quarta-feira, 7 de abril de 2010

Privatizar ou não privatizar a TAP?



O Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013 ao apostar num novo programa de privatizações como medida de saneamento orçamental veio relançar o debate sobre o papel do Estado em certos sectores da economia. Um deles é o sector da aviação civil e, logo está, deve ou não deve o Estado manter a participação de 100% no capital da TAP. Este post vem a propósito da divulgação hoje feita dos resultados da TAP em 2009 da qual se assinala o melhor resultado de sempre:

a) Apesar da crise económica que levou à redução dos proveitos da TAP, esta obteve lucros de 57 milhões de euros face aos 209 milhões negativos em 2008, em resultado da redução de custos em 201 milhões de euros e da redução do preço dos combustíveis;

b) Já a holding TAP SGPS encerrou o ano de 2009 com um prejuízo de 3,5 milhões de euros, valor muito inferior aos 285 milhões de euros de 2008, e tudo por força do reconhecimento contabilístico da participação na Groundforce no valor de 31,6 milhões de euros;

c) A TAP vai pagar ao Estado cerca de 30 milhões de euros em dividendos, de acordo com o CEO Fernando Pinto;

d) A TAP tornou-se em 2009 no maior exportador português, tendo vendido no mercado externo 1,431 mil milhões de euros e ultrapassando a Galp Energia, que vendeu 1,2 mil milhões de euros;

e) As vendas de bilhetes de avião no mercado português cresceram 47% desde 2000, mas no mercado estrangeiro cresceram 119% desde o mesmo ano.

Em face disto e do que o PEC 2010-2013 prevê relativamente à TAP ("abertura do capital da TAP mediante a entrada de um parceiro estratégico que contribua para o reforço da competitividade da empresa e para o seu crescimento e desenvolvimento do seu modelo de negócio em condições de sustentabilidade."), o caminho da privatização nos termos propostos pelo Governo é o mais correcto.

A meu ver, o caminho proposto é o mais correcto porque permite conciliar a manutenção de uma participação pública relevante que permita manter determinadas rotas e destinos mas, sobretudo, porque no contexto global actual já não existem empresas que possam operar de forma isolada, sem estarem associadas em parcerias estratégicas.

A entrada de um parceiro estratégico assegurará não só a capitalização da empresa mas também o know-how e uma nova capacidade operacional que lhe permita manter-se sustentável. A meu ver, já não basta à TAP estar integrada em alianças globais de companhias aéreas (neste caso, na Star Alliance). A TAP precisa de novos parceiros para se manter competitiva nos mercados em que opera com mais sucesso, em especial o mercado do Atlântico Sul (Angola e Brasil).

Com bons resultados operacionais e com créditos firmados no sector turístico, é do interesse nacional manter uma participação pública na TAP.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tempos difíceis

Não sou muito de reproduzir citações mas esta - numa parede de um quarto de um hotel perto de Mondim de Basto, entre as serras do Alvão e da Cabreira - pareceu-me bem certeira e bem apropriada aos tempos actuais. São tempos difíceis.Procuram-se receitas variadas para a crise e protagonistas novos para a enfrentar. Mas se calhar quem já lá está ainda seja quem melhor está à altura para conduzir o nosso País.

"Sobretudo, não desesperar. Não cair no ódio, nem na renúncia. Ser homem no meio de carneiros, ter lógica no meio de sofismas, amar o povo no meio da retórica."

Quem disse isto? Miguel Torga. E disse bem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

We already missed you, Mr. Bush

O PEC avança, Portugal agradece

Soube-se há pouco que Manuela Ferreira Leite autorizou o partido a abster-se na votação do projecto de resolução do PS que manifesta o apoio da Assembleia da República ao Programa de Estabilidade e Crescimento para 2010-2013.

Por uma vez, MFL toma uma decisão responsável… mas apenas parcialmente.

É que MFL diz que se solidariza apenas com os objectivos do PEC (redução do défice orçamental e controlo da dívida pública) e não com as medidas nele propostas para alcançar esses 2 objectivos estruturais para o bom funcionamento da nossa economia e para o equilíbrio das contas do Estado.

