segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A mentira só acaba quando a verdade aparece.
Separar as águas.
Se Moisés fosse candidato às próximas eleições presidenciais em Portugal, ganhava de certeza. A confusão é tanta, tamanha é a quantidade e a variedade de fontes e de pseudo informações e informadores que parecem jorrar debaixo de cada calhau, que o que do que precisávamos mesmo, não era de outro jornal de sexta, mas sim de um Moisés que abrisse caminho pelas águas tortuosas da desinformação a caminho da terra prometida da confiança.
Quando os homens não estão à altura dos momentos, devemos procurar refúgio nas nossas reservas éticas morais e legais. A nossa primeira reserva colectiva seria porventura a que esta personificada na figura maior do nosso Estado, mas nem esse cidadão está a salvo do presente lamaçal, e até é suspeito de ser um dos principais chafurdadores.
Resta-nos a Lei, resta-nos o Estado de Direito, resta-nos acreditar no princípio da separação de poderes e na fiscalização e auto-regulação de forças que estes exercem entre si:
- Podemos acreditar que o que temos funciona, que a Lei prevalece, que a Lei é a expressão máxima da nossa vontade democraticamente demonstrada.
- Podemos não acreditar em mais nada, podemos desconfiar das instituições, pôr em causa os seus fundamentos e desrespeitar os códigos sociais, desrespeitar as leis, quem as produz e aplica.
Neste momento, a escolha mais simples para os portugueses é assumirem a sua boa fé ou má fé naquilo que entendemos por República Portuguesa, pela nossa democracia, pelos nossos tribunais.
Aqueles que respondam negativamente, aqueles que para a resolução de um diferendo ou de um problema social acham mais legitimo e eficaz recorrer-se à difamação num qualquer pasquim do que aos tribunais ou a qualquer outro instituto público, então que tomem bem consciência do caminho que começam a trilhar.
O nosso Primeiro-Ministro pode não ser a pessoa mais simpática aos olhos de muitos portugueses e alguns deles naturalmente votarão contra ele no próximo dia 27, mas sustentar essa decisão não na avaliação critica da eficácia das suas políticas, mas sim no achincalhamento não apenas de José Sócrates mas já de todos os princípios e valores que sustentam a nossa democracia?
Agora, até o processo Casa Pia serve para a campanha política contra a credibilidade das nossas instituições. Quem ataca o conselho superior de magistratura a pensar que ataca o PS saiba que ataca antes de mais os juízes em quem temos de confiar para bem da nossa sociedade. Da mesma forma, quem defende a “Casa Civil da Presidência da Republica”, com o argumento de que em Portugal é mais fiável e eficaz ao Presidente da República recorrer a denuncias semi-anónimas e veladas a meios de media seleccionados, ao invés de recorrer às instituições do Estado como a Procuradoria Geral da República ou a Policia Judiciária, está a pôr tudo em causa.
O que é preocupante, é verificarmos que quem joga o jogo democrático não hesita em fazer batota quando
O destacado líder do PSD, Fernando Ruas sob o beneplácito de Manuela Ferreira Leite soube separar bem as águas quando evocou uma quadra em que julgava em desuso: “Um cravo na lapela fica sempre bem, principalmente a certos filhos da mãe”.
É aceitável que o carácter de uma pessoa possa ser colocado em causa pelas suas opções políticas com tamanha leviandade?
Portugal não pode ser uma imensa Vise, eu não aceito ser alcunhado “filho da mãe” por usar um cravo na lapela, da mesma forma como não quereria ser “uma ratazana” por usar uma cruz de David na Alemanha de Hitler.
Este é o tempo de separar as águas, esta lama que vem sempre do mesmo lado e na mesma direcção só pode aproveitar a quem desrespeita por completos os valores da nossa democracia.
Nestas eleições, mais do que escolhermos entre a esquerda e a direita temos mesmo que fazer uma outra opção bem mais grave e consequente, ou defendemos o Estado de Direito que tanto custou a ganhar e construir ou alinhamos com aqueles para quem o Estado de Direito e as suas instituições com poderes autónomos e equilibrados são uma imensa “força de bloqueio”.
sábado, 19 de setembro de 2009
Chegou o carteiro!

