quinta-feira, 17 de julho de 2008

Osório, “O Coveiro”.


Luís Osório será por ventura um excelente jornalista, não conheço sequer uma ínfima parte do que escreveu mas dou isso de barato. Luís Osório será um comentador mediano, ouvia-o em “Contraditório” com Carlos Magno, Luís Delgado e Luís Barreiros e difícil mesmo era contradizer o que por lá dizia, tal o senso comum que inundava os seus argumentos.
Luís Osório, será até uma personagem simpática a determinadas correntes político-sociais mais ou menos próximas do Partido Socialista, mais ou menos próximas de uma burguesia lisboeta com queda para a cultura e movida mais cosmopolitas.
Num país de morenos cegos quem tem um olho azul é rei.
Ora Luís Osório tem dois olhos azuis e ainda por cima é loiro. Só assim se justifica que, depois de ter sepultado o diário “A Capital” debaixo de um gigantesco monte de erros de gestão, noticias falaciosas, e “jeitinhos” a amigos, tenha tido esta oportunidade para fazer o mesmo com o Rádio Clube Português.
Ok, as condições estavam lá todas, os tios residentes da Media Capital e os “tios” pró-PSOE da Prisa, só podiam escolher um “Osório” qualquer para dirigir a sua rádio "de informação”. Como o país é pequeno e “Osórios” há poucos, foram buscar o que estava disponível e desempregado.
Trágico percurso do Rádio Clube Português nas mãos de Luís Osório. Com um orçamento 5 vezes superior ao da concorrente directa TSF, está a 80.000 ouvintes dos 200.000 mil de objectivo mínimo pretendido. Ana Sousa Dias bateu com a porta na "palhaçada", o homem de mão João Adelino Faria já disse que vai apresentar a sua demissão. Luís Osório está a 3 meses de ser despedido.
Quem acidentalmente “zappa” no RCP sabe que a frequência da saudosa Nostalgia é agora ocupada por uma emissão que não é carne nem peixe, foi vendida como lagosta mas não chega a maionese de delicias do mar, E como este tipo de produtos (mesmo os produtos de media) têm que ser consumidos dentro do prazo, a validade do projecto expirou e já podemos falar de um RCP “estragado”,”insonso”, “feito de restos”. Um director intectual que não resiste à tentação social e à pressão comercial é um coveiro para qualquer jornal ou estação de rádio.
Luís Osório atingiu o seu “limite de Peter” à muito tempo, e é comprovadamente um péssimo director de orgão de informação.

Luís Manuel Fernandes reserve-lhe lá um cargo de edição de um caderno de “O Público” que o rapaz vai precisar de procurar emprego... a muito curto prazo.

Ámen,

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Bomba Napalm


A revisão das previsões dadas a conhecer pelo governador do Banco de Portugal, vieram confirmar uma realidade que nós todos já suspeitávamos. Portugal não está imune à crise internacional. Quem pensasse o contrário, era porque certamente não vivia neste planeta…

De facto é uma situação de frustração, tanto para os governantes que tiveram, a bem da saúde das contas públicas, de implementar medidas impopulares exigindo esforços às famílias e às empresas. Assim como para os governados, que, uns mais que outros, fizeram os esforços que lhes foram pedidos. Ou seja, as contas estavam a equilibrar, tínhamos conseguido sair da zona dos “cábulas” em Bruxelas, baixando o défice para valores abaixo dos 3%. E até estávamos a ter um crescimento do nosso PIB, comparando com os anos anteriores, mostrando que se conseguiam fazer sacrifícios sem penalizar o crescimento económico.

Eis senão quando, começa a surgir da banda de lá do atlântico, mais propriamente da maior economia do mundo (pelo menos até à data, e até prova em contrário), surge uma coisa que ficou conhecida por subprime. Era o início de uma à muito anunciada crise do ocidente e do seu paradigma. Juntamente com a crise financeira, que graças à livre circulação do capital, um fenómeno que tem a origem num ponto, espalha-se mais facilmente por todos os pontos interligados em rede (bancos na Europa), afectando assim todo o sistema financeiro do mundo ocidental. Aos quais lhe valeu o socorro dos bancos centrais que injectaram liquidez no sistema. Mas como alguém não se cansa de referir, “não há almoços grátis”, e até os bancos centrais emprestam dinheiro a juros. Ou seja, não só mas também, pois também existem os mecanismos de controlo da inflação, o preço do dinheiro para os bancos aumentou. Para ajudar à festa, perdoem-me a expressão, surge a “suposta” crise energética (que para mim, não é mais do que o mundo inteiro a pagar os custos da invasão do Iraque). Crise essa, que pessoalmente creio que poderá ter aspectos positivos. O facto de, devido ao aumento dos combustíveis, possa facilitar o aparecimento no mercado, de automóveis e aparelhos mais eficientes e limpos ambientalmente, que proporcionem o mesmo uso que os actuais. Até lá o que assistimos é a escalada injustificada de preços dos combustíveis de forma aparentemente injustificada. Será que, pelo facto de sermos todos tão dependentes do petróleo e derivados, que já estamos a financiar o investimento em alternativas que o substituam? Ou será que estamos todos a ser “vítimas” do lucro fácil e ganância da venda das opções e futuros, com base em que o petróleo há-de chegar aos 200$/barril? Outra coisa que pode assustar: já se fala que os especuladores depois do petróleo, que estima-se já não terá muito mais para especular, irão voltar-se para os alimentos… será que também vamos ter de criar uma cadeia alimentar alternativa? A juntar a este ramalhete (e prometo que termino por aqui) temos que contrariamente ao que a estratégia de Lisboa previa, a Europa está longe de ser a zona mais competitiva do globo. Estando esse papel mais com os BRIC, coadjuvados pelos “senhores do ouro negro” que não sabem o que hão-de fazer a tanto dinheiro e poder. Mas dou uma dica: salvo raras excepções, asneiras…

Eu prometi que era a última desgraça mas enganei-vos (isso também é uma coisa que tem de acabar de uma vez por todas…). Esqueci-me da inflação. Era um mal que não nos afectava. Até estávamos a ser vítimas de remédios administrados pelo Sr. Trichet, às economias alemãs e francesas, essas sim com níveis de inflação mais altos. Mas até esse mal já nos começou a atingir. E já foi reflectido nos dados do INE relativos ao mês de Junho. Pior será se caminharmos para uma situação de estagflação. Caracteriza-se por um período arrefecimento económico (não crescimento, ou mesmo recessão) e por um aumento do preço dos bens. Viveu-se período semelhante na década de 70. A palavra tem origem durante a crise económica que assolou o mundo durante a década de 1970, de um lado pelo superaquecimento das economias dos “países desenvolvidos”, a partir da excessiva expansão de procura agregada, o que levou a pressões inflacionistas; do outro lado, pela redução da oferta agregada, a partir das restrições impostas pelos países produtores de petróleo, perdas de safras e redução das actividades em sectores que dependem do petróleo como matéria-prima, ou simplesmente como complemento, levando ao desemprego.

Como eu referia no título do artigo todos estes efeitos conjugados, numa altura em que estávamos a percorrer um caminho já por si difícil, e numa economia pequena, e principalmente frágil como a nossa, tem o efeito de uma bomba napalm…
Uma coisa tenho a certeza: temos um árduo trabalho pela frente!

O valor da palavra dada.

Nestes tempos de crises duplas, triplas e míticas, já não ofende ninguém, relativismos morais de projectos sociais oportunistas e promovidos chupistas.
Mais espantoso será então a indignação contra a certificação digital da declaração de vontade verbal e presencialmente expressa.
Caros amigos, homens como vós, bondosos de coração, inventivos de vontade, transbordantes de paixão pela vida, escravizados nos neo-costumes do e-mail e do sms! Como é que é possível meus irmãos!
Não é preciso ser proferida por um padre continuarem a confiar na palavra de um homem.
Se disse que ia à sardinhada de quinta-feira e nada mais disse em contrario é porque vou. Como a honra que encerra um compromisso assumido numa conversa séria, é um valor que todos continuamos a respeitar, dispenso-me de me obrigar à escravatura do e-mail e do telemóvel para conquistar o eterno retorno à companhia dos meus mais dilectos.
Se disse que ia e nada mais disse em contrario é porque vou!

Ámen,

terça-feira, 15 de julho de 2008

Cá vos espero

Meus caros amigos,
Próxima 5.ª feira, 17 de Julho, na minha gaiola, mais um encontro do Cá Calharás
Teremos peixinho grelhado e outros pitéus…

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Reflexão do dia... mais uma

"O bom estratega só propõe a batalha depois de garantir a vitória."

Sun Tzu

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Estado (a)crítico da Nação.


Primeiro vieram buscar os judeus, não era judeu, era-me indiferente.
Depois vieram buscar os ciganos, não era cigano, era-me indiferente.
Depois vieram pelos comunistas, não era comunista, era-me indiferente.
Depois levaram os doentes e deficientes, era saudável, era-me indiferente.

Depois levaram os velhos, ainda era jovem, era-me indiferente.

Depois levaram as crianças, era adulto, era-me indiferente.

Depois levaram as mulheres, era homem, era-me indiferente.

Certo dia vieram buscar-me a mim, gritei por ajuda e ninguém me ouviu.

