segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O BE, o PCP, e o vilão.
Há quem se admire e indigne por ver o PCP e o BE coligados até com um Alberto João Jardim. Esquecem que certos partidos que só crescem no lodo e alimentam-se da miséria. A novela da revisão da Lei de Finanças Regionais é a prova provada que para a esquerda radical os fins justificam quaisquer meios.
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"Dizsequedisse"
O Gabinete do PM veio desmentir pela alvorada, a noticia que faz manchete do Público de hoje, segundo o qual o “Conselho de Estado foi convocado após Sócrates ter ameaçado sair”. Registo que a noticia (e consequente desmentido) tenha saído logo hoje, no dia seguinte a um Conselho de Estado que, ao que tudo indica, terá corrido bem ao Governo.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Calhandrices parte II - "O Público errou."
Na trigésima e antepenúltima página do jornal Público de hoje - quem é que ainda dará €1 por dois míseros cadernos de papel de jornal -, lá bem no canto inferior e interior da página, o Público declara que errou. E errou em quê? Discretamente o Público declara:
“Na secção Sobe e Desce de ontem, onde se escreveu, a propósito da reacção do executivo ao caso Mário Crespo - não é próprio de um Governo falar sobre anonimato - deveria ter sido escrito - não é próprio de um Governo falar sob anonimato. Por outro lado, refere-se a existência de um Ministério dos Assuntos Parlamentares quando de facto existe apenas um gabinete dos ministro dos Assuntos Parlamentares (até o Word assinala o erro). Pelo lapso as nossas desculpas.”
Pois é, mas as desculpas do Público não deveriam ficar por aqui. Quem não sabe distinguir o que está por cima do que está por baixo, naturalmente também não conhecerá o livro de estilos do próprio jornal, tão bajulado pelos dirigentes da Sonaecom, quanto ignorado na justa medidas pelos jornalistas do próprio. Senão vejamos, até neste pedido de desculpas o “Ministério” aparece em maiúscula, já o “gabinete do ministro” não merece essa dignidade. “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”, esta é a designação oficial e institucional da unidade orgânica do Governo. É assim que é publicado e reconhecido em Diário da República e em todo o lado, menos pelo Público…
O Público está à beira do abismo da irrelevância, mas não hesita em dar contínuos passos em frente. Os erros de forma podem ser o espelho da incompetência que por lá grassa, mas os erros de conteúdo, as invenções e intentonas de que tristemente tem sido veículo são o espelho de coisas mais graves.
Na notícia que deu azo a este patético pedido de desculpas, um “erro” cobarde foi cometido e mais cobardemente ainda ignorado ou até com este "Público erro" camuflado. O "take" da agencia Lusa que dá conta da reacção do Ministro dos Assuntos Parlamentares ao texto de Mário Crespo (editado no site oficial do PSD), é bastante claro quando cita a fonte: “fonte do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”. Ora, a não ser que a informação seja extraída à revelia do Ministro, dos seus assessores e adjuntos, coisa que não foi, o anonimato nunca é pedido e desafio os jornalistas do Público a provarem o contrário. A fonte era, e sempre foi, o Gabinete, logo, o Ministro. O Público foi o único meio de informação que delirantemente “teve acesso” a uma “fonte anónima” no Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares quando todos os outros meios puderam citar,e com toda a legitimidade, o “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”.
O Público inventa a tal “fonte anónima” e faz pior: critica o Ministro por supostamente “falar sob (não sobre) anonimato”. Os jornalistas do Público com esta capciosa manipulação, mais do que revelarem a sua incompetência ética e técnica, revelam a sua agenda e motivações políticas pessoais.
Nos dias que correm sabemos que a vida não está fácil, e que convém agradar ao patrão, mas se essa é a primeira preocupação dos jornalistas do Público então que solicitem transferência para o Departamento de Marketing do Continente, os leitores do jornal, e os assadores de castanhas que o usam para fazer cartuchos, apenas exigem as devidas desculpas pelas fraudulentas manipulações que forjaram.
