segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A mentira só acaba quando a verdade aparece.

Fernando Lima, braço direito de Cavaco Silva para a comunicação social desde 1985 acaba de ser demitido.
Fui a saída mais fácil, era a única saída possível.
É legitima e evidente a assunção de culpa do PR em todo este processo. Cai por terra a teoria da "asfixia democrática" e com ela quaisquer hipóteses do PSD conquistar as próximas eleições e até ver fica fragilizada a reeleição de Cavaco Silva, para além de abalada a sua credibilidade aos olhos dos portugueses.
Volto a escrever, a lama tem vindo sempre do mesmo lado e constantemente na mesma direcção, pelo meio tudo mas absolutamente tudo, é posto em causa, até a própria democracia que já ouviu dizer que devia ser "suspensa por seis meses".
Quer queiramos quer não, não vale tudo para ganhar. Quem quer ganhar e vai perder, agora a toda a linha, a direita, demonstra um profundo desprezo por todas as instituições sejam tribunais ou policias. É o vale tudo! E até os escândalos que estalam entre portas, como a compra de votos, e que nas palavras dos visados (Helena Lopes da Costa) não passam de ataques internos à líder, são rapidamente travestidos de contributos de Sócrates para a asfixia democrática.
O PSD tem que assumir a sua liderança é fraca e que sempre foi "para queimar". Este desespero delirante apenas o afasta do essencial, e o essencial é retomar o caminho deixado a meio por Marques Mendes. O cancro do país está na sua direita maniqueísta revisionista e demasiadas vezes avessa à democracia.
O PSD que trate primeiro do PSD Madeira, do Fernando Ruas e das suas pedradas, até de Isaltino e Valentim que apesar de se candidatarem como independentes continuam com as "máquinas" locais do PSD nas mãos.
Para este PSD a "política de verdade" acabou quando a mentira apareceu.

Comício dos filhos da mãe#


#segundo Fernando Ruas

Asfixia Democrática


No Largo do Rato já devem estar a distribuir espadas laser azuis para lutar contra o Império do mal (Cavaco e Ferreira Leite)… se calhar a asfixia democrática é por causa da Máscara do Darth Vader…

Camarada Félix, essa visão maniqueísta entre os bons e os maus é um caminho perigoso… potencia a clivagem social e o descrédito da classe politica… campo fértil para a demagogia e para os extremismos.

Quanto ao estado de direito, entendo que é condição fundamental para uma democracia, mas a verdade é que não é nenhuma vaca sagrada, que não possa ser questionada, como se fosse um fim e não como um meio.

Na minha opinião existem 3 valores fundamentais para o Estado: Coesão Social, Equidade e Transparência (por oposição da eficácia e da eficiência que foram (tentaram ser) os valores do estado nas ultimas legislaturas).

Quais destes valores são garantidos pelo actual estado do nosso sistema Judicial?

Separar as águas.

Se Moisés fosse candidato às próximas eleições presidenciais em Portugal, ganhava de certeza. A confusão é tanta, tamanha é a quantidade e a variedade de fontes e de pseudo informações e informadores que parecem jorrar debaixo de cada calhau, que o que do que precisávamos mesmo, não era de outro jornal de sexta, mas sim de um Moisés que abrisse caminho pelas águas tortuosas da desinformação a caminho da terra prometida da confiança.

Quando os homens não estão à altura dos momentos, devemos procurar refúgio nas nossas reservas éticas morais e legais. A nossa primeira reserva colectiva seria porventura a que esta personificada na figura maior do nosso Estado, mas nem esse cidadão está a salvo do presente lamaçal, e até é suspeito de ser um dos principais chafurdadores.

Resta-nos a Lei, resta-nos o Estado de Direito, resta-nos acreditar no princípio da separação de poderes e na fiscalização e auto-regulação de forças que estes exercem entre si:

  • Podemos acreditar que o que temos funciona, que a Lei prevalece, que a Lei é a expressão máxima da nossa vontade democraticamente demonstrada.
  • Podemos não acreditar em mais nada, podemos desconfiar das instituições, pôr em causa os seus fundamentos e desrespeitar os códigos sociais, desrespeitar as leis, quem as produz e aplica.

Neste momento, a escolha mais simples para os portugueses é assumirem a sua boa fé ou má fé naquilo que entendemos por República Portuguesa, pela nossa democracia, pelos nossos tribunais.

Aqueles que respondam negativamente, aqueles que para a resolução de um diferendo ou de um problema social acham mais legitimo e eficaz recorrer-se à difamação num qualquer pasquim do que aos tribunais ou a qualquer outro instituto público, então que tomem bem consciência do caminho que começam a trilhar.

O nosso Primeiro-Ministro pode não ser a pessoa mais simpática aos olhos de muitos portugueses e alguns deles naturalmente votarão contra ele no próximo dia 27, mas sustentar essa decisão não na avaliação critica da eficácia das suas políticas, mas sim no achincalhamento não apenas de José Sócrates mas já de todos os princípios e valores que sustentam a nossa democracia?