Por estes dias haverá algum sinal de alarme que estejamos a ignorar? Alguns convites ao silêncio que não sejam desejáveis aceitar?
Portugal, pais anémico e expropriado, em divergência com quase todos os parâmetros de desenvolvimento que dizemos perseguir sobe 3 lugares, quase que incompreensivelmente, no ranking dos países mais pacíficos do mundo. Paulos Portas deste pais, calema as vossas sirenes, deixem os vossos milicianismos em casa, porque Portugal é o 7º país mais pacifico do mundo e entre os países da UE aquele que melhor acolhe os estrangeiros e imigrantes.
Será este indicador motivo de orgulho?
Sim e não.
Não é necessário fundamentar opinião, no optimismo matemático de Paulo Teixeira Pinto, nem no cepticismo catedrático de Vítor Bento, para sentir o odor necrótico de uma sociedade civil inerte, sem espaço público que permita a critica bondosa e a síntese de soluções diversas para os mesmos problemas, que todos conhecemos, que persistem, e teimamos em inventaria sem resolver. Aqui cito PTP, a matemática ensina-nos que para cada problema existe pelo menos uma solução, simplesmente muitas vezes é mais fácil para nós convivermos com o problema do que com a solução.
O que é necessário para se encontrar a solução? Experimenta-la, pô-la à prova, correndo o risco de falhar. E aqui é que a “porca troce o rabo” como diz o povo. Seremos mesmo a “forte nação de fraca gente” que cantava Camões?
O risco, a incerteza, uhhhhhhh que medo!!! É melhor estar quieto, como sempre nos ensinaram desde os bancos da escola primária.
Quando apareceu a televisão em Portugal, um bloco noticioso batia recordes de audiência e até ao advento das televisões privadas foi sempre o momento televisivo mais apetecido, ele era “O tempo que faz amanhã” (assim se chamava o espaço da meteorologia no então “Primeiro canal”). O “português médio”, esse ente místico que todos os indígenas tentam mimetizar, prefere andar o dia todo carregado com um chapéu de chuva e encafuado dentro de um automóvel, a apanhar com umas gotinhas de chuva no nariz. É o popular “pelo sim pelo não é melhor não arriscar”.
O que Portugal precisa não é de meteorologistas é de quem faça chover!
Quem arrisque a feitiçaria de fazer mais e diferente do que já foi feito, mesmo arriscando o fracasso. Uma coisa terá como certa: a chacota dos medíocres.
Infelizmente essa chacota, é o desabafo que alivia o corpo do “português médio” das dores do seu imobilismo e da sua cobardia. E assim, pacificamente, convivemos bem a dizer que tudo está mal. E enquanto nos afastamos cada vez mais da Europa (esse continente distante) vamos acalmando com uma mão na “Super Bock” e outra no telemóvel para ligar para a Cetelem.
Triste pais este que só vê na rua o PC a reivindicar a manutenção dos chamados “direitos adquiridos”, quando deveria sair todo à rua a exigir a abolição das heranças que PREC`s (processos reactivos em curso) vários nos foram legando ao longo dos anos.
Pobre pais este, que mais rapidamente diz mal de quem faz alguma coisa por todos, do que de quem nada faz nem por si mesmo.
Empreendedorismo ensinado nas escolas por funcionários públicos?! Deixemo-nos de tretas. Acabem-se com os QREN`s e com os IAPMEIS. Fechem-se os notários, fechem-se os tribunais se for preciso (para abrir outros nos dia a seguir) mas acabe-se com imobilismo judicial que sufoca empresas e cidadãos, não se promova a dependência do estado.
Os funcionários públicos saem à rua por causa de décimas de aumento, e o que fazem os pequenos e médios empresários que têm 20 e 30% de crédito mal parado porque também ninguém lhes paga e não existe uma Justiça que os obrigue a pagar? Esses trabalham, e andam para a frente, porque parar é inevitavelmente morrer.
Na conferência da SEDES (Fórum Económico e Social) sobre o estado da Nação, PTP avançou com várias medidas para a resolução dos nossos problemas, umas mais inovadoras do que outras, mas são contributos validos para discussão. Para referir algumas: cheque-ensino; seguro nacional de saúde; criação de raiz de uma universidade de excelência em Portugal; fecho imediato das ESE`s (com reforma compulsiva da Ana Benavente); fortalecimento do papel do Estado mas redução das suas áreas de actuação nomeadamente ao nível da economia.
Concorde-se ou não, para o que já não há pachorra, é para ouvir a Maria Filomena Mónica falar do sucesso escolar das netas e de como foi ser professora da actual ministra da educação em 74. O que é que isso interessa para o estado da nação?
Ainda menos toleráveis, são os bombeiros que despeitosamente viram incendiários.
Ateiam fogachos em papeluchos alcunhados de relatórios, e sem fundamentação pratica e teórica (porque isso dá trabalho), que servem sound bytes à hora de jantar, para televisão aparecer. A quem serve então este ditos “relatórios da SEDES”? Servem apenas e só os interesses pessoais de Campos e Cunha`s que querem mostrar que ainda estão politicamente vivos… infelizmente.

Num país em que ninguem arrisca, quem risca arrisca sempre... petiscar.

Portugal segue dentro de momentos.

Ámen.

Para reflectir

Como um pouco de polémica nunca fez mal a ninguém, aqui ficam algumas considerações/factos sobre este nosso pedaço de terra à beira-mar plantado.
-Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
-Um jovem de 18 anos recebe 200 euros do estado para não trabalhar, um idoso recebe de reforma 236 euros depois de toda uma vida de trabalho.
-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes, o Governo diz que o País não precisa de mais policias.
-Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, recebem menos do que o salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
-Um polícia bate num negro e é racista, um bando de negros mata 3 polícias, não estão inseridos na sociedade.
-O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados, no Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros, nem tem local para lavar as mãos.
-O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (imposto sobre produtos petrolíferos).
-Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?
-No exame final de 12o ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.·
-Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal,um jovem de 15 leva uma chapada do pai, por ter roubado dinheiro para a droga é violência doméstica.
-Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas e passadoum dia já estás a pagar juros.
-Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
-Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, então a criança tem talento, sai ao pai ou à mãe.
-Paguei 50 cêntimos por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estado crítico!


Recomendo.

Vemos-nos por lá?


Àmen,

Rock & Crítico


O prezado Mr. Count não se quer chatear. Porque chatear chateia quem foi chateado, e não quer ter a chatice de se chatear com quem o chateou. E como isto é tudo muito chato, “tenta-se” “o entendimento” olvidando o quanto o dito “entendimento” é por natureza chato, e por ventura, tantas vezes absolutamente desnecessário (como é o caso).
O nosso dilecto companheiro de blog, Mr. Count, padece de maleita comum que, nos dias correntes, assume carácter epidemiológico.
Depois de “trocas de argumento”(que para uns serão uma chatice mas para outros certamente uma delicia) o nosso prezado amigo, publica o texto com o titulo “Tentativa de entendimento…”.
O referido texto começa mal e acaba pior!
Atenção que pelo meio concordo com tudo o que lá vem transescrito, e que mais reforça o quanto o comportamento da Better World é desnecessariamente vergonhosa nos casos da Catarina Cristino e do Miguel Lara.
Passo a explicar.
O texto é correcto nas analises comerciais e de marketing que faz do evento. Tomo por fidedignos os dados em que se fundamenta, e só prova que se o Mundo não está melhor por causa do Rock & Rio, será certamente porque o clã Medina não consegue franchizar o negocio a cada família desfavorecida do hemisfério sul.
No que peca então o Mr. Count?
Nas intenções.
O que parece ser um texto irmanado com a busca da verdade, não passa de uma “Tentativa” de calar o Padre.
Creio estar certo, ao afirmar que o Mr. Count (ao contrario do que o cognome possa indiciar) utilizou uma estrutura de texto francesa dividida em 3 partes, na ordem classica de introdução, desenvolvimento, e conclusão. Partindo de uma introdução fundamentada na contextualização histórica do evento, o nosso Count desenvolve posteriormente para a exposição das humildes beneficências realizadas pelos Medina com os lucros fantásticos gerados pela organização do evento. Nada a dizer, concordo perfeitamente com o autor quando escreve, e cito: “pouco é melhor que nada”.
O Mr. Count denuncia-se, e começa mal logo no título “Tentativa de Entendimento…”. Sumariamente:
Uma tentativa não é significante de uma vontade.
Uma tentativa é muitas vezes a forma como nos referimos à posteriori a um fracasso.
O entendimento é, de facto, muitas vezes coisa inerte e chata.
As “…”(reticencias) usadas a despropósito, abrem a porta para tanta coisa, como por exemplo, ao último parágrafo do texto assim titulado.
É preciso chegar “aos finalmente” como se fala na terra dos Medina, para se perceber o quanto estava inquinada esta “tentativa” antes mesmo de começar a sua redacção.
Passo a transcrever: “Quem gosta vai (Eu Fui!), quem não gosta não vai e faz como eu em relação aos festivais a onde não vou, não digo bem nem mal”.
Um grande professor certo dia ensinou: “quando quiseres saber as reais motivações que levaram o escritor a produzir o texto, lê as suas ultimas alegações”.
O que o Mr.Count pretende, não é uma honesta rendição da minha consciência aos seus argumentos contabilísticos. O que o Mr. Count pretende, é que me cale, desqualificando a minha capacidade crítica, por não ter contribuído com a minha presença e investimento para ultima edição do evento.
Poderia ocupar mais 100 linhas deste texto, que já vai longo, a carpir no nosso prezado Count e na desprezível hipocrisia do marketing comercial contemporâneo mas descansem não o farei. Apenas apelo a que o Mr. Count não aplique à sua venerável pessoa o que sub-reptíciamente me sugere. Quero continuar a ler com todo o interesses e atenção, as suas opiniões mais ou menos dogmáticas, sobre o Partido Socialista, sobre o PCP ou sobre o Benfica. E até sobre o Partido Social Democrata, com quem o Sr. Count tanto se identifica mas onde também não comparece nem para o qual contribui.
Mr. Count, desafio-o a deixar as folhas de Excel e os copos de martini e a dedicar-se à reflexão sobre a importância da dialéctica no desenvolvimento social.
Eu já fui ao Rock $ Rio e não tenciono voltar a ir, mas quem sabe Mr. Count, se por força de outros argumentos não venha a reconsiderar a minha posição.

Àmen

P.s.: Aproveito para deixar aqui os meus agradecimentos pessoais ao Sr. Roberto Medina pelo “pouco” que fez pelo meu pais, porque é melhor que o nada que muitos compatriotas meus têm feito por Portugal (excluo todos os camaradas e amigos do cacalharas deste post scriptum)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tentativa de entendimento...

Meus Caros,

Parece-me que teremos assuntos muito mais interessantes para debater do que o RIR...

