto chegou” (como o disse Salgueiro Maia na madrugada de 25/04/74), o PCP talvez perdido entre Moscovo, Paris e Bucareste, já havia perdido o comboio da história de Portugal. Foi tanto assim, que o próprio Álvaro Cunhal, só chegou a Santa Apolónia pela certa, vários dias após a revolução dos cravos ter triunfado.

O PCP tinha avaliado mal o povo português no tempo da resistência anti-fascista e acabou por ver um punhado de capitães fazer o que ele manifestamente sempre propalou mas nunca sequer verdadeiramente tentou, derrubar o Estado Novo!

Finda a ditadura, deposto o regime, só havia um partido verdadeiramente organizado e instalado no País. Metodicamente o PCP saía da clandestinidade e tomava as rédeas soltas de uma festa que convinha ser dirigida a preceito da vontade do internacionalismo soviético.
Com o 25 de Abril o PCP tinha aprendido que o povo português era sereno, e que mais depressa saia à rua com uma flor na lapela, do que com uma foice e um martelo nas mãos. Apesar do Gonçalvismo e dos aventureirismos sociais-fascistas do PREC, por conta do desenlace do 25 de Novembro, os comunistas lá aceitaram ir a votos à moda da democracia burguesas ocidentais. Resultado, o povo soberano nem sequer lhe confiou 20%, o velho partido da resistência anti-fascista via ex-deputados da defunta Assembleia Nacional granjearem mais simpatia popular do que os seus dirigentes ex-tarrafalistas.

O PCP tinha avaliado mal o povo português no tempo do processo revolucionário em curso e acabou como terceira força politica do novo espectro eleitoral. Para mais, desbaratou o apoio dos militares que ainda tinha com arma de manga no dia 25/11/75.

Mais tarde, o país quis modernizar-se, abrir as portas à Europa, corrigir os sérios prejuízos que a nacionalização a metro do tecido produtivo nacional tinha trazido para a eficiência da nossa economia. O PCP, foi sempre contra todos os passos que nos tornaram naquilo que nunca deveríamos ter deixado de ser: um país europeu!
“A cortina de ferro” caiu, e o PCP escolheu criticar aqueles que derrubaram o “muro da vergonha”. O “centralismo democrático” imposto a gosto dos fiéis estalinistas leninistas prevaleceu dentro do próprio partido, e este, pouco a pouco, sangrou para as forças democráticas de esquerda, os seus melhores pensadores e activistas.

O PCP tinha avaliado mal a história do séc. XX e tinha ficado isolado na esquerda europeia.

O PCP tinha avaliado mal os seus próprios quadros, e negando as evidencias colocou homens de bem de mal com a sua consciência cívica e politica.

Por fim o PCP, julgou saber interpretar melhor que quaisquer outros a natureza do povo português, e por força do aparente sucesso na escolha de um Secretário Geral que claramente empatiza como as franjas menos alfabetizadas do eleitorado, foi-se mantendo à tona do seu limiar de persistência, nos elogios à tomada do Palácio de Inverno em 1917.
Assim chegamos aos dias de hoje e á actual crise do sistema capitalista. Crê agora, o PCP, que estão criadas as condições suficientes para a agitação social (que a seu tempo não deixará de ajudar a acicatar) para ter o poder que as urnas sempre negaram aos comunistas.

O PCP avalia mal o capitalismo, pois daqui a 3 anos (no pior dos cenários) este ressurgirá como um sistema mais limpo, ainda mais produtivo, ainda mais eficiente. Logo, um capitalismo mais querido pelas pessoas.
Mas será este o pecado de avaliação do PCP?
Talvez no caso presente o PCP esteja por fim avaliar bem a situação. Se calhar talvez saiba que esta crise não vai durar para sempre. Para os fins e propósitos da instauração de uma sociedade comunista, há que aproveitar o momento e ajudar a criar todas as situações possíveis de destabilização da paz social, um factor, que o PCP sabe ser crítico para a recuperação geral do sistema.
Neste contexto, compreendesse o cavalgar da onda de violência que se abateu sobre Vital Moreira. O PCP não pode trair os camaradas que chamaram traidor ao homem que é socialista de sempre mas que atempadamente escolheu enveredar pela via democrática para fazer valer os seus ideais. Pelo contrário, o PCP julga que aquela horda de analfabetos cívicos, que mancharam de vergonha o dia do trabalhador, é representante de um Portugal oprimido que com o devido incentivo e direcção puderam um dia dar ao PCP a revolução que o PCP nunca foi capaz de fazer.

O pecado original do Partido Comunista Português é que de “português” sempre teve muito pouco. O PC não compreende o povo que pretende dirigir. O “Homem Novo” soviético, nunca existiu nem existirá num povo de brandos costumes e mais brandas convicções. Num país que tem Verão de Maio a Outubro, tem bom peixe, bom vinho e bom sol, não há muito tempo para ler o “Das Kapital”.
O PCP de hoje continua a reinterpretar a cartilha de Álvaro Cunhal, o homem curtido pela solitária de Peniche, sovietizado pelo exílio, e moldou um partido à imagem da sua desconfiança no ser humano.
O PCP é um partido que se diz virginal, sem pecados, num país em que toda a gente sabe que toda a gente peca.
O PCP é um partido escuro, como as caves da clandestinidade que na prática nunca abandonou na totalidade. Portugal, pode até já não ser o Portugal da aldeia da roupa branca, mas já é muito mais o País das “festas de branco” das noites estivais algarvias, do que da o da festivaleira quermesse do Avante.
O PCP não é na verdade abreviatura para Partido Comunista Português, é o antes para Pacto Clandestino Passadista. O PCP, são ainda muitos homens e mulheres (felizmente cada vez menos) organizados num delirante colectivo de dor e ódio, que bondosamente conspiram contra tudo aquilo que os seus concidadãos teimosamente não desistem de preservar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Democratas de Todo o País Uni-vos!