Agora, até o processo Casa Pia serve para a campanha política contra a credibilidade das nossas instituições. Quem ataca o conselho superior de magistratura a pensar que ataca o PS saiba que ataca antes de mais os juízes em quem temos de confiar para bem da nossa sociedade. Da mesma forma, quem defende a “Casa Civil da Presidência da Republica”, com o argumento de que em Portugal é mais fiável e eficaz ao Presidente da República recorrer a denuncias semi-anónimas e veladas a meios de media seleccionados, ao invés de recorrer às instituições do Estado como a Procuradoria Geral da República ou a Policia Judiciária, está a pôr tudo em causa.

O que é preocupante, é verificarmos que quem joga o jogo democrático não hesita em fazer batota quando em desvantagem. O PSD recorre à mesma imunda estratégia do fascismo em que a desinformação e a calúnia sobre “os do reviralho” conseguia a lealdade de cidadãos que de boa fé neles acreditavam. Tivemos 50 anos parados no tempo, com um regime sustentado nos bufos e nos invejosos que conspurcavam a honra e dignidade de muitos dos nossos melhores apenas e só porque eram “perigosos democratas”.

O destacado líder do PSD, Fernando Ruas sob o beneplácito de Manuela Ferreira Leite soube separar bem as águas quando evocou uma quadra em que julgava em desuso: “Um cravo na lapela fica sempre bem, principalmente a certos filhos da mãe”.

É aceitável que o carácter de uma pessoa possa ser colocado em causa pelas suas opções políticas com tamanha leviandade?

Portugal não pode ser uma imensa Vise, eu não aceito ser alcunhado “filho da mãe” por usar um cravo na lapela, da mesma forma como não quereria ser “uma ratazana” por usar uma cruz de David na Alemanha de Hitler.

Este é o tempo de separar as águas, esta lama que vem sempre do mesmo lado e na mesma direcção só pode aproveitar a quem desrespeita por completos os valores da nossa democracia.

Nestas eleições, mais do que escolhermos entre a esquerda e a direita temos mesmo que fazer uma outra opção bem mais grave e consequente, ou defendemos o Estado de Direito que tanto custou a ganhar e construir ou alinhamos com aqueles para quem o Estado de Direito e as suas instituições com poderes autónomos e equilibrados são uma imensa “força de bloqueio”.

A Dúvida

Neste fim-de-semana, e para quem tinha dúvidas, elas foram desfeitas. Mário Soares veio a público dizer que a ideia de coligação com o Bloco de Esquerda não o repugna nada. Que é a mesma coisa de que dizer, venha de lá o Louçã, até porque devemos ter sempre os inimigos do nosso lado, independentemente de estarmos a dar forma àquele que pode ser o governo mais incoerente da história de Portugal – juntar um Trotskista com “pinta” de gestor de condomínio a um social-democrata (ou socialista de 3ª via), prémio sexy platina do Correio da Manhã. A melhor metáfora que me vem à cabeça é de que isto equivale a juntar numa qualquer arca de Noé apenas duas espécies completamente antagónicas tais como um cão de raça pitt-bull e uma cobra piton. Mas comparações à parte se dúvidas havia quanto à coligação que seria feita pelo PS caso ganhe as eleições (inicialmente falava-se que seria Paulo Portas a ter o passaporte para o governo no bolso, independentemente de quem ganhasse), elas foram desfeitas. Não tem nada que saber, junta-se o 1º com o 3º, e já está, temos governo. Mas o 3º é aquele partido anti-poder que defende básica e unicamente ideias românticas temperadas de soluções demagógicas. Não tem problema! É tudo em nome da estabilidade democrática. Vale tudo, até por partidos que não foram talhados para ser governo, no próprio governo. A dúvida vai sempre persistir, irá Portugal resistir a estas experiências?

PS – Não tenho nada contra nem a favor do Bloco de Esquerda. É um partido necessário à democracia portuguesa. Daí até poder ser governo, é um enorme passo, que penso que o Bloco não está talhado, nem tem capacidade de resposta para o fazer de uma forma capaz.

O Corpo da Mentira


Mentiras ditas muitas vezes tornam-se verdade. Falcatruas, umas sabem-se outras não. Nesta coisa da política e no exercício da governação não há inocentes. Veja-se o último ano quão fértil foi – caso freeport, caso bpn, gafes a pontapé (Mário Lino, Manuel Pinho, M Ferreira Leite). Mais recentemente, Listas do PSD (António Preto e Helena Lopes da Costa), com uma pitada de saneamento de ala que não interessa à líder (Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas)… Ainda mais recentemente temos o Caso dos votos comprados nalgumas secções e distritais do PSD (No Coments). No meio disto temos uma notícia que passou quase despercebida – O Juiz Rui Teixeira (trazido para a ribalta pelo Caso Casa Pia), que viu a sua progressão na carreira cortada por três elementos do PS no Conselho Superior de Magistratura, que puseram em dúvida a sua avaliação. Neste como nos outros casos fico com a sensação de que os filhos da puta se protegem muito bem uns aos outros. Isto claro , sem deixar de por o Presidente da República ao barulho com o caso das escutas em Belém, caso este que tem tudo para parecer fabricado - mais uma cabala contra os "anjinhos" do governo. Curiosamente e relativamente ao partido que tem estado no governo nos últimos 4,5 anos, nada tem saído na comunicação social (pelo menos desde que calaram a outra). Alguém acha isto normal? Eu não!!!

"Cruelty Doesn't Fly" with P. Anderson

sábado, 19 de setembro de 2009

Chegou o carteiro!


