segunda-feira, 23 de março de 2009

É barato, é pequeno e vai vender-se ao milhões!


Amigos, está aí o carro super-económico do século XXI. A indústria automóvel indiana - em concreto, a empresa Tata Motors - acaba de lançar o Nano, um carro de 623 cc e 32 cavalos e que custa a módica quantia de 1.500 euros!

Pelo aspecto, parece-me estar mais próximo daqueles quadriciclomotores que andam pelas estradas do nosso País (os chamados mata-velhos ou papa-reformas).

As Desculpas não se pedem, evitam-se!!



Lucílios à parte, o futebol fede. Quando já ninguém acreditar em nada, o dinheiro escassear, e a mística se tiver desvanecido, é que as pessoas vão começar a agir com responsabilidade. Nessa altura, se calhar, por muito que se faça, já nada mudará a realidade das coisas. o futebol será um deserto, e as pessoas dirão ir a estádios ver jogos (e pagar por canais de futebol) - JAMAIS!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Recharge It. org



Vale a pena ver até ao fim. Será que mesmo perante todos os benefícios expostos, e que são evidentes, continuaremos resistentes à mudança de paradigma? Temo que sim. Mas também acredito numa coisa, uma vez começada a mudança, ninguém a conseguirá parar. É como o Toyota, veio para ficar...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sonae será no futuro uma multinacional..?!?!


19/03/09, 01:03Por Vítor Norinha
A internacionalização será a principal "drive" do grupo Sonae para os próximos anos, anunciou Paulo Azevedo, o CEO da holding na apresentação de contas a jornalistas. Em 2012 a Sonae deverá registar 25% do volume de negócios e 35% dos activos detidos deverão estar ligados à internacionalização, disse o gestor.
Sem adiantar geografias específicas, nem valores de investimento que serão alocados, Paulo Azevedo disse que a empresa será transformada num multinacional, com a presença em novos mercados, quer emergentes "mas grande potencial de crescimento", quer mercados maduros, "desde que a Sonae faça a diferença".
Dentro da profunda reorientação estratégica, a Sonae vai mudar o estilo de investimento, "alavancando melhor os recursos" e que poderão passar por virem a entrar em negócios onde sejam detentores únicos do capital, ou poderão entrar em situações de minoria, ou poderão ainda juntar competências "sem ter de garantir o controlo".
A Sonae propõe-se ainda garantir processos de consolidação ou mesmo "assumir papel de parceiro técnico". Paulo Azevedo disse pretender deter 10% do capital empregue neste modelo até 2012.
As alterações estratégicas e a nova matriz de orientação de negócios foram anunciadas em simultâneo com duas alterações de peso ao nível dos quadros de decisão do grupo. Nuno Jordão, CEO da Sonae Distribuição, e Álvaro Portela, CEO da Sonae Sierra, anunciaram não ter disponibilidade para continuarem com novo mandato em Março de 2010.


Se a memória não me falha, e já tive o cuidado de ir rever a matéria que aprendi na cadeira de Gestão Internacional, que tive no âmbito do mestrado no ISEG, esta notícia é uma mão cheia de nada, e outra cheia de coisa nenhuma… Não pretendo com isto sequer falar da forma como a peça jornalística está escrita. Nada a dizer a esse respeito. Apenas parto do princípio que a fonte, ou seja o comunicado que a Sonae fez, não diz nada de jeito.

Senão vejamos, uma empresa multinacional caracteriza-se por 1) significativo investimento directo no estrangeiro 2) actividades em diversos países 3) gestão activa dos activos no estrangeiro 4) lógica articulada de gestão dos activos no estrangeiro. Isto independentemente dos estilos e políticas como se faz esta gestão, penso que a Sonae como nós conhecemos, já cumpre estes requisitos, quanto muito estará a dar um sinal que vai reforçar o crescimento no estrangeiro em detrimento da aposta nacional, pelo facto do nosso mercado estar saturado.