Começa a ser cómico e é apenas um pouco trágico que ainda haja quem lhe dê ouvidos. Agora Manuela Ferreira Leite veio dizer que já nem o correio é seguro. Mas em que país é que vivemos? Ou melhor, em ano? A violação de correspondência é crime. “A Senhora” já apresentou alguma queixa? Ou alguém do seu “staff”? Ou será que é como “o outro” que não gosta de PPR`s mas tem mais de 30.000€ nessas aplicações? Se calhar “A Senhora” não confia nos correios mas continua a enviar cartas ao Pai Natal, talvez a pedir uns pastéis de Belém na peúga...
sábado, 12 de setembro de 2009
Vai começar!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Anda tão caladinha...
Esta é a "política de verdade" do PSD.
Para memória futura.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Por vezes as iludencias aparudem.
A lista de candidatos a deputados do PSD pelo circulo eleitoral de Lisboa que foi votada esta noite, em reunião da distrital parece ser, à primeira vista, perfeitamente consensual mas será mesmo assim?
Talvez não. Vejamos melhor.
A lista, que deixa de fora nomes como Rui Gomes da Silva, Arménio Santos, Henrique de Freitas, José Matos Correia, Pedro Pinto e António Preto, foi aprovada por 27 votos a favor, sete contra e três abstenções.
Ao que parece, os sete votos contra são das secções que apoiaram Manuela Ferreira Leite. E segundo o jornal Público, existe um enorme descontentamento pelas escolhas da distrital para a lista de candidatados a deputados.
Fiéis de Manuela Ferreira Leite como Duarte Pacheco ou o Presidente dos TSD de Lisboa Álvaro Carneiro caem abruptamente nas listas para lugares perto da inelegibilidade.
A lista terá de ser agora revista pela direcção do partido sendo depois aprovada em Conselho Nacional marcado para a próxima sexta-feira.
A coisa promete...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Mais um...

A vox populi do politicamente correcto sublinha que o caso BPN nada tem a ver o PSD e que quaisquer cruzamentos dos dois cenários da vida pública, não passam de meras coincidências. Pois bem, Arlindo de Carvalho é a ultima coincidência do folhetim, o ex-ministro de Cavaco Silva foi constituído arguido no processo BPN por indícios fortes de ilicitude em negócios imobiliários menos claros. Menos um putativo ministeriável para um hipotético futuro governo do PSD. Tal como Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho já fez saber que "o seu envolvimento no BPN só o fez perder dinheiro". Coincidências...
Por este andar, o caso BPN ameaça formar um executivo laranja mais cedo do que a própria Manuela Ferreira Leite.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Oposição à oposição

Parece crime.
Nos dias que correm dizer mal do Governo "é bem”, e dizer bem de quem diz mal não "cai mal". Que cretinice, intelectual de uns, moral de outros, agora o Sócrates é só defeitos e a Manuela é a própria da virtude?! Os “independentes” que hoje procuram a equidistância, pelo vogar da “onda critica” à actual governação, mais não fazem como Pilatos, em consciência sabem que nenhum governo alguma vez teve a coragem de fazer o que este fez. E sabem melhor ainda, como eram urgentes estas reformas e como se moveram mares e montanhas para impedir estas mudanças.
É inconcebível ouvir a candidata a primeira-ministra dizer que vai “mudar tudo na educação” e ficar calado?! Porque é que a antiga Ministra da Educação promete esta insensatez com tamanha irresponsabilidade? É o mais puro e inconsequente eleitoralismo. Deveria ser uma bandeira do PSD a avaliação dos professores, assim como o ensino profissional. Os "piquenos e médios empresários" não estão do mesmo lado da barricada daqueles que não querem ser avaliados, mas que querem continuar a ganhar €3000/mês por 20 horas de trabalho semanais e 2 meses de férias.
Temo por este país e pela qualidade da nossa democracia quando franjas significativas dos nossos supostos "melhores" navegam à vista não vão ter que fazer novos “amigos” a seguir às legislativas. “Até ao galo cantar haverás de renegar o meu nome três vezes” assim o terá dito Jesus Cristo ao apóstolo. Que raio de reformas podem, ou sequer valem a pena serem feitas quando os mesmos que as apoiaram quando Sócrates era invencível, agora as deixam cair sem estrondo? Apenas porque o vento pode passar a soprar da direita e é sempre mais fácil navegar à bolina!
O PSD não tem programa. Será pecado dize-lo?
