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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tempo, o grande revelador.



E por vezes nem é preciso esperar muito, mas lá chegaremos.
Se, por exemplo, quisermos saber se estamos na presença de algo oxidável o método pode ser bastante simples, é deixar ao ar (rico em oxigénio) e esperar que o tempo desempenhe o seu papel e a oxidação acontecerá.
No caso Moura Guedes/TVI nem foi preciso esperar muito. Após a demissão em bloco e voluntária da direcção de informação da TVI já começa a transpirar o que afinal se anda a passar entre portas da televisão líder de audiências.
Moura Guedes desde que foi recuperada pelo marido para o jornalismo (para os mais desmemoriados a ex-miss Torres Vedras teve um processo disciplinar na RTP ao que seguiu uma aprendizagem como deputada à Assembleia da Republica pelo CDS-PP), sempre foi a única e verdadeira directora de informação da estação de Queluz. Na passada quinta-feira desobrigou-se voluntariamente de quaisquer obrigações de direcção, apesar disso e à revelia da própria tomada de posição, enquanto lê este post, a jornalista continua a distribuir berros e ordens pela redacção, com o brado e histeria que é seu apanágio.
Os colegas, queixam-se a outros órgãos de comunicação social do ambiente pesado e insustentável que a ex directora adjunta está a promover. Moura Guedes por seu turno, anda sorridente, em nada alterou as suas rotinas de trabalho, e continua a desmandar a seu belo prazer, num total desrespeito pela posição que tomou na passada quinta-feira, pela sua entidade patronal e em última analise pelos seu colegas se profissão sobre quem deixou de ter qualquer autoridade hierárquica.
O esticar de corda até ao limite do sustentável parece ser a estratégia da truculenta comunicadora. E o que revela esta atitude?
1. Que o desrespeito total pela nova administração da TVI não radica no episódio da semana passada. A verdade é que José Eduardo Moniz como director da estação, sempre resistiu a acatar quaisquer indicações da nova estrutura accionista (consultar imprensa especializada à época), e teve como fiel ponta de lança da sua estratégia de acantonamento interno, um serviço noticioso, controlado pela sua mulher. Com orientação mais populista, festivaleira e maldizente, as notícias na TVI atingiram bons registos de share, e logo, de facturação comercial, argumento soberano para acalmar os accionistas.
2. Que a decisão da Prisa, em afastar a Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal Nacional, foi apenas o derradeiro episódio para mostrar a porta da rua ao Clã Moniz. Como a Prisa sabe bem, a TVI no modelo de Moniz estava esgotada e a bolsa de valores foi o melhor indicador disso mesmo, com a demissão da direcção de informação as acções da Mediacapital dispararam em flecha.
3. Que tudo isto nada tem a ver com alegadas pressões políticas do PS. Aliás, foi escudada nesse argumento que MMG conseguiu evitar ser embrulhada na mesma encomenda que já havia expedido o marido de lá para fora. Mas com o regresso de férias o clima voltou a aquecer. Ciente da sensibilidade que propicia este período em particular, Manuela Moura Guedes preparava-se para ser a grande vedeta da pré-campanha. Mesmo antes de ser afastada da apresentação do Jornal Nacional, desdobrava-se em entrevistas de perfil noutros meios e anunciava aos quatro ventos que ia intensificar a sua campanha contra o primeiro-ministro, mesmo contra todos os factos apurados pela investigação ministério público e que ilibam José Sócrates.

