quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

O BE, o PCP, e o vilão.

Há quem se admire e indigne por ver o PCP e o BE coligados até com um Alberto João Jardim. Esquecem que certos partidos que só crescem no lodo e alimentam-se da miséria. A novela da revisão da Lei de Finanças Regionais é a prova provada que para a esquerda radical os fins justificam quaisquer meios.

"Dizsequedisse"

O Gabinete do PM veio desmentir pela alvorada, a noticia que faz manchete do Público de hoje, segundo o qual o “Conselho de Estado foi convocado após Sócrates ter ameaçado sair”. Registo que a noticia (e consequente desmentido) tenha saído logo hoje, no dia seguinte a um Conselho de Estado que, ao que tudo indica, terá corrido bem ao Governo.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Calhandrices parte II - "O Público errou."

Na trigésima e antepenúltima página do jornal Público de hoje - quem é que ainda dará €1 por dois míseros cadernos de papel de jornal -, lá bem no canto inferior e interior da página, o Público declara que errou. E errou em quê? Discretamente o Público declara:
“Na secção Sobe e Desce de ontem, onde se escreveu, a propósito da reacção do executivo ao caso Mário Crespo - não é próprio de um Governo falar sobre anonimato - deveria ter sido escrito - não é próprio de um Governo falar sob anonimato. Por outro lado, refere-se a existência de um Ministério dos Assuntos Parlamentares quando de facto existe apenas um gabinete dos ministro dos Assuntos Parlamentares (até o Word assinala o erro). Pelo lapso as nossas desculpas.”
Pois é, mas as desculpas do Público não deveriam ficar por aqui. Quem não sabe distinguir o que está por cima do que está por baixo, naturalmente também não conhecerá o livro de estilos do próprio jornal, tão bajulado pelos dirigentes da Sonaecom, quanto ignorado na justa medidas pelos jornalistas do próprio. Senão vejamos, até neste pedido de desculpas o “Ministério” aparece em maiúscula, já o “gabinete do ministro” não merece essa dignidade. “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”, esta é a designação oficial e institucional da unidade orgânica do Governo. É assim que é publicado e reconhecido em Diário da República e em todo o lado, menos pelo Público…
O Público está à beira do abismo da irrelevância, mas não hesita em dar contínuos passos em frente. Os erros de forma podem ser o espelho da incompetência que por lá grassa, mas os erros de conteúdo, as invenções e intentonas de que tristemente tem sido veículo são o espelho de coisas mais graves.
Na notícia que deu azo a este patético pedido de desculpas, um “erro” cobarde foi cometido e mais cobardemente ainda ignorado ou até com este "Público erro" camuflado. O "take" da agencia Lusa que dá conta da reacção do Ministro dos Assuntos Parlamentares ao texto de Mário Crespo (editado no site oficial do PSD), é bastante claro quando cita a fonte: “fonte do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”. Ora, a não ser que a informação seja extraída à revelia do Ministro, dos seus assessores e adjuntos, coisa que não foi, o anonimato nunca é pedido e desafio os jornalistas do Público a provarem o contrário. A fonte era, e sempre foi, o Gabinete, logo, o Ministro. O Público foi o único meio de informação que delirantemente “teve acesso” a uma “fonte anónima” no Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares quando todos os outros meios puderam citar,e com toda a legitimidade, o “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”.
O Público inventa a tal “fonte anónima” e faz pior: critica o Ministro por supostamente “falar sob (não sobre) anonimato”. Os jornalistas do Público com esta capciosa manipulação, mais do que revelarem a sua incompetência ética e técnica, revelam a sua agenda e motivações políticas pessoais.
Nos dias que correm sabemos que a vida não está fácil, e que convém agradar ao patrão, mas se essa é a primeira preocupação dos jornalistas do Público então que solicitem transferência para o Departamento de Marketing do Continente, os leitores do jornal, e os assadores de castanhas que o usam para fazer cartuchos, apenas exigem as devidas desculpas pelas fraudulentas manipulações que forjaram.

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Calhandra é um passeriforme! Asinino!


Calhandra é o nome comum dado a certas aves europeias da família das alaudídeas, a mesma que a da cotovia. No Brasil também é empregado regionalmente para designar certas espécies de sabiás (espécie de cotovia da América do Sul). “Calhandrices” são portanto, coisas próprias da calhandra. E o que é próprio da calhandra? Esvoaçar por aqui e ali sempre a piar, sempre! Acampem ao pé de um ninho de cotovias a ver se conseguem dormir a sesta.
No Brasil há uma expressão popular comummente utilizada e que reza assim: Quando se quer justificar determinada informação a que não deveríamos ter acesso, mas salvaguardando a identidade da fonte, em bom “brasileiro” dizemos: "-Veio um sabiá e disse!".
Hoje li no Público uma critica negativa ao Ministro dos Assuntos Parlamentares por "usar este tipo de linguagem" referindo-se ao uso do termo "calhandrices" a propósito da “fofoca” do momento. Provavelmente o jornalista Luciano Alvarez, terá lido o comunicado da Lusa a correr e sem o devido cuidado e atenção, onde havia passaritos ruidosos, terá porventura vislumbrado canalhas ou similares… Quero acreditar que terá sido este o caso. Melhor assim. Canalhice seria tentar emprestar a um termo do melhor português um significado que ele não tem, contribuindo para o desengano de juízo e empobrecimento cultural dos leitores do jornal Público.
Cara Barbara Reis, como directora deste jornal que já foi uma referencia interpelo-a: de que valem ao Público editoriais encarniçados na defesa do português mais arcaico, recusando um acordo ortográfico essencial à própria sobrevivência do Português, quando a linguagem é paupérrima e trabalhada e interpretada por jornalistas medíocres que sequer dominam a ferramenta da sua profissão?

