quarta-feira, 11 de junho de 2008

Assim resolveram "Nuestros Hermanos"

"El ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, advirtió hoy de que el Gobierno empleará "máxima firmeza" contra quienes "perjudiquen la vida de los ciudadanos" por el paro de transportes que sigue parte del sector. Rubalcaba cifró en más de 25.000 los agentes de las Fuerzas de Seguridad destinados a este cometido, que, añadió, efectuarán detenciones e impondrán sanciones y multas.
En este sentido, el ministro enmarcó las 34 detenciones que se acaban de producir en la A-1, a las que hay que sumar las 17 de ayer. Al tiempo, Rubalcaba lanzó dos mensajes más, uno destinado a los ciudadanos, garantizando que podrán circular libremnte, acceder a los servicios públicos esenciales y abastecerse de los productos básicos, así como de combustible.
Escolta policial para los distribuidores
A los distribuidores, les reiteró que contarán con escolta policial si tienen dificultades para trasladar sus productos.
Así, dijo que ya se viene realizando protección de transportes de alimentos, combustible, productos sanitarios y desde esta mañana se ha entrado en contacto con la patronal del automóvil para garantizar el traslado de coches nuevos. En concreto, aseguró que se han realizado hasta las ocho de la mañana de hoy 2.953 escoltas de camiones, principalmente de productos alimenticios y combustible."
Sito Publico.es, 11 junho 2008

Pela manha chegou a policia bem armada à fronteira com França, aos piquetes foi pedido que fossem levantados as barreiras, o responsavel destes pediu à policia tempo para discutir com os companheiros, a policia respondeu ja tiveste 3 dias para discutir com o Governo e depois deu uns escassos minutos para que os camioes começacem a andar e apresentou 3 soluçoes:
- Tiras o camiao e segues viagem,
- Dás-me chaves, que eu tiro o camiao e vais à tua vida
- Prendo-te, parto o vidro do camiao e tiro-o eu...

Acabou de forma pacífica e rápida...

O retrocesso do modelo social europeu

Que saudades da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia. A Presidência Eslovena propôs a adopção de uma directiva que permite que a jornada semanal dos trabalhadores possa ir até às 65 horas, quando o hoje o tecto máximo era de 48 horas (na maioria dos contratos, a regra são 40 horas semanais). Imaginem o que significa trabalhar 13 horas por dia numa semana de 5 dias de trabalho ou então quase 11 horas numa semana de 6 dias de trabalho?

A jornada semanal de 65 horas até agora só era uma possibilidade para os trabalhadores do Reino Unido, uma vez que este país tinha imposto, à semelhança de tantas outras matérias, uma cláusula de "opt-out", através da qual por acordo voluntário entre trabalhador e empregador o limite de 48 horas semanais poderia ser ultrapassado.

Acontece que a cláusula de "opt-out" passa a tornar-se a regra com a nova proposta de directiva.
Importa ainda referir que esta proposta de directiva, que vai ser levada agora ao Parlamento Europeu, foi aprovada sem a unanimidade de todos os Estados Membros. Felizmente o nosso Ministro do Trabalho votou contra e as notícias dão ainda conta de que apenas Espanha, Bélgica, Chipre, Grécia e Hungria terão apresentado uma declaração de voto contra a proposta de directiva.

Dito isto, parece-me que a Europa está a deixar para trás o seu modelo social e a comprometer seriamente as aspirações dos seus trabalhadores. Estou convencido ainda que esta possibilidade de cargas horárias de trabalho alargadas só levará a que haja mais desemprego porque não tenho dúvidas de que os empregadores preferirão pagar mais a um trabalhador do que pagar a dois trabalhadores. Estava, por outro lado, convencido de que o caminho seria reduzir os tempos de trabalho para poder reduzir salários e permitir reduzir o desemprego mas, pelos vistos, o caminho é outro.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Contrastes

Gostaria de ver os negativos desta foto...




domingo, 8 de junho de 2008

Olhe que não sei se dá, dr. Jardim!

Madeira poderá ter lei do tabaco mais tolerante diz o SOL de ontem. Acontece que nem sempre o que Alberto João Jardim quer, pode ser-lhe dado. Está toda a gente a esquecer-se de que a Assembleia da República ainda é soberana em matéria de regulação de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e que, por isso, uma lei como foi a Lei do Tabaco (cujas restrições na vida dos cidadãos e nos seus hábitos no consumo de tabaco tiveram de ser validadas pela Assembleia da República) não pode ser alterada ou atenuada assim, sem mais nem menos, pela Região Autónoma da Madeira.
Podemos não concordar com a Lei do Tabaco, mas se a Assembleia Legislativa Regional da Madeira aprovar essa lei, tal como noticia o SOL, a mesma será inconstitucional.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Um “Better World” para Miguel Lara e Catarina Cristino.


A 29 de Maio de 2004, como noticiado no jornal Público de hoje, Miguel Lara sofreu um acidente grave enquanto utilizava o slide do Rock in Rio (R€R*) no Parque da Bela Vista**. Como admitido pela própria organização do evento, o acidente (embate violento contra um dos postes de sustentação do slide) deveu-se a avaria no sistema de travagem do mecanismo. Miguel Lara, que havia pago o seu bilhete para assistir a Paul MacCartney, não conseguiu assistir ao pisar de palco do ex-Beatle. A essa hora já havia sido evacuado de emergência para o Hospital de São José. Quatro anos, muitos tratamentos e duas cirurgias depois, anda e fala normalmente. Perdeu a capacidade para qualquer pratica desportiva e as dores acompanham-no diariamente. Mesmo intimada judicialmente para tal, a organização do evento Better World (BW)*** não assume quaisquer responsabilidades sobre o sucedido, nem a companhia seguradora Axa****, nem a empresa Oxigen***** que operava o equipamento de slide e que entretanto desapareceu...
Catarina Cristino não teve tanta sorte.
Voluntária em 2006 para o R€R “da paz e da solidariedade”. Numa zona anteriormente interditada pela própria Câmara Municipal de Lisboa, a organização do R€R instalou parte da produção do evento. Como muitas(os) outros voluntários que solidariamente ajudavam à realização do evento, Catarina passava naquele local desconhecendo o perigo que corria. A queda de um pilar entregou-a à luta pela própria vida. Vários meses de convalescença e internamento no Centro de Reabilitação de Alcoitão. Catarina, hoje com 29 anos, sabe agora o quanto a BW é de facto solidária com aqueles que compram o seu produto e até com aqueles que a ajudam a vende-lo. Com uma incapacidade permanente, Catarina ainda corre o risco de ficar paraplégica e teria morrido caso não fosse operada no próprio dia do acidente. Hoje em dia já recebeu €70.000 de comparticipação nos gastos com a sua recuperação física desde o dia do acidente mas o montante da indemnização a que tem direito ainda está por apurar.
Após muita pressão mediática e pressão judicial, a BW e a seguradora Allianz nas vésperas da edição do festival deste ano, acordaram sentarem-se à mesa das negociações com o advogado da sinistrada, no entanto, este admite ainda vir a recorrer aos tribunais, pois não é de boa vontade que as entidades promotoras do evento assumem responsabilidade pelo sucedido. Não sendo de excluir, que após o dia de hoje com o encerramento do festival, as empresas acima mencionadas retomem a sua posição inicial de em nada contribuírem para minorar o sofrimento da voluntariosa e ex-apta Catarina.
Atenção amigos, o R€R é um evento cultural de fabulosa dimensão e incontornável encanto popular. O parque da Bela Vista parece ter sido construído de raiz para o efeito e a família Medida nasceu para produzir festivais com níveis de espectáculo e de rentabilidade absolutamente fantásticos. Dai que, e ao contrario de alguns, muito me regozijo com o anuncio de mais um R€R em Lisboa para 2010 (até porque isso representa uns trocos para amigos que muito prezo).
Por isso e entre outras sugestões, deixaria uma para reflexão espiritual do Roberto, da Roberta e restante Clã Medina. Que tal engraxarem os vossos patrocinadores com um festival cujo lema será:

“Por um mundo melhor para os inválidos do R€R!”

Ámen,

* Não é um erro de digitação.
** Imagino a Bela Vista com que o Miguel e a Catarina devem ter ficado do poste e do pilar respectivamente.
*** BW, não confundir com BMW (isso é para tuga saloio dirigir), a família Medina prefere os Porsches e os Maseratis.
**** Axa, não confundir com Axe, esta empresa cheira mesmo, mesmo, muito mal.
***** Oxigen, empresa entretanto sedeada em parte incerta, o que obrigou a comarca de Lisboa a notificar os seus responsáveis através do jornal. Será que colocaram anúncios na “Folha de São Paulo” ou no “Globo” do Rio de Janeiro?

Pensamento do dia

Só os burros é que não mudam - diz o burro quando muda...

Bom dia a todos!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Estes italianos não são nada burros...

Aconselho uma visita tranquila a esta ligação...
Estes italianos não são nada parvos, nada mesmo... e até o nosso Pélé já está bem orientado.