“Na secção Sobe e Desce de ontem, onde se escreveu, a propósito da reacção do executivo ao caso Mário Crespo - não é próprio de um Governo falar sobre anonimato - deveria ter sido escrito - não é próprio de um Governo falar sob anonimato. Por outro lado, refere-se a existência de um Ministério dos Assuntos Parlamentares quando de facto existe apenas um gabinete dos ministro dos Assuntos Parlamentares (até o Word assinala o erro). Pelo lapso as nossas desculpas.”
Pois é, mas as desculpas do Público não deveriam ficar por aqui. Quem não sabe distinguir o que está por cima do que está por baixo, naturalmente também não conhecerá o livro de estilos do próprio jornal, tão bajulado pelos dirigentes da Sonaecom, quanto ignorado na justa medidas pelos jornalistas do próprio. Senão vejamos, até neste pedido de desculpas o “Ministério” aparece em maiúscula, já o “gabinete do ministro” não merece essa dignidade. “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”, esta é a designação oficial e institucional da unidade orgânica do Governo. É assim que é publicado e reconhecido em Diário da República e em todo o lado, menos pelo Público…
O Público está à beira do abismo da irrelevância, mas não hesita em dar contínuos passos em frente. Os erros de forma podem ser o espelho da incompetência que por lá grassa, mas os erros de conteúdo, as invenções e intentonas de que tristemente tem sido veículo são o espelho de coisas mais graves.
Na notícia que deu azo a este patético pedido de desculpas, um “erro” cobarde foi cometido e mais cobardemente ainda ignorado ou até com este "Público erro" camuflado. O "take" da agencia Lusa que dá conta da reacção do Ministro dos Assuntos Parlamentares ao texto de Mário Crespo (editado no site oficial do PSD), é bastante claro quando cita a fonte: “fonte do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”. Ora, a não ser que a informação seja extraída à revelia do Ministro, dos seus assessores e adjuntos, coisa que não foi, o anonimato nunca é pedido e desafio os jornalistas do Público a provarem o contrário. A fonte era, e sempre foi, o Gabinete, logo, o Ministro. O Público foi o único meio de informação que delirantemente “teve acesso” a uma “fonte anónima” no Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares quando todos os outros meios puderam citar,e com toda a legitimidade, o “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”.
O Público inventa a tal “fonte anónima” e faz pior: critica o Ministro por supostamente “falar sob (não sobre) anonimato”. Os jornalistas do Público com esta capciosa manipulação, mais do que revelarem a sua incompetência ética e técnica, revelam a sua agenda e motivações políticas pessoais.
Nos dias que correm sabemos que a vida não está fácil, e que convém agradar ao patrão, mas se essa é a primeira preocupação dos jornalistas do Público então que solicitem transferência para o Departamento de Marketing do Continente, os leitores do jornal, e os assadores de castanhas que o usam para fazer cartuchos, apenas exigem as devidas desculpas pelas fraudulentas manipulações que forjaram.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Calhandra é um passeriforme! Asinino!

Calhandra é o nome comum dado a certas aves europeias da família das alaudídeas, a mesma que a da cotovia. No Brasil também é empregado regionalmente para designar certas espécies de sabiás (espécie de cotovia da América do Sul). “Calhandrices” são portanto, coisas próprias da calhandra. E o que é próprio da calhandra? Esvoaçar por aqui e ali sempre a piar, sempre! Acampem ao pé de um ninho de cotovias a ver se conseguem dormir a sesta.
No Brasil há uma expressão popular comummente utilizada e que reza assim: Quando se quer justificar determinada informação a que não deveríamos ter acesso, mas salvaguardando a identidade da fonte, em bom “brasileiro” dizemos: "-Veio um sabiá e disse!".