Depois da troca de argumentos que temos tido, aqui deixo um post que não é da minha autoria, mas que creio ser um retrato bastante equilibrado (embora um pouco longo) e poder constituir um ponto de entendimento comum sobre o tema.

Afinal, com o campeonato à porta, uma verdadeira oposição e o RIR só em 2010...

Cito:

Em "defesa" do Rock in Rio

Objecto de elogios mas também de muita maledicência, este é sem dúvida o maior festival de música que se realiza no nosso país. Mas será este festival um “lobo” com pele de “cordeiro”? Uma “máquina capitalista” escondida por de trás de uma “instituição” de causas sociais? Eis o que é (a meu ver) o Rock in Rio Lisboa:

Passada já a “loucura” do Rock in Rio, passemos um outro olhar sobre este festival. Em primeiro, reavivemos um pouco as memórias sobre as origens deste. O Rock in Rio teve a sua primeira edição em 1985 no Rio de Janeiro, em 10 dias recebeu cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas. Idealizado por Roberto Medina, viria a receber o título de “maior festival de música do mundo” por equivaler a 5 Woodstocks.

Em plenos anos 80, numa época de esplendor do Rock, o festival terá adquirido o nome de “Rock in Rio” por ser este o género musical que mais massas atraía, e divulgar para essas massas o objectivo (ou co-objectivo) de um mundo melhor. Com o passar das edições, o Rock perdeu massas para outros estilos, e as fronteiras do festival abriram-se sobretudo à POP, Britney Spears participou na edição de 2001. Sendo o Rock in Rio já uma referência importantíssima no universo dos festivais de música, não faria muito sentido mudar o nome, gerou-se então assim uma espécie de “marca”.

Em 2004, é dado o primeiro passo para o segundo “sonho” de Roberto Medina, a internacionalização do festival, a chegada a Lisboa. Com algumas reticências por parte da crítica o nome não muda para “Rock in Lisbon”, pelo facto de o nome do festival ser já uma marca, apenas se acrescenta Lisboa. Como é sabido, desde então tem-se realizado de dois em dois anos com elevado grau de sucesso. Agora sejamos realistas, ninguém acredita, nem é bandeira da organização que o festival SÓ se realiza “Por um mundo melhor” ou por puro amor à música.

O Rock in Rio, tal como a grande maioria dos festivais tem uma promotora por de trás, neste caso o “clã” Medina. E é óbvio que ninguém quer investir milhões para perder dinheiro. Um dos objectivos passa por chegar ao maior número de pessoas possível, para isso são propostos dias mais ou menos temáticos, com artistas e bandas de renome e bastante populares. Quanto mais gente, mais dinheiro entra, e quanto maior for o lucro maior é a ajuda para causas sociais. Uma das acusações mais frequentes ao RiR, é de que é um festival capitalista e de que é um centro comercial a céu aberto.

Mas… um festival desta magnitude organiza-se com que dinheiro? …com apoios do Ministério da Cultura não é de certeza. Tem publicidade excessiva? … talvez, mas os patrocinadores também têm de tirar contrapartidas, merecem publicidade adequada ao dinheiro que investem (e que não deve ser pouco). Mas o mais cómico da situação é que outros festivais que inclusive têm marcas implícitas no nome não recebem tão frequentemente críticas dessas. “ SUPER BOCK SUPER ROCK”, “ OPTIMUS ALIVE” ou “SUDOESTE TMN “, não são também estes festivais capitalistas? …não têm também promotoras por de trás a quem interessa lucrar? ..apoiam causas sociais? …ou são apenas feitos por “amor à música”?

Como não temos acesso ao orçamento do RiR não poderemos avaliar se o dinheiro e bens doados às causas sociais é pouco ou muito, mas pelo menos algo é. Segundo dados do site oficial, a edição de 2004 contou com um investimento de 25 milhões de euros.

Mas vejamos alguns dos resultados do projecto “Por um mundo melhor”: # abertura de 10 salas de estimulação sensorial para crianças em todo o país, cinco atribuídas à ACAPO para crianças invisuais e amblíopes e as outras cinco atribuídas a crianças com deficiência mental e stress pós-traumático de várias CERCIs. Luiz Felipe Scolari e Mercedes Balsemão da SIC Esperança, foram os responsáveis pela selecção das instituições, foram beneficiados os projectos "Crescer Sentindo" da ACAPO e "Snoloezelen" das Cercis de Pombal, Caldas da Rainha, Fafe, Corroios e Macedo de Cavaleiros. As salas foram foram inauguradas antes do Festival começar, mediante um adiantamento de 150 mil euros entregue pela Better World , produtora do evento e pela BP. #em 2004 o RiR recebeu o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, através da Campanha "Teams to End Poverty", o RiR pôde doar mais de 660 mil euros para crianças de 45 países em vias de desenvolvimento através do trabalho da Plan International-Chilreach . # em Portugal, também pela mediação da SIC Esperança, os números apontam para 2700 crianças beneficiadas em todo o país. # em 2006, tendo em conta a campanha “Carbono Zero”, foram contabilizadas todas as emissões de carbono lançadas pelo festival, entre deslocações de artistas participantes e das cerca de 380 mil pessoas que visitaram o festival, que foram compensadas com a plantação de 18.900 árvores (choupos, pinheiros bravos e mansos) numa área de 18 hectares da Tapada Militar de Mafra, para repor a vegetação ardida em Setembro de 2003. #durante a edição deste ano o aquecimento global foi a principal causa invocada, durante o festival foram passadas várias mensagens de como travar as alterações climáticas.

Se isto é muito ou pouco tendo em conta os lucros do festival, isso não sabemos, mas que isto contribui para um mundo melhor, isso contribui. Fazendo ainda referência a outra crítica frequente, o preço dos bilhetes, 53 euros é caro? …acho que não. Que custa a dar? …à maioria custa. Mas se tivermos em conta de que pagamos em média 30 a 35 euros por um concerto, e que num dia assistimos a 4 concertos de artistas na maioria de nome internacional (embora não agrade a todos) e de elevados cachês, tenda electrónica com Djs de renome, palco secundário com bons artistas nacionais, as várias despesas, a segurança e a excelente organização (compare-se com o Creamfields no mesmo espaço e semelhante preço), é mesmo assim tão caro? Em suma, trata-se apenas de uma visão pessoal do Rock in Rio, que julgo correcta, não vejo este festival como um “santo” mas também não o vejo como um “lobo” com pele de “cordeiro”. Quem gosta vai (Eu Fui!), quem não gosta não vai e faz como eu em relação aos festivais a onde não vou, não digo bem nem mal.

Fontes: rockinrio-lisboa.sapo.pt
www.impresa.pt/esperanca/esperanca DN.sapo.pt
pipo_blitz Segunda, 16 de Junho às 15:46

domingo, 6 de julho de 2008

1+ 1 = 2


Esta é uma replica ao texto publicado neste espaço sobre a média das notas nos exames de Matemática deste ano.
Que bom relê-lo Mrs. Count! A este blog plural já faltava o bafio dos “bons velhos tempos”. Ok, sei que o primeira reacção do Mrs. Count (Wanna be Sir Count?) a este texto será: "ressabiado!" A segunda reacção: "comuna!" A terceira: "ressabiado!" A quarta: "comuna!" E enfim… por ai até ao final da sua “página de Excel”.
Perante a típica amnésia selectiva de que enferma a generalidade da direita portuguesa, não resta outra alternativa que não a de afrontar os conservadores mais sensíveis, nos quais incluo a Dra. Ferreira Leite, o Dr. Paulo Portas e o Dr. Count (melhores que o trio Odemira).
Durante demasiados anos, o sistema educativo português, mais do que um sistema formativo, foi um sistema selectivo. Tinha como principal objectivo excluir do sistema a média, e apurar para dirigir essa mesma média (maioritária), uma elite de privilegiados que geracionalmente tendia (e ainda tente) para a autoperpetuação na vanguarda sistema social português.
Para além de ser muito melhor ser “doutor” num país de analfabetos, do que licenciado num país de “doutores”, os nossos “doutores” ainda podiam “ganhar mais algum” no negócio da “qualificação” dos “analfabetos” que o sistema público, dirigido pelos nossas "elites" excluía.
Por ser a ferramenta operacional das “contas”, logo do dinheiro, a matemática sempre se quis como um saber de “quem conta”, por oposição aqueles que eram e devem ser “contados” (à entrada das fabricas, dos campos e das urnas).
50 anos de ditadura do “melhor ministro das finanças português do sec. XX”(perdoem-me os direitistas se "O" evoco em vão), e 21 anos de Ministério da Educação do PSD, legaram-nos uma aprendizagem da Matemática diabolizada pelo anacronismo existente entre as competências pedidas no processo de aprendizagem da disciplina, e as exigidas nos momentos de avaliação da mesma.
Tinha alguma lógica que alunos com aproveitamento à disciplina durante 12 anos de formação, fossem sistematicamente corridos a negativa nos exames de acesso ao ensino superior? Onde estava aqui a incompetência?
A quem servia esta vergonha, periodicamente feita publica?
Não defendo que o ensino da matemática em Portugal seja bom, ou que o tenha sido alguma vez. O que não aceito, é que num exame final de os alunos tenham que ter necessariamente piores notas do que os resultados que tiveram ao longo do processo de aprendizagem.
O que é importante num exame final que se quer avaliador da aprendizagem da generalidade dos conteúdos leccionados ao longo de 12 anos?
Umas rasteiras matreiras? Uns problemas muito criativos para complexizar ainda mais o raciocínio dos avaliados, já de si pressionados pela limitação temporal e pela pressão próprias da natureza de um exame final?
O que interessa avaliar num exame final, é se o aluno tem boas competências na generalidade da matéria, que perceba interligação dos conteúdos. Não interessava para nada, introduzir um factor “sorte” nos exames, como aqueles com que todos nos deparávamos “antes da reforma” , Quem esqueceu aquelas magnificas provas que nos pediam um domínio total de uma parte secundaria da matéria (negligenciando conhecimentos bem mais estruturais) de forma a criar à priori um factor de eliminação dos alunos mais incautos, ou que tiveram um acompanhamento mais irregular das matérias. Mesmo que com “uma boa média” de aprendizagem e razoável domínio dos conhecimentos propostos no programa, todos sabemos como eram comuns estas “surpresas”
Como era apanágio dos professores de matemática, sempre tive aqueles que entregavam as “negas” com um esgar de satisfação denunciado num oportuno e cinico sorriso. Parecia que avaliavam o seu sucesso como professores pelo insucesso relativo dos seus alunos.
Eram funcionários publicos, nada tinham de professores, e em muito contribuíram para a deterioração do interesse público pela matemática em Portugal.
Estes ditos professores não passavam de uns “saloios” que se consideravam a si mesmos os bastiões defensores do “sistema de educativo português” da escola da tabuada ou da reguada.
Felizmente, o “caos” e a “bandalheira” a que a revolução de 74 conduziu o pais, por desistência e fuga de algumas das anteriores “elites sócias e económicas”, também criou condições sociais e económicas propicias à ascensão de muitos “analfabetos” a novos padrões aspiracionais para a formação dos seus filhos e foi assim que muitos deles evitaram alguns deste “professores” frequentando colégios e universidades particulares e privadas, onde “convém” que os encarregados de educação estejam satisfeitos com o aproveitamentos escolar dos filhos.
Foi através deste esforço particular que se formaram novas “elites” de origens trabalhadoras e com menor formação de base. O estado muito pouco ou nada fez para isso e por eles. O ensino da matemática, e em particular, as práticas de avaliação de conhecimentos associadas à disciplina em muito serviram os propósitos daqueles que queriam que os “doutores” continuassem a ser os filhos de “doutores” e que os filhos dos "trabalhadores" de "trabalhadores" não passassem. Lamentável é verificarmos hoje, que toda uma nova geração de “doutores privados” não reconhece as reais razões do seu sucesso e continua a prestar homenagem a um sistema conservador e retrógrado que nunca desejou nem possibilitou a sua recem conquistada e plenamente merecida ascensão à elite social e cultural do país pós-revolucionário.
O poder político em Portugal até 1995, nunca considerou a escola como o mecanismo de inclusão por excelência que é, mas sim como o útil mecanismo de selecção e exclusão que foi. Após 95, perdeu-se no caminho da mudança do sistema educativo e anacronicamente deformou-se no essencial, devido à ausência de uma verdadeira cultura de avaliação.
Parabéns ao 1º governo que num Portugal democrático, percebeu que para avaliar bem os alunos é necessário avaliar igualmente bem e primariamente quem os ensina (ainda que o tenha feito com seculos e atraso relactivamente a outros paises europeus). Parabéns pela visão e coragem.
Este governo percebeu igualmente que formação de base serve exactamente para isso. Que o ensino superior quer alunos com saberes completos, e que o ensino técnico não é para os “burros” que não entram na faculdade. Parabéns pela argucia e razoabilidade.
Por fim parabéns ao júri que fez este exame de matemática. Que este seja o 1º de muitos.