Já nao faz falta ter um Porche

Faltam menos de 10 dias para que Flavio Briatore suba ao altar com a belíssima Elisabetta Gregoraci. O modelo italiano, de 28 anos, tem-se dedicado aos preparativos do casamento com o patrão da Renault, que decorrerá no próximo dia 13, send o que a festa prolonga-se durante esse fim-de-semana. O vestido está há muito comprado – “branco, tradicional, simples e elegante”, afirmou a noiva –, e Elisabetta já pensa em ter filhos. “Adoro crianças, são o melhor do Mundo, e o Flavio será um óptimo pai. Ele já afirmou que se sente pronto para ter um filho. E eu quero mais do que um!”, comentou à imprensa italiana.
Sito in Record.pt 4 de Junho 2008

Será WINEhouse ou COCAhouse

Amy Winehouse ofreció un penoso espectáculo el pasado fin de semana en el festival Rock in Rio de Lisboa. Cuarenta minutos después de lo anunciado, la cantante se subió al escenario afónica y en aparente estado de embriaguez. Estaba previsto que tocara noventa minutos, pero finalmente duró poco más de cincuenta. El próximo 4 de julio actuará en el Rock in Rio Madrid. El festival ha pagado por ella, según se publicó en un periódico nacional, más de 550.000 euros. Visto lo visto, ¿lo vale? Las entradas cuestan 69 euros. ¿Lo vale? He aquí algunos ejemplos de mala praxis rockera donde sí, los que pagan los platos rotos somos tú y yo.

sito in Publico.es 4 de Junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

Liberdade - de commodity a bem escasso...

Em resposta aos posts de Tio Franco e Sir Humphrey, muito pertinentes, e como sempre bem escritos, apraz-me dizer o seguinte:

•Sem saber como um responde indirectamente ao outro

Passo a explicar. A pergunta de Sir Humphey tinha a ver com qual dos Manueis (elas) é que tiraria a maioria (absoluta ou relativa) ao Primeiro-ministro Sócrates. A resposta é simples o próprio José Sócrates, e todos os “Manueis” e “Manuelas” com direito de voto. Pois essa coisa muito portuguesa, de que a culpa é sempre dos outros, desresponsabilizando-nos a nós próprios é sintoma de uma país sem autocrítica, e consequentemente sem capacidade de regeneração.
Mas voltemos ao pilar das coisas, pelos menos sociais e económicas – Liberdade. Valor sem o qual não podemos decidir coisas fundamentais da nossa vida. Por bem ou mal que sejam decididas. A autonomia exige responsabilização. A Liberdade exige educação e formação para a podermos exercer conscientes dos nossos direitos e obrigações. O caminho escolhido pelos políticos e civilizações dominantes foi o da liberdade política e económica. O Capitalismo com 1) livre concorrência 2) globalização dos mercados 3) liberalização do comércio e blocos económicos 4) desregulamentação foi o sistema escolhido como pilar da democracia. Não que concorde em pleno com esta evidência, e havendo excepções à regra. Contudo, para as pessoas, empresas, e países terem a chamada liberdade económica, necessitam de não estar endividados ou comprometidos financeiramente até ao pescoço. Ou nalguns casos, infelizmente crescentes, acima disso.
Resumindo, 1) endividamento excessivo é limitador da liberdade 2) o que condiciona e muito a nossa escolha e 3) compromete por vezes uma atitude positiva e proactiva sobre a vida. Indicador comummente chamado de “Indicador de Confiança”.
Significa isto que as coisas estão todas directa ou indirectamente interligadas. O Mundo foi, ou está “aldeizado”. A sobrevivência da democracia requererá uma mudança do sistema político mundial, que adapte as políticas às novas realidades económicas. De outra forma o capitalismo poderá vir a ser o filicide da democracia.

Em relação ao nosso quintal, ainda no outro dia ouvia os meus pais (sociais democratas de “gema”, perdão PSD) – agora com a Manuela é que vai ser… O que me deixa algo preocupado. Não pela Manuela, mas por eles. Em vez de procurarem arranjar alternativas para melhorarem o seu estilo de vida, estão à espera que seja a Manuela ou um outro qualquer que o faça por eles próprios. Por ventura já se esqueceram dos ensinamentos que transmitiam aos filhos – se estás à espera que algo te aconteça, tens de ser tu a fazê-lo. Obviamente que os políticos e as suas políticas podem e devem ser facilitadores de determinadas dinâmicas, de incentivar determinados comportamentos. Mas só isso não chega. É preciso bem mais… Também, e ainda a propósito, se diz – não é preciso ser muito bom, basta ser melhor que os demais. Infelizmente para o país é a posição por ora confortável em que o Eng. Sócrates se encontra… Não me parece é que seja de todo sustentável. Lá diz o povo – “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”

Geraçao presa na propria casa

Ouvia um destes dias num Taxi a caminho do Aeroporto del Prat, um fórum de debate da CatFm, em que um ouvinte proferiu o seguinte comentário: “He comprado mi piso por 10 millones y ya vale 15 millones, esto se a tornado el lema de España entre 2000 y 2007”.
Junto a este comentário, o de um ex-colega meu de trabalho de Portugal, com quem jantei à cerca de dois meses “Estou a pensar em trocar de casa, que agora estao baratas”, será que ele nao se lembra que a palavra trocar supoe vender uma casa e comprar outra. Se as casas que estao no mercado estao baratas a sua apartir do momento em que entre no mercado também ficará barata, nao?????????? (parece complicado, mas é simples)
Isto para voltar ao tema que tanto me agrada, postado pelo Sir Humphrey, a necessidade peninsular do possuir uma casa, ou direi melhor uma hipoteca.
Vejamos o que nos esquecemos quando decidimos compra uma casa:
- quando se trata de primeira casa, nunca podemos falar de investimento, de que aumentamos a nossa riqueza, isto porque a casa propria se troca por outra casa propria, e caso nao queiramos baixar o nivel de conforto em que vivemos, a troca da casa supoe sempre desembolsar o mesmo dinheiro por outra igual. Ou seja, se comprei um T1 em 2000 por 100 mil euros e ele agora vale 200 mil, se o vender fico com 200 mil, ganhei 100 é verdade, mas se quiser comprar outro T1 terei de desembolsar os 200 mil, ou seja nao ganhei nada, tenho uma casa... claro que o facto de em 100 anos ter pago outros 100 mil em juros ao banco nao esta aqui considerado, que isto nao é dinheiro que perdemos, (utilizo o plural porque me refiro aos portugueses como um todo, porque os juros que cada ex-colega paga, o Sr. Jardim, o Sr. Botin, o Sr. Roque recuperar, ou seja, como dizia a minha professora de Biologia, na natureza, nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma). Sei que o Sr. Botin nao é portugues, mas agora com os euros o dinheiro nao tem bandeira.
- fazer um hipoteca, é mais barato que alugar uma casa, neste ponto existem varias coisas a considerar, a hipoteca é a 30 anos (como pouco) e euribor a 2% só dura um par deles, que a casa alugada é do mesmo tamanho da pela qual fizemos hipoteca, e claro que os impostos IMI, IMT e as despesas de Condominio sao pagas pelos papás.
- esquecer que quando nascemos, Portugal tinha pouco menos 10 milhoes de habitantes e agora tem pouco mais de 10 milhoes, e que passamos em 10 anos de um defice de 600 mil casa a um superhabite de 600 mil, que existem 3 casa para cada família portuguesa e que se olharmos à volta os nossos amigos nao estao a procriar. De certo todos se lembrar de nao haver predios por todo lado. Quem vai comprar a minha casa daqui a 20 anos, se os meus amigos nao tem filhos, e nem os amigos dos meus amigos. Se a taxa de fertilidade em portugal é 1,48 por mulher, como Portugal ainda tem homens (46% da pop), a porxima geraçao terá menos cerca de 1/3 de pessoas, pelo que teremos um excesso muito maior de casas.
- “vou à terra”, expressao muito ouvida em Lisboa por altura do Natal, prova que os nossos pais primeiro decidiram procurar um trabalho e depois ja instalados hipotecaram-se... nos fazemos o contrario, instalamos-nos e depois procuramos trabalho, será que isto nao reduz em muito o mercado de trabalho ao nosso alcance? Será isto um problema? Proposta de trabalho no Porto, seguir pagando a hipoteca, alugar uma casa no Porto e pagar as viagens (de carro claro, se possivel uma 320d, cor prata, sem GPS, nem pele que os extras da BMW sao caros), para vir a casa (que como estamos hipotecados a casa é em Lisboa), em Portugal os salarios sao otimos podemos premitirnos.
- esquecer que as casa sao compradas por seres humanos como nos, se cada ano me aumentam o salario em 4%, e as casas aumentam em 20%, algum dia o comum cidadao deixará de poder comprar casa e nos de nos vermos livre da nossa hipoteca.
Amigo, isso nao é bem assim, que a minha está bem localizada e fiz um optimo negocio, vendo-a facilmente, os outros 9,999 milhoes sao tontos...
Por falar nisso, tu é que tens sorte que as 320d em Espanha sao mais baratas... por isso ando de scooter (respondo), que o gasoleo por cá está mais caro que a gasolina... olha lá, mas que spread tens tu?
Passem mas é pelo Media Market que tem uns LCDs porreiros, pra ver o euro, que como chegaremos à final eles devolverao 50% do valor. Tem cuidado que com a crise do petroleo a cevada aumentou e a já fica caro encher o frigorifico de Sagres...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Manela ou o Manel?