A líder do PSD, foi desastrosa nas suas anteriores experiencias ministeriais. É mentira?
Caso as teses do PSD - privatização da CGD; privatização da Segurança Social - tivessem sido aplicadas, o que seria de nós no contexto de crise mundial? Não deveremos sentir a angústia deste futuro que poderia ter sido, e que graças à vontade dos portugueses e do governo socialista não foi?
É verdade a “politica de verdade”? A "Senhora" não imitou Dias Loureiro quando disse não ter sido ela a vender a PT quando afinal até foi ela que assinou bem a meio do curto consulado de Barroso.
E Santana Lopes para a CML... Em Oeiras nem candidato credível apresenta para não canibalizar o sempre seu Isaltino. Em Lisboa apresenta PSL em cuja personagem ainda à pouco menos de um ano dizia não votar fosse para que função fosse. É esta a VERDADE!
Sinceramente, apesar de todos os pesares que pesam (e muito) sobre os ombros de José Sócrates, o que já fez este PSD para merecer sequer o benefício da dúvida?
Agora é o Carlos Encarnação que está arguido por mais um negócio lesivo do interesse público, realizado durante os governos de que Ferreira Leite fez parte. Quantos mais “laranjas” têm que "ir dentro" para que se perceba que PS e PSD não “são todos iguais”? E que Manuela Ferreira Leite não foi de um dia para o outro que ficou diferente dos seus!
Provem que foi Constâncio quem roubou o BPN e que Dias Loureiro não teve a capacidade para o impedir! Até lá farei oposição a esta oposição. A este PSD não é a alternativa de futuro de que precisamos. A este PSD, espectro de um passado de que fugimos, mas que 4 anos não chegaram para enterrar.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Manuela como Santana?

Manuela Ferreira Leite será, entre os líderes das principais forças partidárias, a única que não tira férias.
Apesar de ser uma mulher de família, este ano não haverá Verão em São Martinho do Porto, nem noutra praia qualquer. Esta será a Estação do tudo ou nada para o PSD, para que em Setembro não desça no apeadeiro.
Mas falando na última experiencia que tivemos com este binómio férias/PSD, recordo que o último Primeiro-Ministro do PSD também assumiu o governo sem repouso prévio, para logo 14 dias depois tirar umas férias no Algarve. Foi um belo exemplo!
A escolha de Manuela Ferreira Leite será tirar férias da campanha quando estiver à frente dos destinos da Nação? Ou vê a vitória como um cenário tão improvável que já tem termas marcadas para o Outono?
Em qualquer dos casos, e atendendo à veterania da candidata, seria bom que carregasse baterias antes do combate eleitoral, até porque, este promete ser duro.
domingo, 5 de julho de 2009
Os "chifres" nas devidas testas.

Pinho, apesar dos chifres, fez-nos puxar pela cabeça. As despedidas são sempre momentos de balanço para uns e de embalo para outros. Estávamos habituados aos ministros da economia anónimos (nos consulados PSD o último com alguma notoriedade terá sido o Eng. Mira Amaral), ou então a mega ministros de governos rosa (estilo Pina Moura), que não dedicavam à economia mais do que o seu part-time. Entre os empresários, os papões que a esquerda radical esquece serem aqueles que geram riqueza e emprego, é unânime a opinião: Manuel Pinho foi um excelente ministro. Entre a oposição de direita, e agora que o dano foi superior às suas melhores expectativas, o ministro afinal não terá sido assim tão mau. As “gafes a la Pinho”, continuam catalogadas de “inaceitáveis indiciadores de desnorte governativo”, mas quando vamos às politicas em concreto do Ministério da Economia a critica fica pelos detalhes. O pensamento estratégico do ex-ministro estava correcto, assim como , agora que já é ex, é vista com outra bondade a dinâmica com que sempre respondeu aos problemas do tecido produtivo nacional. Os sociais-democratas sabem, que amordaçado, Manuel Pinho seria sempre um bom ministro da economia, até num governo PSD... Diz agora o cinismo critico ao serviço da predação laranja, que no "mundo real", no mundo do trabalho e da sociedade que lhes é tão distante, Manuel Pinho até seria reconhecido pelo trabalho feito, mas que na politica “as regras são outras”. Na "política de verdade" as regras são de facto outras, lá não há lugar ao mérito, apenas há espaço para o mal dizer. Se dúvidas ainda existissem sobre a capacidade de melhor fazer... mas nem isso!