Àmen.

sábado, 5 de julho de 2008

2 + 2 = ...

Capa do Público este Sábado...

Em 2004 a média dos exames nacionais de matemática foi 8.8, em 2006 8.1 e em 2008 14...

Não conheço em pormenor o tema, mas pelo que tem sido dado a conhecer por uma série intervenientes directos no processo (professores e alunos) a Educação em Portugal vive tempos miseráveis...

Como é possível então que as médias subam para valores assim? Mais ainda, subam de 10.6 em 2007 para 14 em 2008?

A média é uma indicador que pode ser enganador (a célebre história de que se eu comer um frango e o estimado leitor não comer nada, em média cada um de nós comeu meio frango...) pelo que gostava de saber mais alguns dados sobre este valor...

Convido-o a numa folha de excel simular a distribuição das notas, inserindo valores em dez células (apenas uma pode ser menor do que dez dado apenas 7% terem sido negativas) e a ver os valores que têm de lá estar para originar uma média de 14...

The way I see it...

Com a famigerada Nova Reforma de que felizmente fugi em 1993/1994 iniciou-se um processo de calamidade pública no nosso sistema de ensino, sucessivamente agravado desde então. Quando os resultados se tornaram demasiado maus ao invés de os assumir e refletir sobre as suas causas... baixa-se a avaliação o que for preciso para que os resultados finais se tornem agradáveis...

E por não?

Everybody is happy...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

- E sai um partido “quattro stagioni”!




O Movimento Esparança Portugal (MEP) entregou hoje no Tribunal Constitucional (TC) 9787 assinaturas recolhidas com vista à sua constituição como partido político.
As causas do partido liderado por Rui Marques (o rapaz do Lusitânia Expresso e da Fórum Estudante) são as seguintes:
A Justiça Social
A inclusão
A coesão
Este “projecto de esperança” situado ao “centro do espectro politico” tem na sua génese “uma nova geração” que lembra que “a democracia não tem numerus clausus”.
Nas palavras de Rui Marques, o MEP é “um partido para todas as estações” que gostaria de ter a novidade e a eficácia que representou o Bloco de Esquerda e o grande sucesso que foi o Banco Alimentar (BA)”.
Confuso? Só para quem não ouve as homilias do Padre Feitor Pinto!
O MEP, nome pouco inspirado, talvez saudosista da leitura das crónicas do MEC (Miguel Esteves Cardoso) no Independente, esteve ironicamente para se designar por “Bloco Alimentar”. A paródia não termina aqui, ao “passar os olhos” nos personagens que constituem a comissão instaladora do MEP salta um à evidencia: Ângelo Ferreira, que se identifica como ex-presidente da Associação Académica de Aveiro.
Caros amigos, há quase 20 anos, no tempo em que o Lusitânia Expresso dava meia volta à vista da baia de Dili, e que o Ângelo ainda era estudante universitário, chamaríamos a isto (MEP) “uma grande caldeirada”, nos dias globalizados de hoje e para que “as novas gerações” nos entendam é melhor falarmos de uma pizza familiar..
Este MEP, é um partido plano de ideias, escasso em individualidades, fez-se de assinaturas recolhidas à saída da missa, e é para ser consumido pelas tias do CUPAV (Centro Universitário Padre António Viera) e pelos e meninos dos sacos do BA, enquanto está quente.
Umas notícias de meia pagina no Publico, Umas aparições QB no telejornal das oito da noite e pronto, nem é preciso levar ao forno, na próxima legislatura, lá estará o Rui Marques: deputado independente da bancada do PS.*

Ámen,


* Calculo que o vejamos regularmente sentado à direita da deputada Maria do Rosário Carneiro.

Activos não reclamados: "ovo de Colombo"?

Escreve o João Meneses (gestor da ONG Tese) no Diário Económico de 3.ª feira, 24 de Junho, que os activos não reclamados em Portugal (propriedades sem herdeiro reconhecido, saldos de contas bancários, prémios de seguros de vida, acções, obrigações, certificados de aforro cujos titulares faleceram ou deixaram) deveriam ser canalizados para o financiamento de políticas sociais e para o apoio a instituições de solidariedade social.
Enfim, um conjunto de "riqueza mal parada" que não está a ter qualquer utilização e que não há ninguém a reclamá-la e que cumpriria um melhor destino se fosse investido na própria sociedade.
Concordo com esta visão mas é preciso fazer um trabalho prévio... e também é preciso não deixar de olhar para o trabalho que também já foi feito. Existem já algumas experiências em Portugal que visam recuperar e devolver aos seus titulares esses activos não reclamados. Vejamos três exemplos:
- Recuperação de cauções não reclamadas pelos consumidores no sector das “utilities” (água, electricidade, gás, telefone) (ver Decreto-Lei n.º 195/99, alterado pelo Decreto-Lei n.º 100/2007);
- Recuperação de prémios não reclamados de seguros de vida e de operações de capitalização (criação do dever de informação do segurador ao beneficiário dos contratos de seguros de vida, de acidentes pessoais e das operações de capitalização com beneficiário em caso de morte e criação de um registo central destes contratos de seguro e operações de capitalização – ver Decreto-Lei n.º 384/2007);
- Também no Portal do Cliente Bancário (gerido pelo Banco de Portugal) (http://clientebancario.bportugal.pt/default.htm) se prevê, relativamente a contas bancárias de titulares falecidos, um mecanismo de obtenção pelos herdeiros de informação sobre a existência de saldos bancários, permitindo a sua posterior recuperação.
Visto isto e reconhecendo os méritos da reutilização dos activos não reclamados para fins sociais, não posso deixar também de reconhecer que, em primeiro lugar, devemos aperfeiçoar o sistema (jurídico ou não) para que se evite a criação e permanência deste tipo de situações no futuro e, em segundo lugar, devemos trabalhar em modelos de recuperação acelerada, reforçada e simplificada desses activos pelos seus titulares. Porque também é preciso ter consciência que "o seu" tem o "o seu dono"...
Por fim, na ponderação da melhor forma de fazer retornar para a sociedade essa “riqueza mal parada”, não podemos deixar de ter em atenção determinadas razões de ordem prática, bem como razões formais relacionadas com a prescrição dos direitos dos titulares e herdeiros.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Para português ver…espanhóis nos “encantaria” ser.




O dia de hoje, como a maioria dos dias, dá-nos mais 2 fortes razões para reforçarmos convicções antigas, e desejarmos a consumação das núpcias repetidamente adiadas entre o nosso rectângulo e vizinha Espanha.
Vejamos, nuestros hermanos jogam hoje o acesso à final do europeu de futebol, a essa hora o nosso melhor compatriota a mexer com a “xixa”, vai ver o jogo no sofá enroscado na da Nereida hablando sobre como vai gastar os €19 milhões/época que vai ganhar para o Real Madrid.
O que podemos retirar daqui, argumentos prosaicos mas relevantes:
1 - As espanholas boas são melhores que as portuguesas boas (o Cristiano já experimentou quase todas, pelo que, tem base empírica para querer ficar com a Gallardo).
2 - Os empregadores espanhóis pagam muitissimo melhor que os portugueses. Mal comparado, o Real Madrid (maior clube de Espanha) paga alegremente €19 milhões/época ao melhor do mundo, o Benfica (maior clube de Portugal) não consegue segurar o “cebola” por €2 milhões/época.

