...há coisa que estão bem enraizadas, resultam sempre, e fazem lembrar esta anedota:
Um padre, de uma paróquia da raia, tinha por hábito dizer missa contra os espanhóis. Com o tempo a coisa correu mundo e fez notícia, pelo que, ameaçava vir a ser causa de um sério problema diplomático. Alertado pelo Governo, o Episcopado enviou um Bispo para assistir à homilia do dito sacerdote.
E assim foi, certo dia o Bispo lá foi.
A missa decorria com toda a normalidade até que o dito padre dirigindo-se aos paroquianos pergunta-lhes:
“- E vocês sabem quem mandou matar Jesus?”
Ao que a assistência retorquiu exaltada e em uníssono:
“- Foram os Espanhóis!”
O Bispo, comprovado o enraizado sentimento anti-castelhano e a gravidade do problema, no fim da homilia dirigiu-se à sacristia e como seu superior hierárquico ordenou o padre que parasse imediatamente com o incitamento contra Espanha.
Ainda que relutante o padre assegurou que tal não voltaria a acontecer.
Assim, o Episcopado de forma a resolver de imediato o problema diplomático, convidou José Sócrates e Zapatero a assistirem a uma missa na dita paróquia.
E assim foi, no dia marcado, com aparato e cobertura mediática lá estavam José Sócrates e Zapatero sentados lado a lado na primeira fila da igreja, dando exemplo dos laços de amizade que unem os dois países e assistiam respeitosamente à cerimónia religiosa.
Até que chegados à hora do sermão o sangue dos chefes de Governo gela ao ouvir o padre dirigir a fatídica pergunta à assembleia de devotos:
“-E vocês sabem quem matou Jesus?”
Ao que a assistência responde:
“- Foi Judas!”
Sócrates e Zapatero, cúmplices, libertam um suspiro de alivio…
Mas o Padre lança uma nova questão:
“- E o que disse Judas ao beijar Jesus?”
A multidão responde com toda a convicção:
“- Porque me miras así?”
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
"Dizsequedisse"
O Gabinete do PM veio desmentir pela alvorada, a noticia que faz manchete do Público de hoje, segundo o qual o “Conselho de Estado foi convocado após Sócrates ter ameaçado sair”. Registo que a noticia (e consequente desmentido) tenha saído logo hoje, no dia seguinte a um Conselho de Estado que, ao que tudo indica, terá corrido bem ao Governo.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.
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sábado, 12 de setembro de 2009
Vai começar!
De boa fé, dentro de uma hora, todos saberemos quem é a pessoa mais capaz para governar o país nos próximos quatro anos.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Oposição à oposição

Parece crime.
Nos dias que correm dizer mal do Governo "é bem”, e dizer bem de quem diz mal não "cai mal". Que cretinice, intelectual de uns, moral de outros, agora o Sócrates é só defeitos e a Manuela é a própria da virtude?! Os “independentes” que hoje procuram a equidistância, pelo vogar da “onda critica” à actual governação, mais não fazem como Pilatos, em consciência sabem que nenhum governo alguma vez teve a coragem de fazer o que este fez. E sabem melhor ainda, como eram urgentes estas reformas e como se moveram mares e montanhas para impedir estas mudanças.
É inconcebível ouvir a candidata a primeira-ministra dizer que vai “mudar tudo na educação” e ficar calado?! Porque é que a antiga Ministra da Educação promete esta insensatez com tamanha irresponsabilidade? É o mais puro e inconsequente eleitoralismo. Deveria ser uma bandeira do PSD a avaliação dos professores, assim como o ensino profissional. Os "piquenos e médios empresários" não estão do mesmo lado da barricada daqueles que não querem ser avaliados, mas que querem continuar a ganhar €3000/mês por 20 horas de trabalho semanais e 2 meses de férias.
Temo por este país e pela qualidade da nossa democracia quando franjas significativas dos nossos supostos "melhores" navegam à vista não vão ter que fazer novos “amigos” a seguir às legislativas. “Até ao galo cantar haverás de renegar o meu nome três vezes” assim o terá dito Jesus Cristo ao apóstolo. Que raio de reformas podem, ou sequer valem a pena serem feitas quando os mesmos que as apoiaram quando Sócrates era invencível, agora as deixam cair sem estrondo? Apenas porque o vento pode passar a soprar da direita e é sempre mais fácil navegar à bolina!