Qual é o legado de Manuela Ferreira Leite nas pastas da Educação e da Finanças?
Respectiva e sumariamente: uma geração à rasca; 2 submarinos inúteis e uma “hipoteca geracional” ao City Group.
Haja decoro!
Haja memória!
Haja competência!
Manuel Pinho, foi uma indecorosa personagem política que ficará na nossa memória colectiva como um Ministro tão competente nas suas funções como era congenitamente compelido à gafe mais esdrúxula.
Confiando na memória curta dos eleitores, o PSD apresenta uma candidata a Primeira-Ministra comprovadamente incompetente nos Ministérios por onde passou, e agora, sem ponta de decoro, a “Senhora”, apresenta-se virgem!
Nem foi ela que privatizou a PT!
Quer “mudar tudo na Educação”!?
O que propõe?
Voltarmos ao tempo em dos estudantes com as calças na mão?
Do tempo do investimento ZERO no ensino profissional? Quando no ensino superior era aposta solitária de um sector privado lucrativo mas selvagem de que eram sócios ou cooperantes metade dos ministros de Cavaco Silva?
Para o povo português esta “senhora” já usou “chifres”. Não “os chifres de Pinho”, mas os “chifres” de uma gestão diabólica que mais soube destruir do que preparar o País para o futuro.
O povo português é inteligente, e se coisa aprendeu nos últimos anos é que aqui não há anjos ou “santinhas”. Na devida altura saberá recolocar os “chifres” nas devidas testas, porque única verdade” na política é a vontade dos cidadãos! Haverá mentira que dure sempre, ou forte que chegue para esconder o trabalho do governo de Sócrates com a peneira da “seriedade” de Manuela Ferreira Leite? Não creio.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A TVI boliviana
Consta que estavam um pouco como a Manuela Ferreira Leite, um pouco... "Lost"
José Sócrates "essa galdéria"!
A última insinuação remete para negócio PT/TVI. Foi sugerido que José Sócrates teria conhecimento antecipado das conversações. Como o Primeiro Ministro negou ter qualquer conhecimento de tal operação, logo veio a “líder” do PSD a terreiro dizer que tal não podia ser verdade, e como não podia ser verdade, o PM só poderia estar a maquinar um plano diabólico para calar a bocarra da Moura Guedes, e… a mentir.
Mais uma vez, hoje através de comunicado oficial da administração da PT, fica provado que a única pessoa a faltar com a verdade foi novamente a Dra. Ferreira Leite. A “Senhora” não se aguenta… à mínima coisa que lhe parece “fora de ordem”, e por via das dúvidas, chama logo o Primeiro-Ministro de mentiroso, é uma fixação!
A Dra. MFL faz lembrar aquela vizinha que sozinha, viúva, traída e abandonada pelo marido que não esteve para a aturar, passa a vida à janela a controlar quando é que a vizinha lado, que vive alegre e contente com marido e família, deixa entrar em casa o homem do gás por mais de 5 minutos. Para as virgens bexigosas, as miúdas giras e simpáticas são sempre umas galderias. Para MFL também é assim, ela que nem liderar o seu partido sabe, gostava mesmo era de algum dia vir a ser uma PM como Sócrates tem sido. Mais sabe ela previamente dos alinhamentos noticiosos da TVI às 6ª feiras, do que sabe o PM das conversas que ocorreram ontem entre as administrações da PT e da Prisa.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Este PS não aprende.
Sócrates arrisca ser o "Pedro" da fábula "Pedro e o Lobo". Para quem anda mais enevoado pelo cínico nevoeiro do quotidiano passo a recordar. Pedro era o pequeno pastor que tantas vezes gritou que vinha aí o lobo, sem que o lobo viesse, que quando o lobo veio ninguém o acudiu. Ora, o nosso PM evita o discurso da tanga e nesse ponto todos concordamos, mas de nada nos vale, a nós e a ele, um discurso pautado por um infundado optimismo, fundado em ilusórios anúncios boas novas. Na conjuntura económica mundial, Portugal não está pior nem melhor do que era suposto estar. Somos uma economia periférica, altamente exposta ao exterior onde por norma tudo chega mais tarde e mais tarde costuma partir. Com esta crise assim será. Teria dado imenso jeito ao PS ter tido as legislativas no inicio do presente ano, conjunturalmente Sócrates ainda podia dizer que não estávamos tão mal como outros, mas ao que tudo indica as legislativas serão mesmo muito mais tarde, quando "os outros" já começaram a estar bastante melhor que nós.