Começa a ser cómico e é apenas um pouco trágico que ainda haja quem lhe dê ouvidos. Agora Manuela Ferreira Leite veio dizer que já nem o correio é seguro. Mas em que país é que vivemos? Ou melhor, em ano? A violação de correspondência é crime. “A Senhora” já apresentou alguma queixa? Ou alguém do seu “staff”? Ou será que é como “o outro” que não gosta de PPR`s mas tem mais de 30.000€ nessas aplicações? Se calhar “A Senhora” não confia nos correios mas continua a enviar cartas ao Pai Natal, talvez a pedir uns pastéis de Belém na peúga...

Das duas uma..


... ou o Presidente prova que é vítima de escutas por parte do Governo, o que justifica em parte, e ainda que de forma criticável, a intriga que teceu contra José Sócrates, ou então não consegue provar absolutamente nada e comprova à vista de todos que não tem a dimenção ética e institucional para ocupar o cargo que ocupa.

O Presidente tem que falar agora e antes das eleições, explicar ao país o que o leva a promover este jogo de poker. Caso tenha algo na mão mostre já, não será depois das fichas distribuídas pelas legislativas que terá qualquer autoridade para então "esclarecer" o que o leva a ter este comportamento nada institucional e altamente condicionante da campanha eleitoral em curso.

Senhor Presidente da República, fale agora ou cale-se para sempre!

O Donaldim do PSD


Pronunciar-me sobre as questões de ética jornalística relacionadas com todo o folhetim das escutas em Belém, é chafurdar na lama de uma classe profissional que não respeita os leitores, e que acima de tudo não se respeita a si mesma.

Quando notícias sobre histórias infundadas que fizeram notícia vêm à praça pública pelas mãos de outros colegas de profissão, só fica demonstrado que apesar dos pesares na classe profissional dos jornalistas ainda há alguma capacidade e fiscalização entre pares, e de auto-regulação numa actividade que tem que ser por natureza pouco regulada e muitíssimo protegida. Mas este não é o caso, o DN ao revelar um e-mail interno do “Público” passa vários limites:

Em primeiro lugar, revela a fonte que pretensamente fundamenta a peça que José Manuel Fernandes decidiu publicar a 18 de Agosto. A revelação de fonte jornalística é inclusive uma pratica criminalizada em alguns países.

Em segundo não revela a sua própria fonte. Aquele e-mail é uma agulha num palheiro. Quem do palheiro saberia sequer da existência da agulha? Não sabendo quem reenviou aquele e-mail, pode o DN fazer 1ª página com um assunto desta gravidade?

Em terceiro lugar, assume-se definitivamente como contraponto ao jornal Público, o que terá como efeito a conquista do epíteto de “jornal do regime”. A médio-longo prazo temo pelas consequências que este fardo trará para o Diário.

Mas o que interessa aqui e que é mais relevante do que o comportamento do DN neste ultimo episódio das suspeitas de escutas em Belém, será com toda a certeza como se inaugurou a serie.

Comprova-se o que é vox populi desde os tempos de Durão (amigo pessoal desde a faculdade) na liderança do PSD, José Manuel Fernandes capricha, nos fretes que faz às suas “fontes” laranja. Não podemos vestir de alvo virginal, num aquário como o nosso, toda a gente se conhece e dificilmente não toma partido, ou no mínimo, não desenvolve um relacionamento privilegiado com este ou aquele protagonista. Mas neste caso em concreto, exigia-se ao director de um jornal de referência outro comportamento. Aquele que escolheu ter levanta várias questões:

  1. A notícia 18 de Agosto é legítima, mas porque foi apenas publicada em 18 de Agosto quando o jornal foi informado pela fonte vários meses antes? Para cair em cima da reentre politica? Para dar a pedra-de-toque de que necessitava Ferreira Leite para continuar a asfixiar o debate político com as suas delirantes paranóias?
  2. Porque ignorou o desmentido oficiai do insuspeito Governo Regional da Madeira (GRM), relativo a uma supostamente “estranha” inclusão de um adjunto do Primeiro-Ministro no programa oficial da visita presidencial ao arquipélago? Porque é que mesmo tento a confirmação de que nada havia de anormal, e que tudo tinha seguido as vias institucionais adequadas, optou por ignorar o GRM e alimentar a suspeição sobre este facto numa nova noticia publicada a 19 de Agosto?
  3. Porque veio agora, que o escândalo está a descoberto, lançar insinuações sobre hipotéticas intrusões dos serviços de informação do Estado no sistema informático do Público (numa acusação velada ao Governo) para depois passadas poucas horas dar o dito por não dito, pois terá sido detectado um vulgar reenvio do famigerado e-mail para fora da redacção do jornal?

Se à coisa que decerto José Manuel Fernandes (JMF) terá aprendido com o seu melhor amigo e actual Presidente da Comissão Europeia, é que uma mentira dita muitas vezes e pelos devidos meios, pode até legitimar guerras e mudanças de paradigma à escala mundial.

No caso das escutas, como no caso das supostas armas de destruição massiva do Iraque, JMF defendesse como um inimputável, o homem que só vê à sua direita porque é cego da vista esquerda?! Tal como o pato de pano do ventríloquo, não é ele quem emite qualquer palavra ou sentença, ele limitasse a publicar aquilo que quem o tem de mão lhe envia, e se a coisa se descobre a culpa já se sabe, não é do péssimo serviço ao jornalismo que fez mas sim, como sempre, do governo.