Se o PSD mantém esta posição, então o caminho que continua a preconizar é o da insustentabilidade das condições políticas para dar execução ao PEC. É que é preciso não esquecer que o PEC apresentado pelo Governo foi bem recebido e até aplaudido pelas duas instâncias internacionais mais relevantes nesta matéria, a União Europeia e a OCDE. Ambas vieram reconhecer que o PEC, e sobretudo a estratégia nele proposta, é um documento credível e com condições para ser executado e, assim, poder alcançar-se o resultado pretendido: redução do défice orçamental e controlo da dívida pública.

Não se compreende a falta de solidariedade e de sentido de responsabilidade e interesse nacional do PSD: aceitamos os objectivos do PEC, não aceitamos as medidas. Veremos como se comportará o PSD quando for necessário executar, uma a uma, as medidas do PEC e for necessário dar os passos concretos para a consolidação orçamental.

Para quebrar o gelo

Conversa entre o empregado e o chefe:
- Chefe, os nossos arquivos estão a abarrotar, posso deitar fora os que têm mais de 10 anos?
- Sim, mas antes tira uma cópia de tudo.

domingo, 14 de março de 2010

Viva a Lei da Rolha! Viva o PPD/PSD!


via @shiznogud

Cavaco no seu melhor calculismo político

"O Presidente da Republica requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1º, 2º, 4º e 5º do Decreto nº 9/XI da Assembleia da República, que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.".

A nota da Presidência da República só diz isto. Nada mais. Procurei na comunicação social os concretos fundamentos jurídicos que sustentaram a decisão do Presidente ou as concretas dúvidas que ele possa ter tido sobre o diploma e também nada. Só sabemos que o Presidente não suscitou a questão da adopção continuar a não poder ser feita por casais do mesmo sexo. E sabe-se isso porque o artigo 3.º do diploma não é referido na nota do Presidente.

O Presidente foge convenientemente da batalha política da adopção. Veremos como lhe corre o intermezzo constitucional. Mais uma vez Cavaco mostra o seu calculismo político: deixou a fiscalização da constitucionalidade do diploma que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo para depois da entrevista a Judite de Sousa na RTP, para poder sair com unanimismo do balanço da entrevista.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Rock in Rio 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O BE, o PCP, e o vilão.

Há quem se admire e indigne por ver o PCP e o BE coligados até com um Alberto João Jardim. Esquecem que certos partidos que só crescem no lodo e alimentam-se da miséria. A novela da revisão da Lei de Finanças Regionais é a prova provada que para a esquerda radical os fins justificam quaisquer meios.

"Dizsequedisse"

O Gabinete do PM veio desmentir pela alvorada, a noticia que faz manchete do Público de hoje, segundo o qual o “Conselho de Estado foi convocado após Sócrates ter ameaçado sair”. Registo que a noticia (e consequente desmentido) tenha saído logo hoje, no dia seguinte a um Conselho de Estado que, ao que tudo indica, terá corrido bem ao Governo.
E pergunto, não seria mais pacificador se esse desmentido viesse do gabinete da Casa Civil do Presidente da República? Mesmo que tal não fosse em forma de desmentido. Ao Presidente da República competiu convocar o Conselho de Estado, só ele saberá ao certo porque o fez, e, como tal, apenas o Presidente da República pode por cobro a um "dizsequedisse" sobre as suas reais motivações.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Calhandrices parte II - "O Público errou."