As vitórias de Sócrates contra a crise foram vitórias de Pirro e os Brutos cá do burgo preparam as facas para cravarem as costas daquele que se pôs a jeito.
2010 será o ano do pico da crise para Portugal. Essa é a evidencia, e assim seria qualquer que fosse o governo em funções.
Já era tempo do PS ter virado a mesa, Manuela Ferreira Leite viu a oportunidade, e preparasse para capitalizar com a amargura de uma realidade que parece cada vez mais desfasada do tom optimista do Primeiro-Ministro.
A "politica de verdade" é a politica deste governo ao longo dos últimos 4 anos e meio, se o discurso também fosso o discurso da verdade não restaria espaço para uma oposição à direita do PS. Sócrates obrigaria o PSD a fazer um discurso de auto-elogio no qual ninguém acreditaria porque mais evidente seria o vergonhoso currículo que a Dra. Ferreira Leite tem como ex-governante em diversas ocasiões.
Há poucos dias José Sócrates regozijava com um abrandamento 0,5% na recessão revelado pelo relatório semestral do INE, hoje tem que engolir com os dados do Outlook da OCDE que prevê um recuo económico de 4,5% em 2009 e uma taxa de desemprego de 11,2% em 2010.
Hoje o que virá dizer o Primeiro-Ministro? A resposta é fácil de adivinhar: nada!
O PS está a entregar de borla o trabalho ímpar que fez enquanto governo, não pelos resultados da sua governação, mas pela forma como não sabe ser humilde em reconhecer que não pode fazer mais no combate à crise da mesma forma que nem tudo de bom que nos tem acontecido terá sido da sua responsabilidade (é recordar as afirmações ridículas sobre a queda da taxa Euribor).
A "politica de verdade" é a do PS, mas infelizmente o discurso da verdade é o do PSD. No momento do voto haverá muitos eleitores que não saberão distinguir o trigo do joio, ou que não perdoarão as inúmeras vezes em que o PS os terá induzido numa forte frustração de expectativas. O PS quis dourar a pílula em busca da maioria absoluta, vamos ver agora se não terá que engolir em seco por não ter aprendido a seu tempo que à ilusão sucede sempre a desilusão. Oxalá que o povo português não escolha substituir um governo de ilusões (PS) por uma desilusão de governo (PSD/PP) porque nesse caso os resultados para o país (como já vimos) serão bem mais graves.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Gato por Lebre.

Foi numa entrevista como a de hoje, que em 1989, o então Primeiro-ministro português Prof. Aníbal Cavaco Silva proferiu a famosa frase sobre o até então prospero mercado de valores mobiliários.
Estávamos na alvorada da adesão de Portugal à CEE. O dinheiro jurava como não se via desde a febre do ouro brasileiro. O “Zé (povinho)” seguia com mais atenção a cotação das acções da Inapa do que a “Bola Branca” do Ribeiro Cristóvão.
Os governos do PSD haviam introduzido o capitalismo popular num país mal refeito do estatismo pós-PREC. O discurso do caos que se avizinhava chegou pela boca que era menos expectável.
O Professor “nunca se enganava e raramente tinha duvidas”, se dizia que na Bolsa de Lisboa se vendia muito “gato por lebre” então era o mesmo momento para... VENDER!!!
Assim começou a história da descapitalização de muitas famílias portuguesas, que tinham aplicado as suas parcas poupanças no “mercado” que o Governo laranja tanto acarinhava.
José Sócrates aprendeu a lição. O Poder em momento algum pode, ou deve, ser o portador das más noticias, bem pelo contrário! O PS de José Sócrates, sabe que um discurso responsável e optimista vale mais do que muitos milhões de euros gastos a minimizar danos causados por estados de alma públicos de governantes menos confiantes.
O PSD, por seu turno, na melhor das hipóteses tem memória curta, e não aprendeu nada com os efeitos da irresponsabilidade verbal do líder de então. Na pior das hipóteses, Manuela Ferreira Leite e acólitos, perante espectro da derrota que se avizinha, quer mesmo é ver o circo a arder, e adoraria que fosse o próprio Primeiro-ministro a regar o fogo com gasolina.