O PSD não tem programa. Será pecado dize-lo?
A líder do PSD, foi desastrosa nas suas anteriores experiencias ministeriais. É mentira?
Caso as teses do PSD - privatização da CGD; privatização da Segurança Social - tivessem sido aplicadas, o que seria de nós no contexto de crise mundial? Não deveremos sentir a angústia deste futuro que poderia ter sido, e que graças à vontade dos portugueses e do governo socialista não foi?
É verdade a “politica de verdade”? A "Senhora" não imitou Dias Loureiro quando disse não ter sido ela a vender a PT quando afinal até foi ela que assinou bem a meio do curto consulado de Barroso.
E Santana Lopes para a CML... Em Oeiras nem candidato credível apresenta para não canibalizar o sempre seu Isaltino. Em Lisboa apresenta PSL em cuja personagem ainda à pouco menos de um ano dizia não votar fosse para que função fosse. É esta a VERDADE!
Sinceramente, apesar de todos os pesares que pesam (e muito) sobre os ombros de José Sócrates, o que já fez este PSD para merecer sequer o benefício da dúvida?
Agora é o Carlos Encarnação que está arguido por mais um negócio lesivo do interesse público, realizado durante os governos de que Ferreira Leite fez parte. Quantos mais “laranjas” têm que "ir dentro" para que se perceba que PS e PSD não “são todos iguais”? E que Manuela Ferreira Leite não foi de um dia para o outro que ficou diferente dos seus!
Provem que foi Constâncio quem roubou o BPN e que Dias Loureiro não teve a capacidade para o impedir! Até lá farei oposição a esta oposição. A este PSD não é a alternativa de futuro de que precisamos. A este PSD, espectro de um passado de que fugimos, mas que 4 anos não chegaram para enterrar.
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domingo, 5 de julho de 2009
Os "chifres" nas devidas testas.

Pinho, apesar dos chifres, fez-nos puxar pela cabeça. As despedidas são sempre momentos de balanço para uns e de embalo para outros. Estávamos habituados aos ministros da economia anónimos (nos consulados PSD o último com alguma notoriedade terá sido o Eng. Mira Amaral), ou então a mega ministros de governos rosa (estilo Pina Moura), que não dedicavam à economia mais do que o seu part-time. Entre os empresários, os papões que a esquerda radical esquece serem aqueles que geram riqueza e emprego, é unânime a opinião: Manuel Pinho foi um excelente ministro. Entre a oposição de direita, e agora que o dano foi superior às suas melhores expectativas, o ministro afinal não terá sido assim tão mau. As “gafes a la Pinho”, continuam catalogadas de “inaceitáveis indiciadores de desnorte governativo”, mas quando vamos às politicas em concreto do Ministério da Economia a critica fica pelos detalhes. O pensamento estratégico do ex-ministro estava correcto, assim como , agora que já é ex, é vista com outra bondade a dinâmica com que sempre respondeu aos problemas do tecido produtivo nacional. Os sociais-democratas sabem, que amordaçado, Manuel Pinho seria sempre um bom ministro da economia, até num governo PSD... Diz agora o cinismo critico ao serviço da predação laranja, que no "mundo real", no mundo do trabalho e da sociedade que lhes é tão distante, Manuel Pinho até seria reconhecido pelo trabalho feito, mas que na politica “as regras são outras”. Na "política de verdade" as regras são de facto outras, lá não há lugar ao mérito, apenas há espaço para o mal dizer. Se dúvidas ainda existissem sobre a capacidade de melhor fazer... mas nem isso!
Qual é o legado de Manuela Ferreira Leite nas pastas da Educação e da Finanças?
Respectiva e sumariamente: uma geração à rasca; 2 submarinos inúteis e uma “hipoteca geracional” ao City Group.
Haja decoro!
Haja memória!
Haja competência!
Manuel Pinho, foi uma indecorosa personagem política que ficará na nossa memória colectiva como um Ministro tão competente nas suas funções como era congenitamente compelido à gafe mais esdrúxula.
Confiando na memória curta dos eleitores, o PSD apresenta uma candidata a Primeira-Ministra comprovadamente incompetente nos Ministérios por onde passou, e agora, sem ponta de decoro, a “Senhora”, apresenta-se virgem!