Qual é o político português que nos próximos 12 meses é capaz de tirar a maioria absoluta ao Primeiro-Ministro José Sócrates:

a) Manuela Ferreira Leite?
b) Manuel Alegre?

É maior a expectativa no Partido Socialista relativamente ao impacto do comício que amanhã, 3.ª feira, junta o Movimento de Intervenção e Cidadania de Manuel Alegre, o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã e os ex-comunistas renovadores no Teatro da Trindade, em Lisboa, do que o "toca a reunir" lançado por Manuela Ferreira Leite para o período eleitoral intenso de 2009.

A mensagem da declaração de guerra é clara: "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."

Foi eleita a militante n.º 7848

As armas e os barões assinalados e lá para os lados da Lapa, lá ganhou Manuela Ferreira Leite. No entanto, os mais de 17.000 votos obtidos apenas lhe garantem pouco mais de 1/3 das intenções, o que significa que o trabalho de unificação do partido vai custar-lhe bem caro (imagino que terá que fazer muitas cedências, em especial porque 2009 é ano de tripla eleitoral: europeias, legislativas, autárquicas).
O que teria acontecido se Passos Coelho ou Santana Lopes tivessem abdicado de uma das candidaturas?
Diz-que Manuela Ferreira Leite ganhou porque teve uma "agenda social", tema que os "spinners" da sua candidatura lhe impuseram para tentar mostrar os dentes a Sócrates e para fazer esquecer a imagem férrea dos tempos do cavaquismo e do barrosismo. Diz-se também que ganhou não por causa de ser a única capaz de recuperar a credibilidade perdida mas por causa da chantagem que impôs ao partido caso não fosse a preferida dos militantes do PSD.
Vamos ver como Manuela Ferreira Leite se vai comportar na arena. O melhor é ir rever os anos da sua governação (Secretária de Estado do Orçamento, Ministra da Educação, Ministra das Finanças). Sim, não julgue a Senhora que os restantes partidos e, sobretudo, os Portugueses não se vão lembrar do que ela fez... e do que não foi capaz de fazer. E há também quem diga que os anos que passou pela administração do ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração) não passarão despercebidos.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O P(aís)S(em)D(ireita) vai a votos


Ganha a “Velha” ou o “Puto Coelho”?
E o “Menino Guerreiro” consegue mais votos que o “Patinho Anão”?
Aceitam-se apostas!
Os fundos recolhidos por este e outros meios proibidos pela lei do jogo em Portugal (mas permitidos à Betwin a partir da Áustria), serão integralmente aplicados na chacota aos Cavaquismos, Santanismos, Barrosismos e a outros (Sá) carneirismos azedos como o leite colheita de 1940.

Ámen,

Como uma pestana na garganta.


Não fazemos melhor porque não sabemos, porque não podemos, ou porque não queremos?
A resposta patrioticamente correcta será: por todas as razões acima enunciadas, dissociadas e em conjunto.
Ser português é isto mesmo, somos todos tenores em aquecimento de voz numa antecâmara de um Scala qualquer, mas sem o chá de pétalas de rosa à nossa espera no camarim, e sem este não nos livramos “daquela” mesquinha rouquidão, que nos impede de chegarmos “aquela” oitava.
Como em Portugal, “quem não tem cão caça com rato”, damos um trago no Licor Beirão ignorando que o consumo de bebidas alcoólicas diminui a elasticidade das cordas vocais na medida em aumenta o risco de enquistamentos crónicos das mesmas.
Alguém mais evoluído, mais “europeu”, avisa-nos:
- Cuidado, não vão por ai que ainda dão cabo de vez da vossa voz que é tão bela mas que tem sido tão mal tratada, guardem-na para quando realmente precisarem dela.
Para nosso conforto e moral, oferecem-nos bilhetes para assistirmos ao espectáculo na 1ª fila (afinal demos ovos imundos ao mundo!!!). Agradecidos, sentamo-nos.
Reparem só nesta maravilha, não pomos em risco a nossa saúde, não damos o corpo ao manifesto e ainda ganhamos um bilhete que será a "inveja" de muita gente… durante 2 horas!
O espectáculo começa. Sala cheia.
O primeiro tenor terá uma noite de glória e ovação. Basta não falhar nas notas.
Surpresa! Quem sobe ao palco, e na nossa récita é esse alguém “mais europeu”. Falta-lhe a nossa alma, o nosso encanto, mas no nosso lugar cumpriu. O nosso amigo “europeu” não fraquejou.
As palmas são a torrente em que se banha.
A gloria para quem a procurou!
A temporada será um êxito e até prevê-se uma digressão pela Turquia!
Ok, "o que lá vai lá vai", "até que nem foi mau de todo".
Tivemos um bilhete subsidiado a fundo perdido, mas também não recebemos o contratado pelo que seria o nosso trabalho.
O espectáculo foi bom, mas batemos as palmas que eram para nós.
Não arriscámos a nossa voz, mas também ninguém a ouviu.
Mas pronto, era mesmo impossível subirmos ao palco naquele dia, afinal de contas, estávamos roucos.
Espera, afinamos um pouco a garganta, uma sensação estranha aflora por trás da língua, puxamos pelo muco que nos humedece as apropriadamente denominadas mucosas, é um ligeiro incomodo, como uma pestana na garganta, et voilá: era mesmo uma pestana!

A nossa rouquidão não existia. Nós não quisemos arriscar! A resposta é a terceira opção!

É mais fácil justificarmos o insucesso do que arriscarmos o sucesso!

Ámen!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Melhor do que o Rock in Rio Lisboa 2008

Perdoa-me, Count, mas o Festival Alive'2008 reúne as melhores escolhas dos festivais deste ano:

Rage Against The Machine, Bob Dylan, Neil Young, The Hives, Within Temptation, Ben Harper, Spiritualized, John Buttler Trio, Donavon Frankenreiter, Gogol Bordello, Nouvelle Vague, The Gossip, Cansei de Ser Sexy, Uffie And Feadz, Roisín Murphy, The National, DJ Medhi, Xavier Rudd, MGMT, Sebastian, MSTRKRFT, Vampire Weekend, Vicarious Bliss, Brodinsky, Sons of Albion, Mr Flash, Peaches (DJ Set), Krazy Baldhead, Galatic, Busy P, Tiga, Boys Noize, Hercules And Love Affair

O difícil é conseguir lá ir 10, 11 e 12 de Julho...

Comprar casa: mais do que tudo, uma opção da nossa vida pessoal

Em conversa com o nosso Tio Franco, de visita ao nosso País (pelas melhores razões), falámos dos prós e contras de comprar ou arrendar uma casa... e houve uma verdade que saiu dessa conversa: o grande erro dos Portugueses é pensar que uma casa, antes de ser o local onde habitamos, é um investimento financeiro para o qual havemos sempre de ser remunerados.
E depois não querem encontrar uma explicação para a bolha especulativa no sector imobiliário.
A compra de uma casa é uma decisão importante não exclusivamente pelo que representa em termos de recursos nas nossas finanças mas pelo que representa no quadro da vida de cada um.
Acho que esta perspectiva que temos da compra de uma casa torna mais difícil o livre funcionamennto do mercado da habitação.
Apenas quando houver um mercado de verdadeira procura de habitação é que poderemos esperar uma descida mais acentuada dos preços médios praticados em Portugal, com o equilíbrio entre uma elevada oferta e uma procura moderada. É preciso é que estejamos perante verdadeira procura de casa para habitação. Poderá contribuir também para a consolidação do mercado da habitação as maiores restrições que hoje existem para o crédito bancário.

terça-feira, 27 de maio de 2008

A Estratégia ao Serviço do Entretenimento


Optimus Alive 2008

Acho a imagem do festival muito bem conseguida. Está diferente, inovadora, não sei se é propositado a posicionamento city outside. Ou seja a imagem do festival parece um festival no meio de um descampado e não um festival citadino. Mais do que qualquer um da concorrência (SBSR e RiR, ou até o Creamfields) que têm uma imagem claramente de festival urbano.
O Festival Alive precisava de se diferenciar, para não fazer um “ataque frontal” ao(s) líder(es). Pois geralmente quem o faz, na maioria das vezes as coisas têm tudo para correr mal. Demonstra inteligência e o bom uso da estratégia ao serviço dos objectivos da empresa.
Vamos ver o que o futuro lhes reserva…

Uma outra nota vai para um comentário do blogue do Alive:
"A publicidade e os patrocínios sempre souberam usar uma dada imagética para ligarem os produtos a experiências culturais ou sociais positivas. (...) O efeito, se não mesmo a intenção original, da indústria mais avançada das marcas, é empurrar a cultura anfitriã para segundo plano e transformar a marca na estrela. (...) Com demasiada frequência, contudo, a natureza expansiva do processo de criação de marcas acaba por provocar a usurpação do evento, criando uma situação em que todos ficam a perder. Os fans começam a ter uma sensação de alienação (se não mesmo de verdadeiro ressentimento) em relação a eventos culturais que outrora acarinhavam."