Por um momento imagine-mos só:
Estamos perante a pior crise num século, a nossa Primeira-ministra é Manuela Ferreira Leite, o seu discurso é o da catástrofe económica, a sua reacção é não gastar nem mais um tostão.
O que seria feito de nós portugueses se esta senhora fosse como quer ser a nossa líder no combate à crise… Meu Deus!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Deve ser do picante!
A “Senhora” é marota… Ora finge-se morta, ora dá-lhe o frenesim.
“-Para onde foi o dinheiro?”
Este é o seu último soundbite?!
Ainda agora estão a ser anunciadas medidas de combate à crise e a Dra. Manuel Ferreira Leite já quer fazer o balanço das ajudas estado?!
Se tivesse a competência de Teixeira dos Santos, dizia-lhe para também ir consultar as estrelas. Como sabemos que a ex-ministra não dá para tanto, recomendamos-lhe que consulte os especialistas no seu partido.
Se quiser saber de onde veio o dinheiro, consulte o Dr. Isaltino Morais.
Se quiser saber para onde o dinheiro foi, vá visitar o Dr. Oliveira e Costa*
* não se esqueça de levar-lhe um prato de cachupa, consta que dava milhões por um… na Cidade da Praia.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Azar ou falta de jeito?

A conferência de imprensa do Banco de Portugal já estava marcada. Algumas fontes seguras o que aí vinha, o anuncio da hecatombe.
A líder do PSD é quem manda, não lhe interessa saber da agenda dos media ou sequer da do Banco de Portugal, mesmo que seja para tirar obvios e fáceis proveitos políticos com isso. Neste autismo estratégico, Manuela Ferreira Leite perdeu uma excelente oportunidade para maximizar o impacto negativo que a revisão em baixa das projecções económicas para este ano terão necessariamente nas ambições eleitorais do PS. A líder do PSD até é economista! Devia saber que o tempo é o mais escasso dos recursos, e que neste ano então deve gerido com a máxima eficiência.
Ontem era dia de falar da impotência do Governo em travar os efeitos da crise, não era dia para dar mais uma má noticia ao país.
O "discurso da ruptura" de Paulo Rangel em prime-time, foi um momento a roçar a patetice. A essa hora, e depois de ouvir o Governador do Banco de Portugal, o país queria lá saber quem era ou deixava de ser o cabeça de lista do PSD às europeias. Mas não deixa de ser relevante verificar, que uma ex-ministra das finanças, obviamente habilitada para falar sobre a queda do PIB, tenha optado por apaziguar as hostes do seu partido, em detrimento dos problemas do país.
Pau(lo) para toda a obra.

A "Sra. Politica com Verdade", finalmente apresentou o cabeça de lista às europeias, mas não fugiu aos deslizes habituais.
“Este é o cabeça de lista escolhido depois de ponderados muitos outros que seriam candidatos igualmente bons”, disse a líder do PSD introduzindo o nome de Paulo Rangel. Poucos minutos depois, quando confrontada pelos jornalistas se aquela não seria uma solução de recurso disse: “O Dr. Paulo Rangel sempre a minha escolha desde o primeiro minuto”
Como se sabe, mais depressa se apanha um mentiroso que uma velhota. Estas declarações, mediadas por apenas poucos minutos, revelam o anacronismo da actual liderança do PSD. Mas claro está, a “Sra. Politica com Verdade” não mente, quem mente é o “Sr. Engenheiro”. E assim sendo:
1. A “Sra.” falou verdade no primeiro momento, e o atraso na apresentação do candidato deve-se à recusa de todos os outros putativos “candidatos”.
2. A “Sra.” falou verdade no segundo momento, e andou a contar espingardas dentro do próprio partido quando já tinha o seu candidato na manga.
Uma coisa é certa, ter um Pau(lo) à mão dá sempre jeito, mesmo quando não é muito jeitoso (nem no parlamento, nem na fotografia). Na realidade, Paulo Rangel está para a liderança do PSD como os bobis de colo estão para as viúvas de meia-idade. Quando lhes perguntamos – “Tia, porque traz o bichinho ao colo?” Elas respondem - “ É por segurança!”. Mas perante o nosso descrédito, acabam por acrescentar - “…sabe, sempre faz companhia.”