Nem foi ela que privatizou a PT!
Quer “mudar tudo na Educação”!?
O que propõe?
Voltarmos ao tempo em dos estudantes com as calças na mão?
Do tempo do investimento ZERO no ensino profissional? Quando no ensino superior era aposta solitária de um sector privado lucrativo mas selvagem de que eram sócios ou cooperantes metade dos ministros de Cavaco Silva?
Para o povo português esta “senhora” já usou “chifres”. Não “os chifres de Pinho”, mas os “chifres” de uma gestão diabólica que mais soube destruir do que preparar o País para o futuro.
O povo português é inteligente, e se coisa aprendeu nos últimos anos é que aqui não há anjos ou “santinhas”. Na devida altura saberá recolocar os “chifres” nas devidas testas, porque única verdade” na política é a vontade dos cidadãos! Haverá mentira que dure sempre, ou forte que chegue para esconder o trabalho do governo de Sócrates com a peneira da “seriedade” de Manuela Ferreira Leite? Não creio.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
José Sócrates "essa galdéria"!
Manuela Ferreira Leite, mais uma vez, não perdeu oportunidade para insinuar que José Sócrates mente. Logo é pouco sério. Logo menos sério que ela (que é seríssima). Ela que faz “politica de verdade”.
A última insinuação remete para negócio PT/TVI. Foi sugerido que José Sócrates teria conhecimento antecipado das conversações. Como o Primeiro Ministro negou ter qualquer conhecimento de tal operação, logo veio a “líder” do PSD a terreiro dizer que tal não podia ser verdade, e como não podia ser verdade, o PM só poderia estar a maquinar um plano diabólico para calar a bocarra da Moura Guedes, e… a mentir.
Mais uma vez, hoje através de comunicado oficial da administração da PT, fica provado que a única pessoa a faltar com a verdade foi novamente a Dra. Ferreira Leite. A “Senhora” não se aguenta… à mínima coisa que lhe parece “fora de ordem”, e por via das dúvidas, chama logo o Primeiro-Ministro de mentiroso, é uma fixação!
A Dra. MFL faz lembrar aquela vizinha que sozinha, viúva, traída e abandonada pelo marido que não esteve para a aturar, passa a vida à janela a controlar quando é que a vizinha lado, que vive alegre e contente com marido e família, deixa entrar em casa o homem do gás por mais de 5 minutos. Para as virgens bexigosas, as miúdas giras e simpáticas são sempre umas galderias. Para MFL também é assim, ela que nem liderar o seu partido sabe, gostava mesmo era de algum dia vir a ser uma PM como Sócrates tem sido. Mais sabe ela previamente dos alinhamentos noticiosos da TVI às 6ª feiras, do que sabe o PM das conversas que ocorreram ontem entre as administrações da PT e da Prisa.
A última insinuação remete para negócio PT/TVI. Foi sugerido que José Sócrates teria conhecimento antecipado das conversações. Como o Primeiro Ministro negou ter qualquer conhecimento de tal operação, logo veio a “líder” do PSD a terreiro dizer que tal não podia ser verdade, e como não podia ser verdade, o PM só poderia estar a maquinar um plano diabólico para calar a bocarra da Moura Guedes, e… a mentir.
Mais uma vez, hoje através de comunicado oficial da administração da PT, fica provado que a única pessoa a faltar com a verdade foi novamente a Dra. Ferreira Leite. A “Senhora” não se aguenta… à mínima coisa que lhe parece “fora de ordem”, e por via das dúvidas, chama logo o Primeiro-Ministro de mentiroso, é uma fixação!
A Dra. MFL faz lembrar aquela vizinha que sozinha, viúva, traída e abandonada pelo marido que não esteve para a aturar, passa a vida à janela a controlar quando é que a vizinha lado, que vive alegre e contente com marido e família, deixa entrar em casa o homem do gás por mais de 5 minutos. Para as virgens bexigosas, as miúdas giras e simpáticas são sempre umas galderias. Para MFL também é assim, ela que nem liderar o seu partido sabe, gostava mesmo era de algum dia vir a ser uma PM como Sócrates tem sido. Mais sabe ela previamente dos alinhamentos noticiosos da TVI às 6ª feiras, do que sabe o PM das conversas que ocorreram ontem entre as administrações da PT e da Prisa.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Este PS não aprende.