-Naomi Klein, em "No Logo"

Sobre a qual a minha opinião é a seguinte
Percebo o comentário. Contudo isso é uma visão do consumidor que não sabe que para poder pagar 45€ por um bilhete de um festival com condições e montado de raiz, tem de haver patrocínios e/ou subsídios. É claro que ao consumidor isso pouco importa. E cabe também às marcas e organizações dos festivais que alienam(uns) e exploram (outros) um conceito chave-na-mão , preservar o conceito em si, não defraudar o consumidor final. Resumindo conseguir fazer as coisas subtilmente, para não secar a “fonte” e fazer com que os verdadeiros patrocinadores do evento – o público, não se sinta defraudo, e “dê de frosques”.

Enfim, lá diz o ditado – não há bela sem senão.
Um exemplo equilibrado por ora desse compromisso é o FMM de Sines.

Só para reforçar o quão certos estamos...

Desonestidade
Se a desonestidade compensa, por que tantas pessoas continuam a ser honestas e íntegras? Alguns respondem que o fazem por temer a Lei.

Francesco Alberoni

Por que razão devemos ser honestos, leais, manter a palavra dada, não fazer ameaças e chantagens quando sabemos que muitos, usando meios ilícitos, conseguiram enriquecer, se tornaram poderosos e são admirados e elogiados? Se muitas fortunas nasceram da genialidade de empreendedores, outras são fruto de patifarias. Os americanos chamam Robbert Baron a alguns dos seus famosos magnatas.

Se a desonestidade compensa, por que tantas pessoas continuam a ser honestas, íntegras, correctas? Alguns respondem que o fazem por temer a Lei. Mas alguém acha que as pessoas honestas são honestas por terem medo dos magistrados? Não. As leis são indispensáveis, mas não somos agradáveis com o nosso marido ou a nossa mulher, não cuidamos dos nossos filhos, não fazemos o nosso trabalho diário, não ajudamos os outros por medo da lei. A sociedade assenta em costumes, regras morais, valores, laços afectivos e é apenas quando estes factores deixam de funcionar que a lei deve intervir. E nem sempre com muito êxito, como demonstram a Máfia e a Camorra. O rigor moral começa a formar-se desde criança através do exemplo dos pais, dos professores, dos amigos. É uma bússola interna que vamos refinando enquanto adolescentes e adultos, com as experiências da vida.

É uma construção pessoal, o produto de uma vontade, de uma autodisciplina como todas as outras virtudes, todas as outras capacidades. O bom pianista, o bom futebolista devem começar cedo, mas depois continuar a cultivar as suas próprias capacidades. Quem não tiver construído essa bússola vai achar que é normal enganar, roubar, trair. E vai fazê-lo sempre.

E podemos perguntar-nos como é que os honestos, aqueles que têm a bússola da integridade, podem funcionar num mundo em que há tantos poderosos corruptos e tanta gente sem escrúpulos? Não serão sempre derrotados? Nem sempre. Porque quem optou pela rectidão e renunciou a ludibriar, é levado a desenvolver outras capacidades. É um pouco como o cego que, por não ver, adquire uma extraordinária capacidade auditiva táctil e cenestésica. O honesto desenvolve muito mais a inteligência, a criatividade, a eficiência. Inventa, organiza, constrói, inspira confiança, consegue que lhe dêem crédito. Quando temos de confiar realmente em alguém, ver as coisas bem feitas, somos obrigados a virar-nos para ele. Ninguém, nem sequer o político com menos escrúpulos, pode viver sem isso. Esta é a sua força e, por essa razão, afirma-se e faz com que seja possível viver na nossa sociedade.

http://www.alberoni.it/
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Francesco Alberoni , Sociólogo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Serviço Público

Na sequência dos aumentos brutais no preço do Petróleo e do preço dos combustíveis junto vos deixo este link:
http://www.maisgasolina.com/
É notório que a comunidade se tenha organizado para permitir que a informação exista e que assim possa fazer uma escolha informada, poupando alguns tostões (que cada vez permitem comprar menos coisas...)
É seguramente uma das maneiras que temos de fazer funcionar um mercado que claramente funciona cartelizado, enquanto a autoridade da Concorrência não produz o aguardado relatório...
De realçar também a opinião da OPEP que o preço elevado não se deve a controlo da produção mas " às tensões geopolíticas, à especulação e ao dólar fraco"...

O que é facto é que a receita deles não pára de subir..

Nem a receita das grandes petrolíferas...

Nem a receita dos retalhistas de combustíveis..

e já agora,

Nem a receita fiscal....

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Chove chuva... chove sem parar


Parece que estamos no Outono e não na Primavera!

O site do Instituto de Meterologia prevê chuva garantida até domingo.

O site do Weather Underground prevê chuva com grande probabilidade até 4.ª feira da próxima semana.

Eu quero noites de Verão para poder dar uso ao meu churrasco!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dar voz a minurias... muy "minurias"

"O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado Português, onde, acrescentou, "historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha".O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014. "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária", afirmou, sublinhando que "uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol". Segundo Carod Rovira, Portugal deve perceber que a independência da Catalunha nada tem que ver com a regionalização. "A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores".O vice-presidente do Governo da Catalunha recorre à História, designadamente aos acontecimentos de 1640, para afirmar que "se as coisas tivessem sido ao contrário, hoje Portugal seria uma região espanhola e a Catalunha um estado independente". No século XVII, durante o reinado de Filipe III, Madrid foi confrontada com revoltas em Portugal e na Catalunha mas o Império, apoiado pela França, reprimiu as sublevações catalãs e da Biscaia.Josep-Lluis Carod Rovira, que fala e entende perfeitamente o português, garantiu ter "muitos aliados internacionais" para o que designa "projecto de independência para a Catalunha" mas recusou-se a aprofundar o assunto para não dar "pistas desnecessárias". Para Carod Rovira a situação da Catalunha é específica e não é comparável a nenhuma autonomia ou a qualquer processo de independência. "A Catalunha não é o Kosovo, nem é o País Basco, nem a Madeira", disse, considerando que "os processos de independência passam por três fases: ridicularização, hostilidade e aceitação. Neste momento, estamos entre a primeira e a segunda".Relativamente à participação activa dos imigrantes na construção de uma futura "República da Catalunha", Carod Rovira afirma que "todos podem vir a colaborar numa nação que é permeável à contribuição exterior". Trata-se de um "projecto integrador", sublinha. "Quero ser independente e quero que Catalunha seja mais um Estado da União Europeia", salientou."
Retirado de Publico.pt em 19 de Maio de 2008
Queria apenas dizer como um dos 7,5 milhoes de habitantes da Catalunha, que apenas este senhor partilha esta ideia consigo proprio. O seu partido (ERC- Esquerdas Republicanas de Catalunha) depois de ter conseguido um lugar no governo catalao por via de uma coligaçao de 3 partidos (2006), perdeu este ano a representaçao que tinha na assembleia nacional de Espanha. Face a esse resultado, Carod Rovira pediu a demissao do cargo de Sec. Geral da ERC (partido político do qual faz parte), o que demonstra como a sua mensagem, que se tem vindo a radicalizar, nao esta a ser aceite pelos cidadaos da Catalunha.

sábado, 17 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Com a verdade me enganas....

O ministro das finanças anunciava ontem, a descida do crescimento do PIB previsional para este ano. Revendo o indicador em baixa de 2,2% para 1,5%.
Vou convidar-vos agora a fazer o seguinte raciocínio comigo:

1) Na maioria dos países, e até nos desenvolvidos, há a chamada economia subterrânea. Que vamos assumir em Portugal represente cerca de 20% do PIB. Ou seja é a economia que não é facturada, não passa pelo crivo da contabilidade oficial das empresas, nem do estado.

1.1) Nos últimos anos tem havido um esforço enorme por parte da máquina fiscal do estado em contrariar a evasão fiscal, através de políticas e sistemas, que promovem moral, e por vezes coercivamente, que os cidadãos e empresas declarem os seus rendimentos na totalidade. Quem não se lembra de Paulo Macedo, que quase saiu da DGI em braços, e só saiu porque não podia auferir o rendimento que mensalmente recebia. Era contra a lei. Agora, e num estilo mais discreto, Azevedo Pereira segue-lhe as políticas…
Ou seja vamos assumir que como resultado destas políticas entre para o PIB cerca de 10% do valor que não era contabilizado:
Logo temos: 10%×20%=2% (parece-me razoável esta ponderação)
Se o ministro Teixeira dos Santos diz que afinal vamos crescer 1,5%, e se considerarmos que pela via das políticas contra a evasão fiscal o PIB sobe 2%, temos que afinal estamos a decrescer 0,5%. Na prática estamos em recessão.
Alguma falha no raciocínio? – Lamento desiludir-vos, mas nenhuma.

