terça-feira, 30 de setembro de 2008
Atribuição de casas em Lisboa: o caso da Quinta do Lambert
Felizmente há memória histórica! Recomendo uma leitura ao artigo de Mário Crespo no Jornal de Notícias de ontem (29-Set) sobre a questão da atribuição discricionária de casas em Lisboa. Mário Crespo relata o exemplo da Quinta do Lambert em que os respectivos promotores imobiliários acordaram com a Câmara Municipal de Lisboa (à data presidida por Krus Abecassis) que esta receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios, com 20 a 30 apartamentos completamento equipados. Mário Crespo recorda-se de a lista de beneficiários incluir advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas, tudo gente muito necessitada, e de estes pagarem rendas absolutamente irrisórias (ver aqui o artigo).
Afinal ainda temos de apostar mais no acesso à banda larga
A Comissão deu início ontem a uma consulta pública sobre as respostas políticas e do sector privado às oportunidades que podem ser geradas pela futura Web 3.0. Para tal, procedeu à divulgação de duas comunicações importantíssimas, uma sobre o que chamam de "Internet das coisas" porque pressupõe que a interacção sem fios entre máquinas, veículos, aparelhos, sensores e outros dispositivos se processará via Internet (aqui), outra sobre as redes informáticas do futuro (aqui).
A Comissão Europeia revelou ainda o novo índice de desempenho da banda larga que compara o desempenho nacional relativamente a medidas fundamentais, tais como a rapidez do acesso, o preço, a concorrência e a cobertura da banda larga. A Suécia e a Holanda lideram este campeonato da banda larga europeia. Portugal neste novo índice não vem tão bem posicionado como seria desejável face aos investimentos que têm sido feitos: estamos apenas em 15.º lugar.

Portanto, há ainda um longo caminho a fazer... se calhar, para além de dar computadores, o Governo também devia apostar em fazer baixar o preço da banda larga em Portugal. Mesmo no índice mais tradicional de penetração da banda larga, que costuma ser mais vezes citado pelo Governo, os dados da Comissão Europeia revelam que estamos em 17.º lugar e que apenas 16,1 em cada 100 habitantes têm acesso à banda larga, abaixo da média da UE de 20/100 habitantes e dos lugares cimeiros da Finlândia, Dinamarca, Holanda e Suécia, todos entre 30 e 35 por 100 habitantes.
A Comissão Europeia revelou ainda o novo índice de desempenho da banda larga que compara o desempenho nacional relativamente a medidas fundamentais, tais como a rapidez do acesso, o preço, a concorrência e a cobertura da banda larga. A Suécia e a Holanda lideram este campeonato da banda larga europeia. Portugal neste novo índice não vem tão bem posicionado como seria desejável face aos investimentos que têm sido feitos: estamos apenas em 15.º lugar.

Portanto, há ainda um longo caminho a fazer... se calhar, para além de dar computadores, o Governo também devia apostar em fazer baixar o preço da banda larga em Portugal. Mesmo no índice mais tradicional de penetração da banda larga, que costuma ser mais vezes citado pelo Governo, os dados da Comissão Europeia revelam que estamos em 17.º lugar e que apenas 16,1 em cada 100 habitantes têm acesso à banda larga, abaixo da média da UE de 20/100 habitantes e dos lugares cimeiros da Finlândia, Dinamarca, Holanda e Suécia, todos entre 30 e 35 por 100 habitantes.
Ser Benfiquista

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal
Ser benfiquista
É ter na alma
A chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma
A luz intensa
Do Sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes
Atribuição de casas em Lisboa: os primeiros esclarecimentos