Depois se formos andando pela notícia adiante, vemos que o que se encontra espelhado no discurso de Paulo Azevedo é uma estratégia tão ambiciosa que acaba por elencar como objectivos praticamente todo o tipo de mercados (emergentes de grande potencial de crescimento, maduros). Quanto ao estilo de investimento, o mesmo sucede (detentores únicos do capital, situações de minoria, juntar competências sem garantir o controlo).

O que a mim me parece é que a estratégia da Sonae tem-se revelado insuficiente na persecução dos objectivos (money comming in) anteriormente propostos pela empresa. O país é demasiado pequeno para as ambições da empresa. O que por sinal é bom para a empresa, e também acaba por ser bom para o país. Mas não sei porquê mas cheira-me que isto é uma manobra de comunicação para dar confiança aos mercados (neste caso o bolsista, pois são várias as empresas do universo Sonae cotadas em bolsa), com o objectivo de que a empresa tem um rumo e um caminho traçado para o próximo triénio. Pena que seja uma espécie de fuga para a frente, e que tenha sido apresentado de uma forma pouco clara e difusa. Para uma empresa que é referência no nosso tecido empresarial, soa a curto...

terça-feira, 17 de março de 2009

Should machinists be worried that EVs will cost them their Jobs?



One of the reasons electric vehicles are so efficient has to do with their lack of complexity. Electric motors have very few moving parts and often don't require the complicated transmissions and driveline components that are common for internal combustion engines.

According to the Nikkei in Japan, "The rise of electric vehicles will spell more than the demise of just the internal combustion engine. Transmissions and braking systems will likely be replaced by electric control motors as well. A gasoline-powered car consists of roughly 30,000 parts, half of them related to the engine. Electric vehicles are expected to require one-tenth of that."

While those are all good things for purchasers of EVs, the thousand of individuals that make their livings devising and repairing the inner-workings of the automobile are reportedly worried about their job prospects. Of course, electric vehicles present their own set of technologies and components and won't wholly replace the internal combustion engine overnight, so there's no real need to be concerned with a reduction in jobs. The last time we brought this subject up was a year ago and you can still find a lot of good comments in that discussion thread.

[Source: Nikkei via TTAC]

segunda-feira, 16 de março de 2009

É impressão minha...

... ou este blogue está muito pictórico? Venham daí as palavras!

Ir ao peixe


Mercado da Nazaré, domingo de manhã


Robalo e dourada na balança, 2,5 kgs


Robalo a ser amanhado


Amanhar - "arte" de preparar o peixe, tirando-lhe as escamas, guelras, vísceras e barbatanas, lavando-o em seguida


Sai um robalo!


Segue-se a dourada...


Sai uma dourada!


Preparar as grelhas


O equipamento completo: carvão, acendalhas, abanico... minis!


Robalo e pimentos em acção


Está quase...


Peixinho na mesa

Domingar em Walls of Victory

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ah...! Agora já sei o que se passou na 3.ª feira em Munique

Spooooortiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnng!

Do You want an Electric Ride? Paris Will give you 400€ to head to the store

by Xavier Navarro on Mar 11th, 2009 at 11:09AM

Do you live in Paris and want to buy a two-wheeled EV? If so, you are eligible to receive €400 (or up to 25 percent of the purchase price) for an all-electric scooter. You might wonder which electric scooter models are currently available in France. There's the neo-retro eSolex, a few EVTs and many more that qualify for the money, as long as they don't go faster than 50 km/h (30 mph). The city has proudly announced that your new ride can be recharged at any of the 40 charging stations distributed around Paris, and the recharge is free! The city council is so interested in zero-emission two-wheelers that they, together with utility company EDF, even support a big bike shop called EME. Merci to Dominique for the tip.

[Source: Ville de Paris]
Photo by Mairie de Paris/S. Robichon

quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Caricato


É o que se pode dizer do jogo de hoje do Sporting em Munique. Depois de consentir 5 golos em casa, deixou-se golear pelo Bayern novamente, encaixando mais 7 golos. Para a história ficará uma exibição tão ridícula como a forma como sofreu cada um dos golos (com as trapalhadas de Polga a assumir o maior protagonismo).

De qualquer forma, um abraço a todos os meus amigos sportinguistas deste blogue. Há horas assim. Podem guardar este pesadelo no baú, como farão em breve com Paulo Bento.