Protegez-vous

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Máfia atinge lucro recorde


78 mil milhões é o valor do lucro total obtido pelos principais grupos mafiosos italianos em 2009, segundo estima o grupo anti-criminoso SOS Impresa.

Demonstrando que a crise não existe para o crime organizado, é estimado que no ano passado as receitas da Máfia italiana tenham atingido os 135 mil milhões de euros, mais do que o conseguido pela petrolífera nacional e quase 9% do Produto Interno Bruto do país.

publicado pelo Diário Económico 28/01/10

Como diria o saudoso Fernando Pessa "E esta hein?"

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Emissão de dívida pública dirigida às famílias


É hoje notícia no Diário Económico que o ministério das finanças está a ponderar, ou até mesmo, a preparar uma emissão de dívida pública dirigida aos particulares - famílias. A forma como o fará será a através de obrigações do tesouro. Estranho? Não. É até de alguma forma previsível. Senão vejamos. O orçamento de estado para 2010 é um "orçamento da confiança", ou seja, dentro dos possíveis, expansionista. Porém, a conjuntura económica, quer nacional - os principais indicadores são de preocupação, quer internacional, revela-se exigente e até contrária a esta tendência. O Governo por seu lado quer contrariar com os meios de que dispõe essa dura realidade, mas sabe que é difícil fazer "omeletes se ovos", ao mesmo tempo que também não será possível "agradar a gregos e troianos" - agentes económicos nacionais ao mesmo tempo que se agrada às agências de rating e demais observadores e investidores.

Logo, e com base neste conjunto de pressupostos e duras realidades 1) afinal o défice vai continuar elevado, o que não é um bom sinal para o exterior, tornando os financiamentos para a economia portuguesa mais caros, 2) o endividamento para continuar a política delineada, vai continuar a aumentar, 3) os encargos sociais, em virtude das políticas de criação e manutenção de postos de trabalho, assim como para os que infelizmente mergulham em situações de desemprego, também vai aumentar 4) é preciso arranjar dinheiro que pague isto, e de preferência de forma eficaz e eficiente.

A melhor maneira é internamente ir à procura das poupanças dos portugueses. Quem melhor para acreditar e defender as finanças nacionais, que os próprios portugueses? Depois, como o a taxa de juro dos depósitos a prazo está baixíssima, uma remuneração que seja um pouco melhor já é cativante, e o estado consegue os seus objectivos sem descurar a eficácia e eficiência.

Agora só uma nota, independentemente de concordar com o uso deste instrumento, não podemos fazê-lo de uma forma displicente, devendo estes fundos angariados ser aplicados com verdadeiro sentido de estado. Por enquanto ainda não um estado de emergência, mas se não nos acautelamos...

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Não resisti...


Quem sabe, nunca esquece, não é Sá Pinto?

(retirado daqui)

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Em Amsterdão, nos 70's, já era assim...

domingo, 17 de Janeiro de 2010

A semana não correu bem a António Costa

Contrariamente àquilo que nos sempre habituou enquanto político, António Costa teve esta semana duas actuações que beliscam as suas virtudes. Por um lado, o episódio Red Bull Air Race, do qual não se sabe ainda qual a relação custo/benefício dos apoios elevados que a Câmara Municipal de Lisboa vai dar à organização. Por outro, o episódio casamentos gays de Santo António.

Em ambos os casos e longe da visão clara do que deve ser o futuro de Lisboa, como bem tem demonstrado e concretizado desde 2007, António Costa deixou atrapalhar o seu percurso por falhas na sua equipa e na estrutura administrativa que dirige.

sábado, 16 de Janeiro de 2010

Momentos Sveltesse da política portuguesa


O que é que justifica o reaparecimento do caso das escutas hoje no Expresso? O que é que justifica que Fernando Lima, ex-assessor de imprensa e actual "assessor político" de Cavaco Silva, surja num artigo de opinião a vir exercer, como ele diz, o seu direito de esclarecimento, agora, como também ele diz, assentou a poeira?

(na fotografia que acompanha o artigo de opinião "A minha verdade" publicado hoje no Expresso enquanto Fernando Lima lê o Diário Económico, Cavaco vai rapando o seu iogurte Sveltesse para dentro dos cereais...)

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Uma definição de globalização

Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana...

Pergunta: Porquê?
Resposta:

Uma princesa Inglesa
com um namorado Egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel Francês,
num carro Alemão
com motor Holandês,
conduzido por um Belga,
bêbado de Whisky Escocês,
que era seguido por paparazzis Italianos,
em motos Japonesas.
A princesa foi tratada por um médico nascido no Canadá,
que usou medicamentos Brasileiros.
Esta mensagem é enviada por um Português,
usando tecnologia Norte-Americana (Bill Gates),
e, provavelmente, está lendo este texto num computador genérico que usa circuitos integrados feitos em Taiwan,
e um monitor Sul Coreano,
montado por trabalhadores do Bangladesh,
numa fábrica de Singapura...

e é isto que é a globalização!

(retirado daqui)