2) Para aquelas pessoas que seguem os números, como se duma religião se tratasse, mais um desafio: sentem que o rendimento é distribuído de uma forma mais equitativa pelos portugueses? Pois o PIB pode estar a crescer, como já vimos anteriormente duvido, mas as famílias e empresas sentem esse crescimento. Ou por contrário o rendimento está ao que os observatórios internacionais indicam, cada vez mais concentrado, sendo os efeitos do crescimento sentido cada vez por menos agentes económicos. É a mesma coisa que numa amostra de duas pessoas, elas comerem um frango, significando que comem meio frango cada um. Quando na realidade houve um que comeu o frango e o outro nem vê-lo…
Mais uma vez, alguma falha no raciocínio? – Mais uma vez,… nenhuma.

Resumindo, os números nem sempre são um indicador fiel da realidade, mas por isso mesmo são utilizados por quem sabe, para “pintar” um cenário menos mau da realidade. Quem sabe se não é para motivar, ainda assim as massas. Se for esse o objectivo espero que seja atingido. Caso contrário lá diz o ditado: “a verdade á como o azeite, vem sempre acima”

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Deixar de fumar.. até quando?

Retirado da Agência LUSA


«Sócrates anuncia que deixou de fumar em definitivo
2008-05-14, 17h10

Caracas, 14 Mai (Lusa) -- O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje aos jornalistas que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica por ter fumado num voo entre Caracas e Lisboa na segunda-feira.
Falando aos jornalistas na Faixa de Orinoco, Sócrates disse que a polémica por ter fumado num voo fretado pelo Governo à TAP lhe serviu para tomar consciência do seguinte:
"Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem", disse.
Por este facto, o primeiro-ministro disse ter tomado uma decisão:
"Não sei a última lei se aplica ou não aplica [ao caso do fumo em voos fretados], mas o Governo tem uma especial responsabilidade e eu também quero contribuir para isso. Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar", declarou.»

Não vai mesmo voltar a acontecer? Olhe que os jornalistas vão andar atrás de si...

Já agora, será que vai pagar a coima? Até porque - parece-me - uma coisa é deixar de fumar, outra é cumprir a lei...

Esta é boa!

De acordo com António Monteiro, porta-voz da TAP, transportadora aérea à qual foi fretado o avião que levou Sócrates e companhia à Venezuela, “o cliente que freta um avião pode ter regras diferentes das da companhia”, pelo que pedir autorização para fumar é um serviço especial “tão normal como pedir para se servir outra refeição, distribuir determinados jornais ou ver certos filmes”.
E que tal um cocktail de drogas? Se for num avião fretado, não há problema... Tudo isto mostra que está em curso uma tentativa de branqueamento desta questão. Ele há fretes... Além do mais, parece curioso que as televisões, à hora do jantar, nada tenham dito sobre o assunto. Apenas Mário Crespo na SIC Notícias deu algum relevo ao tema.

A mim parece-me muito claro o que diz a Lei do Tabaco: é proibido fumar em transportes aéreos e quem o fizer sujeita-se a pagar uma coima entre € 50 e € 750. Cabe ao piloto comunicar às autoridades a referida infracção e identificar o infractor, para que possa ser levantado o respectivo auto.
Mas há mais: o Decreto-Lei n.º 254/2003 que trata do regime de actos ilícitos a bordo de aviões já previa a proibição de fumar, classificando-a como contra-ordenação muito grave punindo tal facto com uma coima mais alta: de € 1000 a € 2500.

Pode ser muito bom para o Estado Português assinar dezenas de acordos comerciais com a Venezuela mas o Primeiro-Ministro não pode deixar de assumir que agiu mal e irresponsavelmente... não o fazer vai justificar a desobediência civil relativamente à Lei do Tabaco.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sem comentários... que paguem a coima!

Noticiou o Público Online há cerca de 3 horas atrás que o Primeiro Ministro José Sócrates e o Ministro da Economia e da Inovação Manuel Pinho, entre outros, fumaram a bordo do voo que os levou para a visita oficial à Venezuela.

Não pode haver cidadãos de 1.ª e cidadãos de 2.ª... Espero que o Primeiro-Ministro, o Ministro Manuel Pinho e todo os membros dos respectivos gabinetes que tiveram a ousadia de fumar num avião, à frente de jornalistas e empresários, assumam que violaram a lei que aprovaram em Conselho de Ministros há cerca de um ano atrás.

Esta é daquelas "borlas eleitorais" completamente desnecessárias... mas merecidas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Traz um amigo também...

domingo, 11 de maio de 2008

Ainda existe Civismo e Respeito

Acordei tarde, sol lá fora… dia bonito… mas um salto à net para ver ultimas noticias…
Ainda não sei o que pensar do que li, RAP ameaçado de morte, obrigado a mudar de casa e obrigado a mudar a filha de colégio, página de grupo radical com descrições da sua filha, revista sensacionalista com fotos da sua casa e referencia a valores de empréstimo.
Na escola dos meus tempos davam-se lições de civismo e respeito, mas isso já foi à taaaaaaaaaaaaaaanto tempo. Bem dita seja a "Religião e Moral" do meu liceu, em que se transformou?
Sinceramente sem palavras

sexta-feira, 9 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Letra do novo hino do PSD - País Sem Direita


“Um líder por favor, por três candidatos mal mascarados.”

(hino conjunto das condidaturas de PPC, MFL e PSL ao PPD/PSD)

Um partido português,
onde podem perder os três,
com vista para a Lapa e o Jardim,
da Madeira,
já não vai fugir.

Refrão:

Apenas têm que virar,
barões e bases de pernas para o ar,
ou procurar,
um buraco,
onde se enfiar.

Pagam a prestações,
dividas, multas… os trapalhões,
sem fim à vista,
a santanada,
“menino Pedro”, sempre na mama.

(Refrão) Bis
Velha de aço,
se a apanho nem sei que lhe faço,
pior ministra
foi impossível,
Só se o Durão voltasse.

(Refrão)

Um Coelho sem passo,
com o “urso” Ruas a dar-lhe “o abraço”,
rapaz mais “Doce”
só se trabalhasse,
deu p`ra Jota mas, não fez mais nada.

(Refrão)

Este país não é para velhos!

Sven Goran Eriksson, 60 anos (completados em Fevereiro), forte candidato a ser o próximo treinador do SL Benfica... e depois das movimentações de hoje será mesmo o escolhido pela direcção do clube.



Manuela Ferreira Leite, 67 anos (completa 68 anos em Dezembro), candidata a líder do PSD e a Primeiro-Ministro de Portugal... e a mais provável vencedora das eleições directas deste mês.



O que têm em comum?

Não só a provecta idade... mas também o facto de que não vão trazer nada de novo.

Ambos são portadores de ideias e métodos ultrapassados e ambos muito provavelmente não vão conseguir resolver as crises internas existentes tanto no PSD como no SL Benfica. A menos que aconteça aquilo que tantas vezes acontece no PSD e também no SL Benfica, ou seja, os seus militantes/sócios e os seus dirigentes provocarem um ainda maior hara-kiri e darem-se ao luxo de escolher opções ainda mais erradas.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Meninos, eu vi!








Sensacionalista, é o que se pode dizer da reportagem "Em Terra de Cegos" exibida recentemente pela TVI. A agressividade justiceira do repórter, constantemente a interromper o interlocutor, ao melhor estilo Manuela Moura Guedes, ameaçou retirar credibilidade a uma peça jornalística que, apesar de tudo, teve o condão de abordar frontalmente um tema que a todos é caro: o estado da Saúde em Portugal - mais concretamente na área oftalmológica.

É chocante que em pleno século XXI haja pessoas em Portugal a cegar por não conseguirem uma consulta em tempo útil. Neste campo, há inegavelmente (ir)responsabilidades políticas imputáveis aos governantes (os actuais e os anteriores): é gritante a constante incapacidade de dotar os hospitais portugueses de condições materiais e humanas próximas das dos seus congéneres europeus, o que em parte ajuda a explicar a crescente fuga de profissionais do sector público para o privado.
Mas da Ordem dos Médicos também se esperava mais na resolução deste problema.
Não se compreende que uma Ordem alegue que não haja falta de profissionais da saúde em Portugal e se oponha à abertura de mais faculdades de medicina, quando o que salta à vista do cidadão comum são as intermináveis filas de espera nos hospitais.
Não se compreende que um bastonário se preocupe tanto em questionar as condições de higiene em que um oftalmologista espanhol operou 234 cataratas num espaço de 6 (!) dias em Elvas, quando muitos dos seus pares operam diariamente em condições iguais - a produtividade é que poderá divergir.
Assim como não se compreende os entraves colocados a médicos estrangeiros, ou portugueses licenciados em países da UE, que se vêem impossibilitados de exercer em Portugal por não terem os seus diplomas reconhecidos pela criteriosa Ordem dos Médicos.
Perante tamanhas sumidades académicas, resta-nos aguardar por uma chuva de sucessores do dr. Egas Moniz na atribuição do próximo Nobel, caso não estejam demasiado entretidos a efectuar lobotomias ao Serviço Nacional de Saúde...