Na trigésima e antepenúltima página do jornal Público de hoje - quem é que ainda dará €1 por dois míseros cadernos de papel de jornal -, lá bem no canto inferior e interior da página, o Público declara que errou. E errou em quê? Discretamente o Público declara:
“Na secção Sobe e Desce de ontem, onde se escreveu, a propósito da reacção do executivo ao caso Mário Crespo - não é próprio de um Governo falar sobre anonimato - deveria ter sido escrito - não é próprio de um Governo falar sob anonimato. Por outro lado, refere-se a existência de um Ministério dos Assuntos Parlamentares quando de facto existe apenas um gabinete dos ministro dos Assuntos Parlamentares (até o Word assinala o erro). Pelo lapso as nossas desculpas.”
Pois é, mas as desculpas do Público não deveriam ficar por aqui. Quem não sabe distinguir o que está por cima do que está por baixo, naturalmente também não conhecerá o livro de estilos do próprio jornal, tão bajulado pelos dirigentes da Sonaecom, quanto ignorado na justa medidas pelos jornalistas do próprio. Senão vejamos, até neste pedido de desculpas o “Ministério” aparece em maiúscula, já o “gabinete do ministro” não merece essa dignidade. “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”, esta é a designação oficial e institucional da unidade orgânica do Governo. É assim que é publicado e reconhecido em Diário da República e em todo o lado, menos pelo Público…
O Público está à beira do abismo da irrelevância, mas não hesita em dar contínuos passos em frente. Os erros de forma podem ser o espelho da incompetência que por lá grassa, mas os erros de conteúdo, as invenções e intentonas de que tristemente tem sido veículo são o espelho de coisas mais graves.
Na notícia que deu azo a este patético pedido de desculpas, um “erro” cobarde foi cometido e mais cobardemente ainda ignorado ou até com este "Público erro" camuflado. O "take" da agencia Lusa que dá conta da reacção do Ministro dos Assuntos Parlamentares ao texto de Mário Crespo (editado no site oficial do PSD), é bastante claro quando cita a fonte: “fonte do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”. Ora, a não ser que a informação seja extraída à revelia do Ministro, dos seus assessores e adjuntos, coisa que não foi, o anonimato nunca é pedido e desafio os jornalistas do Público a provarem o contrário. A fonte era, e sempre foi, o Gabinete, logo, o Ministro. O Público foi o único meio de informação que delirantemente “teve acesso” a uma “fonte anónima” no Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares quando todos os outros meios puderam citar,e com toda a legitimidade, o “Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares”.
O Público inventa a tal “fonte anónima” e faz pior: critica o Ministro por supostamente “falar sob (não sobre) anonimato”. Os jornalistas do Público com esta capciosa manipulação, mais do que revelarem a sua incompetência ética e técnica, revelam a sua agenda e motivações políticas pessoais.
Nos dias que correm sabemos que a vida não está fácil, e que convém agradar ao patrão, mas se essa é a primeira preocupação dos jornalistas do Público então que solicitem transferência para o Departamento de Marketing do Continente, os leitores do jornal, e os assadores de castanhas que o usam para fazer cartuchos, apenas exigem as devidas desculpas pelas fraudulentas manipulações que forjaram.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Calhandra é um passeriforme! Asinino!


Calhandra é o nome comum dado a certas aves europeias da família das alaudídeas, a mesma que a da cotovia. No Brasil também é empregado regionalmente para designar certas espécies de sabiás (espécie de cotovia da América do Sul). “Calhandrices” são portanto, coisas próprias da calhandra. E o que é próprio da calhandra? Esvoaçar por aqui e ali sempre a piar, sempre! Acampem ao pé de um ninho de cotovias a ver se conseguem dormir a sesta.
No Brasil há uma expressão popular comummente utilizada e que reza assim: Quando se quer justificar determinada informação a que não deveríamos ter acesso, mas salvaguardando a identidade da fonte, em bom “brasileiro” dizemos: "-Veio um sabiá e disse!".
Hoje li no Público uma critica negativa ao Ministro dos Assuntos Parlamentares por "usar este tipo de linguagem" referindo-se ao uso do termo "calhandrices" a propósito da “fofoca” do momento. Provavelmente o jornalista Luciano Alvarez, terá lido o comunicado da Lusa a correr e sem o devido cuidado e atenção, onde havia passaritos ruidosos, terá porventura vislumbrado canalhas ou similares… Quero acreditar que terá sido este o caso. Melhor assim. Canalhice seria tentar emprestar a um termo do melhor português um significado que ele não tem, contribuindo para o desengano de juízo e empobrecimento cultural dos leitores do jornal Público.
Cara Barbara Reis, como directora deste jornal que já foi uma referencia interpelo-a: de que valem ao Público editoriais encarniçados na defesa do português mais arcaico, recusando um acordo ortográfico essencial à própria sobrevivência do Português, quando a linguagem é paupérrima e trabalhada e interpretada por jornalistas medíocres que sequer dominam a ferramenta da sua profissão?