Hoje li no Público uma critica negativa ao Ministro dos Assuntos Parlamentares por "usar este tipo de linguagem" referindo-se ao uso do termo "calhandrices" a propósito da “fofoca” do momento. Provavelmente o jornalista Luciano Alvarez, terá lido o comunicado da Lusa a correr e sem o devido cuidado e atenção, onde havia passaritos ruidosos, terá porventura vislumbrado canalhas ou similares… Quero acreditar que terá sido este o caso. Melhor assim. Canalhice seria tentar emprestar a um termo do melhor português um significado que ele não tem, contribuindo para o desengano de juízo e empobrecimento cultural dos leitores do jornal Público.
Cara Barbara Reis, como directora deste jornal que já foi uma referencia interpelo-a: de que valem ao Público editoriais encarniçados na defesa do português mais arcaico, recusando um acordo ortográfico essencial à própria sobrevivência do Português, quando a linguagem é paupérrima e trabalhada e interpretada por jornalistas medíocres que sequer dominam a ferramenta da sua profissão?
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Máfia atinge lucro recorde

78 mil milhões é o valor do lucro total obtido pelos principais grupos mafiosos italianos em 2009, segundo estima o grupo anti-criminoso SOS Impresa.
Demonstrando que a crise não existe para o crime organizado, é estimado que no ano passado as receitas da Máfia italiana tenham atingido os 135 mil milhões de euros, mais do que o conseguido pela petrolífera nacional e quase 9% do Produto Interno Bruto do país.
publicado pelo Diário Económico 28/01/10
Como diria o saudoso Fernando Pessa "E esta hein?"
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Emissão de dívida pública dirigida às famílias

É hoje notícia no Diário Económico que o ministério das finanças está a ponderar, ou até mesmo, a preparar uma emissão de dívida pública dirigida aos particulares - famílias. A forma como o fará será a através de obrigações do tesouro. Estranho? Não. É até de alguma forma previsível. Senão vejamos. O orçamento de estado para 2010 é um "orçamento da confiança", ou seja, dentro dos possíveis, expansionista. Porém, a conjuntura económica, quer nacional - os principais indicadores são de preocupação, quer internacional, revela-se exigente e até contrária a esta tendência. O Governo por seu lado quer contrariar com os meios de que dispõe essa dura realidade, mas sabe que é difícil fazer "omeletes se ovos", ao mesmo tempo que também não será possível "agradar a gregos e troianos" - agentes económicos nacionais ao mesmo tempo que se agrada às agências de rating e demais observadores e investidores.
Logo, e com base neste conjunto de pressupostos e duras realidades 1) afinal o défice vai continuar elevado, o que não é um bom sinal para o exterior, tornando os financiamentos para a economia portuguesa mais caros, 2) o endividamento para continuar a política delineada, vai continuar a aumentar, 3) os encargos sociais, em virtude das políticas de criação e manutenção de postos de trabalho, assim como para os que infelizmente mergulham em situações de desemprego, também vai aumentar 4) é preciso arranjar dinheiro que pague isto, e de preferência de forma eficaz e eficiente.
A melhor maneira é internamente ir à procura das poupanças dos portugueses. Quem melhor para acreditar e defender as finanças nacionais, que os próprios portugueses? Depois, como o a taxa de juro dos depósitos a prazo está baixíssima, uma remuneração que seja um pouco melhor já é cativante, e o estado consegue os seus objectivos sem descurar a eficácia e eficiência.
Agora só uma nota, independentemente de concordar com o uso deste instrumento, não podemos fazê-lo de uma forma displicente, devendo estes fundos angariados ser aplicados com verdadeiro sentido de estado. Por enquanto ainda não um estado de emergência, mas se não nos acautelamos...
Logo, e com base neste conjunto de pressupostos e duras realidades 1) afinal o défice vai continuar elevado, o que não é um bom sinal para o exterior, tornando os financiamentos para a economia portuguesa mais caros, 2) o endividamento para continuar a política delineada, vai continuar a aumentar, 3) os encargos sociais, em virtude das políticas de criação e manutenção de postos de trabalho, assim como para os que infelizmente mergulham em situações de desemprego, também vai aumentar 4) é preciso arranjar dinheiro que pague isto, e de preferência de forma eficaz e eficiente.