E VIVA A ESPANHA!

Ámen.

Sem Palavras - I

Hoje dou inicio a uma nova secçao desiganda "Sem Palavras" que visa postar, textos alheios, imagens e outras formas de comunicaçao, que nao merecem qualquer comentario, pela sua natureza...


"A nova equipa da Autoridade da Concorrência (AdC), liderada por Manuel Sebastião, diz que não herdou processos de investigações ao sector dos combustíveis, procedimentos que Abel Mateus, antes de sair da presidência do regulador, garantiu que continuavam.O “Público” revela na edição de hoje que está instalada a dúvida sobre o destino das investigações iniciadas pelo anterior presidente da AdC, Abel Mateus, a eventuais práticas anticoncorrênciais das maiores petrolíferas. A actual administração diz não ter herdado nenhuma investigação. O anterior presidente mantém o que disse. A actual administração da AdC respondeu ao “Público” que, "do mandato do anterior Conselho, não transitou qualquer processo aberto por práticas restritivas no sector dos combustíveis líquidos, nomeadamente sobre as preocupações concorrenciais citadas". Confrontado com esta posição, Abel Mateus escusa-se a comentar. Diz apenas que se tratava de "estudos ou investigações no domínio das operações de concentração" e mantém que "o que disse [na entrevista] está dito"." sito in Publico.pt 26 de Junho 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Só mesmo nas Caraíbas

sábado, 21 de junho de 2008

Caricatura de algumas situações na nossa Sociedade - O que mudou em 30 Anos...


Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os
colegas.

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não
interrompe mais.

Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno
incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto
e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante
meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.


Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A
sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria
abraça-o para o consolar.

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a
correr.

Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em
terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por
trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia
de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de
um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e
do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de
propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A favor do Acordo Ortográfico


Recebi hoje do nosso amigo Lord Blackadder um repto para assinar uma petição com o Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico (ver aqui).

Acontece que eu... sou a favor do Acordo porque, contrariamente ao que se encontra escrito nesse Manifesto, eu não considero que um povo possa considerar-se proprietário de uma língua, ainda para mais quando se trata da 5.ª língua mais falada em todo o Mundo, falada por mais de 200 milhões de pessoas, apenas pouco mais de 5% delas portugueses.

Eu sou a favor do Acordo porque não sou a favor da tacanhez... não foi a tacanhez que nos levou a fazer a reforma ortográfica do início do século XX. Se fossem tomados em consideração os argumentos do Lord Blackadder ainda hoje se escreveria "pharmacia" ou "portugueza". Se querem saber, não é a ortografia que faz a riqueza de uma língua.

Mas atenção: o Acordo Ortográfico não vai acabar com a língua portuguesa falada e escrita em Portugal. Apenas vai criar o Português Internacional, aceite por todos os Estados da CPLP, permitindo fortalecer a nossa língua e cultura no espaço global. E o Acordo nem sequer mexe na fonética, ou seja, na forma como se pronunciam as palavras.

Aproveito para dizer que a nossa Assembleia da República já aprovou o Segundo Protocolo Modificativo, que estabelece um prazo de até seis anos para que o Acordo Ortográfico definitivamente implantado, faltando agora apenas a ratificação através de decreto do Presidente da República.

Desafio o nosso amigo Lord Blackadder a vir apresentar os seus argumentos no blog, num "post" e não num e-mail...

A subida do preço dos combustíveis - V


A subida do preço dos combustíveis - IV


A subida do preço dos combustíveis - III


A subida do preço dos combustíveis - II


A subida do preço dos combustíveis


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Então pensam em quê??

"As mulheres não pensam em política 24 horas por dia" confessou-nos Manuela Ferreira Leite numa entrevista à Rádio Renascença, revelada no Diário Económico de hoje, a propósito de se ter remetido ao absoluto silêncio em toda a crise dos transportadores terrestres.
Então os homens não pensam noutras coisas tão óbvias?

terça-feira, 17 de junho de 2008

É já amanhã!!


Cantora americana actua no Santiago Alquimista esta Quarta-feira. Português Tiago Sousa faz a primeira parte. A BLITZ falou com ambos.

A cantora americana Shannon Wright e o português Tiago Sousa actuam esta Quarta-feira, 18 de Junho, no Santiago Alquimista, em Lisboa.

Esta é a segunda vez que a colaboradora de Yann Tiersen e amiga dos Calexico toca em Portugal; a primeira foi há sete anos, na primeira parte do concerto daquela banda no Super Bock Super Rock, em Lisboa e Porto.

Em conversa com a BLITZ, Shannon Wright garante lembrar-se bem dessa passagem por Portugal (tragicamente coincidente com a queda da ponte de Entre-os-Rios). «Nem acredito que já passaram sete anos», comenta.

Quando lhe perguntamos se o seu espectáculo ao vivo – então muito visceral, apesar de a artista se encontrar sozinha em palco, geralmente ao piano – se alterou muito, responde: «É difícil dizer, porque continuo a ser eu, mas o mais certo é que em sete anos tenha mudado».

«Vou voltar a tocar sozinha. Nos últimos anos tenho andado em digressão com banda, talvez da próxima vez a possa levar comigo a Portugal», afiançou.

Conhecida pela entrega em palco , Shannon Wright conta, entre risos, que muitas vezes os espectadores ficam surpreendidos quando a abordam no final dos espectáculos e encontram, afinal, uma mulher simpática. «Isso continua a acontecer!», diz divertida.

O álbum que Shannon Wright vem promover, Let In The Light , vem sendo apresentado como o mais luminoso e feliz da sua carreira. A cantora, que chegou a militar na cena punk do seu estado natal da Flórida, acha que esse «é o tipo de coisa que as pessoas escrevem quando sai um disco. Agora já toco há mais tempo, por isso é normal que tenha melhorado, mas não acho que seja um disco mais bem feito que os outros».

Let In The Light é também o primeiro disco de Shannon Wright depois da colaboração com Yann Tiersen , fixada em disco em 2006. «Quando decidimos fazer o disco não pensámos na parte do negócio, só pensámos no lado musical, criativo. Gostamos muito da música um do outro e foi uma experiência natural... duas pessoas, dois corpos a fazer música».

O quinto disco de Shannon Wright encontra-a num momento de serenidade. «Sinto que tudo o que queria fazer, fiz», garante-nos. «O meu grande propósito é expressar-me, da forma o mais honesta possível, e criar música como uma forma de arte».

«Nos concertos as músicas ganham toda uma nova vida. Muitas vezes as pessoas julgam-te por aquele momento que foi a gravação do disco, mas isso não diz tudo sobre aquilo que tu és enquanto músico», explica, confirmando que o palco é o seu habitat natural: «Os concertos são uma experiência aparte. Para mim, é onde o círculo se completa».

Na primeira parte estará Tiago Sousa . Apreciador da música de Shannon Wright, o português tomou a iniciativa para abrir o concerto: «Quando soube que ela viria e qual a promotora, decidi propor-lhes fazer a primeira parte, pois seria uma imensa honra para mim».

Tiago Sousa, que edita pela independente Merzbau , está entusiasmado com a noite de Quarta-feira - «até porque acho que a minha música tem bastante a ver com a dela» - e promete aproveitar a ocasião para apresentar a sua mais recente edição, The Western Lands .

Neste álbum, Tiago Sousa opta sobretudo pela guitarra, mas até agora distinguira-se por privilegiar, à semelhança de Shannon Wright, o piano.

«Tenho contacto com o piano desde que nasci, praticamente. A minha avó dá aulas de piano e sempre fui muito incentivado para tocar. Na adolescência abandonei-o um pouco mas em 2006 voltei a recuperá-lo, gravando então Crepúsculo , o meu disco de estreia», recorda. «Não sou um músico muito técnico, gosto de manter uma abordagem mais intuitiva».

The Western Lands inspira-se no livro do mesmo título de William S. Burroughs , sobre «a caminhada de diferentes peregrinos em busca desse lugar, numa abordagem onírica, surreal e subversiva. Tentei acima de tudo passar algumas ideias e imagens que me ficaram das várias leituras que dediquei ao livro, mais do que tentar servir a sua estranha narrativa».

O concerto começa às 22h00 e os bilhetes custam 20 euros.

Entrevista publicada no BLITZ a 15 de Junho de 2005

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Excesso de mercado ou défice de regulação?

O Diário de Notícias traz hoje outra notícia surpreendente: em 2009, os consumidores de electricidade vão ver repercutido nas suas facturas as dívidas incobráveis da EDP, ou seja, os riscos de incumprimento contratual, próprios do exercício de uma activididade económica, em vez de ser assumidos pela EDP vão ser transferidos para os consumidores cumpridores.

A ERSE - entidade que deveria proceder à regulação do sector energético - vai aceitar uma velha tese da EDP de que as dívidas incobráveis (em 2007, cerca de € 13,5 milhões) devem ser vistas como um custo inerente do sistema. Custo do sistema?? Custo do sistema é haver uniformização das tarifas quando sabemos, por exemplo, os custos próprios de ter uma infra-estrutura que cubra todo o Pais.

É caso para perguntar por que razão os consumidores não podem igualmente ter acesso aos benefícios do sistema, partilhando com os accionistas da EDP os lucros que esta empresa obtém anualmente (só em 2007, foram € 907, 3 milhões!)?

E se esta (má) doutrina se alarga aos sectores de actividade? Qualquer dia, também passará a ficar expresso na nossa liquidação do IRS uma contribuição especial para cobrir aqueles que não pagam mas deviam pagar impostos. É que não se pode esquecer que as empresas já internalizam ou incorporam nos preços finais dos produtos que fornecem ou serviços que prestam uma parte para a má cobrança.