Gestão de expectativas!
Sócrates arrisca ser o "Pedro" da fábula "Pedro e o Lobo". Para quem anda mais enevoado pelo cínico nevoeiro do quotidiano passo a recordar. Pedro era o pequeno pastor que tantas vezes gritou que vinha aí o lobo, sem que o lobo viesse, que quando o lobo veio ninguém o acudiu. Ora, o nosso PM evita o discurso da tanga e nesse ponto todos concordamos, mas de nada nos vale, a nós e a ele, um discurso pautado por um infundado optimismo, fundado em ilusórios anúncios boas novas. Na conjuntura económica mundial, Portugal não está pior nem melhor do que era suposto estar. Somos uma economia periférica, altamente exposta ao exterior onde por norma tudo chega mais tarde e mais tarde costuma partir. Com esta crise assim será. Teria dado imenso jeito ao PS ter tido as legislativas no inicio do presente ano, conjunturalmente Sócrates ainda podia dizer que não estávamos tão mal como outros, mas ao que tudo indica as legislativas serão mesmo muito mais tarde, quando "os outros" já começaram a estar bastante melhor que nós.
As vitórias de Sócrates contra a crise foram vitórias de Pirro e os Brutos cá do burgo preparam as facas para cravarem as costas daquele que se pôs a jeito.
2010 será o ano do pico da crise para Portugal. Essa é a evidencia, e assim seria qualquer que fosse o governo em funções.
Já era tempo do PS ter virado a mesa, Manuela Ferreira Leite viu a oportunidade, e preparasse para capitalizar com a amargura de uma realidade que parece cada vez mais desfasada do tom optimista do Primeiro-Ministro.
A "politica de verdade" é a politica deste governo ao longo dos últimos 4 anos e meio, se o discurso também fosso o discurso da verdade não restaria espaço para uma oposição à direita do PS. Sócrates obrigaria o PSD a fazer um discurso de auto-elogio no qual ninguém acreditaria porque mais evidente seria o vergonhoso currículo que a Dra. Ferreira Leite tem como ex-governante em diversas ocasiões.
Há poucos dias José Sócrates regozijava com um abrandamento 0,5% na recessão revelado pelo relatório semestral do INE, hoje tem que engolir com os dados do Outlook da OCDE que prevê um recuo económico de 4,5% em 2009 e uma taxa de desemprego de 11,2% em 2010.
Hoje o que virá dizer o Primeiro-Ministro? A resposta é fácil de adivinhar: nada!
O PS está a entregar de borla o trabalho ímpar que fez enquanto governo, não pelos resultados da sua governação, mas pela forma como não sabe ser humilde em reconhecer que não pode fazer mais no combate à crise da mesma forma que nem tudo de bom que nos tem acontecido terá sido da sua responsabilidade (é recordar as afirmações ridículas sobre a queda da taxa Euribor).
A "politica de verdade" é a do PS, mas infelizmente o discurso da verdade é o do PSD. No momento do voto haverá muitos eleitores que não saberão distinguir o trigo do joio, ou que não perdoarão as inúmeras vezes em que o PS os terá induzido numa forte frustração de expectativas. O PS quis dourar a pílula em busca da maioria absoluta, vamos ver agora se não terá que engolir em seco por não ter aprendido a seu tempo que à ilusão sucede sempre a desilusão. Oxalá que o povo português não escolha substituir um governo de ilusões (PS) por uma desilusão de governo (PSD/PP) porque nesse caso os resultados para o país (como já vimos) serão bem mais graves.
Sócrates arrisca ser o "Pedro" da fábula "Pedro e o Lobo". Para quem anda mais enevoado pelo cínico nevoeiro do quotidiano passo a recordar. Pedro era o pequeno pastor que tantas vezes gritou que vinha aí o lobo, sem que o lobo viesse, que quando o lobo veio ninguém o acudiu. Ora, o nosso PM evita o discurso da tanga e nesse ponto todos concordamos, mas de nada nos vale, a nós e a ele, um discurso pautado por um infundado optimismo, fundado em ilusórios anúncios boas novas. Na conjuntura económica mundial, Portugal não está pior nem melhor do que era suposto estar. Somos uma economia periférica, altamente exposta ao exterior onde por norma tudo chega mais tarde e mais tarde costuma partir. Com esta crise assim será. Teria dado imenso jeito ao PS ter tido as legislativas no inicio do presente ano, conjunturalmente Sócrates ainda podia dizer que não estávamos tão mal como outros, mas ao que tudo indica as legislativas serão mesmo muito mais tarde, quando "os outros" já começaram a estar bastante melhor que nós.
