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quinta-feira, 4 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Ser comunista.

Ser comunista é ser autista. É enfiar a cabeça na areia para não ver que o Mundo pulou e avançou e a Leste só ficou a miséria que o comunismo deixou.
Ser comunista é ser vigarista. É dizer que o povo é quem mais ordena, quando quem ordena o povo é o comité central, mesmo que para isso se mande a democracia para o lamaçal com o intelectual na vanguarda de quem vive do trabalho braçal.
Ser comunista é ser terrorista. É agitar por agitar, revoltar por revoltar, minar por minar. É trocar o Estado de Direito por um direito ao Estado que não se conquista pela maioria da votação mas pela minoria da conspiração.
Assistiremos hoje a mais um capitulo vergonhoso do contributo que o PCP tem dado à nossa ainda jovem democracia. De que valem as regras do jogo democrático, para quem a democracia não passa de um jogo, que só terminará no dia em que a luta de classes desemboque na revolução do proletariado e na sua ditadura. De nada conta, de nada vale o bom funcionamento dos organismos e instituições do Estado, quando o que se pretende é provar a falencia deste, nem que para isso o PCP dê o seu contributo activo. Só esta práxis justifica a tentativa de inviabilização, por parte do PCP, da eleição do novo Provedor de Justiça. Atendendo ao atraso no processo, à importancia do cargo, ao processo democrático anterior a que todos se submeteram (na 1ª volta o PCP apresentou o seu candidato), votar em branco é boicotar a pouca fé que ainda teriamos na Assembleia da República.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Aos olhos de quem quis ver
O processo de audição dos candidatos a Provedor de Justiça é extremamente positivo. Melhor seria se semelhante prática fosse adoptada para outros cargos públicos (ex: juízes do Tribunal Constitucional). Para este cargo, e depois das audições aos candidatos apresentados pelo PS e PSD, fica claro à evidência como tem sido fútil toda a celeuma em torno deste Processo. O Professor Jorge Miranda reuniu, desde sempre, todas as condições para ser o candidato ideal para o cargo.
Não teria sido desprestígio para o PSD dar o braço a torcer neste processo.
As avaliações ficam para quem as faz, mas por muito currículo académico que tenha, a Professora Maria da Gloria Garcia demonstrou não ter nem a preparação, nem um projecto cívico com capacidade para ombrear com a Provedoria de Proximidade preconizada pelo constitucionalista.
O embate à transparência da audição pública parlamentar, demonstrou é atabalhoada, trapalhona e vazia de qualquer sentido a argumentação do PSD em torno da eleição do novo Provedor.
O Professor Jorge Miranda demonstrou querer vir a ser muito mais interventivo e visível, logo desconfortável para o poder, do que a Provedora de "influencia discreta", perfil defendido pela candidata do PSD. Boa sorte Professor!
P.s.: lamentavelmente o site da ARtv para variar estava inacessível para linkar os vídeos das audiências. É a Assembleia que temos... à atenção do futuro Provedor da República.
Não teria sido desprestígio para o PSD dar o braço a torcer neste processo.
As avaliações ficam para quem as faz, mas por muito currículo académico que tenha, a Professora Maria da Gloria Garcia demonstrou não ter nem a preparação, nem um projecto cívico com capacidade para ombrear com a Provedoria de Proximidade preconizada pelo constitucionalista.
O embate à transparência da audição pública parlamentar, demonstrou é atabalhoada, trapalhona e vazia de qualquer sentido a argumentação do PSD em torno da eleição do novo Provedor.
O Professor Jorge Miranda demonstrou querer vir a ser muito mais interventivo e visível, logo desconfortável para o poder, do que a Provedora de "influencia discreta", perfil defendido pela candidata do PSD. Boa sorte Professor!
P.s.: lamentavelmente o site da ARtv para variar estava inacessível para linkar os vídeos das audiências. É a Assembleia que temos... à atenção do futuro Provedor da República.
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sexta-feira, 27 de março de 2009
O valor do silencio