Acho, sinceramente, que a ERSE não está a proteger os consumidores e, sobretudo, que não está a desempenhar cabalmente as funções de definição das tarifas da electricidade - algo que deve fazer de forma independente do Governo e e das empresas reguladas.

Fico a aguardar pelo que vão dizer as associações de consumidores quando a proposta de regulamento tarifário da ERSE para 2009 for discutida publicamente. Espero que os consumidores saibam utilizar os meios de que dispõem para evitar a imposição deste falso "custo do sistema".

domingo, 15 de junho de 2008

O tempo


O tempo é o regulador da vida…

A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Por influência de ideias supostamente desenvolvidas pela irrequietude de Einstein (teoria da relatividade), tempo vem sendo considerado como uma quarta dimensão do contínuo espaço-tempo do Universo, que possui três dimensões espaciais e uma temporal.

Pode dizer-se que um acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. Uma forma de definir depois baseia-se na assumpção de causalidade. Crianças de colo não têm a noção de tempo e adultos com certas doenças neurológicas e ou psiquiátricas podem perdê-la.

Mas afinal qual é para nós a importância do tempo. É vulgar ouvirmos as pessoas utilizarem expressões como “o tempo é o grande mestre”, “deixa passar um tempo que isto melhora”, “é tudo uma questão do tempo”. Será ou não o tempo, e aquilo que nos apraz fazer com ele, uma das coisas que nos influenciam a nossa vida? E aquela coisa de estar no sítio certo na altura certa…? Ou agora não é o timing ideal para fazer determinada coisa. Na gestão, uma boa estratégia é definida por onde (localização geográfica, indústria e segmento), o como (táctica – recursos humanos, marketing, distribuição) e quando vou lançar o meu negócio. Mais uma vez a variável tempo a ser fundamental para a decisão. O próprio Juro (preço do dinheiro), do ponto de vista económico não é mais do que a taxa cobrada a partir de todo capital emprestado por um certo período de tempo.

Quantas vezes nos falta o tempo para fazermos aquilo que precisamos de fazer. Quantas vezes damos por nós a achar que alguma coisa que fizemos ou participámos, foi tempo perdido. Quantas vezes olhamos para trás a pensar que deveríamos ter dedicado mais tempo a determinada coisa.

Tenho a certeza de uma coisa, o tempo depois da própria vida deve ser a coisa mais importante que temos. Agora será que todos nós o aproveitamos da melhor forma? Ou por vezes tratamo-lo como se de uma torneira de água corrente se tratasse, ou seja como se fosse inesgotável. Mas podemo-nos animar com várias coisas, o tempo que passamos com os amigos e família que sabe tão bem passar. O tempo que sentimos que não foi perdido, pois afinal há tempo para tudo…

quinta-feira, 12 de junho de 2008

E se os camionistas voltarem para um buzinão na ponte?

Meus amigos,
Pensávamos nós estar livres de uma crise energética e de estar imersos numa situação de emergência civil, quando nos aparece um acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeia a dizer aquilo que há muito Portugal não vinha aceitando (não interessa agora para o caso as razões jurídica subjacentes):
"As taxas de IVA aplicadas nas portagens das pontes sobre o rio Tejo, em Lisboa, deverão aumentar de cinco para 20 por cento".
E o problema é que não estou a ver o Governo com margem orçamental para decidir que o aumento da taxa do IVA não seja reflectido sobre os utentes.
Se tal não acontecer e o aumento for integralmente reflectido sobre os utentes, o preço das portagens nas duas pontes sobre o rio Tejo em Lisboa irá ter um acréscimo significativo que poderá acarretar uma perturbação no acesso à cidade de Lisboa.
Acho que os Portugueses (principalmente os políticos) ainda não aprenderam que as regras de funcionamento do mercado têm de estar libertas de condicionamento porque há sempre um custo desproporcionado que pende para o lado mais fraco da balança.

Adenda: Para agravar esta situação, diz-se por aí que ainda não é líquido que a habitual borla do mês de Agosto na ponte 25 de Abril pode não estar garantida.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Assim resolveram "Nuestros Hermanos"

"El ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, advirtió hoy de que el Gobierno empleará "máxima firmeza" contra quienes "perjudiquen la vida de los ciudadanos" por el paro de transportes que sigue parte del sector. Rubalcaba cifró en más de 25.000 los agentes de las Fuerzas de Seguridad destinados a este cometido, que, añadió, efectuarán detenciones e impondrán sanciones y multas.
En este sentido, el ministro enmarcó las 34 detenciones que se acaban de producir en la A-1, a las que hay que sumar las 17 de ayer. Al tiempo, Rubalcaba lanzó dos mensajes más, uno destinado a los ciudadanos, garantizando que podrán circular libremnte, acceder a los servicios públicos esenciales y abastecerse de los productos básicos, así como de combustible.
Escolta policial para los distribuidores
A los distribuidores, les reiteró que contarán con escolta policial si tienen dificultades para trasladar sus productos.
Así, dijo que ya se viene realizando protección de transportes de alimentos, combustible, productos sanitarios y desde esta mañana se ha entrado en contacto con la patronal del automóvil para garantizar el traslado de coches nuevos. En concreto, aseguró que se han realizado hasta las ocho de la mañana de hoy 2.953 escoltas de camiones, principalmente de productos alimenticios y combustible."
Sito Publico.es, 11 junho 2008

Pela manha chegou a policia bem armada à fronteira com França, aos piquetes foi pedido que fossem levantados as barreiras, o responsavel destes pediu à policia tempo para discutir com os companheiros, a policia respondeu ja tiveste 3 dias para discutir com o Governo e depois deu uns escassos minutos para que os camioes começacem a andar e apresentou 3 soluçoes:
- Tiras o camiao e segues viagem,
- Dás-me chaves, que eu tiro o camiao e vais à tua vida
- Prendo-te, parto o vidro do camiao e tiro-o eu...

Acabou de forma pacífica e rápida...

O retrocesso do modelo social europeu

Que saudades da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia. A Presidência Eslovena propôs a adopção de uma directiva que permite que a jornada semanal dos trabalhadores possa ir até às 65 horas, quando o hoje o tecto máximo era de 48 horas (na maioria dos contratos, a regra são 40 horas semanais). Imaginem o que significa trabalhar 13 horas por dia numa semana de 5 dias de trabalho ou então quase 11 horas numa semana de 6 dias de trabalho?

A jornada semanal de 65 horas até agora só era uma possibilidade para os trabalhadores do Reino Unido, uma vez que este país tinha imposto, à semelhança de tantas outras matérias, uma cláusula de "opt-out", através da qual por acordo voluntário entre trabalhador e empregador o limite de 48 horas semanais poderia ser ultrapassado.

Acontece que a cláusula de "opt-out" passa a tornar-se a regra com a nova proposta de directiva.
Importa ainda referir que esta proposta de directiva, que vai ser levada agora ao Parlamento Europeu, foi aprovada sem a unanimidade de todos os Estados Membros. Felizmente o nosso Ministro do Trabalho votou contra e as notícias dão ainda conta de que apenas Espanha, Bélgica, Chipre, Grécia e Hungria terão apresentado uma declaração de voto contra a proposta de directiva.

Dito isto, parece-me que a Europa está a deixar para trás o seu modelo social e a comprometer seriamente as aspirações dos seus trabalhadores. Estou convencido ainda que esta possibilidade de cargas horárias de trabalho alargadas só levará a que haja mais desemprego porque não tenho dúvidas de que os empregadores preferirão pagar mais a um trabalhador do que pagar a dois trabalhadores. Estava, por outro lado, convencido de que o caminho seria reduzir os tempos de trabalho para poder reduzir salários e permitir reduzir o desemprego mas, pelos vistos, o caminho é outro.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Contrastes

Gostaria de ver os negativos desta foto...




domingo, 8 de junho de 2008

Olhe que não sei se dá, dr. Jardim!

Madeira poderá ter lei do tabaco mais tolerante diz o SOL de ontem. Acontece que nem sempre o que Alberto João Jardim quer, pode ser-lhe dado. Está toda a gente a esquecer-se de que a Assembleia da República ainda é soberana em matéria de regulação de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e que, por isso, uma lei como foi a Lei do Tabaco (cujas restrições na vida dos cidadãos e nos seus hábitos no consumo de tabaco tiveram de ser validadas pela Assembleia da República) não pode ser alterada ou atenuada assim, sem mais nem menos, pela Região Autónoma da Madeira.
Podemos não concordar com a Lei do Tabaco, mas se a Assembleia Legislativa Regional da Madeira aprovar essa lei, tal como noticia o SOL, a mesma será inconstitucional.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Um “Better World” para Miguel Lara e Catarina Cristino.