As vitórias de Sócrates contra a crise foram vitórias de Pirro e os Brutos cá do burgo preparam as facas para cravarem as costas daquele que se pôs a jeito.
2010 será o ano do pico da crise para Portugal. Essa é a evidencia, e assim seria qualquer que fosse o governo em funções.
Já era tempo do PS ter virado a mesa, Manuela Ferreira Leite viu a oportunidade, e preparasse para capitalizar com a amargura de uma realidade que parece cada vez mais desfasada do tom optimista do Primeiro-Ministro.
A "politica de verdade" é a politica deste governo ao longo dos últimos 4 anos e meio, se o discurso também fosso o discurso da verdade não restaria espaço para uma oposição à direita do PS. Sócrates obrigaria o PSD a fazer um discurso de auto-elogio no qual ninguém acreditaria porque mais evidente seria o vergonhoso currículo que a Dra. Ferreira Leite tem como ex-governante em diversas ocasiões.
Há poucos dias José Sócrates regozijava com um abrandamento 0,5% na recessão revelado pelo relatório semestral do INE, hoje tem que engolir com os dados do Outlook da OCDE que prevê um recuo económico de 4,5% em 2009 e uma taxa de desemprego de 11,2% em 2010.
Hoje o que virá dizer o Primeiro-Ministro? A resposta é fácil de adivinhar: nada!
O PS está a entregar de borla o trabalho ímpar que fez enquanto governo, não pelos resultados da sua governação, mas pela forma como não sabe ser humilde em reconhecer que não pode fazer mais no combate à crise da mesma forma que nem tudo de bom que nos tem acontecido terá sido da sua responsabilidade (é recordar as afirmações ridículas sobre a queda da taxa Euribor).
A "politica de verdade" é a do PS, mas infelizmente o discurso da verdade é o do PSD. No momento do voto haverá muitos eleitores que não saberão distinguir o trigo do joio, ou que não perdoarão as inúmeras vezes em que o PS os terá induzido numa forte frustração de expectativas. O PS quis dourar a pílula em busca da maioria absoluta, vamos ver agora se não terá que engolir em seco por não ter aprendido a seu tempo que à ilusão sucede sempre a desilusão. Oxalá que o povo português não escolha substituir um governo de ilusões (PS) por uma desilusão de governo (PSD/PP) porque nesse caso os resultados para o país (como já vimos) serão bem mais graves.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sr. Primeiro Ministro, não amoleça!
Mesmo que pareça sozinho, continue a ser o líder!
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terça-feira, 21 de abril de 2009
Gato por Lebre.

Foi numa entrevista como a de hoje, que em 1989, o então Primeiro-ministro português Prof. Aníbal Cavaco Silva proferiu a famosa frase sobre o até então prospero mercado de valores mobiliários.
Estávamos na alvorada da adesão de Portugal à CEE. O dinheiro jurava como não se via desde a febre do ouro brasileiro. O “Zé (povinho)” seguia com mais atenção a cotação das acções da Inapa do que a “Bola Branca” do Ribeiro Cristóvão.
Os governos do PSD haviam introduzido o capitalismo popular num país mal refeito do estatismo pós-PREC. O discurso do caos que se avizinhava chegou pela boca que era menos expectável.
O Professor “nunca se enganava e raramente tinha duvidas”, se dizia que na Bolsa de Lisboa se vendia muito “gato por lebre” então era o mesmo momento para... VENDER!!!
Assim começou a história da descapitalização de muitas famílias portuguesas, que tinham aplicado as suas parcas poupanças no “mercado” que o Governo laranja tanto acarinhava.
José Sócrates aprendeu a lição. O Poder em momento algum pode, ou deve, ser o portador das más noticias, bem pelo contrário! O PS de José Sócrates, sabe que um discurso responsável e optimista vale mais do que muitos milhões de euros gastos a minimizar danos causados por estados de alma públicos de governantes menos confiantes.