PSD, BE e CDS-PP repudiaram de imediato o que aconteceu esta tarde, em plenas comemorações da CGTP.
Jerónimo de Sousa apenas disse: “Não vi!” E outro comentário não houve da parte do Secretário-geral do Partido Comunista Português às agressões de que foi vitima hoje o seu ex-camarada Vital Moreira
O 1º de Maio, em Portugal, marca momentos únicos de definição política e da própria historia.
No primeiro 1º de Maio, a grande manifestação do Portugal social que enterrou definitivamente o fascismo acabado de depor.
No segundo 1º de Maio, o demarcar de águas entre aqueles que queriam uma sociedade justa mas livre e democrática e o PCP que pretendia a sovietização da revolução dos cravos.
O sindicalismo português e o seu dia por excelência, nunca esteve pura e simplesmente ao serviço dos trabalhadores. Por razões que todos conhecemos os sindicatos, tanto os afectos ao PCP como os que nasceram para lhes fazer sempre frente, nunca foram independentes.
35 anos depois da génese do status quo sindical português já era tempo para a maturação da autonomia dos sindicatos relativamente à luta politica partidária.
35 anos depois, o PCP continua igual a si mesmo, uma organização estalinista que não hesita em incitar as franjas mais frágeis da sociedade até à violência, se esta lhe convir. Perante a violência perpetrada por indivíduos provavelmente afectos ao PCP, mas com certeza sindicalizados na CGTP, não há pedidos de desculpa, não há solidariedade democrática.
O 1º de Maio em Portugal e no Mundo é o feriado dos feriados, é o grande dia da fraternidade dos trabalhadores, dos homens dignos que fazem para ter.
O 25 de Novembro, em Portugal também deveria ser feriado. O grande dia da vitória da liberdade, do progresso e da tolerância sobre os cobardes que hoje agrediram Vital Moreira.
Mais uma vez o 1º de Maio em Portugal, marca bem o que é o Partido Comunista Português e o que é a CGTP Intersindical.
Como seriam todos os 1º de Maio em Portugal se o PC fosse poder?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O PSD aprende com o PCP


Quando a sociedade portuguesa luta contra as adversidades económicas num clima pacífico e cooperante todos conhecemos a táctica que o PCP põe sistematicamente em pratica:
1. Infiltração nos sindicatos.
2. Inflamação das reivindicações sectoriais e corporativas.
3. Promoção de manifestações publicas.
4. Critica ao governo com o argumento da agitação social que artificialmente criou.
5. Acusa o Governo de arrogância e autarcia por não mudar de rumo.

O PSD não tem a tradição nem a vocação para semelhantes alardes, os TSD não são mais do que um resquício da luta contra a unidade sindical, e hoje apenas mais um tentáculo para o controlo de carreiras e instituições públicas (nomeadamente autarquias).
Mas o que dizer sobre este clamor por um orçamento rectificativo?
Na boa tradição tecnocrática, o PSD acredita na agitação social por via de contas mal feitas.
Se a despesa está sobre controlo, o interesse do PSD na aparição de um orçamento rectificativo é meramente um: ter um argumento para dizer que o Governo falhou.
O PSD não está preocupado com as contas do Estado, o PSD está é preocupado com o estado das suas contas eleitorais.
Durante o partido laranja, muito por mérito de Cavaco Silva, ganhou a aura de “mestre das contas”, por oposição ao “mestres das forças de bloqueio” que eram por natureza os socialistas. Hoje essa aura desapareceu. A Dra. Manuela Ferreira Leite, como Ministra das Finanças, fez mais por isso do que qualquer outra pessoa. Para salvar a face, só mesmo a desgraça dos seus adversários. Para o português comum, haver, ou deixar de haver, orçamento rectificativo, nada muda o seu quotidiano. Para MFL é uma questão pessoal e uma desforra revanchista.
O orçamento rectificativo seria sempre desejado e reclamado pelo PSD independentemente da situação económica do país, ou da execução real dos gastos públicos.
Assim a táctica que o PSD aprendeu com o PCP foi adaptada para tecnocratês da seguinte forma:
1. Vota contra o Orçamento de Estado apresentado pelo Governo, seja qual ele for.
2. Prematuramente, avisa para a necessidade de um orçamento rectificativo.
3. Reivindica um orçamento rectificativo independentemente da execução do orçamento aprovado.
4. Critica o Governo por não lhe fazer a vontade.
5. Acusa o Governo de arrogância e autarcia por não mudar de rumo.

Tal como no caso das manifestações comunistas, o dia seguinte, corre como sempre, mas os últimos sound bites contra a “situação” vão moendo mais um pouco a autoridade democrática do Governo.