A 29 de Maio de 2004, como noticiado no jornal Público de hoje, Miguel Lara sofreu um acidente grave enquanto utilizava o slide do Rock in Rio (R€R*) no Parque da Bela Vista**. Como admitido pela própria organização do evento, o acidente (embate violento contra um dos postes de sustentação do slide) deveu-se a avaria no sistema de travagem do mecanismo. Miguel Lara, que havia pago o seu bilhete para assistir a Paul MacCartney, não conseguiu assistir ao pisar de palco do ex-Beatle. A essa hora já havia sido evacuado de emergência para o Hospital de São José. Quatro anos, muitos tratamentos e duas cirurgias depois, anda e fala normalmente. Perdeu a capacidade para qualquer pratica desportiva e as dores acompanham-no diariamente. Mesmo intimada judicialmente para tal, a organização do evento Better World (BW)*** não assume quaisquer responsabilidades sobre o sucedido, nem a companhia seguradora Axa****, nem a empresa Oxigen***** que operava o equipamento de slide e que entretanto desapareceu...
Catarina Cristino não teve tanta sorte.
Voluntária em 2006 para o R€R “da paz e da solidariedade”. Numa zona anteriormente interditada pela própria Câmara Municipal de Lisboa, a organização do R€R instalou parte da produção do evento. Como muitas(os) outros voluntários que solidariamente ajudavam à realização do evento, Catarina passava naquele local desconhecendo o perigo que corria. A queda de um pilar entregou-a à luta pela própria vida. Vários meses de convalescença e internamento no Centro de Reabilitação de Alcoitão. Catarina, hoje com 29 anos, sabe agora o quanto a BW é de facto solidária com aqueles que compram o seu produto e até com aqueles que a ajudam a vende-lo. Com uma incapacidade permanente, Catarina ainda corre o risco de ficar paraplégica e teria morrido caso não fosse operada no próprio dia do acidente. Hoje em dia já recebeu €70.000 de comparticipação nos gastos com a sua recuperação física desde o dia do acidente mas o montante da indemnização a que tem direito ainda está por apurar.
Após muita pressão mediática e pressão judicial, a BW e a seguradora Allianz nas vésperas da edição do festival deste ano, acordaram sentarem-se à mesa das negociações com o advogado da sinistrada, no entanto, este admite ainda vir a recorrer aos tribunais, pois não é de boa vontade que as entidades promotoras do evento assumem responsabilidade pelo sucedido. Não sendo de excluir, que após o dia de hoje com o encerramento do festival, as empresas acima mencionadas retomem a sua posição inicial de em nada contribuírem para minorar o sofrimento da voluntariosa e ex-apta Catarina.
Atenção amigos, o R€R é um evento cultural de fabulosa dimensão e incontornável encanto popular. O parque da Bela Vista parece ter sido construído de raiz para o efeito e a família Medida nasceu para produzir festivais com níveis de espectáculo e de rentabilidade absolutamente fantásticos. Dai que, e ao contrario de alguns, muito me regozijo com o anuncio de mais um R€R em Lisboa para 2010 (até porque isso representa uns trocos para amigos que muito prezo).
Por isso e entre outras sugestões, deixaria uma para reflexão espiritual do Roberto, da Roberta e restante Clã Medina. Que tal engraxarem os vossos patrocinadores com um festival cujo lema será:

“Por um mundo melhor para os inválidos do R€R!”

Ámen,

* Não é um erro de digitação.
** Imagino a Bela Vista com que o Miguel e a Catarina devem ter ficado do poste e do pilar respectivamente.
*** BW, não confundir com BMW (isso é para tuga saloio dirigir), a família Medina prefere os Porsches e os Maseratis.
**** Axa, não confundir com Axe, esta empresa cheira mesmo, mesmo, muito mal.
***** Oxigen, empresa entretanto sedeada em parte incerta, o que obrigou a comarca de Lisboa a notificar os seus responsáveis através do jornal. Será que colocaram anúncios na “Folha de São Paulo” ou no “Globo” do Rio de Janeiro?

Pensamento do dia

Só os burros é que não mudam - diz o burro quando muda...

Bom dia a todos!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Estes italianos não são nada burros...

Aconselho uma visita tranquila a esta ligação...
Estes italianos não são nada parvos, nada mesmo... e até o nosso Pélé já está bem orientado.

Já nao faz falta ter um Porche

Faltam menos de 10 dias para que Flavio Briatore suba ao altar com a belíssima Elisabetta Gregoraci. O modelo italiano, de 28 anos, tem-se dedicado aos preparativos do casamento com o patrão da Renault, que decorrerá no próximo dia 13, send o que a festa prolonga-se durante esse fim-de-semana. O vestido está há muito comprado – “branco, tradicional, simples e elegante”, afirmou a noiva –, e Elisabetta já pensa em ter filhos. “Adoro crianças, são o melhor do Mundo, e o Flavio será um óptimo pai. Ele já afirmou que se sente pronto para ter um filho. E eu quero mais do que um!”, comentou à imprensa italiana.
Sito in Record.pt 4 de Junho 2008

Será WINEhouse ou COCAhouse

Amy Winehouse ofreció un penoso espectáculo el pasado fin de semana en el festival Rock in Rio de Lisboa. Cuarenta minutos después de lo anunciado, la cantante se subió al escenario afónica y en aparente estado de embriaguez. Estaba previsto que tocara noventa minutos, pero finalmente duró poco más de cincuenta. El próximo 4 de julio actuará en el Rock in Rio Madrid. El festival ha pagado por ella, según se publicó en un periódico nacional, más de 550.000 euros. Visto lo visto, ¿lo vale? Las entradas cuestan 69 euros. ¿Lo vale? He aquí algunos ejemplos de mala praxis rockera donde sí, los que pagan los platos rotos somos tú y yo.

sito in Publico.es 4 de Junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

Liberdade - de commodity a bem escasso...

Em resposta aos posts de Tio Franco e Sir Humphrey, muito pertinentes, e como sempre bem escritos, apraz-me dizer o seguinte:

•Sem saber como um responde indirectamente ao outro

Passo a explicar. A pergunta de Sir Humphey tinha a ver com qual dos Manueis (elas) é que tiraria a maioria (absoluta ou relativa) ao Primeiro-ministro Sócrates. A resposta é simples o próprio José Sócrates, e todos os “Manueis” e “Manuelas” com direito de voto. Pois essa coisa muito portuguesa, de que a culpa é sempre dos outros, desresponsabilizando-nos a nós próprios é sintoma de uma país sem autocrítica, e consequentemente sem capacidade de regeneração.
Mas voltemos ao pilar das coisas, pelos menos sociais e económicas – Liberdade. Valor sem o qual não podemos decidir coisas fundamentais da nossa vida. Por bem ou mal que sejam decididas. A autonomia exige responsabilização. A Liberdade exige educação e formação para a podermos exercer conscientes dos nossos direitos e obrigações. O caminho escolhido pelos políticos e civilizações dominantes foi o da liberdade política e económica. O Capitalismo com 1) livre concorrência 2) globalização dos mercados 3) liberalização do comércio e blocos económicos 4) desregulamentação foi o sistema escolhido como pilar da democracia. Não que concorde em pleno com esta evidência, e havendo excepções à regra. Contudo, para as pessoas, empresas, e países terem a chamada liberdade económica, necessitam de não estar endividados ou comprometidos financeiramente até ao pescoço. Ou nalguns casos, infelizmente crescentes, acima disso.
Resumindo, 1) endividamento excessivo é limitador da liberdade 2) o que condiciona e muito a nossa escolha e 3) compromete por vezes uma atitude positiva e proactiva sobre a vida. Indicador comummente chamado de “Indicador de Confiança”.
Significa isto que as coisas estão todas directa ou indirectamente interligadas. O Mundo foi, ou está “aldeizado”. A sobrevivência da democracia requererá uma mudança do sistema político mundial, que adapte as políticas às novas realidades económicas. De outra forma o capitalismo poderá vir a ser o filicide da democracia.

Em relação ao nosso quintal, ainda no outro dia ouvia os meus pais (sociais democratas de “gema”, perdão PSD) – agora com a Manuela é que vai ser… O que me deixa algo preocupado. Não pela Manuela, mas por eles. Em vez de procurarem arranjar alternativas para melhorarem o seu estilo de vida, estão à espera que seja a Manuela ou um outro qualquer que o faça por eles próprios. Por ventura já se esqueceram dos ensinamentos que transmitiam aos filhos – se estás à espera que algo te aconteça, tens de ser tu a fazê-lo. Obviamente que os políticos e as suas políticas podem e devem ser facilitadores de determinadas dinâmicas, de incentivar determinados comportamentos. Mas só isso não chega. É preciso bem mais… Também, e ainda a propósito, se diz – não é preciso ser muito bom, basta ser melhor que os demais. Infelizmente para o país é a posição por ora confortável em que o Eng. Sócrates se encontra… Não me parece é que seja de todo sustentável. Lá diz o povo – “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”