O PSD, por seu turno, na melhor das hipóteses tem memória curta, e não aprendeu nada com os efeitos da irresponsabilidade verbal do líder de então. Na pior das hipóteses, Manuela Ferreira Leite e acólitos, perante espectro da derrota que se avizinha, quer mesmo é ver o circo a arder, e adoraria que fosse o próprio Primeiro-ministro a regar o fogo com gasolina.
Por um momento imagine-mos só:
Estamos perante a pior crise num século, a nossa Primeira-ministra é Manuela Ferreira Leite, o seu discurso é o da catástrofe económica, a sua reacção é não gastar nem mais um tostão.
O que seria feito de nós portugueses se esta senhora fosse como quer ser a nossa líder no combate à crise… Meu Deus!
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Num país imaginário…

...o Benfica seria campeão todos os anos, e dois em cada 3 cidadãos já teriam acertado nos números do euromilhões. Feliz e infelizmente, respectivamente, Portugal é um país bastante real, e a própria tradição mítica do império perdido faz dele o país real que de facto é.
Somos uma identidade colectiva pequena e humilde mas que nunca perdeu os laivos de grandeza. Talvez por isso mesmo, julgamos ter direito a mais do que aquilo que merecemos.
Não há forma de nos revermos numa meritocracia. Por muito esquerdalhos que sejamos, até na esquerda procuramos e encontramos as nossas “famílias”.
O divã da nação está gasto e eu não quero ir por aí.
Certo é, que valorizamos mais o habilidoso que o engenhoso. Em Portugal o invejoso goza sempre de mais credito que o generoso. Como povo, transigimos com os ladrões, mas desconfiamos dos beneméritos.
É por estas e por outras razões, que em Portugal, ser Ministro da República é muitíssimo menos prestigiante do que ser Presidente de um qualquer clube de futebol. Talvez pelas mesmíssimas razões, o serviço público acaba por atrair um número bastante razoável de pequenos wanna be grandes tratantes.
Cada um há sua maneira, Santana Lopes e José Sócrates têm todas as características para serem alvos fáceis de numerosas invejas e especulações. Em termos meramente formais, os seus percursos políticos e académicos não foram lineares e acima de qualquer suspeita. As suas vidas privadas, por não corresponderem aos ditames da “nossa moral católica”, também dão azo às fantasias dos sonsos do regime. Até o simples facto, de ambos terem uma boa presença física, de terem chegado ao poder relativamente jovens, colide com a “ordem natural das coisas”. Pelo caminho ultrapassaram muitos “Senadores” gordos e pré-enfermos que nunca os perdoaram ou perdoarão.
O silogismo é simples, se os ditos “Senadores” eram mais experientes e inteligentes, portanto mais capazes de fazer aquilo, que no final, apenas estes “jovens” fizeram, então o defeito não pode estar na incapacidade dos “Senadores”. A capacidade que estes “jovens” têm de jogar com outras regras que não as devidas, é inaceitável para quem ainda aprendeu a tabuada à reguada.
De resto, somos todos apenas e só simples vitima da nossa pequenez, até José Sócrates e Pedro Santana Lopes. Somos todos vizinhos e primos uns dos outros, e todos semi-confidentes das meias histórias em que vamos tropeçando.
Um divorciado de 40 anos, que chega a casa de madrugada é um forte indício de pratica pecaminosa, já quando é um septuagenário, ou foi ao aniversário dos netinhos ou teve um problema de saúde.
Um técnico de uma Câmara Municipal do interior do país, que em 20 anos vem das Beiras e chega a Primeiro-Ministro é de certeza corrupto, já quando o PM é um professor universitário que assina pareceres que não faz nem leu, que ensina a gestores e empresários todo o tipo de engenharia financeira, é congenitamente sério.
Não acredito em metade das histórias que se contam sobre Santana ou Sócrates, da mesma forma que acho extremamente improvável que absolutamente tudo seja uma maldosa invenção.
A pequenez faz parte do código genético de um pais que não é grande.
Portugal é o país real que convive mal com quem de tempos a tempos nos faz imaginar como tudo poderia ser muito diferente se fossemos todos tão ambiciosos como Santana ou Sócrates.
Resta julgarmos os resultados da acção politica dos Senadores, de Santana ou de Sócrates. E aí não há equiparação possível!