Belémgate.


É da autoria do Professor Cavaco Silva a introdução, e mesmo a criação, do conceito político de “tabu” no léxico nacional. O “tabu”, não é apenas aquele jogo de esconde que o Presidente tanto gosta de jogar de cada vez que as coisas afiguram-se virem a correr-lhe mal. O “tabu”começa pela produção, ou antecipação, de determinado acontecimento, real ou virtual, que terá suposta força para condicionar não só o futuro do protagonista (Presidente Cavaco Silva) mas essencialmente o futuro de umas eleições (hoje como em 95 - as eleições legislativas).

Em 1995 demorou em lançar a bomba (da não candidatura). O seu partido, o PSD, passou da maioria absoluta para o calvário que ainda hoje atravessa. Com a “demora” e discurso ambíguos minou quaisquer hipóteses de uma sucessão condigna, e nestas condições, o mínimo que lhe era exigível, tanto por apoiantes como pelos opositores, era que se submetesse ao julgamento popular, mas não foi assim.

Agora assistimos de camarote ao remake da mesma cena. Nesta história das supostas escutas em Belém apenas o Presidente parece ter alguma informação e capacidade de condicionar a agenda e o ritmo a que as informações vão passando para a opinião pública. Atenção: estamos a 8 dias das eleições!

Fundada ou infundadamente, o Presidente da Republica, quis criar um facto político superveniente em vésperas de umas eleições que podem entregar o poder absoluto à direita.

A questão não é de somenos, segundo fonte da casa civil da Presidência da Republica autorizada pelo próprio, o Presidente desconfia(va) estar sob escuta do Governo! E o que fez o Presidente?

Chamou o Primeiro-Ministro a Belém? Não.

Convocou o Conselho de Estado? Não.

Sequer confirmou oficialmente o teor da notícia que sub-repticiamente mandou publicar no jornal Público? Não.

Oferece a “cacha” a um jornalista “amigo”, que espera o momento em que a popularidade do Governo atinge mínimos da legislatura para lançar a atoarda (apesar de ter dados oficiais que desmentem a fonte primária, mas que ignora ostensivamente como o refere o próprio provedor dos leitores do jornal Público).

Depois, confrontado com a exposição pública do problema aconselhou os portugueses a não desviarem a atenção dos portugueses dos verdadeiros problemas do país. E assim, temos tido no último mês e meio a líder da oposição a cavalgar a suspeita da alegada asfixia democrática de que o país a seu ver está a ser alvo, com a Presidência a assobiar para o lado.

Pelo que sabemos hoje, Belém terá pedido um despiste de escutas aos serviços de informação do exército que terá terminado sem nada revelar de irregular. Nada está provado ou sequer existem indícios palpáveis de alguma vez terem existido escutas em Belém, quanto mais que estas tenham sido promovidas pelo Governo.

Comprovado por este episódio é o retorno do “tabu”. O retorno do sacrifício do interesse público às mãos da agenda particular do Professor de Boliqueime. Em 1995 o objectivo do então Primeiro-Ministro, foi tentar passar entre os pingos da chuva do desastre governativo em que se tinha transformado o polvo laranja, de forma a propiciar uma candidatura presidencial que havia de perder para Jorge Sampaio.

Neste Verão o objectivo claro, tanto do lançamento da notícia do silêncio seguinte foi sustentar o argumentário difamatório pré-eleitoral da sua ex-ministra.

Independentemente de vir a provar que está a ser escutado, o que esta sucessão de episódios comprovam é que o Presidente da Republica preferiu conspirar contra o Governo, manipulando a comunicação social com a seguir as vias legais e institucionais.

E agora ou a Presidência prova rapidamente o que fez transpirar para a comunicação social, ou estaremos na presença de um dos golpes mais baixos alguma vez desferidos na história da democracia portuguesa vindo precisamente do mais alto magistrado da nação. Se assim for, o mínimo que o Presidente da Republica deverá fazer é não fugir de novo ao plebiscito, para que o povo prenuncie sobre quem recorre a semelhantes artimanhas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Asfixia Democrática!?

Carnaza electoral

"Algunos de los actores principales de la campaña electoral portuguesa han decidido colocar a España en el centro de la contienda. En su debate con el primer ministro y candidato socialista, José Sócrates, la candidata Manuela Ferreira Leite, del conservador Partido Social Demócrata, acusó a "los españoles" de intromisión en la política portuguesa, y proclamó que Portugal "no es una provincia de España". El motivo es la construcción de la red ferroviaria de Alta Velocidad acordada por los dos Gobiernos y que conectará Madrid con Lisboa en 2 horas y 45 minutos a precios competitivos con el avión.
En la cumbre bilateral de Zamora de enero pasado, Sócrates y Zapatero calificaron el proyecto de apuesta estratégica para los dos países. El líder portugués es un firme defensor de las grandes obras públicas para modernizar Portugal, generar empleo y combatir la crisis. Todo lo contrario de lo que piensa la señora Ferreira Leite, que reclama austeridad. En su opinión, el tren de alta velocidad es un despilfarro que responde más al interés español de recibir fondos comunitarios que a las necesidades de Portugal. Sin embargo, sería Portugal quien dejaría de percibir una mayor proporción de esos fondos si esa red ferroviaria no se construyera: 389 millones de euros (el 10% del total de la UE para proyectos de alta velocidad), que no podrían dedicarse a usos diferentes.
Algunos candidatos han elegido a España y los españoles como chivo expiatorio de los males propios. Hace dos semanas, una decisión empresarial de la cadena de televisión TVI, cuyo accionista mayoritario es el Grupo PRISA, fue utilizada con propósitos electoralistas por los distintos bandos, hasta el extremo de que el caso llegó al Parlamento, sin mayores consecuencias. En su desesperada caza del voto, los candidatos han considerado a España carnaza electoral; sin causa aparente y a expensas de la excelente relación entre los Gobiernos y los pueblos respectivos."