Finalmente António Costa e Ana Sara Brito vieram explicar as notícias que têm sido apresentadas na comunicação social sobre a atribuição discricionária de casas em Lisboa (ver aqui).
Por um lado, Ana Sara Brito prestou, a meu ver, os esclarecimentos factuais adequados face às suspeitas suscitadas pela comunicação social, mas não deu explicações sobre aquilo que é o ponto essencial de toda esta polémica: por que razão foi ela privilegiada com a possibilidade de um arrendamento em condições tão favoráveis no centro de Lisboa? Esse tratamento preferencial ou mais favorável que tem ser apreciado. Os restantes esclarecimentos são meros detalhes deste processo. Louve-se ainda o facto de ter denunciado, por livre vontade, o arrendamento que tinha há 18 anos no momento em que se tornou vereadora com o pelouro da habitação.
Já António Costa veio anunciar o inevitável: a lista dos imóveis, dos beneficiários e das rendas pagas será divulgada. Aguarda-se apenas por autorização favorável da Comissão Nacional de Protecção de Dados para essa divulgação. Espero que não se encontrem subterfúgios jurídicos para evitar a transparência destas práticas muito pouco abonatórias da ética de serviço público.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Ao telefone com a Casa Branca

"Olá George! Parece que o Congresso de Representantes acaba de chumbar o plano que eu e o Secretário de Estado do Tesouro Paulson tínhamos preparado."
(Do outro lado, "O quê??!")
"Sim... sim. Perdemos. 228 votos contra, 205 votos a favor. E agora, George?"
…Rir é de facto o melhor remédio!

No meio desta trapalhada toda em que o mundo anda envolvido, acontecem sempre episódios que não deixam de ter a sua graça…:
Aconteceu, na semana passada numa rádio, em Lisboa:
Aconteceu, na semana passada numa rádio, em Lisboa:
Locutor:- Quem fala?
Ouvinte:- É o Vicente.
Locutor:- De onde, Vicente?
Ouvinte:- Lapa!
Locutor:- Olha aí, Vicente da Lapa! Para ganhares o kit com T-Shirt e CD dos Perfume. Presta atenção! Qual é o país que tem duas sílabas e se pode comer uma delas? Prestou bem atenção? Há um país com 2 sílabas e 1 delas é muito boa para se comer. Dez segundos para responder. Ouvinte:- CU BA !!!
Locutor:(mudo por alguns segundos e algumas gargalhadas no fundo) - Está certo, senhor Vicente! Vai levar o prémio pela criatividade. Mas aqui na minha ficha estava escrito JA PÃO .
Lux Frágil – 10.º aniversário

É hoje que a discoteca mais importante de Lisboa faz 10 anos! Quem diria que já passaram 10 anos! Quem não tem boas memórias de grandes noites passadas no Lux. O Lux conseguiu impor-se – e hoje já não é o exclusivo de uma só geração – porque soube apostar na qualidade da oferta mas também na capacidade de saber, ao longo destes anos, estar à frente da mudança sem, no entanto, perder as suas referências principais. Além do mais, é um dos locais mais cosmopolitas e democráticos da cidade de Lisboa, onde tudo e todos convivem, independentemente de qualquer rótulo social, de qualquer nacionalidade ou mesmo idade. Imagino que hoje em Lisboa o objecto mais desejado e procurado deve ser o convite para a festa de aniversário.
A crise já atravessou o Atlântico
Para muitos inevitável, para outros indesejável e para outros improvável. O que vão dizer e fazer agora os governos e os reguladores financeiros europeus?
Pois bem, o Fortis, maior banco belga e com grandes ligações ao Millenium BCP, vai ser parcialmente nacionalizado custando 11.200 milhões de euros aos erários dos estados belga, holandês e luxemburguês, evitando, assim, a declaração de insolvência. No caso do Fortis, não foram apenas os créditos problemáticos, também se fala em falta de capacidade financeira para assumir a quota-parte de responsabilidade no negócio de tomada de controlo do banco holandês ABN-AMRO.
Por outro lado, no Reino Unido, depois do Northern Rock, o Bradford & Bingley estava também à beira de ser objecto de controlo estatal. Adivinhem qual era a especialidade deste banco comercial? Emprestar dinheiro a senhorios para comprarem imóveis para arrendamento. Mais um facto curioso: David Cameron, líder do Partido Conservador, na oposição, já se manifestou contra qualquer nacionalização por ser prejudicial para os contribuintes. Essa vai ser outra consequência ainda não previsível desta crise: até que limite os contribuintes-eleitores vão tolerar a socialização dos prejuízos dos bancos privados?
Os novos sinais deste domingo são claros: a crise chegou à Europa e vai começar a fazer estragos porque não podemos esquecer que o fenómeno financeiro, em particular o bancário, é feito de interdependências, seja em participações cruzadas, seja em partilha de riscos em negócios e parcerias conjuntas. É que não são só as economias que estão interligadas por força da globalização. Também o universo financeiro é quase plenamente globalizado e, por isso, se as instituições fundadoras mais importantes do sistema caírem, também as outras virão atrás como um castelo de cartas.
Pois bem, o Fortis, maior banco belga e com grandes ligações ao Millenium BCP, vai ser parcialmente nacionalizado custando 11.200 milhões de euros aos erários dos estados belga, holandês e luxemburguês, evitando, assim, a declaração de insolvência. No caso do Fortis, não foram apenas os créditos problemáticos, também se fala em falta de capacidade financeira para assumir a quota-parte de responsabilidade no negócio de tomada de controlo do banco holandês ABN-AMRO.
Por outro lado, no Reino Unido, depois do Northern Rock, o Bradford & Bingley estava também à beira de ser objecto de controlo estatal. Adivinhem qual era a especialidade deste banco comercial? Emprestar dinheiro a senhorios para comprarem imóveis para arrendamento. Mais um facto curioso: David Cameron, líder do Partido Conservador, na oposição, já se manifestou contra qualquer nacionalização por ser prejudicial para os contribuintes. Essa vai ser outra consequência ainda não previsível desta crise: até que limite os contribuintes-eleitores vão tolerar a socialização dos prejuízos dos bancos privados?
Os novos sinais deste domingo são claros: a crise chegou à Europa e vai começar a fazer estragos porque não podemos esquecer que o fenómeno financeiro, em particular o bancário, é feito de interdependências, seja em participações cruzadas, seja em partilha de riscos em negócios e parcerias conjuntas. É que não são só as economias que estão interligadas por força da globalização. Também o universo financeiro é quase plenamente globalizado e, por isso, se as instituições fundadoras mais importantes do sistema caírem, também as outras virão atrás como um castelo de cartas.
A caminho do abis…, perdão, desconhecido/mudança!