A melhor maneira é internamente ir à procura das poupanças dos portugueses. Quem melhor para acreditar e defender as finanças nacionais, que os próprios portugueses? Depois, como o a taxa de juro dos depósitos a prazo está baixíssima, uma remuneração que seja um pouco melhor já é cativante, e o estado consegue os seus objectivos sem descurar a eficácia e eficiência.
Agora só uma nota, independentemente de concordar com o uso deste instrumento, não podemos fazê-lo de uma forma displicente, devendo estes fundos angariados ser aplicados com verdadeiro sentido de estado. Por enquanto ainda não um estado de emergência, mas se não nos acautelamos...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
A semana não correu bem a António Costa
Contrariamente àquilo que nos sempre habituou enquanto político, António Costa teve esta semana duas actuações que beliscam as suas virtudes. Por um lado, o episódio Red Bull Air Race, do qual não se sabe ainda qual a relação custo/benefício dos apoios elevados que a Câmara Municipal de Lisboa vai dar à organização. Por outro, o episódio casamentos gays de Santo António.
Em ambos os casos e longe da visão clara do que deve ser o futuro de Lisboa, como bem tem demonstrado e concretizado desde 2007, António Costa deixou atrapalhar o seu percurso por falhas na sua equipa e na estrutura administrativa que dirige.
Em ambos os casos e longe da visão clara do que deve ser o futuro de Lisboa, como bem tem demonstrado e concretizado desde 2007, António Costa deixou atrapalhar o seu percurso por falhas na sua equipa e na estrutura administrativa que dirige.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Momentos Sveltesse da política portuguesa

O que é que justifica o reaparecimento do caso das escutas hoje no Expresso? O que é que justifica que Fernando Lima, ex-assessor de imprensa e actual "assessor político" de Cavaco Silva, surja num artigo de opinião a vir exercer, como ele diz, o seu direito de esclarecimento, agora, como também ele diz, assentou a poeira?
(na fotografia que acompanha o artigo de opinião "A minha verdade" publicado hoje no Expresso enquanto Fernando Lima lê o Diário Económico, Cavaco vai rapando o seu iogurte Sveltesse para dentro dos cereais...)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Uma definição de globalização
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana...
Pergunta: Porquê?
Resposta:
Uma princesa Inglesa
com um namorado Egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel Francês,
num carro Alemão
com motor Holandês,
conduzido por um Belga,
bêbado de Whisky Escocês,
que era seguido por paparazzis Italianos,
em motos Japonesas.
A princesa foi tratada por um médico nascido no Canadá,
que usou medicamentos Brasileiros.
Esta mensagem é enviada por um Português,
usando tecnologia Norte-Americana (Bill Gates),
e, provavelmente, está lendo este texto num computador genérico que usa circuitos integrados feitos em Taiwan,
e um monitor Sul Coreano,
montado por trabalhadores do Bangladesh,
numa fábrica de Singapura...
e é isto que é a globalização!
(retirado daqui)
Resposta: A Morte da Princesa Diana...
Pergunta: Porquê?
Resposta:
Uma princesa Inglesa
com um namorado Egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel Francês,
num carro Alemão
com motor Holandês,
conduzido por um Belga,
bêbado de Whisky Escocês,
que era seguido por paparazzis Italianos,
em motos Japonesas.
A princesa foi tratada por um médico nascido no Canadá,
que usou medicamentos Brasileiros.
Esta mensagem é enviada por um Português,
usando tecnologia Norte-Americana (Bill Gates),
e, provavelmente, está lendo este texto num computador genérico que usa circuitos integrados feitos em Taiwan,
e um monitor Sul Coreano,
montado por trabalhadores do Bangladesh,
numa fábrica de Singapura...
e é isto que é a globalização!
(retirado daqui)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Portugal pelo esgoto abaixo

"Há quem rejubile com o facto de Portugal poder vir a folgar a Grécia na berlinda da bancarrota. Não se trata de uma previsão económica, nem tão-pouco de intuição. É puro miserabilismo.