É por estas e por outras que defendo o fim da ADSE


E bem, a meu ver...

Como sabem a ADSE é o sistema de saúde particular dos funcionários públicos - e também dos seus familiares e também para quando fiquem aposentados - para o qual contribuem com apenas 1% do seu vencimento. A ADSE abrange mais de 1, 3 milhões de pessoas em Portugal (beneficiários no activo ou aposentados e seus familiares). O défice de funcionamento da ADSE é largamente financiado pelo Orçamento do Estado (em 2006, os encargos da ADSE chegaram aos 946 milhões de euros, registando uma subida de 8,5%, quando as contribuições apenas atingiram 102 milhões de euros).

Acontece que este sistema privativo dos funcionários públicos lhes dá acesso, para além do Serviço Nacional de Saúde, a um conjunto de comparticipações em cuidados de saúde, seja de livre escolha ou em regime de convenção (como a que foi agora celebrada com o Hospital da Luz) e apenas com alguns limites Inclui um conjunto de cuidados que vão desde os clássicos tratamentos, consultas e cirurgias ao acesso a apoio de enfermagem, a apoio domiciliário, lares, comparticipação em medicamentos ou transporte.

Por tudo isto, compreendo e dou o meu apoio à ministra da Saúde que lamentou hoje pessoalmente a decisão da ADSE celebrar um protocolo com o Hospital da Luz para prestação de serviços aos funcionários públicos, não só porque representa um desinvestimento no sector público (Serviço Nacional de Saúde a que todos têm acesso) mas porque também representa o agravamento da situação de privilégio dos funcionários públicos.

Talvez não saibam mas o mais curioso de tudo isto é que a ADSE não depende da Ministra da Saúde mas sim do Ministro das Finanças.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ressuscitar...

Tormei-me hoje Um Crente...
Todos nós temos um acontecimento na nossa vida que nos faz mudar a maneira de encarrarmos as nossas crenças, o sentido das coisas, mesmo a nossa vida e existência...
Para Maria Barroso, foi o acidente de Joao...

Para mim foi o ressuscitar do Pedro...
afinal à sempre vida depois da morte...
mesmo quando se trata de um suicidio...

Bem dito seja o Senhor... por me dar este sinal...

Amén

sábado, 3 de maio de 2008

O filho da... Revolução!


*Camarada "Abel" 6 anos antes de preencher a ficha em casa de Santana Lopes.


…a Revolução pá? Os camaradas na Alameda,
e a Internacional, que ninguém sabe a letra!
Está tudo mal…
E a luta pá?
A China, a Albania?
Quem faz frente aos "filhos da puta"?
Na FDL ainda demos a cartilha,
Mas com o Cunhal,
nem lá na Cova da Piedade fazia farinha.
Revisionista.
Social-facista, era o que ele era pá!
E o FMI! O MFA!
Ainda te lembras pá!
O Carlucci, o Freitas, o Soares, etc., pá!
Mataram o John, e o Zeca também morreu.
O Mao é que sabia o que era cultura pá!
"Pelos camponeses e para os operários de Portugal"
Belos murais que a gente pintava pá!
Ninguem quer saber desta merda

E hoje pá?
E o amanhã?

- Bem… hoje vou-me deitar. E amanhã... amanhã acordo, como hoje, Presidente da Comissão Europeia.

"Maio de 68 sempre!
25 de Abril nunca mais!"
Ámen

Paz à sua alma!


40 anos.

Estava velho!
Nem as noivas me davam uso,
nem os jovens sabiam do meu abuso.
Democratizada a tendência,
Da forma à essência,
Empacotado ou em menu,
No Love Parade lá mostrava o cu,
O Daniel no parlamento europeu,
De Paris para o Mundo: o EU!
Agora sou marca “made in”,
Wanna be Joe Berardo, “fuck him”

Mai c`est mort, long live May!!

Ámen.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Gardening at night

Aqui vai a receita, para quem pretenda iniciar-se, do Conde Camillo Negroni:














  • 1 dose de gin (3 a 5 cl)
  • 1 dose de vermute (pode ser Martini Rosso) (3 a 5 cl)
  • 1 dose de Campari (3 a 5 cl)
  • Juntar gelo e uma rodela de laranja e já está!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Excesso de autonomia universitária

De novo o país das ilusões... mas gostei de um dos contornos dos objectivos do curso de mestrado: "proporcionar à sociedade civil", como se a sociedade civil estivesse necessitada deste tipo de profissionais com formação científica.
Já estou a ver o percurso de um jovem deste nosso País: primeiro tira o 9.º ano fazendo um curso de jogador de futebol, depois chega à Universidade e acaba mestre em gestão e manutenção de campos de golfe... podendo optar pela gestão ou pela manutenção, conforme o gosto.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O cúmulo do capitalismo selvagem chinês


Conta a BBC que foi descoberta uma fábrica no sul da China que se encontrava a produzir bandeiras do Tibete... perante a ignorânica tanto do gerente da fábrica como dos trabalhadores.

Apenas quando começaram a ser divulgadas as imagens das manifestações pró-Tibete que, com o início dos Jogos Olímpicos cada vez mais próximo, se vão desenrolando um pouco por todo o Mundo, é que os responsáveis da fábrica se aperceberam do real significado da encomenda que tinham entre mãos.

Promover o Carsharing para a cidade de Lisboa


Saíu na edição do semanário Sol de 25 de Abril de 2008, no caderno "Confidencial". Vamos ver até que ponto este projecto, acima de tudo de cariz cultural revolucionário, para o nosso burgo, vai de facto para a frente. Tenho a certeza, que a acontecer, a "irmandade", será a primeira a saber...

Cumplicidades e/ou promiscuidades do movimento associativo universitário

Depois admiram-se que a AAL está a esvaziar-se, e consequentemente a morrer. Já é o segundo dirigente que sai da AAL para a organização RiR e R&B. Depois de Nuno Sousa Pinto (responsável da pior SAL de sempre), mas ao mesmo tempo responsável por ter passado a produção da SAL para as mãos da R&B, é a vez de Ricardo Acto ex-presidente da AAL também fazer parte das ditas organizações. Enfim, sempre os mesmos actores, com os mesmos costumes de sempre.

Resultados => as sucessivas edições da SAL têm sido medíocres, e ao que se sabe as associações não se revêem na AAL, nem na política educativa que tem sido posta de lado, e muito menos na SAL. Anda tudo a brincar às mini-empresas, e pelos vistos nem esse trabalho sabem fazer. Também o que me parece é que as pessoas quando lá passam estão “com um olho no burro e outro no cigano” a espreitar a oportunidade que surge quando de lá saem.

Não viria mal nenhum ao mundo se isso fosse feito com processos claros e transparentes, e sobretudo sem prejudicar os interesses da AAL e das AE’s representadas. O problema é que nem sempre isso acontece, e o que se passa são claramente processos de tráfico de influências.

PS - Quero no entanto deixar claro que os nomes por mim supracitados, são meros casos visíveis aos olhos de todos, e não quero dizer que sejam o alvo directo das minhas críticas, nem que exista algum processo menos claro na sua ascensão de carreira. Mas vivemos num país livre e todos nós ao agirmos e tomarmos decisões somos passivos de críticas. É um dos direitos fundamentais que temos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Políticos...

Política, Políticos, Partidos, Politicies, Politics e outras coisas começadas por p...

Nota introdutória:
Mantenho à vários anos uma intensa relação de amor/ódio com a política. Amor por considerar que de nenhuma outra forma tão poucos poderão fazer tanto por tantos (creio que já li isto algures) e ódio pela forma como tão poucos têm feito tão mal a tantos (eles próprios exclusivé, bem entendido). Tenho consciência de que este tipo de declarações estão na moda, mas no meu caso levo pelo menos uma década a dizer o mesmo, e não tenho por hábito criticar algo sem propor formas de (acredito) o melhorar.
Aqui têm o meu manifesto, adoro policies e odeio politics, e não criticarei negativamente algo (ao contrário do que é versão corrente, criticar não é necessariamente depreciar) sem ter ideias para sugerir. Kiss = Keep It Small and Stupid, ops sorry, Simple...

Políticos...
Gostava de poder dizer que o actual panorama político não podia ser mais desolador... Afinal, entre Pseudo-engenheiros com passados no mínimo sombrios, líderes de partidos que duram meses e saem já a ver quando voltam, partidos pequenos que continuam a insistir naquilo que os faz pequenos (faz sentido um partido existir sem aspirar e trabalhar para ser governo?), Autarquias que todos os dias dão um novo sentido à palavra absurdo, jornais e jornalistas que na hipótese mais bondosa são acéfalos e uma nova geração de líderes políticos douturados (assim como assim... ) das juventudes partidárias quem me puderia censurar? Mas já aprendi que por pior que estejamos, podemos sempre piorar... How low can we go?