Protegez-vous

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Máfia atinge lucro recorde


78 mil milhões é o valor do lucro total obtido pelos principais grupos mafiosos italianos em 2009, segundo estima o grupo anti-criminoso SOS Impresa.

Demonstrando que a crise não existe para o crime organizado, é estimado que no ano passado as receitas da Máfia italiana tenham atingido os 135 mil milhões de euros, mais do que o conseguido pela petrolífera nacional e quase 9% do Produto Interno Bruto do país.

publicado pelo Diário Económico 28/01/10

Como diria o saudoso Fernando Pessa "E esta hein?"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Emissão de dívida pública dirigida às famílias


É hoje notícia no Diário Económico que o ministério das finanças está a ponderar, ou até mesmo, a preparar uma emissão de dívida pública dirigida aos particulares - famílias. A forma como o fará será a através de obrigações do tesouro. Estranho? Não. É até de alguma forma previsível. Senão vejamos. O orçamento de estado para 2010 é um "orçamento da confiança", ou seja, dentro dos possíveis, expansionista. Porém, a conjuntura económica, quer nacional - os principais indicadores são de preocupação, quer internacional, revela-se exigente e até contrária a esta tendência. O Governo por seu lado quer contrariar com os meios de que dispõe essa dura realidade, mas sabe que é difícil fazer "omeletes se ovos", ao mesmo tempo que também não será possível "agradar a gregos e troianos" - agentes económicos nacionais ao mesmo tempo que se agrada às agências de rating e demais observadores e investidores.

Logo, e com base neste conjunto de pressupostos e duras realidades 1) afinal o défice vai continuar elevado, o que não é um bom sinal para o exterior, tornando os financiamentos para a economia portuguesa mais caros, 2) o endividamento para continuar a política delineada, vai continuar a aumentar, 3) os encargos sociais, em virtude das políticas de criação e manutenção de postos de trabalho, assim como para os que infelizmente mergulham em situações de desemprego, também vai aumentar 4) é preciso arranjar dinheiro que pague isto, e de preferência de forma eficaz e eficiente.

A melhor maneira é internamente ir à procura das poupanças dos portugueses. Quem melhor para acreditar e defender as finanças nacionais, que os próprios portugueses? Depois, como o a taxa de juro dos depósitos a prazo está baixíssima, uma remuneração que seja um pouco melhor já é cativante, e o estado consegue os seus objectivos sem descurar a eficácia e eficiência.

Agora só uma nota, independentemente de concordar com o uso deste instrumento, não podemos fazê-lo de uma forma displicente, devendo estes fundos angariados ser aplicados com verdadeiro sentido de estado. Por enquanto ainda não um estado de emergência, mas se não nos acautelamos...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Não resisti...


Quem sabe, nunca esquece, não é Sá Pinto?

(retirado daqui)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A semana não correu bem a António Costa

Contrariamente àquilo que nos sempre habituou enquanto político, António Costa teve esta semana duas actuações que beliscam as suas virtudes. Por um lado, o episódio Red Bull Air Race, do qual não se sabe ainda qual a relação custo/benefício dos apoios elevados que a Câmara Municipal de Lisboa vai dar à organização. Por outro, o episódio casamentos gays de Santo António.

Em ambos os casos e longe da visão clara do que deve ser o futuro de Lisboa, como bem tem demonstrado e concretizado desde 2007, António Costa deixou atrapalhar o seu percurso por falhas na sua equipa e na estrutura administrativa que dirige.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Momentos Sveltesse da política portuguesa


O que é que justifica o reaparecimento do caso das escutas hoje no Expresso? O que é que justifica que Fernando Lima, ex-assessor de imprensa e actual "assessor político" de Cavaco Silva, surja num artigo de opinião a vir exercer, como ele diz, o seu direito de esclarecimento, agora, como também ele diz, assentou a poeira?