Indubitavelmente José Sócrates é o mais dinâmico e reformador Primeiro-Ministro da nossa democracia. Santana Lopes talvez tenha sido o pior PM de sempre. Pelo meio passaram vários “Senadores” que nos legaram os cancros económicos e sociais com que sofremos hoje.
Há falta de melhores argumentos, e para não sofrerem a derradeira humilhação da comparação comprovada, José Sócrates é o alvo escolhido por todos aqueles que falharam antes dele.
Regra de ouro da natureza sociedade lusa (de negócios e não só): a mediocridade protege-se! Não é fruto da minha imaginação.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
O controle da imprensa.

Se José Sócrates tivesse a acessória de imprensa da Pfizer, o Freeport só faria noticia lá para o ano 2018. Por essa altura, a maioria absoluta nas legislativas de 2009 teria sido favas contadas, e vídeo de Charles Smith mancharia a reputação do “Engenheiro”, como o episódio da expulsão dos vendilhões do templo manchou a fé em Jesus Cristo.
A farmacêutica americana vai pagar quase 55 milhões de euros em indemnizações ao estado nigeriano de Kano pela morte de 11 crianças que terá usado como cobaias involuntárias.
Em 1996, uma epidemia de meningite fez mais de 11.000 mortos na Nigéria. A Pfizer enviou médicos que recolheram 200 crianças para serem usadas como cobaias nos ensaios do Trovan, um novo medicamento.
Esta indemnização foi discretamente negociada pelo Ex-Presidente Jimmy Cárter, não foi resultado de qualquer processo judicial que curiosamente nunca deu entrada em qualquer tribunal do Mundo. E se hoje se escreve sobre este caso, tal não se deve ao carácter único desta brutal violação de todos e quaisquer princípios éticos. Durante mais de 10 anos, a farmacêutica conseguiu silenciar o caso, mas os resultados pateticamente trágicos da experiencia - 11 crianças morreram e 181 outras sofreram danos cerebrais entre outros efeitos secundários graves (de 200 safaram-se 8!!!), acabaram por falar mais alto.
O juramento de Hipócrates bateu mais fundo na consciência de um dos médicos que conduziu a “experiencia”. Denunciou o caso às autoridades? Não. Escreveu uma carta à direcção da sua entidade patronal. E o que fez a Pfizer? Após despedi-lo, ainda tentou apagar qualquer relação com o Dr. Juan Walterspiel.
Este drama tinha tudo para dar um bom romance policial, e deu, inspirou o bestseller de John Le Carre, “O Fiel Jardineiro”.
Apesar de tudo isto, na opinião pública mundial, a Pfizer ao longo de 13 anos, nunca apareceu associada a semelhante carnificina. Durante 13 anos, a Pfizer, comprou o silencio de tudo e todos, inclusive do Governo Nigeriano, de tribunais e das famílias das vitimas.
Agora vai pagar a construção de um hospital na Nigéria, e para o Mundo continuará como a benemérita instituição científica que salva vidas todos os dias.
Prof. Augusto Santos Silva ligue para Pfizer e pergunte à secretária o nome do director de comunicação, depois, contrate-o!
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
Os “mentirosos” do costume

Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates “como habitualmente” falta à verdade quando afirma que o PSD pretenderia privatizar a Segurança Social. Augusto Santos Silva vem defender o Primeiro-Ministro, reafirmando o que este havia dito. Paulo Rangel acusa a resposta do Ministro dos Assuntos Parlamentares como um mea culpa socialista.
Recordo apenas, que a privatização da Segurança Social era bandeira do Prof. António Borges actual vice-presidente do PSD e responsável do PSD para as questões económicas. Nunca ouvi ninguém do PSD vir a público critica-lo ou sequer apresentar opção diferente. Para tantos e tantos altos quadros sociais-democratas a Segurança Social estava inevitavelmente falida, a salvação das nossas reformas estava nos privados. Vieira da Silva veio provar o contrário.
E o mentiroso sou eu?!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Patton vs Rommel

Porque ganham votos, e até eleições, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Isaltino Morais ou Valentim Loureiro? Estarão a pensar: o que fazem estes gatos no mesmo saco?!
É indiscutível. Mais à esquerda ou à direita, para o ouvido menos politizado, de quando em vez, estes protagonistas conseguem falar ao coração do eleitor.