Editorial del Jornal "El País" @ 16.09.2009

A questão espanhola

De Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos, diz normalmente o ditado. Mas, depois de séculos de conflito e tensão permanente, Portugal e Espanha têm-se aproximado, tanto ao nível político como ao nível económico, e as relações entre os dois países têm frutificado.

Nem a propósito, já em 2010, celebram-se 25 anos de cimeiras luso-espanholas. Do lado português, estará presente nessa cimeira o Primeiro-Ministro que resultar das próximas eleições legislativas de 27 de Setembro.

E se o Primeiro-Ministro for - como não desejamos - Manuela Ferreira Leite? Não pode vir Manuela Ferreira Leite dizer que os entendimentos que resultam dessas cimeiras possam ser considerados como "meros acordos de princípios". As relações internacionais assentam no princípio de que os acordos são para cumprir e de que os Estados têm direito a esperar dos outros Estados o respeito e o cumprimento das respectivas obrigações.

Eu percebo que qualquer Primeiro-Ministro tem de defender, como é natural, os interesses nacionais, acima de quaisquer outros interesses. Acontece que no quadro da política externa nacional, a valorização e o aprofundamento de laços de amizade e cooperação com outros paísesc conduzem igualmente à prossecução dos nossos interesses nacionais.

As declarações infelizes de Manuela Ferreira Leite mostram que não está preparada para governar Portugal porque não é admissível que um Primeiro-Ministro possa ter uma posição tão declaradamente belicosa contra um Estado amigo como é Espanha.

A doutrina do "orgulhosamente sós" não tem espaço na nossa política externa e merecerá certamente a maior das incompreensões do lado espanho (veja-se este artigo de hoje do El País)

sábado, 12 de setembro de 2009

Vai começar!

De boa fé, dentro de uma hora, todos saberemos quem é a pessoa mais capaz para governar o país nos próximos quatro anos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Censura ainda é uma realidade em Portugal

E não, não estou a falar da Manuela Moura Guedes....

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1357418

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tempo, o grande revelador.



E por vezes nem é preciso esperar muito, mas lá chegaremos.
Se, por exemplo, quisermos saber se estamos na presença de algo oxidável o método pode ser bastante simples, é deixar ao ar (rico em oxigénio) e esperar que o tempo desempenhe o seu papel e a oxidação acontecerá.
No caso Moura Guedes/TVI nem foi preciso esperar muito. Após a demissão em bloco e voluntária da direcção de informação da TVI já começa a transpirar o que afinal se anda a passar entre portas da televisão líder de audiências.
Moura Guedes desde que foi recuperada pelo marido para o jornalismo (para os mais desmemoriados a ex-miss Torres Vedras teve um processo disciplinar na RTP ao que seguiu uma aprendizagem como deputada à Assembleia da Republica pelo CDS-PP), sempre foi a única e verdadeira directora de informação da estação de Queluz. Na passada quinta-feira desobrigou-se voluntariamente de quaisquer obrigações de direcção, apesar disso e à revelia da própria tomada de posição, enquanto lê este post, a jornalista continua a distribuir berros e ordens pela redacção, com o brado e histeria que é seu apanágio.
Os colegas, queixam-se a outros órgãos de comunicação social do ambiente pesado e insustentável que a ex directora adjunta está a promover. Moura Guedes por seu turno, anda sorridente, em nada alterou as suas rotinas de trabalho, e continua a desmandar a seu belo prazer, num total desrespeito pela posição que tomou na passada quinta-feira, pela sua entidade patronal e em última analise pelos seu colegas se profissão sobre quem deixou de ter qualquer autoridade hierárquica.
O esticar de corda até ao limite do sustentável parece ser a estratégia da truculenta comunicadora. E o que revela esta atitude?
1. Que o desrespeito total pela nova administração da TVI não radica no episódio da semana passada. A verdade é que José Eduardo Moniz como director da estação, sempre resistiu a acatar quaisquer indicações da nova estrutura accionista (consultar imprensa especializada à época), e teve como fiel ponta de lança da sua estratégia de acantonamento interno, um serviço noticioso, controlado pela sua mulher. Com orientação mais populista, festivaleira e maldizente, as notícias na TVI atingiram bons registos de share, e logo, de facturação comercial, argumento soberano para acalmar os accionistas.
2. Que a decisão da Prisa, em afastar a Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal Nacional, foi apenas o derradeiro episódio para mostrar a porta da rua ao Clã Moniz. Como a Prisa sabe bem, a TVI no modelo de Moniz estava esgotada e a bolsa de valores foi o melhor indicador disso mesmo, com a demissão da direcção de informação as acções da Mediacapital dispararam em flecha.
3. Que tudo isto nada tem a ver com alegadas pressões políticas do PS. Aliás, foi escudada nesse argumento que MMG conseguiu evitar ser embrulhada na mesma encomenda que já havia expedido o marido de lá para fora. Mas com o regresso de férias o clima voltou a aquecer. Ciente da sensibilidade que propicia este período em particular, Manuela Moura Guedes preparava-se para ser a grande vedeta da pré-campanha. Mesmo antes de ser afastada da apresentação do Jornal Nacional, desdobrava-se em entrevistas de perfil noutros meios e anunciava aos quatro ventos que ia intensificar a sua campanha contra o primeiro-ministro, mesmo contra todos os factos apurados pela investigação ministério público e que ilibam José Sócrates.