(na fotografia que acompanha o artigo de opinião "A minha verdade" publicado hoje no Expresso enquanto Fernando Lima lê o Diário Económico, Cavaco vai rapando o seu iogurte Sveltesse para dentro dos cereais...)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Uma definição de globalização

Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana...

Pergunta: Porquê?
Resposta:

Uma princesa Inglesa
com um namorado Egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel Francês,
num carro Alemão
com motor Holandês,
conduzido por um Belga,
bêbado de Whisky Escocês,
que era seguido por paparazzis Italianos,
em motos Japonesas.
A princesa foi tratada por um médico nascido no Canadá,
que usou medicamentos Brasileiros.
Esta mensagem é enviada por um Português,
usando tecnologia Norte-Americana (Bill Gates),
e, provavelmente, está lendo este texto num computador genérico que usa circuitos integrados feitos em Taiwan,
e um monitor Sul Coreano,
montado por trabalhadores do Bangladesh,
numa fábrica de Singapura...

e é isto que é a globalização!

(retirado daqui)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Portugal pelo esgoto abaixo


"Há quem rejubile com o facto de Portugal poder vir a folgar a Grécia na berlinda da bancarrota. Não se trata de uma previsão económica, nem tão-pouco de intuição. É puro miserabilismo.
São ratazanas e por isso esperam que o país vá pelo cano, ter com eles."

José Costa e Silva, no Lobi do Chá, a propósito destas declarações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O dia 8 de Janeiro de 2010 não foi mais do que uma concretização do dia 10 de Dezembro de 1948

Miguel Vale de Almeida não o disse explicitamente. Mas podia ter dito porque foi isso que esteve em causa na sexta-feira passada. Para memória futura do dia 8 de Janeiro de 2010, ver a intervenção de Miguel Vale de Almeida (o que interessa, naturalmente, são os primeiros 7 mins e 30 segs.) na discussão na generalidade da proposta de lei do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O dia seguinte


Amanhã, 6.ª feira, a Assembleia da República discute um conjunto de iniciativas que visam permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, para além da proposta referendária da Plataforma Cidadania e Casamento, que no actual contexto social me parece desajustada.

Aproveitando este agendamento, a LUSA fazia hoje um balanço de idêntica medida tomada em Espanha por Zapatero há quatro anos e dava conta que "quatro anos depois da aprovação da lei do casamento homossexual em Espanha e com cerca de 20 mil 'bodas' celebradas, o tema deixou de ser alvo de polémica e de debate".

Diz ainda o correspondente da LUSA que "a forte contestação pública, especialmente das alas mais conservadoras da sociedade - que incluiu manifestações promovidas e apoiadas pela Igreja - foi hoje substituída pela total normalidade.", "E mesmo a oposição inicial de alguns magistrados e autarcas - que alegaram, sem sucesso, objecção de consciência para não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo - acabou por desaparecer."

Podem vir dizer que esta notícia da LUSA é tendenciosa mas ela é bem reveladora daquilo que penso sobre alguns arautos que dizem que com esta medida os valores fundamentais da sociedade ruirão e que esta entrará em disrupção total. Por favor, olhem para Espanha e vejam como a demagogia deste tipo de argumentação foi posta em causa.

No dia seguinte, nada mudará para aqueles que contestam esta medida. Mas para muitos, será o fim de mais uma discriminação. E é isso que conta. Como conta assegurar a igualdade de direitos como o direito a constituir uma família e a poder livremente desenvolver a respectiva personalidade.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

E se as finanças fossem para o ebay?


Quem diz as finanças, diz a PSP, GNR, PJ, Correios, Alfândegas, Tribunais, etc. Quase todos os dias existem vendas em hasta pública ou leilões. Regra geral a ideia que me fica é que estas são sempre pouco divulgadas, pouco transparentes e para "connaisseurs".

O Estado de Rhode Island nos Estados Unidos teve a brilhante ideia de colocar recentemente à venda no ebay alguns dos artigos mais valiosos armazenados no seu "lost and found"... No ano anterior tinham já organizado um leilão online com 900 artigos que foram vendidos por um total de 370000 USD.