Manuela Moura Guedes queria que a corda partisse como partiu.
Ao ser afastada administrativamente do Jornal Nacional, tornou-se de um momento para o outro na vítima da história, deu-lhe a oportunidade de despir o capuz de carrasco e ofereceu-lhe o álibi perfeito para vir acenar com o fantasma do ataque à liberdade de imprensa em período eleitoral. Na sua guerra particular com a Prisa, colocou enorme pressão sobre a entidade patronal, que na pratica tentou evitar este problema enquanto pode.
O erro da Prisa foi exactamente esse. Os accionistas da MediaCapital, demoraram demasiado tempo a mandar o JEM embora, ele que até quase lhes fez a vontade quando pensou candidatar-se ao Benfica, mas e depois a indemnização…. Resultado, a Prisa por ter medo de decidir fez o jogo do adversário. Agora a coisa não se resolverá sem um processo disciplinar e/ou outra choruda indemnização para a “família”.
Assim o tempo revela que tudo não passa de um longo conflito entre trabalhadores que se têm como patrões, e patrões que querem ganhar mão no que é deles.
Se pelo meio José Sócrates não se tivesse queixado clara pública e justificadamente do tratamento de que era alvo no Jornal Nacional de sexta-feira, há muito que MMG já estaria na rua pois nada abonava a seu favor. Aquele estilo “jornalístico” era indefensável. Hoje constatamos que para além das lágrimas de crocodilo derramadas a quente pela redacção que ela contratou pessoalmente, e da virgens ofendidas da oposição ao governo, não existe um jornalista que seja que venha a terreiro defender Manuela Moura Guedes.
Contas feitas, perde a Prisa, perde a TVI, perde o PS (pelas suspeições sobre ele lançadas), mas a longo prazo ganha o jornalismo televisivo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A TVI boliviana



Consta que estavam um pouco como a Manuela Ferreira Leite, um pouco... "Lost"

José Sócrates "essa galdéria"!

Manuela Ferreira Leite, mais uma vez, não perdeu oportunidade para insinuar que José Sócrates mente. Logo é pouco sério. Logo menos sério que ela (que é seríssima). Ela que faz “politica de verdade”.
A última insinuação remete para negócio PT/TVI. Foi sugerido que José Sócrates teria conhecimento antecipado das conversações. Como o Primeiro Ministro negou ter qualquer conhecimento de tal operação, logo veio a “líder” do PSD a terreiro dizer que tal não podia ser verdade, e como não podia ser verdade, o PM só poderia estar a maquinar um plano diabólico para calar a bocarra da Moura Guedes, e… a mentir.
Mais uma vez, hoje através de comunicado oficial da administração da PT, fica provado que a única pessoa a faltar com a verdade foi novamente a Dra. Ferreira Leite. A “Senhora” não se aguenta… à mínima coisa que lhe parece “fora de ordem”, e por via das dúvidas, chama logo o Primeiro-Ministro de mentiroso, é uma fixação!
A Dra. MFL faz lembrar aquela vizinha que sozinha, viúva, traída e abandonada pelo marido que não esteve para a aturar, passa a vida à janela a controlar quando é que a vizinha lado, que vive alegre e contente com marido e família, deixa entrar em casa o homem do gás por mais de 5 minutos. Para as virgens bexigosas, as miúdas giras e simpáticas são sempre umas galderias. Para MFL também é assim, ela que nem liderar o seu partido sabe, gostava mesmo era de algum dia vir a ser uma PM como Sócrates tem sido. Mais sabe ela previamente dos alinhamentos noticiosos da TVI às 6ª feiras, do que sabe o PM das conversas que ocorreram ontem entre as administrações da PT e da Prisa.

sábado, 23 de maio de 2009

Não é só garganta.

Poderá não ser um grande Bastonário, ou até incumprir com obrigações para com os pares, eu deixo essa avaliação para quem o elege.
Marinho Pinto, diga-se o que se disser, é um grande cidadão. Corajoso e interventivo, Marinho Pinto quando abre a boca não é para falar de bola, e tem o mérito de tornar audivel o que nos chega todos os dias em surdina.
Ontem foi a vez da Manuela Moura Guedes ouvir em casa o que merecia e que poucos têm coragem de lhe dizer na rua..
O Bastonário é um incomformado, por vezes a roçar o justiceiro, desgoste-se do estilo (que não me agrada), houvessem mais portugueses como ele e haveriam muito menos Manuelas Moura Guedes. É que é sempre preferivel quem chega “lá” pelo mérito, especialmente se for democrático, do quem se vai arrastando pelo matrimónio.
E para quem pensa que ambos não passam de dois "fala baratos" desengane-se. Palavras leva-as o vento, mas os processos disciplinares ficam. O Bastonário está a moralizar a classe não só na imprensa mas essencialmente através da exigência e coerência que revela também dentro das portas da Ordem. Todos os dias há um advogado condenado por má conduta profissional.

sábado, 18 de abril de 2009

Sr. Primeiro-ministro ponha a TVI em tribunal!