Alemanha anuncia esboço final para novo Imposto de Circulação sobre os Veículos



À partida entrará em vigor no próximo dia 1 de Julho de 2009, o novo imposto de circulação sobre os veículos na Alemanha. Depois de um amplo debate, e longas negociações foram mudados alguns dos critérios – sendo que a potência foi substituída pela cilindrada, à semelhança de países como Portugal. Mas o sinal mais relevante foi, claro está, a ponderação das emissões de CO2/km que cada veículo emite, e que tende a ser agravada entre 2012-14. Esta sim uma tendência generalizada, até porque as directivas da União Europeia assim o vão exigindo. Assim sendo os cálculos para o pagamento do imposto passam a ser os seguintes, 2€ por cada 100 cm3, no caso de carros a gasolina, 9.5€/100cm3 caso seja gasóleo. Como taxa adicional relativa às emissões temos como limite 120 gr/km, a partir daí o pagamento de 2€ por grama excedida. Em 2012 os limites passam para 110 gr/km, e partir de 2014, 95 gr/km.

Fazendo uma simulação do novo IQ da Toyota de 1.3 cm3 que emite 113 grCO2/Km temos, em 2012, 13X2€ (cilindrada) + 3X2€ (emissões) = 32€/ano. Já fazendo os cálculos para um veículo de média gama e familiar como o VW GOLF VARIANT TDI BLUEMOTION (emite 119 grCO2/km), temos 20X9,5€ (cilindrada) + 9X2€ (emissões) = 208€/ano. Este valor tende a ser mais caro à medida que os anos vão avançando, pois a implementação da taxa está a ser feita de uma forma progressiva e faseada, sendo o seu objectivo atingido a partir de 2014.

Agora comparando com o actual Imposto único de circulação pago em Portugal, e em carros novos adquiridos a partir de Janeiro de 2007, temos que o mesmo GOLF BLUEMOTION paga actualmente 164,96€/ano. Somente 43,04€ de diferença em relação à taxa que a Alemanha vai implementar em Julho de 2009. O caminho está a ser feito na mesma direcção. Lentamente os Estados estão a tentar incentivar comportamentos mais eficientes e mais sustentáveis, utilizando os instrumentos mais adequados, sejam monetários ou morais. A ver vamos se surtem de facto efeitos. O planeta em geral, e as gerações vindouras em particular, agradecem.

sábado, 7 de março de 2009

P de plágio


Amigos,

Deixo-vos a leitura do comentário que deixei na edição on-line do jornal Público de hoje, motivado pela leitura do artigo que faz capa do jornal na sua edição papel, e pelas suas similitudes, principalmente na abertura, com o texto aqui publicado sobre o mesmo tema, às 17horas do dia de ontem:


"Cara Maria José Oliveira, caso necessite voltar a escrever sobre o tema não hesite em revisitar o http://cacalharas.blogspot.com/2009/03/25-de-maio-de-1926.html

Atentamente,
Nuno Félix"

A cada um a sua leitura, a minha é clara, nem sempre estamos muito inspirados e quando a papinha vem feita via Twingly.
Triste país em que vivemos, em que o chamado "jornalismo de referência" tem tão rasteiras praticas.
Compete-nos as todos, não as deixar impunes, se não no tribunal da lei, que seja no tribunal da rua, aquele que estes senhores(as) tantas vezes preferem para imolar pessoas impolutas.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Patton vs Rommel