Mas pioneiro foi mesmo o Estado do Texas que desde 1999 já vendeu 475 000 itens, num total de 4.4 milhões de USD!

Mais detalhes podem ser lidos aqui

E que tal organizar algo de semelhante em Portugal? Não digo usar o ebay, mas sim um portal público que podesse concentrar toda a oferta.

Eu seria certamente cliente!

Para quem andar em transito pelo Ano Novo.



O vídeo que chegou ao YouTube resulta da primeira de três 'concentrações instantâneas' que tiveram lugar no dia 23. A Tap e a Ana pretendem repetir esta animação no final do ano.
Organizado pelo departamento de marketing da TAP, o evento foi gravado no dia 23 de Dezembro, às 06.45 e foi colocado no YouTube pelas próprias companhias, juntamente com outras gravações de pessoas que assistiram à flashmob. O resultado está no youtube e, nos primeiros três dias, tinha já sido visto 100 mil vezes. Hoje, tem mais de 200 mil visualizações. Mais barato e mais eficiente que qualquer anúncio de televisão. São os novos tempos... habituem-se!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Não há limites para a publicidade

Relembrar Prado Coelho


Precisa-se de matéria-prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um jornal, deixando os outros onde estão.
Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa “Chico-Espertice Portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Músicas que levo de 2009 para 2010

Sem qualquer ordem de preferência e apenas as que me vieram à cabeça...























quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bom Natal a toda a blogosfera!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Maria José Nogueira Pinto segundo Rui Prudêncio

Tempos difíceis

A Grécia está a viver, em matéria de contas públicas, uma situação em tudo semelhante à vivida por Portugal e, 2005 na transição do Governo de Santana Lopes para o primeiro Governo de José Sócrates. O défice orçamental já vai em 12,7% o que aproxima a Grécia da bancarrota, havendo já quem aponte os exemplos do Dubai e da Islândia.

Mão amiga fez-me chegar algumas das nada meigas medidas urgentes que o novo Primeiro-Ministro Papandreou apresentou. Para além de medidas fiscais e de reforço da transparência e reestruturação do Estado, assinalo algumas das medidas adoptadas no plano da despesa:

- Corte de 10% no orçamento de funcionamento do Estado;
- Corte de 10% no orçamento da Seguranaça Social;
- Congelamento das admissões para o sector público em 2010 e a adopção a partir de 2011 da regra 5:1 (para 5 saídas, 1 entrada);
- Redução em 1/3 dos contratos a prazo no sector público;
- Congelamento dos salários acima de 2.000 euros e corte de 10% nos salários de todo o sector público;
- Encerramento de 1/3 dos postos de turismo no estrangeiro;
- Redução das despesas nas Forças Armadas;
- Redução de 50% dos salários dos gestores das empresas públicas.
- Extinção de serviços e organismos públicos;
- Supressão dos prémios para os administradores de bancos com capital público;
- Tributação dos prémios dos administradores da banca privada em 90%.

A vida não está nada fácil para os lados da península helénica... até porque apesar do esforço do novo Governo, os mercados financeiros continuam descrentes no plano apresentado para salvar a Grécia da bancarrota.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nesta luta somos todos camaradas!

O PCP pediu hoje no Parlamento uma resposta "firme e exemplar" à decisão da Auto-Estradas do Atlântico de proibir contactos e distribuição de informação por sindicatos na empresa. Num "e-mail" assinado pelo supervisor de portagens lê-se que "na ausência de autorização adequada da AEA, não é permitido a qualquer entidade (sindical ou de outra natureza) realizar contactos, distribuir ou afixar informação dentro das instalações da empresa" e que "qualquer presença não autorizada não deve ser permitida e toda a informação distribuída clandestinamente deve ser destruída".
Nesta luta e nesta indignação somos todos “camaradas” porque “esta é uma atitude que deve indignar qualquer democrata”.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais um exemplo de uma oposição responsável


Apesar de o Supremo Tribunal Administrativo ter decidido que a co-incineração de resíduos pode ser retomada em Souselas (Coimbra) porque não foi feita qualquer prova sobre os concretos prejuízos decorrentes na queima de resíduos perigosos naquela unidade industrial da Cimpor, eis senão quando surge o Bloco de Esquerda a ultrapassar esta decisão judicial.