Tenho para mim uma ideia de que todos os nossos governantes deveriam ter um número de requisitos mínimos para exercer certos cargos, e adorava discutí-los. Inteligência, honra, integridade moral e ética, nível mínimo de QI (não posso estar mais a sério), exame neuro-psicológico (a quantidade de coisas cujos resultados explicariam), etiqueta e boas maneiras (why not?), formação pessoal (de vida e/ou académica), percurso profissional (sim, ainda hoje tenho dificuldades em perceber o conceito de político de carreira), percurso político (ninguém deveria ser ministro sem antes ter tido outra tipo de experiências governativas de menor responsabilidade) são alguns dos pontos de um caderno de encargos que imporia para a adjudicação de certos lugares dos quais depende a gestão de boa parte dos recursos do país.

A publicação de declarações de rendimentos e patrimoniais (imaginem a comparação entre o antes e depois em vários casos) poderia também ser bastante útil, e extremamente divertido seria um pequeno resumo das diversas posições (e ficava-me pelas públicas) tomadas ao longo dos anos sobre o mesmo assunto...

Um relatório sobre a sua actividade durante o exercício dos cargos seria por certo esclarecedor e naturalmente mecanismos de responsabilização sobre as consequências dos seus actos enquanto gestores de uma Nação (conceitos como Nação, Pátria e outros que tais deveriam poder ser utilizados sem os habituais comentários patetas dos pseudo intelectualóides de esquerda...).

Para equilibrar estaria disposto a pagar-lhes verdadeiras fortunas baseado em critérios de desempenho, fortunas essas de que de resto aparentemente já recebem, e que os tornariam muito mais díficeis de influenciar...

What do we have to loose?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Os 10 Mandamentos + 1 (não menos importante)


Os que me conhecem sabem que nunca fui um cidadão tão responsável como apregoo nestes mandamentos, que em baixo publico. Mas para aqueles que tão bem me conhecem sabem que nunca fui de me acomodar ou de ficar parado à espera que a caravana passe sem nada fazer... Aliás, aquilo que nos une (à irmandade e respectivas amizades satélites) é a capacidade de querer saber mais com o intuito de fazer melhor. Se possível ajudar a preconizar a mudança. Não fui eu que escrevi estes “mandamentos”, mas nas minhas pesquisas deparei com eles... E, não hesitei. Tinha de partilhá-los convosco, para nos fazer pensar. Pois a atitude da avestruz que mete a cabeça dentro da areia nunca foi a nossa...

1 - Seja optimista, pense e observe que os melhores prazeres da vida não implicam
consumo e são gratuitos.

2 - Cuide do planeta, da cidade e da rua com mais cuidado que a sua própria casa. Porque é de todos.

3 - Consuma sem sentimentos de culpa, mas com a consciência plena das
consequências que todos os pequenos actos têm nos outros e na natureza. Tenha
diálogos internos sobre ética a olhar a imensidão do mar.

4 - Feche os olhos e imagine como gostaria que fosse a sua rua, o seu bairro e a sua
cidade. Partilhe e melhore a sua visão com os amigos e o mundo. Comunique. Converse sobre os dilemas éticos da sua visão.

5 - Perceba que exercer a liberdade perante limites físicos e morais é perfeitamente
possível e desejável. Comprar todos os móveis e electrodomésticos que deseje e
apetece poderá ser a melhor forma de transformar a sua casa num inferno. Comer tudo o que lhe apetece, poderá ser a forma mais rápida para chegar a uma vida miserável de doença e eventualmente a uma morte prematura e dolorosa.

6 - Participe sempre no limite das suas possibilidades. Escreva cartas. Vá a reuniões da sua freguesia. Faça perguntas. Aprenda a escrever. Como? Porquê? Quando? Exija
respostas. Inscreva-se numa ONG ou num partido político. Pinte a manta.

7 - Escolha uma causa útil e não largue. Amplie a sua voz. Abrace as tecnologias. Seja
sereno.

8 - Informe-se o melhor que pode. Exija transparência nas decisões e nos processos. Esteja atento. Seja transparente – a política é de todos.

9 - Não tenha medo da autoridade nem dos mais fortes.

10 - Dê o exemplo. Se tiver posições de responsabilidade, mais força terá o seu exemplo.

11 - Seja positivo.

Fonte: Mario J Alves, Março 2007

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Excesso de "novas oportunidades"


No Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda esteve afixado este anúncio de um curso, iniciado em Dezembro, e que permite aos jovens entre os 15-25 anos, que tenham como habilitações o 6.º e 7.º ano, que possam obter a equivalência ao 9.º ano.

Trata-se - nada mais nada menos - de um curso de jogador ou jogadora (que as oportunidades são para todos e todas) da bola... gosto particularmente da definição de jogador da bola.

Se isto é para obter o 9.º ano, imagino que inventarão para obter equivalência ao 12.º ano!

Chamo a atenção para o último dos objectivos pretendidos com o curso:

" - Utilizar a imagem pública na construção da carreira e do êxito pessoal, na divulgação da equipa e do clube que representa". Qual Figo, qual Cristiano Ronaldo, o futuro está na "cantera" do Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda.

Vivemos mesmo num país de ilusões.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

E o burro sou eu?


Aqui está o nosso Tio Franco in Brazil... a beber o seu "chopezinho" gelado descontraidamente à espera que o sol tropical se deite e que a sua compagnon de route venha sentar-se à beira dele.

E o burro... sou eu?? heeeee... heeeeeeeeee.....




É Empreendedorismo, estúpido!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Acéfala...


Eu sei que vou ferir susceptibilidades ao escrever estas parcas, mas sentidas palavras. É um pensamento que às vezes me persegue. Não muito, é certo. Mas basta folhear uma revista fútil (daquelas boas para aliviar o trânsito intestinal congestionado), ou olhar para o lado do hemiciclo onde se senta o CDS/PP. Quem é que elegeu deputada a acéfala da “TECAS”? Mas pior quem é que a pôs nas listas?
Ainda no expresso da semana passada vinha citada uma verborreia entre a Tecas, vulgo Teresa Caeiro e o Ministro Augusto Santos Silva onde a senhora iniciava o debate dizendo: “Tenho entre 30 e 40 anos e nunca fiz greve”. Sem comentários…
Ontem, era vê-la no frente-a-frente do Jornal das 9, da SIC Notícias com o João Soares. A senhora mais uma vez ia muito bem vestida, e com um ar que roça a “boneca de porcelana”. Quando começa a abrir a boca, e a ter de abrir a boca para dizer alguma coisa que tenha, principio, meio e fim, é que é pior. Se calhar sou só eu que embirro com o estilo da senhora. Eu e talvez todo o eleitorado que se abstém, ou vota noutros partidos, ou ainda que não é família da senhora.
É caso para dizer “porque no te callas” ou “porque no te cambian”…

terça-feira, 8 de abril de 2008

A casa da deputada!


Terei sido demasiado ácido na crítica ao blogue camaradecomuns.blogspot.sapo.pt? Por ventura não – pensava eu – até que (por desventura), tropecei nesse inefável vasilhame de detritos escritos em tons de rosa que dá pelo nome de "A casa da deputada Marisa Costa".
Na tradição preguiçosa do "Bexigas", a coisa só não assume dimensão mais critica, porque o reprodutor que alimenta a “casa da deputada”, sempre preferiu as idas ao "caldo verde"* a quaisquer outras coisas que não tivesse álcool e/ou mamas.
Os meus sinceros pedidos de perdão para os Diogos Henriques, os Paulos Ferreiras, os Pedros Motas Soares e outros párias sociais que povoam essa câmara. A câmara de “vulgares”, é afinal, o 2º pior blogue que já tive o azar de visitar.
A casa da deputada amiga do amigo do caldo verde* leva a medalhinha!

Ámen,

*Petit nom, usado amiúde pelo "Bexigas", quando se referia à 2ª casa: o Passerelle do , também decadente, Centro Comercial Lusíada!

A camara de vulgares.

Hora triste, aquela em que alguém promoveu o encontro de tamanha mediania num mesmo blog.
Sem rei nem roque, a verborreia escorre pelos posts dessa “câmara de vulgares”, numa pachorrenta contradição com a sua pseudo motivação principal, o contraditório.
Esta câmara que só lembra a casa de palha dos três porquinhos, com uma diferença significativa, é que aqui os porquinhos e porquinhas são muitos mais.
Estes wannabe`s a deputados, e deputados dependentes da guarida a wannabe`s, dizem-se de direita e de esquerda, mas eu digo, fazem todos parte da mesma câmara de má fama onde só Sigmund Freud entraria sem pagar.
Na amizade e respeito pela honestidade intelectual de quem me lê, termino este post com duas sugestões.
Primeiramente, e apesar da publicidade que aqui lhes faço, não percam o vosso tempo com tamanha vulgaridade, e evitem a consulta desse sucedâneo de vácuo blogosférico.
Em 2º lugar, da próxima vez que cada um dos mercadores de favores que escrevem nessa câmara lhe pedir o seu voto, mande-o à… “camaradecomuns.blogspot.sapo.pt”.