O silêncio não raras vezes revela mais do que aquilo que esconde.
O silêncio sempre foi significado de poder. E toda a gente o sabe desde os bancos da escola.
Não é fácil fazer silêncio. Quem nunca partilhou silêncios desconfortáveis e alguns mesmo impossíveis, por muito que fossem desejados Tantos que por muito tentarem sem sucesso, acabam por desistir e fazem do ruído a sua arma.
O silêncio é a excepção. E cada vez mais o é. Manuela Ferreira Leite, velha guarda do tempo em que o Governo ia à Assembleia da Republica de mês a mês, e quando ia, sabe-o melhor que ninguém. No nosso país o silêncio de um chefe de governo já rendeu 48 anos de regime.
O silêncio é contudo uma promessa, um augúrio, desperta-nos a atenção, ilumina-nos de expectativas, expectativas essas que redundam em desejos que muitas vezes nem sabemos bem gerir ou compreender. Foi este o efeito que os assessores de MFL quiseram criar após a sua eleição para Presidente do PSD. E ao contrário do que é agora senso comum, a estratégia era a correcta. Contra um Governo extremamente competente (até à crise…) no preenchimento da agenda pública com imensa informação, o PSD contrapunha com o poder de quem domina o silêncio.
Verdade é, que todos os silêncios são interrompidos, e é esse o momento que valoriza toda espera precedente.
Os resultados do seu uso pelo PSD são desastrosos. Já o foram no tempo do tabu do Prof. Cavaco Silva, e voltaram a sê-lo com MFL. Mais do que de um verdadeiro silêncio, em ambos os casos o que assistimos foi a um amordaçar de gemido, que mesmo assim não deixava de zumbir sub-repticiamente. Em ambos os casos foi falso, nada teve de sedutor, prolongou-se muito para alem do razoável e acima de tudo no momento da sua morte, o silêncio foi substituído por uma medíocre tentativa de encantamento por via da mentira e da simulação. Silêncios fúteis.
No momento em que a mordaça caiu, a catedral do silêncio desabou e no seu lugar ficou um ensurdecedor pardieiro.
O PS, é sabido, nunca conviveu bem com o silêncio. Voltou a demonstra-lo recentemente, com resultados que, para já, são tudo menos brilhantes. Assuma-se uma coisa de uma vez por todas, o PSD é o partido dos silêncios medíocres o PS o partido dos silêncios impossíveis.
Diz-se que o silêncio é de ouro. Mas a extracção, fusão, moldagem, polimento do metal são processos deveras ruidosos e por vezes sujos. É o que é necessário para transformar o calhau na jóia.
O jantar é romântico, estão só os dois, ele escolhe o momento para ofertar o anel de noivados, e faz questão de relembrar insistentemente a plenas pulmões, que a lustrosa jóia não passava de um frio mineral?! Que futuro para esta união…
As parábolas, valem o que valem, o que de nada vale é pedir silêncios e seguir a assobiar.
PS e PSD façam o que tiverem a fazer, mas sejam coerentes, o silêncio no bloco central é impossível, transformem ao menos o imenso ruído de fundo, na melodia de um entendimento que não se percebe o porquê de não existir.
O povo apenas pede para não continuarem a depreciar a verdadeira jóia, a nossa Democracia, e que permeio não arrastem na sua queda os seus melhores servidores e criadores.
Post-scriptum: O silêncio é de ouro, mas foi o ouro que matou o Rei Midas, por tudo querer para si.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Não se dá milho às galinhas com uma fisga!

Elas não só não gostam, com ainda são capazes de dar umas bicadas de “agradecimento”.
O PSD é pouco fiável?!
E qual é a novidade?!
O PSD, e particularmente quem com ele tem de conviver (os portugueses), há muito que aprendeu que a sombra não é de fiar. Particularmente quando é laranja.
Do que estava o PS à espera?
A facada nas costas é uma instituição no laranjal. Acho até, que dia em que uma não é espetada uma por aqueles lados, não é dia. Os sociais-democratas são exímios no manejo do gume, e não raras vezes este acaba por se dividir em dois.
Foi com estes senhores que Alberto Martins se sentou à roleta, e ainda por cima a pensar que lá por trazer uma arma na manga (Professor Jorge Miranda), levava a melhor.
Este PSD pode até ter um comportamento a roçar o delinquente, mas quando se vai à luta tem que se ter a força suficiente para nem sequer necessitar de a usar.
A verdade é que neste enredo, nenhum dos protagonistas é o actor principal. Ambos têm o seu quê de bandido e de benfeitor.
A verdade é simples, ambos quiseram manipular a negociação para que o outro ficasse mal na fotografia.
O problema é mesmo de uma imensa imaturidade institucional que ambos os partidos têm demonstrado ao longo do processo.
E sinceramente, do político “mais sexy da Europa” ainda se pode esperar alguma truculência juvenil. Agora de uma senhora experiente como a Dra. Manuela Ferreira Leite?!
O que pensará o eleitorado do PSD, ao ver a sua líder desprezar assim o interesse público por troca de uma birra?
Tem um candidato melhor do que o que foi apresentado pelo PSD?
De certo que não tem ou o Professor Marcelo já o tinha anunciado em prime-time.
Que melhor personalidade representaria com tamanha isenção, o próprio espaço ideológico de parte significativa do próprio Partido Social-democrata?
A Dra. Manuela Ferreira Leite não gostou da fisga, o Dr. Alberto Martins não gostou das bicadas. Pronto, estão de contas acertadas.
Perdem os dois partidos.
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segunda-feira, 23 de março de 2009
"Professor" escolha o Santana!

Com a escolha inatacável do Professor Jorge Miranda, mais uma vez o PSD estava no tapete e contava-se para KO. Mas, já se sabe, no PSD quando a coisa descamba para o ridículo, intervala-se a Tragédia da Rua de São Domingos à Lapa com um momento de variedades mais ou menos circenses. É domingo à noite e entra em cena o Grande Ilusionista na sua habitual “conversa em família”. Qual seria o coelho que ele teria guardado na sua profundíssima cartola? Desta vez foi do truque do "novo perfil para Provedor". Honra lhe seja feita, o homem é inventivo. Talvez mais por necessidade do que por vocação, é que isto de ser tacticamente contra os “outros” e geneticamente contra os “seus” não deve ser fácil. E como é habitual, neste Provedoriagate, o Professor Marcelo também tinha que “fazer das suas”. Para “O Professor”, o provedor não deve ser um “senador em final de carreira” como Manuela Ferreira Leite, mas sim um jovem internauta na flor da idade!!!
Este é o perfil do cidadão que Marcelo quer ver na Provedoria Geral da República?! Pelo menos era aquele que mais lhe convinha ontem à noite.
Certo é, que apesar de ser praticante de boddyboard, por uma vez, Marcelo não parece ser o seu candidato. E este perfil tem nome? Não será com toda a certeza uma apagadíssima Professora Assistente da Universidade Católica!
E que outro jurista tem o PSD sempre disponível para qualquer desafio e que corresponde a este fantástico perfil?
Desconfio que até Outubro o Dr. Santana Lopes ainda era capaz de fazer uma perninha na Provedoria.
Acha piada "Professor Marcelo"?
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