Pois é, o Bloco de Esquerda vai apresentar uma iniciativa parlamentar para suspender definitivamente a co-incineração em Portugal e chega ao ponto de dizer: «Não é uma decisão do tribunal que nos vai fazer rever a nossa posição de oposição à co-incineração» (Rita Calvário à TSF).

Pior: o Bloco de Esquerda aponta o dedo ao Governo, que acusa de «teimosia em manter esta solução que é tão lesiva para as populações», ou seja, precisamente aquilo que o Supremo Tribunal Administrativo veio demonstrar não existir.

Realmente, o estado actual da oposição chegou a este ponto. Demagogia e oportunismo sem limites.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Esta Legislatura...


Esta legislatura ainda há pouco começou, mas já nos demonstrou que será diferente de todas as outras. Esta notícia é um exemplo, ainda que um sinal de voyeurismo ao estilo tablóide, do quão diferente está o parlamento. Contudo, penso que muito mais e melhor ainda está para vir....

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cidadão ou sujeito de protecção da Polis?


Cada vez mais me confronto com este dilema: estamos a ser facilitadores de um processo de mobilidade social dos sujeitos alvo da intervenção social, garantindo a sua participação efectiva de cidadania na Polis; ou será que a nossa intervenção (apenas) protege do limiar da pobreza ou perigo circunstancial?

Este dilema é muito complexo e planetário, desde o “Consenso de Washington” há vinte anos, em que a generalidade dos Países do adoptaram o pacote de medidas neo-liberais proposto pelos Chigaco boys (escola da eficácia de Chicago), e que o paradigma de desenvolvimento económico e social se alterou, vivendo nós hoje, na minha opinião, na Sociedade da Eficácia.

Esta Sociedade da Eficácia e de uma bi-dimensionalidade psíquica, onde o mail, o powerpoint, o bentchmarketing, o out-sourcing, a gestão por objectivos, e aí por diante vieram substituir erradamente muito das questões fundamentais do relacionamento entre as pessoas, como o olhar olhos nos olhos, a empatia, e a afectividade.

Tomou-se a eficácia e este instrumentos (entre muitos outros) como um fim, esse é o erro capital, a eficácia assim como as correspondentes dinâmicas devem ser um meio de aumentar a sustentabilidade, de forma a garantir uma melhor coesão social, uma melhor equidade e uma maior transparência.

A Sociedade da eficácia pretende fazer mais com menos, e é muito generosa para quem está no topo da pirâmide, porem é madrasta para que está na base e que não consegue segurança na centrifugadora da competitividade. Os estados tentam que a base da pirâmide não caía numa situação de exclusão, mas será que proporcionará condições para virem a ser cidadãos da Polis?

A actual crise internacional veio por a nu as fragilidades evidentes deste modelo económico e social, em que a riqueza é um fim e não um meio; a atribuição do Nobel da Economia de 2008 a Paul Krugman que é altamente contestatário da Escola de Chicago, e a cimeira de Copenhaga são oportunidades para os Povos repensarem um novo modelo de desenvolvimento económico e social para o futuro, onde a sustentabilidade e a coesão deverão ser os alicerces.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Novo recorde de autonomia para um eléctrico


Um grupo de entusiastas de um clube japonês, o Japan EV Club, bateu o anterior recorde de autonomia de 501km de um veículo eléctrico, para 555.6km, num Daihatsu Mira Van eléctrico, conduzido pelo fundador do clube, Tadashi Tateuchi.

Tóquio/Osaka foi a viagem que permitiu estabelecer o novo recorde de autonomia, tendo o Daihatsu Mira Van passado pelo tráfego de Tóquio e por terrenos acidentados até chegar a Osaka.