São ratazanas e por isso esperam que o país vá pelo cano, ter com eles."
José Costa e Silva, no Lobi do Chá, a propósito destas declarações.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O dia 8 de Janeiro de 2010 não foi mais do que uma concretização do dia 10 de Dezembro de 1948
Miguel Vale de Almeida não o disse explicitamente. Mas podia ter dito porque foi isso que esteve em causa na sexta-feira passada. Para memória futura do dia 8 de Janeiro de 2010, ver a intervenção de Miguel Vale de Almeida (o que interessa, naturalmente, são os primeiros 7 mins e 30 segs.) na discussão na generalidade da proposta de lei do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo:
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O dia seguinte

Amanhã, 6.ª feira, a Assembleia da República discute um conjunto de iniciativas que visam permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, para além da proposta referendária da Plataforma Cidadania e Casamento, que no actual contexto social me parece desajustada.
Aproveitando este agendamento, a LUSA fazia hoje um balanço de idêntica medida tomada em Espanha por Zapatero há quatro anos e dava conta que "quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha e com cerca de 20 mil 'bodas' celebradas, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate".
Diz ainda o correspondente da LUSA que "a forte contestação pública, especialmente das alas mais conservadoras da sociedade - que incluiu manifestações promovidas e apoiadas pela Igreja - foi hoje substituída pela total normalidade.", "E mesmo a oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer."
Podem vir dizer que esta notícia da LUSA é tendenciosa mas ela é bem reveladora daquilo que penso sobre alguns arautos que dizem que com esta medida os valores fundamentais da sociedade ruirão e que esta entrará em disrupção total. Por favor, olhem para Espanha e vejam como a demagogia deste tipo de argumentação foi posta em causa.
No dia seguinte, nada mudará para aqueles que contestam esta medida. Mas para muitos, será o fim de mais uma discriminação. E é isso que conta. Como conta assegurar a igualdade de direitos como o direito a constituir uma família e a poder livremente desenvolver a respectiva personalidade.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
E se as finanças fossem para o ebay?
Quem diz as finanças, diz a PSP, GNR, PJ, Correios, Alfândegas, Tribunais, etc. Quase todos os dias existem vendas em hasta pública ou leilões. Regra geral a ideia que me fica é que estas são sempre pouco divulgadas, pouco transparentes e para "connaisseurs".
O Estado de Rhode Island nos Estados Unidos teve a brilhante ideia de colocar recentemente à venda no ebay alguns dos artigos mais valiosos armazenados no seu "lost and found"... No ano anterior tinham já organizado um leilão online com 900 artigos que foram vendidos por um total de 370000 USD.
Mas pioneiro foi mesmo o Estado do Texas que desde 1999 já vendeu 475 000 itens, num total de 4.4 milhões de USD!
Mais detalhes podem ser lidos aqui
E que tal organizar algo de semelhante em Portugal? Não digo usar o ebay, mas sim um portal público que podesse concentrar toda a oferta.
Eu seria certamente cliente!
Para quem andar em transito pelo Ano Novo.
O vídeo que chegou ao YouTube resulta da primeira de três 'concentrações instantâneas' que tiveram lugar no dia 23. A Tap e a Ana pretendem repetir esta animação no final do ano.
Organizado pelo departamento de marketing da TAP, o evento foi gravado no dia 23 de Dezembro, às 06.45 e foi colocado no YouTube pelas próprias companhias, juntamente com outras gravações de pessoas que assistiram à flashmob. O resultado está no youtube e, nos primeiros três dias, tinha já sido visto 100 mil vezes. Hoje, tem mais de 200 mil visualizações. Mais barato e mais eficiente que qualquer anúncio de televisão. São os novos tempos... habituem-se!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Relembrar Prado Coelho

Precisa-se de matéria-prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um jornal, deixando os outros onde estão.
Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa “Chico-Espertice Portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
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