Manuela Moura Guedes queria que a corda partisse como partiu.
Ao ser afastada administrativamente do Jornal Nacional, tornou-se de um momento para o outro na vítima da história, deu-lhe a oportunidade de despir o capuz de carrasco e ofereceu-lhe o álibi perfeito para vir acenar com o fantasma do ataque à liberdade de imprensa em período eleitoral. Na sua guerra particular com a Prisa, colocou enorme pressão sobre a entidade patronal, que na pratica tentou evitar este problema enquanto pode.
O erro da Prisa foi exactamente esse. Os accionistas da MediaCapital, demoraram demasiado tempo a mandar o JEM embora, ele que até quase lhes fez a vontade quando pensou candidatar-se ao Benfica, mas e depois a indemnização…. Resultado, a Prisa por ter medo de decidir fez o jogo do adversário. Agora a coisa não se resolverá sem um processo disciplinar e/ou outra choruda indemnização para a “família”.
Assim o tempo revela que tudo não passa de um longo conflito entre trabalhadores que se têm como patrões, e patrões que querem ganhar mão no que é deles.
Se pelo meio José Sócrates não se tivesse queixado clara pública e justificadamente do tratamento de que era alvo no Jornal Nacional de sexta-feira, há muito que MMG já estaria na rua pois nada abonava a seu favor. Aquele estilo “jornalístico” era indefensável. Hoje constatamos que para além das lágrimas de crocodilo derramadas a quente pela redacção que ela contratou pessoalmente, e da virgens ofendidas da oposição ao governo, não existe um jornalista que seja que venha a terreiro defender Manuela Moura Guedes.
Contas feitas, perde a Prisa, perde a TVI, perde o PS (pelas suspeições sobre ele lançadas), mas a longo prazo ganha o jornalismo televisivo.

Economia: Nobel Joseph Stiglitz teme cenário de crise em 'W'


Reiquejavique, 07 Set (Lusa) - O Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz teme um cenário de crise económica em forma de "W", em que a melhoria temporária actual depois da crise do fim de 2008 será seguida de uma nova queda.

"É difícil saber se vai haver ou quando vai haver um 'W'", afirmou o economista norte-americano, destacando os vários riscos da economia global, sobretudo o esgotamento dos planos de apoio à economia que foram accionados um pouco por todo o mundo.

"Há um certo número de riscos económicos significativos à nossa frente. Um risco para o sector financeiro, para o imobiliário comercial, para o crédito imobiliário. E há também riscos para a economia real, devido à queda das receitas dos Estados e ao fim das medidas de apoio em 2011 será um choque negativo para a economia", acrescentou.

43 segundos de "bom governo PSD"

Ou ainda parafraseando Paulo Rangel no Prós e Contras de hoje: "bom seria se o Continente fosse como a Madeira":

domingo, 6 de setembro de 2009

Pacheco Pereira: o falso profeta da verdade


Pacheco Pereira, curiosamente um dos principais actores e beneficiários do sistema mediático, julga que pode superiormente pensar que o comum dos cidadãos se esquecerá de dois episódios do seu passado político.

O primeiro: quando em 2002, Pacheco Pereira foi eurodeputado e teve simultaneamente o mandato de Deputado à Assembleia da República suspenso (repito: suspenso, por que não renunciou?) depois de ter sido eleito pelo Porto. Acha que isto é um comportamento ético válido? Acha que isto foi um comportamento transparente para os cidadãos? Acho que os cidadãos do Porto se sentiram respeitados?

O segundo: nos idos anos de 1993, Pacheco Pereira, então vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, é autor de uma proposta visando correr com os jornalistas dos corredores do Parlamento. Naturalmente, houve uma onda de protestos contra a ideia geneticamente pacheco-pereiriana de impedir os jornalistas de abordarem os deputados. Este caso não foi mais do que a maior tentativa de censura perpetrada na democracia portuguesa. Tanto mais que foi feita no auge do autoritarismo cavaquista. Felizmente, os jornalistas resistiram, a proposta foi bloqueada e Pacheco Pereira foi desautorizado.

Antes de falar do alto do seu suposto intelectualismo ético e moral relativamente à transparência da vida política e à forma como o poder político se relaciona com a comunicação social, Pacheco Pereira devia olhar-se ao espelho e ter bem presente estes dois episódios e perceber que não passa de ser, como disse hoje Alberto Martins na Convenção Nacional do PS, um falso profeta da verdade.