Entre os patrocinadores da iniciativa encontra-se a Sanyo, que cedeu um conjunto de baterias de 74kWh de iões-lítio, e a Toyo, que forneceu os pneus de baixa resistência ao rolamento.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

meeeeeega-Bomba

"Zapatero llama a Vara, en la conversacion hablaran de agua, se cree que hablan del transvase del Tajo" @ in El Mendo
"Zapatero entrega 500 euros a Vara, para que intreceda sobre tecnico do Alqueva, para que nao abra a comporta e haja agua na Andaluzia" @ in Jornal de Nenticias

Outra-BOMBA

Escuta entre Armando Vara e Gordon Brown revela pagamento atraves de off-shore na Madeira de 2.500 euros a Tony Blair para desistir de candidatura a Presidente Permanente do Conselho Europeu em favor de Herman Van Rompuy.
Fonte nao identificada revela também que pacto envolve free-pass, no Victoria, Vilamoura Golf Club.

Contra-BOMBA

Escuta telefonica entre Armando Vara e Cavaco Silva revela verdadeira razao de saída de Paulo Bento do SCP.

Hoje lembrei-me desta, amanha talvez tenha consciencia que é uma barbaridade, mas quem sabe na segunda serei um grande do jornalismo nacional.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Momentos absurdos do funcionalismo público

Ainda a propósito do Colégio Militar

Compartilho, aqui neste espaço um poema de ilustre camarada meu - João Braz de Oliveira. Por sinal, andou no colégio na viragem do século XIX para o XX. Este poema é para ser interpretado, como qualquer obra de arte, à vontade do leitor. Apesar de estar imbuído de enorme saudade e gratidão pela instituição, não revela a meu ver nenhum fanatismo exacerbado. Geralmente temos tendência a desconfiar e ter receios em relação àquilo que desconhecemos e nos parece superior, mas depois de ultrapassarmos essas barreiras, alguns ficam a ser fãs, daquela que por muito que se tente, não deixa de ser uma "luz no ensino". Mas como eu dizia, e reforço, a interpretação é livre...

Colégio Militar como te quero
Agora, mais que nunca que estou velho;
E como lembro ainda o tom severo
Do teu valiosíssimo conselho.

Quando te conheci era um fedelho
E tu um Centenário digno austero.
E hoje te vejo como espelho
Das mais nobres virtudes que venero.

Não tenho pergaminhos. Se os tivera,
Havia de trocá-los, quem me dera...
Apenas só por este que me apraz:

Quando baixar à terra, mudo e frio
Escrevam-me na campa este elogio:
"Menino foi da Luz. Descanse em Paz".

Joao Braz de Oliveira 206/1897

Nota: 206 era o número de JBO no CM, e 1897 o seu ano de entrada na instituição (geralmente com 10 anos de idade).

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Solidariedade: um passo de gigante??

Era notícia hoje da Lusa a criação da bolsa de valores sociais. Somos, segundo a peça da Lusa, o primeiro país da Europa a ter este mecanismo em funcionamento. É uma excelente iniciativa (pelo menos idilicamente), independentemente do momento socio-económico que se vive. Parabéns aos Promotores!! Agora é só perceber o seu funcionamento, participar, e aguardar por resultados.

Lisboa, 02 Nov (Lusa) - Portugal torna-se hoje o segundo país no mundo e o primeiro na Europa a lançar uma Bolsa de Valores Sociais, um conceito criado em 2003 no Brasil para financiar projectos de luta contra a pobreza e a exclusão.

Apoiada pela Euronext Lisboa e as Fundações Gulbenkian e EDP, a Bolsa de Valores Sociais (BVS) arranca com a emissão de acções de quatro organizações e pretende alcançar outras instituições que desenvolvam projectos de carácter social.

Empresas ou cidadãos a título particular podem aceder ao site www.bvs.org.pt e escolher o projecto que pretendem apoiar com 10 euros ou mais, sendo que o registo de investidor lhes dá a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento da iniciativa que escolherem, bem como as contas relacionadas com a respectiva actividade.

domingo, 1 de novembro de 2009

Dra. Rauni Kilde, sobre ET`s...



Afinal a senhora não fala só sobre gripe A...