Ainda a propósito das eleições dos E.U.A., penso que anda tudo com enormes expectativas, sobre o resultado das mesmas. Sobre qual é o melhor candidato, e qual será o melhor para comandar o destino dos Americanos, e consequentemente, do Mundo. É caso para dizer – muita parra e pouca uva… Receio… Eu bem sei que os Estados Unidos da América têm assumido, sobretudo desde a segunda guerra mundial, o papel da liderança do mundo. Também sei que muito do sistema económico, sobre o qual o mundo ocidental se baseia – o liberalismo, ou como muitos gostam de chamar, o neo-liberalismo, tem os seus principais guardiões e agentes, do outro lado do oceano. Mais concretamente, os E. U.A.. Todo o esquema como a sociedade se organiza, modelos exemplares baseados (vulgo case-studies) na meritocracia, onde qualquer um independentemente das suas origens, pode chegar longe (por vezes são mais as vozes que as nozes) – o american dream, parece agora dar sinal de ruína… O sinal é tão evidente, que parece agora estar a inventar-se uma espécie de CAPITANISMO (uma mistura conveniente entre capitalismo e socialismo/comunismo), para salvar os dedos, onde parece já não haver anéis. Pois os anéis foram todos comprados a crédito, e o subprime ao invés de ser um erro, num determinado nicho, é mais mainstream do que parecia. Se fosse por culpa só de “meia-dúzia” de desgraçados, não teria chegado para começar aquilo que todos (eu próprio incluído) anteviam – a maior crise económico-financeira desde os anos 20/30. E tenho para mim que esta crise foi mais gerada pela falta de ética e rectidão (valores), que certos senhores, (vulgo agentes, e também conhecidos por administradores/gestores) que neste sistema de capitalismo popular, onde o capital das empresas se encontra muito disperso, e onde os resultados são os verdadeiros indicadores de performance, a tendência é para fazer batota. Forjar resultados, pelo menos no curto prazo compensa, enche os bolsos dos administradores, e os investidores/accionistas ficam contentes com as performances das empresas, o mercado compensa com a cotação bolsista. É uma mentira pegada (nalguns casos, obviamente; infelizmente não foram assim tão poucos)! E reafirmo que o mal está aqui… Afinal os guardiões e propulsionadores do capitalismo, sistema que serviu de base para a democracia como a conhecemos, são os primeiros a aldrabar, e descredibilizar o próprio SISTEMA.
Acho que os problemas que os E.U.A. atravessam não serão resolvidos pela eleição de um novo presidente. Bem sei que o estilo, e o tipo de políticas podem alavancar mais depressa e facilitar certos processos. Mas neste momento vejo a maior parte dos países com medo da crise, outros nem por isso. Até porque o mal de uns é sempre o bem dos outros (e lembrem-se de que o grande impulso dos EUA, dá-se com a Europa de rastos nos pós - II guerra mundial). Mas o que está em causa é todo um sistema de equilíbrio de forças. Já se sabia que o liberalismo, e a globalização iriam por em jogo forças que certamente, para os mentores da “coisa”, iriam ser difíceis de controlar. E neste momento vemos os países “indexados” ao sistema americano apavorados, como se de uma companhia em franchising se tratasse. Onde o master está doente, e os franchisados temem pela sua saúde… E por vezes tal de facto acontece. Veja-se o caso Marks & Spencer (cadeia inglesa que detinha lojas espalhadas pelo mundo inteiro – incluindo Portugal), mas que de repente se viu em maus lençóis, acabando por ter de cingir a sua actividade à terra natal, voltando às origens . São coisas que naturalmente acontecem… Como referi em post anterior, o mundo não é linear, mas vive entre equilíbrios e desequilíbrios.
Penso que não temos razões para desanimar, apenas se está a desenhar um novo mundo e que teremos de saber viver com ele. Obviamente sem deixar de lutar por aquilo que acreditamos… Como dizia Hugo Chávez (e não nutro qualquer tipo de simpatia pelo senhor, mas o que é facto é que vai dizendo algumas verdades incómodas), na sua visita de fim-de-semana a Lisboa, o mundo neste momento passou de unipolar para multipolar, quer queiramos ou não, e independentemente daquilo que possa ser a nossa opinião sobre isso. E digo mais, como disse à comunicação social António Vitorino, aquando da vitória de José Sócrates nas últimas legislativas - Habituem-se!...
Penso que não temos razões para desanimar, apenas se está a desenhar um novo mundo e que teremos de saber viver com ele. Obviamente sem deixar de lutar por aquilo que acreditamos… Como dizia Hugo Chávez (e não nutro qualquer tipo de simpatia pelo senhor, mas o que é facto é que vai dizendo algumas verdades incómodas), na sua visita de fim-de-semana a Lisboa, o mundo neste momento passou de unipolar para multipolar, quer queiramos ou não, e independentemente daquilo que possa ser a nossa opinião sobre isso. E digo mais, como disse à comunicação social António Vitorino, aquando da vitória de José Sócrates nas últimas legislativas - Habituem-se!...
domingo, 28 de setembro de 2008
Habemus acordo!