Já tem um ano mas aqui fica a memória

Por ocasião do MoteLX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa - que termina este domingo, nunca é tarde para recordarmos a primeira vez do nosso Ricardo na sétima arte, precisamente num filme apresentado no MoteLX de 2008:

O Ascensorista from João Loff on Vimeo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Os verdadeiros critérios do PSD

Notícia do Jornal da Madeira de 20 de Maio de 2009

O presidente do Governo Regional da Madeira considerou hoje inevitável o veto do Presidente da República à lei do pluralismo e não concentração dos meios de comunicação social por achar que o diploma viola a Constituição.

"É mais do mesmo", acrescentou, adiantando que este diploma do PS é "uma lei iníqua que viola os direitos, liberdades e garantias da Constituição da República". Para Jardim, "o Presidente da República não podia fazer outra coisa senão vetar a lei que trazia um rótulo apontado à Madeira e pretendia atacar também um jornal no Alentejo apoiado pelas câmaras do PCP que os socialistas pretendiam fechar".

Notícia do Jornal da Madeira de 4 de Setembro de 2009

O Jornal da Madeira destaca uma declaração do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, de que é preciso uma nova lei para evitar a "promiscuidade" entre poder e comunicação social, numa alusão à suspensão do Jornal Nacional de sexta-feira da TVI apresentado por Manuela Moura Guedes.

NOTA: O Jornal da Madeira é detido em 99,98% pelo Governo Regional da Madeira, que só em 2007 injectou € 3,8 milhões nesta empresa. Para não virem acenar com o facto de o Estado também deter a RTP e a RDP, fica só o esclarecimento de que tal acontece porque a Constituição assim o exige (artigo 38.º/5 - "O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão").

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Levanta-te e ri

"É preciso um levantamento da sociedade civil a favor da liberdade de expressão", verberou Paulo Rangel sobre o cancelamento do Jornal Nacional da TVI.

A palavra que vai marcar estas eleições: "alegadamente"

Diz o Público que Moura Guedes revelou que tem pronta uma peça com notícias novas sobre o caso Freeport, feita por uma jornalista da sua equipa. “Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados”, disse a jornalista, recusando-se a fazer mais comentários.

Quem é que garante que essa peça já preparada do Jornal Nacional da TVI não seja mais do mesmo? Não se esteja, como já vimos tantas e tantas vezes acontecer no Jornal Nacional, a baralhar e a especular de novo?

Recordam-se do ratinho que a montanha pariu há duas semanas com aquela capa bombástica do Público com as "alegadas" pressões do Governo sobre a Presidência? Lembram-se bem do assessor da Casa Civil do Presidente da República que se manteve anónimo e do jornalista que quis proteger as suas fontes. No entanto, a suspeita de "asfixia democrática" ficou a pairar.

É muita coincidência que a suspensão do Jornal Nacional pela Administração da TVI aconteça no mesmo dia que, do nada, Jorge Bleck sai do anonimato da sua vida profissional como advogado para vir acusar o Gabinete do Primeiro-Ministro de ter "alegadamente" aconselhado moderação a Alexandre Relvas na sua intervenção enquanto responsável máximo pelo centro de reflexão do PSD.

É muita coincidência que tudo isto aconteça no mesmo dia em que Manuela Moura Guedes dá uma entrevista ao Público, em que vem descrever e fundamentar os propósitos da linha editorial do seu Jornal Nacional.

Há um clima de encenação no ambiente pré-eleitoral. O PSD não precisa de organizar uma campanha eleitoral tradicional e pode riscar os comícios porque encontrou formas bem mais eficazes de alcançar o poder em 27 de Setembro.

Um filme de Terror… Fragmentos de reflexão política ao debate Sócrates-Portas

Modelo do Debate:

Interessante, mas com a fragilidade de o último que utiliza o direito de réplica poder deixar no ar insinuações, sendo que o outro não as pode desmentir. Sócrates nos dois primeiros temas em que foi o ultimo a replicar utilizou essa estratégia, sendo imitado por Portas, que fez um upgrade dos truques de debate com a manipulação das regras acordadas. O resto do debate pareceu uma luta entre Gandalf e Saruman, a ver quem conseguia arrancar os melhores truques.
Interessante enquanto espectáculo, fraco como debate de opções políticas.

Politicas sociais

Portas eficaz a denunciar o carácter assistencialista do Rendimento Social de Inserção (RSI) de muitos direitos para poucos deveres, mas ridículo a contrapor com a caridade de entrega de apoio social em géneros!
Este era um tema onde Sócrates podia brilhar dado o salto qualitativo ao nível das politicas sociais promovido nesta legislatura, conquanto a urgência de mudança de paradigma para uma nova geração de politicas sociais, de um modelo mais promotor de dependência para um modelo promotor de autonomia.
Preferiu por a tónica da sua intervenção naquilo que Portas (não) teria feito enquanto membro do Governo AD, quando o que importava perceber de um Primeiro-Ministro que ambiciona a reeleição, era saber qual é que é modelo de desenvolvimento social que propõe para o Pais.
O ano passado, o Secretário de Estado da Segurança Social numa entrevista ao Expresso dizia que em Portugal apenas 3% das creches eram públicas e o objectivo era extingui-las enquanto resposta Publica privatizando-as. Importa referir que em França 90% das creches são Publicas, em Espanha 60 %, Alemanha 50 % e Inglaterra 45%! Nem os Estados Unidos são tão liberais…
Para minha surpresa, Sócrates esta semana diz que uma das grandes prioridades para o novo Governo é a criação de uma rede de creches públicas, Instituições para guarda de crianças do Estado! Para além da infelicidade de considerar que o papel de uma creche é guardar as crianças (parece conversa do Paulo Portas) fica a dúvida se é uma guinada a 180 graus, ou se é apenas propaganda demagógica.
Será que não tem conhecimento que no último Mês foram privatizadas 2 creches no Distrito de Lisboa?!