Ámen,

Luis Filipe "O Inocente"

Há já uns anitos atrás, um septuagenário italiano de cabelo grisalho e santinha na mão, ganhava no Estádio do Algarve o ultimo campeonato para os lampiões. Mais precisamente aos 11 minutos de jogo, o lateral direito da equipa visitada (não, não era o Farense) força a expulsão quando a sua equipa ganhava por 1-0 (que viria a perder por 1-3). O promissor jogador Rui Duarte, à época com contrato assinado com o Benfica, é denunciado pelo seu treinador como tendo sido alvo de pressões inaceitáveis nas vésperas do jogo.
O Benfica ganha o campeonato, e para não se falar mais no jeitinho que o rapaz tinha feito ao futuro patrão, o clube da luz, na continuidade da tradição de ingratidão que o caracteriza, acaba por rasgar o que já havia assinado, e por troca de uma compensação financeira, Rui Duarte ruma ao Bessa onde ocupa o lugar de Nelson, 2ª escolha do Benfica para lateral direito (sequer tinha feito 2 dezenas de jogos pelo Boavista).
Ontem, Jorge Ribeiro (2 meses de salários em atraso no Boavista) marcou miseravelmente um penalty para as mãos de Quim (futuro colega de equipa no Benfica). Se isto não bastasse para ajudar o Benfica, um jogador do Boavista viu um vermelho directo merecidíssimo, colocando o SLB em superioridade numérica durante boa parte da partida.
As ajudas não foram suficientes, o Benfica jogou que se fartou mas não marcou (porque a bola é redonda) e no final do jogo, o Presidente Luis Filipe veio denunciar que os resultados desportivos na Superliga são combinados e até pediu a intervenção da PJ, sugerindo a vigilância das pessoas da arbitragem.
Senhores inspectores da Policia Judiciaria vão em frente! Mas investiguem também o “chicos espertos” que assediam os jogadores das equipas adversárias nas vésperas dos jogos.
Pois é, o homem não ficou rico de um dia para o outro por ser parvo, e se os azuis já tinham os árbitros na mão, "bora lá" comprar os jogadores das equipas adversárias. Mas desta vez nem vais à Champions e o rapaz vai ter que vir mesmo para o Benfica.
Alguém que avise o Sr. "Orgulhosamente com a 4ª classe" que comprar os jogadores adversários também é corrupção.
Dêmos graças a Deus por não sermos Benfiquistas, e rezemos para que um dia o apito também seja encarnado.
Ámen



segunda-feira, 7 de abril de 2008

L`orange demodé



O tristonho Luis Filipe Menezes quer "um PSD à moda de Alberto João Jardim"... apalhaçado portanto.
Entretanto Alberto João, que apesar das palhaças não consegue ser tão "triste" como o ainda presidente do seu partido, já fez saber aos conterrâneos que nem nos seus piores pesadelos deseja uma Madeira à moda de Luis Filipe Menezes... sensato portanto.

Ámen,

"O Santo"



Os advogados de Jardim Gonçalves, enviaram algures na semana passada para a redacção do jornal Publico as respostas às questões a que o fundador do Banco Comercial Português tem fugido, e a que pelo o que não se lê nessa pseudo entrevista, continuará a fugir.
Há falta do sumo do discurso indirecto do Sr. Engenheiro, "O Publico", na sua edição de hoje, espreme para chamada de capa a seguinte declaração: O caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento político".
Esta declaração é obviamente "a Obra" do banqueiro, porque se o entrevistado fosse o Sr. Gonçalo Alves (pequeno accionista popular do BCP) a capa seria outra: O caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento pessoal."

Ámen,

sábado, 5 de abril de 2008

Shannon Wright - 18 Junho, Santiago Alquimista





Tragam amigos também...

Sr. La Palisse não diria melhor: para ver é preciso ter visão


A economia mundial e o sistema financeiro enfrentam uma crise original, daquelas que obrigam a repensar as certezas sobre o funcionamento da economia e a organização das várias instituições. Prova disto é a confusão generalizada: os optimistas dos mercados acham que o pior já passou, ao passo que Greenspan e Soros anunciam o fim do mundo – é a pior crise desde a Grande Depressão ou desde a II Guerra Mundial, consoante a versão.

Primeiro que tudo, é melhor deixar a política orçamental fora disto. Embora tenha consequências óbvias sobre a economia real, esta é uma crise financeira. Aumentar a despesa pública ou baixar os impostos apenas servirá para colocar mais pressão na inflação, agravar défices orçamentais e externos. No fundo, aumentar o nível de endividamento dos países que terá de ser pago mais cedo ou mais tarde. Vai tomar-se um analgésico para atenuar a dor no presente, mas vão criar-se problemas para o futuro.Segundo, tiques regulatórios. O pilar base desta crise chama-se desconfiança. Com a liberalização e globalização do sistema financeiro internacional, ninguém sabe o que se passa na casa do vizinho. Os bancos têm medo de emprestar dinheiro aos outros bancos, o que está a criar os problemas de liquidez que vêm do Verão passado. Isto resolve-se atacando de frente as causas da desconfiança. Mas há um perigo: o remédio ser demasiado forte.Os políticos vão cair em tiques autoritários. É normal. Perante a crise e a reclamação do eleitorado, querem apresentar resultados. Assim, espera-se legislação e mais legislação para regulamentar tudo e mais alguma coisa. Os bancos centrais terão poderes reforçados. Mas é preciso ter cuidado e calibrar as medidas.Há actividades satélite na área financeira que actualmente estão em terra de ninguém. Essas têm obviamente que ser regulamentadas. As agências de ‘rating’ também têm que ter uma atitude mais responsável. No entanto, não se pode matar o doente com a cura. Tem que se preservar o funcionamento dos mercados financeiros e a sua capacidade de inovação, que foi um dos factores responsáveis pelo período de crescimento económico vivido até agora.Pede-se, portanto, sensibilidade e bom senso aos políticos europeus nas tentativas de resolução da crise. Se calhar era boa ideia não fazer nada para já. Esperar para perceber os reais contornos do problema e depois atacar. Até porque atacar o quê, e como? Se calcular o risco é possível, e de certa forma, temos mecanismos à nossa disposição para nos defender dos diversos cenários, já a incerteza é demasiado subjectiva, e não passível de cálculos objectivos que nos permitam de certa forma que passos dar no presente sem comprometer o futuro imediato. Ou seja precisamos de líderes com competências em astrologia, ou pelo menos que sejam visionários, e acima de tudo que consigam motivar as populações de que o caminho escolhido é o certo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Portugal “Cidade de Deus”?

Sem querer escamotear a importância de combater a violência nas escolas e os abusos provocados por alguns alunos, já para não falar do fenómeno do “bullying”, parece-me excessiva e despropositada a intervenção do Procurador-Geral da República, na sequência do episódio da Escola Carolina Michaelis revelado no You Tube. Pelo andar da carruagem, antes de vermos detectores de metais à porta dos bares e discotecas (nestas já obrigatório por lei), teremos de sujeitar os alunos e por que não também pais, professores e funcionários ao controlo de armas à porta das nossas escolas.

Tenho de acreditar que as nossas escolas não se converteram em “cidades de Deus” e que Portugal não vive um clima de guerra civil nas escolas.

O problema da violência escolar não se resolve, unicamente qualificando-o como fenómeno criminal ou mandando os alunos para os tribunais. O problema da violência escolar exige também a responsabilização dos pais e a acção preventiva dos professores. Ao Estado cabe valorizar o papel da escola como centro de uma comunidade de pessoas dirigido para a formação e qualificação dos alunos. A escola tem de ser um espaço de motivação para esse objectivo. A escola deve ser um espaço promotor da cidadania (já agora: para quando uma disciplina obrigatória de Educação para a Cidadania?).

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mas que mixórdia é esta?


Isto não soa a azeite estragado? JS, JSD e JP e mais alguns alinhados juntos? Uns mais ilustres do que outros... qual é a linha comum desta "liga dos pequeninos"?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

É o chamado "bailinho da Madeira"


O director técnico da AS Roma, Bruno Conti, criticou hoje Cristiano Ronaldo pela tentativa de "humilhação" aos jogadores italianos no encontro de terça-feira da Liga dos Campeões.

Conti considera que Ronaldo "é uma criança" e utiliza gestos técnicos desnecessários para humilhar os adversários.

Diz ainda Conti que "Há vários incidentes que mostram que Ronaldo é uma criança e deve ainda crescer. É cansativo ver um jogador que goza com o seu adversário. Há campeões que não se comportam dessa forma".

Ronaldo teve oportunidade de explicar o porquê dos gestos técnicos que irritaram Conti, juistficando-os com a vontade de fazer "coisas especiais". "Sou assim", disse Ronaldo.

Ah Grande Ronaldo!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

A Vitória está perdida

Este podia ser o título de um romance épico castrense.
Mas não.
Parece que a mítica águia do SLB se perdeu num dos treinos (ao contrário da equipa, que finalmente se reencontrou com ela própria e com os adeptos).

Tendo em conta que já estamos quase no fim da época, este facto já não representa um mau augúrio, dado a época estar quase de facto totalmente perdida

Esperemos que o animal possa regressar em segurança à Catedral da Luz.