E depois de tantos avanços e recuos, o Governo e o Congresso dos EUA, com a benção dos candidatos McCain e Obama, chegaram a um acordo (ver aqui) relativamente ao plano financeiro de salvação do sistema financeiro americano. E logo no início o projecto legislativo é claro ao "conferir autoridade ao Governo Federal para adquirir e garantir determinados tipos de activos problemáticos com vista a assegurar estabilidade e a prevenir a disrupção na economia e no sistema financeiro, bem como a proteger os contribuintes". O acordo alcançado prevê que os 700.000 milhões de dólares sejam disponibilizados faseadamente, mas 250.000 milhões de dólares ficarão já disponíveis.
"Lisboagate" - transparência exige-se
Muito se tem falado sobre a atribuição discricionária de casas em Lisboa - a que já chamam pomposamente "Lisboagate" - mas ainda se sabe pouco sobre os beneficiários dessa prática pouco transparente e já com muitos anos, envolvendo todos os partidos políticos (PS, PSD, CDS, PCP) e vários presidentes (Abecassis, Sampaio, Soares, Santana, Carmona e até Costa).
Para além do natural apuramento de eventuais responsabilidades criminais e disciplinares, já em curso pela mão de Maria José Morgado, julgo que o que todos os lisboetas querem saber é quem são as pessoas que habitam em casas e outros imóveis atribuídos de forma não transparente pelo município de Lisboa. Quem são? Que imóveis estão atribuídos? Quanto pagam pelas casas? Há quanto tempo e por quanto tempo? Como foram atribuídos?
É que, pelo que tem vindo a público através da comunicação social, nos mais de 3.000 (três mil!) imóveis nessa situação não estão apenas pessoas carenciadas. Há também artistas, jornalistas, políticos, etc. Até agora os casos já conhecidos são escassos (dois motoristas de Santana Lopes, a directora da Segurança Social de Lisboa, o comandante e dois chefes da Polícia Municipal, uma artista da canção popular, secretária pessoal da fadista Amália Rodrigues, o jornalista-escritor Baptista Bastos, a actual vereadora Ana Sara Brito, a actual chefe de gabinete de Marcos Perestrelo). Se calhar nem o município de Lisboa sabe!
A posteriori
Não posso deixar de sugerir uma visita a este post no Arrastão para perceberem a que ponto chegaram os abusos relacionados com a atribuição de casas
Para além do natural apuramento de eventuais responsabilidades criminais e disciplinares, já em curso pela mão de Maria José Morgado, julgo que o que todos os lisboetas querem saber é quem são as pessoas que habitam em casas e outros imóveis atribuídos de forma não transparente pelo município de Lisboa. Quem são? Que imóveis estão atribuídos? Quanto pagam pelas casas? Há quanto tempo e por quanto tempo? Como foram atribuídos?
É que, pelo que tem vindo a público através da comunicação social, nos mais de 3.000 (três mil!) imóveis nessa situação não estão apenas pessoas carenciadas. Há também artistas, jornalistas, políticos, etc. Até agora os casos já conhecidos são escassos (dois motoristas de Santana Lopes, a directora da Segurança Social de Lisboa, o comandante e dois chefes da Polícia Municipal, uma artista da canção popular, secretária pessoal da fadista Amália Rodrigues, o jornalista-escritor Baptista Bastos, a actual vereadora Ana Sara Brito, a actual chefe de gabinete de Marcos Perestrelo). Se calhar nem o município de Lisboa sabe!
A posteriori
Não posso deixar de sugerir uma visita a este post no Arrastão para perceberem a que ponto chegaram os abusos relacionados com a atribuição de casas
sábado, 27 de setembro de 2008
Iraque e crise financeira: o mesmo discurso do medo
George W. Bush. Sempre o mesmo discurso, sempre a mesma ladainha retórica. A ideia é sempre a mesma: dramatizar a situação, aplicando a chantagem do medo, seja relativamente ao Iraque, seja relativamente à crise financeira.
São 4 minutos imperdíveis (via Jon Stewart)
Aquecimento global: se nós desistirmos, eles desistem
Esta campanha lançada pela Quercus pretende alertar as consciências para o problema do aquecimento global e como ele atinge todos os seres vivos que habitam o nosso planeta. Em menos de um minuto, a mensagem é clara: depende de nós.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Mais perguntas pertinentes sobre os computadores Magalhães distribuídos pelo Governo