Porque ganham votos, e até eleições, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Isaltino Morais ou Valentim Loureiro? Estarão a pensar: o que fazem estes gatos no mesmo saco?!
É indiscutível. Mais à esquerda ou à direita, para o ouvido menos politizado, de quando em vez, estes protagonistas conseguem falar ao coração do eleitor.
Mesmo demagogos ou corruptos, à luz da vela que ilumina “O Homem da Regisconta”, aqueles, ao menos, parecem humanos. Nós ainda não perdemos a tendência de votar em seres da nossa espécie, em detrimento de hologramas bem programados.
O Louça. Nunca senti por ele aquele temor reverencial que ainda guardo de alguns professores da faculdade. Aquele timbre resmungão, parece-me o Sr. Joaquim, reformado da função publica, campeão da bisca lambida, e que passa as tardes a doutrinar os pombos do Jardim da Estrela contra os “Xampalimôs e os Mélos” que compram “esses vendidos do Parlamento”. Uma figura patusca!
O "Isaltino faz obra”, e isso merece sempre elogio num país em que a obra "vai-se fazendo”.
O Valentim. Um “homem do futebol” e eu não resisto a um chuto na bola.
Ouvir o Manuel Alegre é ouvir o meu pai, e… está tudo dito.
Instintivamente, eu votaria em qualquer um destes homens, se à boca da urna, seguisse os meus genes mais Montecchios, e, claro está, desligasse o cérebro. Exactamente os mesmos instintos que me embargam o voto na “Dama Enferrujada”, e que me dificultam na tarefa de apoiar José Sócrates.
Montecchio “ma non troppo”, é obvio que JS e MFL são as únicas individualidades elegíveis para São Bento.
Mas recentemente estive no limiar de uma mudança de paradigma, uma pulsão adolescente assomou ao meu “Eu Político”.
Vale o que vale, mas se o Deputado Afonso Candal tivesse “ouvido” o repto que o adversário de bancada José Eduardo Martins lançou para “resolverem o assunto lá fora”, e se fosse o caso, desse titânico confronto, ser igualmente televisionável, aqui juro pela minha honra, que confiaria o meu voto ao contendor que demonstrasse mais coragem e galhardia, para alem de nobreza nos golpes desferidos elegância no encaixe das respostas.
Assim ficámo-nos pelas palavras, e ai, José Eduardo Martins, marcou um auto-golo decisivo e, o meu voto contínua rosa.
Como experiencia colectiva, se este episódio teve alguma utilidade para nação, terá sido para relembrar que “na política como na vida”, um pouco de humanidade, por muito que a queiram sublimar, continuará a salutarmente existir. Pena que esta apenas se revele em sombrias formas.
Certo é, que “a rua” está farta de olhar para Olimpo de cinismo onde políticos como Manuela Ferreira Leite habitam. Esse Olimpo etílico onde os seus habitantes lembram-se e esquecem-se, a horas certas, das virtualidades e vergonhas do que fizeram enquanto ocuparam, mesmo que há escasso tempo, as cadeiras do poder
Agora imaginem só: e se o Deputado JEM e o Deputado AC tivessem mesmo andado “à pêra”?
Até que ponto não seria salutar para a AR e para a Nação que, mesmo à chapada, se desvanecessem definitivamente, algumas das dúvidas que a Nação partilha, sobre verdadeira natureza e motivações daqueles que a representam?
George Patton, controverso general americano, nas vésperas da primeira batalha de El Alamein contra os Afrika Korps comandados pelo igualmente brilhante Marechal Rommel, enviou uma mensagem a este, desafiando-o para um duelo. Este duelo leal e justo, substituiria a barbárie do sacrifício de dezenas de milhar de vidas humanas. Quem ganha-se, ganhava a batalha, e assim evitar-se-ia sem desonra a (in)evitável chacina. Os seus homens não derrotaram os militares de Rommel em El Alamein , talvez pelas inutilidade das baixas provocadas, várias décadas mais tarde, nas suas memórias, Patton ainda lamentava que Rommel não tivesse aceite o seu repto.
Quanto ao embate Martins versus Candal nunca saberemos qual seria o desfecho físico e moral para ambos. Mas o resultado colateral provável seria uma poupança à República de mais alguns anos desta lenta e agonizante degradação da classe politica.
Talvez por falta de um momento simbólico definidor, que nos faça encarar o problema com “ganas” de o resolver.
Ontem os Deputados Martins e Candal podiam ter oferecido os seus corpos a este serviço pela Pátria. Certamente, seriam mais nobres do que o foram naqueles momentos em que não estiveram, ou, em que não ouviram.