Mesmo demagogos ou corruptos, à luz da vela que ilumina “O Homem da Regisconta”, aqueles, ao menos, parecem humanos. Nós ainda não perdemos a tendência de votar em seres da nossa espécie, em detrimento de hologramas bem programados.
O Louça. Nunca senti por ele aquele temor reverencial que ainda guardo de alguns professores da faculdade. Aquele timbre resmungão, parece-me o Sr. Joaquim, reformado da função publica, campeão da bisca lambida, e que passa as tardes a doutrinar os pombos do Jardim da Estrela contra os “Xampalimôs e os Mélos” que compram “esses vendidos do Parlamento”. Uma figura patusca!
O "Isaltino faz obra”, e isso merece sempre elogio num país em que a obra "vai-se fazendo”.
O Valentim. Um “homem do futebol” e eu não resisto a um chuto na bola.
Ouvir o Manuel Alegre é ouvir o meu pai, e… está tudo dito.
Instintivamente, eu votaria em qualquer um destes homens, se à boca da urna, seguisse os meus genes mais Montecchios, e, claro está, desligasse o cérebro. Exactamente os mesmos instintos que me embargam o voto na “Dama Enferrujada”, e que me dificultam na tarefa de apoiar José Sócrates.
Montecchio “ma non troppo”, é obvio que JS e MFL são as únicas individualidades elegíveis para São Bento.
Mas recentemente estive no limiar de uma mudança de paradigma, uma pulsão adolescente assomou ao meu “Eu Político”.
Vale o que vale, mas se o Deputado Afonso Candal tivesse “ouvido” o repto que o adversário de bancada José Eduardo Martins lançou para “resolverem o assunto lá fora”, e se fosse o caso, desse titânico confronto, ser igualmente televisionável, aqui juro pela minha honra, que confiaria o meu voto ao contendor que demonstrasse mais coragem e galhardia, para alem de nobreza nos golpes desferidos elegância no encaixe das respostas.
Assim ficámo-nos pelas palavras, e ai, José Eduardo Martins, marcou um auto-golo decisivo e, o meu voto contínua rosa.
Como experiencia colectiva, se este episódio teve alguma utilidade para nação, terá sido para relembrar que “na política como na vida”, um pouco de humanidade, por muito que a queiram sublimar, continuará a salutarmente existir. Pena que esta apenas se revele em sombrias formas.
Certo é, que “a rua” está farta de olhar para Olimpo de cinismo onde políticos como Manuela Ferreira Leite habitam. Esse Olimpo etílico onde os seus habitantes lembram-se e esquecem-se, a horas certas, das virtualidades e vergonhas do que fizeram enquanto ocuparam, mesmo que há escasso tempo, as cadeiras do poder
Agora imaginem só: e se o Deputado JEM e o Deputado AC tivessem mesmo andado “à pêra”?
Até que ponto não seria salutar para a AR e para a Nação que, mesmo à chapada, se desvanecessem definitivamente, algumas das dúvidas que a Nação partilha, sobre verdadeira natureza e motivações daqueles que a representam?
George Patton, controverso general americano, nas vésperas da primeira batalha de El Alamein contra os Afrika Korps comandados pelo igualmente brilhante Marechal Rommel, enviou uma mensagem a este, desafiando-o para um duelo. Este duelo leal e justo, substituiria a barbárie do sacrifício de dezenas de milhar de vidas humanas. Quem ganha-se, ganhava a batalha, e assim evitar-se-ia sem desonra a (in)evitável chacina. Os seus homens não derrotaram os militares de Rommel em El Alamein , talvez pelas inutilidade das baixas provocadas, várias décadas mais tarde, nas suas memórias, Patton ainda lamentava que Rommel não tivesse aceite o seu repto.
Quanto ao embate Martins versus Candal nunca saberemos qual seria o desfecho físico e moral para ambos. Mas o resultado colateral provável seria uma poupança à República de mais alguns anos desta lenta e agonizante degradação da classe politica.
Talvez por falta de um momento simbólico definidor, que nos faça encarar o problema com “ganas” de o resolver.
Ontem os Deputados Martins e Candal podiam ter oferecido os seus corpos a este serviço pela Pátria. Certamente, seriam mais nobres do que o foram naqueles momentos em que não estiveram, ou, em que não ouviram.
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