Geraçao presa na propria casa

Ouvia um destes dias num Taxi a caminho do Aeroporto del Prat, um fórum de debate da CatFm, em que um ouvinte proferiu o seguinte comentário: “He comprado mi piso por 10 millones y ya vale 15 millones, esto se a tornado el lema de España entre 2000 y 2007”.
Junto a este comentário, o de um ex-colega meu de trabalho de Portugal, com quem jantei à cerca de dois meses “Estou a pensar em trocar de casa, que agora estao baratas”, será que ele nao se lembra que a palavra trocar supoe vender uma casa e comprar outra. Se as casas que estao no mercado estao baratas a sua apartir do momento em que entre no mercado também ficará barata, nao?????????? (parece complicado, mas é simples)
Isto para voltar ao tema que tanto me agrada, postado pelo Sir Humphrey, a necessidade peninsular do possuir uma casa, ou direi melhor uma hipoteca.
Vejamos o que nos esquecemos quando decidimos compra uma casa:
- quando se trata de primeira casa, nunca podemos falar de investimento, de que aumentamos a nossa riqueza, isto porque a casa propria se troca por outra casa propria, e caso nao queiramos baixar o nivel de conforto em que vivemos, a troca da casa supoe sempre desembolsar o mesmo dinheiro por outra igual. Ou seja, se comprei um T1 em 2000 por 100 mil euros e ele agora vale 200 mil, se o vender fico com 200 mil, ganhei 100 é verdade, mas se quiser comprar outro T1 terei de desembolsar os 200 mil, ou seja nao ganhei nada, tenho uma casa... claro que o facto de em 100 anos ter pago outros 100 mil em juros ao banco nao esta aqui considerado, que isto nao é dinheiro que perdemos, (utilizo o plural porque me refiro aos portugueses como um todo, porque os juros que cada ex-colega paga, o Sr. Jardim, o Sr. Botin, o Sr. Roque recuperar, ou seja, como dizia a minha professora de Biologia, na natureza, nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma). Sei que o Sr. Botin nao é portugues, mas agora com os euros o dinheiro nao tem bandeira.
- fazer um hipoteca, é mais barato que alugar uma casa, neste ponto existem varias coisas a considerar, a hipoteca é a 30 anos (como pouco) e euribor a 2% só dura um par deles, que a casa alugada é do mesmo tamanho da pela qual fizemos hipoteca, e claro que os impostos IMI, IMT e as despesas de Condominio sao pagas pelos papás.
- esquecer que quando nascemos, Portugal tinha pouco menos 10 milhoes de habitantes e agora tem pouco mais de 10 milhoes, e que passamos em 10 anos de um defice de 600 mil casa a um superhabite de 600 mil, que existem 3 casa para cada família portuguesa e que se olharmos à volta os nossos amigos nao estao a procriar. De certo todos se lembrar de nao haver predios por todo lado. Quem vai comprar a minha casa daqui a 20 anos, se os meus amigos nao tem filhos, e nem os amigos dos meus amigos. Se a taxa de fertilidade em portugal é 1,48 por mulher, como Portugal ainda tem homens (46% da pop), a porxima geraçao terá menos cerca de 1/3 de pessoas, pelo que teremos um excesso muito maior de casas.
- “vou à terra”, expressao muito ouvida em Lisboa por altura do Natal, prova que os nossos pais primeiro decidiram procurar um trabalho e depois ja instalados hipotecaram-se... nos fazemos o contrario, instalamos-nos e depois procuramos trabalho, será que isto nao reduz em muito o mercado de trabalho ao nosso alcance? Será isto um problema? Proposta de trabalho no Porto, seguir pagando a hipoteca, alugar uma casa no Porto e pagar as viagens (de carro claro, se possivel uma 320d, cor prata, sem GPS, nem pele que os extras da BMW sao caros), para vir a casa (que como estamos hipotecados a casa é em Lisboa), em Portugal os salarios sao otimos podemos premitirnos.
- esquecer que as casa sao compradas por seres humanos como nos, se cada ano me aumentam o salario em 4%, e as casas aumentam em 20%, algum dia o comum cidadao deixará de poder comprar casa e nos de nos vermos livre da nossa hipoteca.
Amigo, isso nao é bem assim, que a minha está bem localizada e fiz um optimo negocio, vendo-a facilmente, os outros 9,999 milhoes sao tontos...
Por falar nisso, tu é que tens sorte que as 320d em Espanha sao mais baratas... por isso ando de scooter (respondo), que o gasoleo por cá está mais caro que a gasolina... olha lá, mas que spread tens tu?
Passem mas é pelo Media Market que tem uns LCDs porreiros, pra ver o euro, que como chegaremos à final eles devolverao 50% do valor. Tem cuidado que com a crise do petroleo a cevada aumentou e a já fica caro encher o frigorifico de Sagres...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Manela ou o Manel?

Qual é o político português que nos próximos 12 meses é capaz de tirar a maioria absoluta ao Primeiro-Ministro José Sócrates:

a) Manuela Ferreira Leite?
b) Manuel Alegre?

É maior a expectativa no Partido Socialista relativamente ao impacto do comício que amanhã, 3.ª feira, junta o Movimento de Intervenção e Cidadania de Manuel Alegre, o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã e os ex-comunistas renovadores no Teatro da Trindade, em Lisboa, do que o "toca a reunir" lançado por Manuela Ferreira Leite para o período eleitoral intenso de 2009.

A mensagem da declaração de guerra é clara: "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."

Foi eleita a militante n.º 7848

As armas e os barões assinalados e lá para os lados da Lapa, lá ganhou Manuela Ferreira Leite. No entanto, os mais de 17.000 votos obtidos apenas lhe garantem pouco mais de 1/3 das intenções, o que significa que o trabalho de unificação do partido vai custar-lhe bem caro (imagino que terá que fazer muitas cedências, em especial porque 2009 é ano de tripla eleitoral: europeias, legislativas, autárquicas).
O que teria acontecido se Passos Coelho ou Santana Lopes tivessem abdicado de uma das candidaturas?
Diz-que Manuela Ferreira Leite ganhou porque teve uma "agenda social", tema que os "spinners" da sua candidatura lhe impuseram para tentar mostrar os dentes a Sócrates e para fazer esquecer a imagem férrea dos tempos do cavaquismo e do barrosismo. Diz-se também que ganhou não por causa de ser a única capaz de recuperar a credibilidade perdida mas por causa da chantagem que impôs ao partido caso não fosse a preferida dos militantes do PSD.
Vamos ver como Manuela Ferreira Leite se vai comportar na arena. O melhor é ir rever os anos da sua governação (Secretária de Estado do Orçamento, Ministra da Educação, Ministra das Finanças). Sim, não julgue a Senhora que os restantes partidos e, sobretudo, os Portugueses não se vão lembrar do que ela fez... e do que não foi capaz de fazer. E há também quem diga que os anos que passou pela administração do ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração) não passarão despercebidos.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O P(aís)S(em)D(ireita) vai a votos


Ganha a “Velha” ou o “Puto Coelho”?
E o “Menino Guerreiro” consegue mais votos que o “Patinho Anão”?
Aceitam-se apostas!
Os fundos recolhidos por este e outros meios proibidos pela lei do jogo em Portugal (mas permitidos à Betwin a partir da Áustria), serão integralmente aplicados na chacota aos Cavaquismos, Santanismos, Barrosismos e a outros (Sá) carneirismos azedos como o leite colheita de 1940.

Ámen,

Como uma pestana na garganta.


Não fazemos melhor porque não sabemos, porque não podemos, ou porque não queremos?
A resposta patrioticamente correcta será: por todas as razões acima enunciadas, dissociadas e em conjunto.
Ser português é isto mesmo, somos todos tenores em aquecimento de voz numa antecâmara de um Scala qualquer, mas sem o chá de pétalas de rosa à nossa espera no camarim, e sem este não nos livramos “daquela” mesquinha rouquidão, que nos impede de chegarmos “aquela” oitava.
Como em Portugal, “quem não tem cão caça com rato”, damos um trago no Licor Beirão ignorando que o consumo de bebidas alcoólicas diminui a elasticidade das cordas vocais na medida em aumenta o risco de enquistamentos crónicos das mesmas.
Alguém mais evoluído, mais “europeu”, avisa-nos:
- Cuidado, não vão por ai que ainda dão cabo de vez da vossa voz que é tão bela mas que tem sido tão mal tratada, guardem-na para quando realmente precisarem dela.
Para nosso conforto e moral, oferecem-nos bilhetes para assistirmos ao espectáculo na 1ª fila (afinal demos ovos imundos ao mundo!!!). Agradecidos, sentamo-nos.
Reparem só nesta maravilha, não pomos em risco a nossa saúde, não damos o corpo ao manifesto e ainda ganhamos um bilhete que será a "inveja" de muita gente… durante 2 horas!
O espectáculo começa. Sala cheia.
O primeiro tenor terá uma noite de glória e ovação. Basta não falhar nas notas.
Surpresa! Quem sobe ao palco, e na nossa récita é esse alguém “mais europeu”. Falta-lhe a nossa alma, o nosso encanto, mas no nosso lugar cumpriu. O nosso amigo “europeu” não fraquejou.
As palmas são a torrente em que se banha.
A gloria para quem a procurou!
A temporada será um êxito e até prevê-se uma digressão pela Turquia!
Ok, "o que lá vai lá vai", "até que nem foi mau de todo".
Tivemos um bilhete subsidiado a fundo perdido, mas também não recebemos o contratado pelo que seria o nosso trabalho.
O espectáculo foi bom, mas batemos as palmas que eram para nós.
Não arriscámos a nossa voz, mas também ninguém a ouviu.
Mas pronto, era mesmo impossível subirmos ao palco naquele dia, afinal de contas, estávamos roucos.
Espera, afinamos um pouco a garganta, uma sensação estranha aflora por trás da língua, puxamos pelo muco que nos humedece as apropriadamente denominadas mucosas, é um ligeiro incomodo, como uma pestana na garganta, et voilá: era mesmo uma pestana!

A nossa rouquidão não existia. Nós não quisemos arriscar! A resposta é a terceira opção!

É mais fácil justificarmos o insucesso do que arriscarmos o sucesso!

Ámen!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Melhor do que o Rock in Rio Lisboa 2008

Perdoa-me, Count, mas o Festival Alive'2008 reúne as melhores escolhas dos festivais deste ano:

Rage Against The Machine, Bob Dylan, Neil Young, The Hives, Within Temptation, Ben Harper, Spiritualized, John Buttler Trio, Donavon Frankenreiter, Gogol Bordello, Nouvelle Vague, The Gossip, Cansei de Ser Sexy, Uffie And Feadz, Roisín Murphy, The National, DJ Medhi, Xavier Rudd, MGMT, Sebastian, MSTRKRFT, Vampire Weekend, Vicarious Bliss, Brodinsky, Sons of Albion, Mr Flash, Peaches (DJ Set), Krazy Baldhead, Galatic, Busy P, Tiga, Boys Noize, Hercules And Love Affair

O difícil é conseguir lá ir 10, 11 e 12 de Julho...

Comprar casa: mais do que tudo, uma opção da nossa vida pessoal

Em conversa com o nosso Tio Franco, de visita ao nosso País (pelas melhores razões), falámos dos prós e contras de comprar ou arrendar uma casa... e houve uma verdade que saiu dessa conversa: o grande erro dos Portugueses é pensar que uma casa, antes de ser o local onde habitamos, é um investimento financeiro para o qual havemos sempre de ser remunerados.
E depois não querem encontrar uma explicação para a bolha especulativa no sector imobiliário.
A compra de uma casa é uma decisão importante não exclusivamente pelo que representa em termos de recursos nas nossas finanças mas pelo que representa no quadro da vida de cada um.
Acho que esta perspectiva que temos da compra de uma casa torna mais difícil o livre funcionamennto do mercado da habitação.
Apenas quando houver um mercado de verdadeira procura de habitação é que poderemos esperar uma descida mais acentuada dos preços médios praticados em Portugal, com o equilíbrio entre uma elevada oferta e uma procura moderada. É preciso é que estejamos perante verdadeira procura de casa para habitação. Poderá contribuir também para a consolidação do mercado da habitação as maiores restrições que hoje existem para o crédito bancário.