Segurança:

Uma tristeza! A insegurança tem aumentado de ano para ano, situação tão evidente que nem as recíprocas manipulações estatísticas conseguem iludir a percepção real que todos nós temos.
Tem existido um rotundo fracasso dos sucessivos governos nesta área, pela inexistência de uma política holística e integracionista. Desta condição derivam dois grandes problemas: o aumento da crescente insegurança (com particular ênfase a delinquência e o crime violento) e aumento de peso eleitoral dos políticos e politicas repressivas e demagógicas que agitam os fantasmas da insegurança aos eleitores.
Portas é exímio nesse papel, uma espécie de Charles Bronson com pretenções a Dirty Harry, confundindo permanentemente policiamento com segurança.

Educação:

Nesta área, julgo que duma forma global a prestação do governo ao nível do conteúdo das suas políticas foi satisfatória, e em algumas áreas mesmo muito positiva (Educação-Formação), no entanto ao nível da forma foi um desastre.
Esta era uma boa oportunidade de Sócrates explicar melhor ao eleitores as suas opções políticas do presente Governo, e as suas propostas para a nova Governação, mas preferiu novamente continuar o jogo de matraquilhos com Portas.
Portas voltou à carga com o clássico cheque-ensino, Sócrates manifestou-se claramente contra, posição que coincide com a minha, no entanto uma duvida se levantou de imediato na minha cabeça:
Como pode Sócrates ser frontalmente contra o cheque ensino, e o seu Governo ter prevista a comparticipação das politicas sociais directamente às Famílias, para as mesmas poderem escolher qual a Instituição (creche, lar de Idosos, apoio à deficiência, etc…) que preferem?!

Impressões Finais

Portas igual a si próprio para o bem e para o mal, muito truque, muita demagogia, postura marialva e piscadelas de olho as seu nichos de mercado, dos pensionistas aos antigos combatentes.
Sócrates entrou na sala de cinema errada… Sei o que fizestes no Governo passado?! Não é assim que consegue a reeleição, com o agitar do fantasma da direita, já foram severamente julgados pelos eleitores há 5 anos.
Durante o debate lembrei-me várias vezes da entrevista de ontem do Medina Carreira ao Mário Crespo na Sic Noticias, onde o mesmo dizia que estes debates eram o Pátio das Cantigas, e que os protagonistas eram o António Silva e o Vasco Santana.
Para mim, foi mais um programa do Nasci para cantar, apresentado pelo Herman, onde Portas e Sócrates tentavam imitar o Vale e Azevedo… um escudo é um escudo!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Calendário dos debates

02 Setembro: José Sócrates - Paulo Portas (TVI) - 20h 45m
03 Setembro: Francisco Louçã - Jerónimo de Sousa (SIC) - 20h 45m
05 Setembro: José Sócrates - Jerónimo de Sousa (RTP) - 21h
06 Setembro: Francisco Louçã - Ferreira Leite (TVI) - 20h 45m
07 Setembro: Paulo Portas - Jerónimo de Sousa (SIC) - 20h 45m
08 Setembro: José Sócrates - Francisco Louçã (RTP) - 20h 45m
09 Setembro: Ferreira Leite - Jerónimo de Sousa (TVI) - 21h 30m
10 Setembro: Paulo Portas - Ferreira Leite (RTP) - 20h 45m
11 Setembro: Paulo Portas - Francisco Louçã (RTP) - 20h 45m
12 Setembro: José Sócrates - Manuela Ferreira Leite (SIC) - 20h 45m

Não podia ficar indiferente depois de passar os olhos pela imprensa de hoje

terça-feira, 1 de setembro de 2009



A Juventude Socialista em Setúbal chama a atenção para o desrespeito do PCP para com a vontade dos eleitores que "despediu" o Presidente eleito nas últimas autárquicas substituindo Carlos Sousa pela vereadora eleita em 3º lugar nas listas da CDU. Era para ter sido assim também em Sines e um pouco por todo o lado onde o PCP decide onde colocar os seus militantes e de acordo com as deliberações do comité central.

Lembra-me uma velha frase que ilustra bem a prática politica do PCP: "Se pensas que pensas, pensas mal. Quem pensa por ti é o comité central"

Portugal eleitoral no seu melhor (II)

Portugal eleitoral no seu melhor


Foto de Gentil Rocha: Lisboa, Avenida Duque de Loulé junto à rotunda do Marquês de Pombal, 29 de Agosto de 2009 (cortesia do jornal i)