Porque hoje é sexta, a TVI tem na ementa mais um episódio do pior jornalismo televisivo de que há memória em Portugal.
Quando não têm noticias, recorrem à reposição.
Se as noticias são escassas, exploram a mais batida insinuação sobe todos os ângulos de abordagem, numa espiral delirante de difamação.
Quando parte interessada envia o material para a redacção, como foi o caso do dvd de Charles Smith, o que faz a TVI? Publica-o? Nada disso…
Na primeira semana, cita pequenos excertos descontextualizados ilustrados com montagens criativas de imagens de José Sócrates no desempenho da função de Primeiro-Ministro.
Na segunda semana, retira a imagem ao dvd, e com mais algumas montagens, põe o povo a ouvir uma conversa em Inglês com uma legendagem discutível.
Na terceira semana, por fim, lá mostra as imagens com som integral, repetidamente ao longo de hora e meia de serviço (supostamente) informativo.
Se isto não é uma campanha negra não sei o que uma campanha negra será.
Onde é que se viu em Portugal, uma redacção, que para alem dos jornalista, tem dois juristas como revisores de toda a informação editada pela estação? A RTP não necessita de recorrer a este expediente, a SIC também não.
A TVI sabe que a sua campanha contra o Primeiro-Ministro comporta riscos legais, e por isso recorre a profissionais das leis para reescreverem as notícias que os jornalistas por fim assinam.
Talvez por acção destes dois advogados, somos sistematicamente confrontados com aquelas bocas de Manuela Moura Guedes que raramente concretiza o que quer dizer, recorrendo tantas vezes às caretas e as frases que deixa para o telespectador completar.
A táctica de MMG nada tem a ver, nem longinquamente, com qualquer coisa que se aprenda numa Licenciatura de Comunicação Social ou sequer num atelier do CENJOR.
A TVI faz uma lavagem cerebral aos telespectadores. A repetição de pequenas punch lines que nada informam. A tentativa patética e plástica, da apresentadora, em se colocar ao lado no sofá da sala dos Zés e das Marias, com a utilização da primeira pessoa do plural na abordagem a todos os temas com que pretende criticar o Governo.
A contratação destes juristas, e a forma como estes são utilizados pela 1ª dama da TVI na preparação dos noticiários de sexta-feira, são a prova da má fé na preparação destes noticiários.
Até hoje, MMG conseguiu evitar chamar ladrão, corrupto, mentiroso a José Sócrates. Mas a forma sub-reptícia como o faz permanentemente, já é material de facto para provar o uso impróprio que esta faz do seu púlpito. As motivações da ex-deputada do CDS-PP são óbvias. Para bem da saúde da nossa comunicação social urge que o Primeiro-Ministro e o Governo deixem de ignorar a injuria com hora marcada que está a ser levada a cabo pela TVI.
Uns dirão que será uma tentativa do poder politico para silenciar ou condicionar os media. Mas é nos media que existe maior desconforto com aquela senhora das sextas da 4. Se o sindicato dos jornalistas como qualquer órgão corporativo em Portugal, nada faz para separar o trigo do joio, então que seja a vítima dos ataques a tomar a sua defesa em mãos. Uma condenação em tribunal de Manuela Moura Guedes por difamação será um serviço à classe jornalística.
O noticiário de sexta na TVI é uma vergonha.
Senhor Primeiro-Ministro, não finja que não ouve, não finja que não vê. Ponha Manuela Moura Guedes e a TVI em tribunal!