A verdade, é que Manuela Ferreira Leite está sozinha e isolada na liderança do PSD. No partido que MFL quer vender para fora, que existem de facto muitos notáveis, que a convenceram a agarrar no partido neste momento difícil, e que dariam melhores cabeças de lista para as europeias. Mas esses ditos notáveis, pura e simplesmente já não estão com ela!
As listas para as Europeias são um prenúncio do que o futuro guarda para MFL, nomeadamente no próximo congresso do PSD: um longo e penoso fim-de-semana de facas longas.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Tirem a Godzilla do Marquês!

Esta história do cartaz no Marquês, lembra-me outra que o Professor António Hespanha costumava contar por graça. Dizia ele, que certo Verão tinha convidado uma colega italiana, a passar uns dias em Portugal. Como bom anfitrião, levou-a num tour pelo País, mostrando-lhe as virtudes arquitectónicas de Portugal. Como ao lado de cada monumento secular temos sempre o inevitável mamarracho do pato bravo, logo se viu na necessidade de justificar os inúmeros atentados que entravam "pelos olhos dentro" da turista italiana. E assim, disse à colega:
- Sabe colega, aqui em Portugal, temos muita corrupção. As autarquias estão todas na mão dos construtores civis blablabla, blablabla…
Ao que esta respondeu:
- Deves estar a gozar, queres país mais corrupto que o meu? A Itália, onde Máfia lava a maior parte do dinheiro sujo no negócio imobiliário. O vosso problema não é esse, o problema dos Portugueses é mesmo uma gigantesca falta de gosto!
O Vereador Sá Fernandes pode, por hipótese, não ter razão, e o cartaz do PSD no Marquês pode até lá ficar, mas como cidadão, deixo aqui o meu apelo ao Partido Social-democrata.
Ponham os cartazes em sítio próprio, onde não destoem da envolvente. Na Grande Lisboa sugiro: os silos da Quimigal ou a o aterro de Trajouce. Mas retirem por favor a Godzilla do Marquês!
E se o bom gosto não vos diz grande coisa, como é óbvia constatação pelo cartaz que escolheram, ao menos que o façam pelo PIB da capital. Qual é o turista que quer acordar, abrir a cortina do quarto do hotel 5 estrelas, e dar de caras com aquela carantonha?!
Vá lá! Pelo PIB…
As eleições não são tudo na vida. Estamos em crise, não podemos afugentar as divisas.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Uma vitória da opinião pública

Os partidos demoraram a reagir, mas lenta e custosamente lá vieram tirar o tapete ao seu favorito. Apesar do atraso, denunciante de uma certa má consciência, ou no mínimo de uma esquizofrenia latente, as reacções à nomeação de Domingos Névoa para a Braval sucederam-se e ainda podemos ouvir algumas pérolas sobre o vergonhoso episodio. Por exemplo, a reacção da líder do PSD, afirmando que o seu partido “repudiava veementemente a nomeação”. O voto favorável e unânime do PSD relativo à nomeação do sujeito, ainda estava quente, mas era preciso afastar a macula, mesmo recorrendo à mais grosseira imprecisão.
Hoje, dia em que o advogado Artur Marques (o mesmo de Fátima Felgueiras), veio comunicar ao media a renuncia de Domingos Névoa, não podem ser os partidos políticos a reclamar esta vitoria da ética publica.
A vitória é nossa, dos cidadãos que se indignam e que não ficam calados. Uma boa prova do poder de arrastamento que a opinião publica tem sobre as decisões do poder politico.
Os “mentirosos” do costume

Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates “como habitualmente” falta à verdade quando afirma que o PSD pretenderia privatizar a Segurança Social. Augusto Santos Silva vem defender o Primeiro-Ministro, reafirmando o que este havia dito. Paulo Rangel acusa a resposta do Ministro dos Assuntos Parlamentares como um mea culpa socialista.
Recordo apenas, que a privatização da Segurança Social era bandeira do Prof. António Borges actual vice-presidente do PSD e responsável do PSD para as questões económicas. Nunca ouvi ninguém do PSD vir a público critica-lo ou sequer apresentar opção diferente. Para tantos e tantos altos quadros sociais-democratas a Segurança Social estava inevitavelmente falida, a salvação das nossas reformas estava nos privados. Vieira da Silva veio provar o contrário.
E o mentiroso sou eu?!