Ontem, no programa semanal Quadratura do Círculo da SIC Notícias, discutiu-se “O Magalhães” (ver o programa completo aqui), o computador e a iniciativa do Governo.
Pacheco Pereira e Lobo Xavier fizeram a António Costa (que teve o papel ingrato de responder pelo Governo, quando se compreende que não esteja nem tenha de estar por dentro de tudo) enunciaram várias dúvidas que, como já havia aqui dito, não são assim detalhes tão insignificantes. Pacheco Pereira e Lobo Xavier fizeram as perguntas que, por razões de transparência e também para demonstrar a validade da iniciativa do Governo, que eu continuo a considerar muito positiva, há muito já mereciam ter tido uma resposta ou um esclarecimento. A saber:
Lobo Xavier
1 – O Governo aparece a dar computadores nas escolas mas o Governo comprou os computadores a alguma entidade? Sem concurso público, sem qualquer lógica de contratação pública? Ou o Governo está a dar computadores que não são do Governo?
2 – Quem é que financia a iniciativa do Governo? Quem paga os € 200 milhões que custarão os 500.000 portáteis que vão ser distribuídos? O programa vai manter-se nos anos seguintes (2009, 2010,…)?
3 – Por que é que foi escolhida a empresa JP Sá Couto, de Matosinhos, e não outra? E as restantes empresas que vendem computadores portáteis?
4 – Quem paga as licenças de software dos programas que estão instalados nos computadores? Quem é que está envolvido no fornecimento do software?
5 – Como é se chegou ao preço de € 50, quando o preço na FNAC é de € 285?
6 – Como se justifica uma decisão de dar computadores aos filhos de pessoas com rendimentos elevados e que não precisariam de ter esse apoio do Estado?
7 – Qual é a capacidade de produção dos 500.000 computadores se a empresa só consegue produzir 20.000 por semana? Qual é a logística de distribuição dos computadores?
Pacheco Pereira
8 – Faz sentido que as crianças do ensino básico tenham um computador individual para utilizar na escola, tendo em conta o tipo de aprendizagem que aí é dado? Há alguma vantagem pedagógica da utilização de um computador individual nas salas de aulas? Tem alguma utilidade do ponto de vista educativo no ensino básico?
9 – Faz sentido uma iniciativa deste género em Portugal, tendo em conta que este tipo de computadores foi pensado para países menos desenvolvidos (como vem referido no site da Intel), nos quais as crianças não têm acesso a computadores?
10 – O Governo está a oferecer um computador ou um brinquedo? A formação dos professores está a ser feita de forma adequada? Estarão os professores preparados? Como vai ser feito o escrutínio da utilização dos computadores?
São 10 perguntas pertinentes que infelizmente a página na Internet do programa e-escolas não esclarece.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Os meninos à volta da fogueira...

...vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Ainda não há fumo branco em Washington.
A relatividade dos números
Se o Congresso daqui a umas horas o autorizar, 700.000.000.000 de dólares (480.000.000.000 de euros) é o valor do fundo a criar pelo Governo dos EUA para assumir os créditos duvidosos resultantes do subprime, o já famoso "bail out".
É muito? É pouco? Bem, depende... como tudo na vida.
É muito se pensarmos que o PIB português em 2007 foi de uns pobres 162.919.000.000 de euros, ou seja, quase 3 vezes menos.
É muito se pensarmos que cada habitante da Terra teria de contribuir com 117 dólares para o fundo.
É muito se pensarmos que esse valor equivale à fortuna de 12 Bill Gates.
Pode não já parecer assim tanto se pensarmos que a guerra do Iraque já custou 600.000.000.000 de dólares.
Continua a ser muito se pensarmos que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, só precisa de 1/10 desse valor para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Mas é pouco se pensarmos que o Relatório Stern sobre os Aspectos Económicos das Alterações Climáticas (um calhamaço de 700 páginas que já tive de consultar por razões profissionais) estima que o custo económico e financeiro do aquecimento global pode atingir 9.000.000.000.000 de dólares se nada for feito nos próximos 10-15 anos, ou seja, quase 13 vezes mais.
Afinal de contas, os números não são assim tão relativos. As prioridades dos nossos políticos é que são relativas.
É muito? É pouco? Bem, depende... como tudo na vida.
É muito se pensarmos que o PIB português em 2007 foi de uns pobres 162.919.000.000 de euros, ou seja, quase 3 vezes menos.
É muito se pensarmos que cada habitante da Terra teria de contribuir com 117 dólares para o fundo.
É muito se pensarmos que esse valor equivale à fortuna de 12 Bill Gates.
Pode não já parecer assim tanto se pensarmos que a guerra do Iraque já custou 600.000.000.000 de dólares.
Continua a ser muito se pensarmos que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, só precisa de 1/10 desse valor para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Mas é pouco se pensarmos que o Relatório Stern sobre os Aspectos Económicos das Alterações Climáticas (um calhamaço de 700 páginas que já tive de consultar por razões profissionais) estima que o custo económico e financeiro do aquecimento global pode atingir 9.000.000.000.000 de dólares se nada for feito nos próximos 10-15 anos, ou seja, quase 13 vezes mais.
Afinal de contas, os números não são assim tão relativos. As prioridades dos nossos políticos é que são relativas.
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