25 de Maio de 1926


Hoje como ontem, a Assembleia da República abriu as portas sem bengalada ou pistolas de duelo. Com excepção para estas práticas e acessórios marialvas, tão característicos do republicanismo de cartola, nas vésperas da sua morte a 1ª República em pouco diferia, no estilo, do parlamento contemporâneo. À custa de muitos insultos, escândalos, e insinuações, os bisavôs da nossa liberdade, adubaram para alem do substrato suficiente, as sementes do nosso “fascismo”. Indignem-se os nossos leitores habituais, para regozijo da esmagadora maioria do povo português de então!
Vivemos no país em que a renovação democrática do Capitão de Abril Ramalho Eanes, facilmente dealbou no nacionalismo renovador de Pinto Coelho.
Será que a história recente, de nada nos serve? Para nada alerta? Não querendo fazer de um episódio colérico, o sinal do apocalipse, nunca esqueçamos que o “Melhor Português de Sempre” continua vivo dentro de muitos de nós.
Estou certo da devoção democrática do deputado Martins, e não questiono o zelo deontológico do deputado Candal, mas quando a o parlamento desce à caserna corremos o risco da caserna subir ao parlamento.
Como cidadão que ama a liberdade, acima de todas as coisas, apelo aos nossos distintos deputados que se coíbam de evocar a singela educação, com que os distintíssimos deputados da tão tardiamente extinta União Nacional, faziam questão de se tratar.

O homem retratou-se "ma non troppo"

Está à beira do fim o episódio mexicano de ontem no Parlamento. O Deputado José Eduardo Martins veio hoje pedir desculpa a todos os Deputados, com excepção do Deputado Afonso Candal.

Seria interessante que ele também dissesse alguma coisa sobre o dia em que também chamou "palhaço" ao Primeiro-Ministro a meio de um debate parlamentar.

Da auto-reflexão feita pelo Deputado JEM sobre este caso, resulta a consciência de que, apesar de considerar ter errado, não é correcto julgar "que a insinuação feita aos microfones sobre a honra de um deputado não é ofensiva e que o vernáculo é muito ofensivo". Parece-me uma boa ponderação. Mas o que tem o Deputado JEM a dizer das insinuações que tem lançado sobre o Primeiro-Ministro relativamente ao caso Freeport? Não nos esquecemos do dia em que compareceu no Jornal da Noite do Mário Crespo e fez um conjunto de alegações infundadas sobre este caso.

Calvin and Hobbs

Alhos e Bugalhos


Em comentário aos dois posts anteriores, penso que se está a misturar alhos com bugalhos. Eu sei que o A Miranda teve o cuidado de pôr isso em nota de rodapé do seu comentário, mas devia ter ido mais longe, e ter mudado o título. Passo a explicar. Não tomando partido por nenhum dos posts, até porque os dois têm argumentaria própria, e focam problemáticas distintas. Distintas, mas ambas condenáveis. Pois focam comportamentos e atitudes de uma mesma classe, de que de facto, o povo (ou pelo menos parte dele) já começa a ficar farto de aturar, e principalmente de ter de gerar a riqueza para os sustentar.

Em relação à linguagem penso que é deplorável a forma e a maneira como os políticos se tratam reciprocamente. Aqui neste ponto, como em outros, os defeitos são comuns a todas as forças políticas. É de facto, um indicador da depreciação da qualidade da classe política, dando alguma razão à máxima: se não sabes fazer nada, vai para político.

Contudo, acho que também ainda não é caso para perder a esperança na classe política. Até porque continuam a existir exemplos de qualidade, e acima de tudo, porque não só não é fácil ser político, como acima de tudo ter vida de político. Há que separar o trigo do joio, e acima de tudo criar incentivos para que pessoas de valia na sociedade civil queiram contribuir de uma forma mais activa na vida política. Apesar de se poder exercer cidadania sem ter de pertencer a partidos políticos. Nunca é a mesma coisa, e só nalguns casos consegue ter o mesmo efeito.

Agora também se diz, e bem, que a classe política é a imagem do povo de um determinado país.

Deixo-vos esta para pensarem. Só mais uma nota de estratégia, nem sempre a melhor defesa é o ataque