terça-feira, 27 de maio de 2008

A Estratégia ao Serviço do Entretenimento


Optimus Alive 2008

Acho a imagem do festival muito bem conseguida. Está diferente, inovadora, não sei se é propositado a posicionamento city outside. Ou seja a imagem do festival parece um festival no meio de um descampado e não um festival citadino. Mais do que qualquer um da concorrência (SBSR e RiR, ou até o Creamfields) que têm uma imagem claramente de festival urbano.
O Festival Alive precisava de se diferenciar, para não fazer um “ataque frontal” ao(s) líder(es). Pois geralmente quem o faz, na maioria das vezes as coisas têm tudo para correr mal. Demonstra inteligência e o bom uso da estratégia ao serviço dos objectivos da empresa.
Vamos ver o que o futuro lhes reserva…

Uma outra nota vai para um comentário do blogue do Alive:
"A publicidade e os patrocínios sempre souberam usar uma dada imagética para ligarem os produtos a experiências culturais ou sociais positivas. (...) O efeito, se não mesmo a intenção original, da indústria mais avançada das marcas, é empurrar a cultura anfitriã para segundo plano e transformar a marca na estrela. (...) Com demasiada frequência, contudo, a natureza expansiva do processo de criação de marcas acaba por provocar a usurpação do evento, criando uma situação em que todos ficam a perder. Os fans começam a ter uma sensação de alienação (se não mesmo de verdadeiro ressentimento) em relação a eventos culturais que outrora acarinhavam."

-Naomi Klein, em "No Logo"

Sobre a qual a minha opinião é a seguinte
Percebo o comentário. Contudo isso é uma visão do consumidor que não sabe que para poder pagar 45€ por um bilhete de um festival com condições e montado de raiz, tem de haver patrocínios e/ou subsídios. É claro que ao consumidor isso pouco importa. E cabe também às marcas e organizações dos festivais que alienam(uns) e exploram (outros) um conceito chave-na-mão , preservar o conceito em si, não defraudar o consumidor final. Resumindo conseguir fazer as coisas subtilmente, para não secar a “fonte” e fazer com que os verdadeiros patrocinadores do evento – o público, não se sinta defraudo, e “dê de frosques”.

Enfim, lá diz o ditado – não há bela sem senão.
Um exemplo equilibrado por ora desse compromisso é o FMM de Sines.

Só para reforçar o quão certos estamos...

Desonestidade
Se a desonestidade compensa, por que tantas pessoas continuam a ser honestas e íntegras? Alguns respondem que o fazem por temer a Lei.

Francesco Alberoni

Por que razão devemos ser honestos, leais, manter a palavra dada, não fazer ameaças e chantagens quando sabemos que muitos, usando meios ilícitos, conseguiram enriquecer, se tornaram poderosos e são admirados e elogiados? Se muitas fortunas nasceram da genialidade de empreendedores, outras são fruto de patifarias. Os americanos chamam Robbert Baron a alguns dos seus famosos magnatas.

Se a desonestidade compensa, por que tantas pessoas continuam a ser honestas, íntegras, correctas? Alguns respondem que o fazem por temer a Lei. Mas alguém acha que as pessoas honestas são honestas por terem medo dos magistrados? Não. As leis são indispensáveis, mas não somos agradáveis com o nosso marido ou a nossa mulher, não cuidamos dos nossos filhos, não fazemos o nosso trabalho diário, não ajudamos os outros por medo da lei. A sociedade assenta em costumes, regras morais, valores, laços afectivos e é apenas quando estes factores deixam de funcionar que a lei deve intervir. E nem sempre com muito êxito, como demonstram a Máfia e a Camorra. O rigor moral começa a formar-se desde criança através do exemplo dos pais, dos professores, dos amigos. É uma bússola interna que vamos refinando enquanto adolescentes e adultos, com as experiências da vida.

É uma construção pessoal, o produto de uma vontade, de uma autodisciplina como todas as outras virtudes, todas as outras capacidades. O bom pianista, o bom futebolista devem começar cedo, mas depois continuar a cultivar as suas próprias capacidades. Quem não tiver construído essa bússola vai achar que é normal enganar, roubar, trair. E vai fazê-lo sempre.

E podemos perguntar-nos como é que os honestos, aqueles que têm a bússola da integridade, podem funcionar num mundo em que há tantos poderosos corruptos e tanta gente sem escrúpulos? Não serão sempre derrotados? Nem sempre. Porque quem optou pela rectidão e renunciou a ludibriar, é levado a desenvolver outras capacidades. É um pouco como o cego que, por não ver, adquire uma extraordinária capacidade auditiva táctil e cenestésica. O honesto desenvolve muito mais a inteligência, a criatividade, a eficiência. Inventa, organiza, constrói, inspira confiança, consegue que lhe dêem crédito. Quando temos de confiar realmente em alguém, ver as coisas bem feitas, somos obrigados a virar-nos para ele. Ninguém, nem sequer o político com menos escrúpulos, pode viver sem isso. Esta é a sua força e, por essa razão, afirma-se e faz com que seja possível viver na nossa sociedade.

http://www.alberoni.it/
____

Francesco Alberoni , Sociólogo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Serviço Público

Na sequência dos aumentos brutais no preço do Petróleo e do preço dos combustíveis junto vos deixo este link:
http://www.maisgasolina.com/
É notório que a comunidade se tenha organizado para permitir que a informação exista e que assim possa fazer uma escolha informada, poupando alguns tostões (que cada vez permitem comprar menos coisas...)
É seguramente uma das maneiras que temos de fazer funcionar um mercado que claramente funciona cartelizado, enquanto a autoridade da Concorrência não produz o aguardado relatório...
De realçar também a opinião da OPEP que o preço elevado não se deve a controlo da produção mas " às tensões geopolíticas, à especulação e ao dólar fraco"...

O que é facto é que a receita deles não pára de subir..

Nem a receita das grandes petrolíferas...

Nem a receita dos retalhistas de combustíveis..

e já agora,

Nem a receita fiscal....

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Chove chuva... chove sem parar


Parece que estamos no Outono e não na Primavera!

O site do Instituto de Meterologia prevê chuva garantida até domingo.

O site do Weather Underground prevê chuva com grande probabilidade até 4.ª feira da próxima semana.

Eu quero noites de Verão para poder dar uso ao meu churrasco!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dar voz a minurias... muy "minurias"

"O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado Português, onde, acrescentou, "historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha".O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014. "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária", afirmou, sublinhando que "uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol". Segundo Carod Rovira, Portugal deve perceber que a independência da Catalunha nada tem que ver com a regionalização. "A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores".O vice-presidente do Governo da Catalunha recorre à História, designadamente aos acontecimentos de 1640, para afirmar que "se as coisas tivessem sido ao contrário, hoje Portugal seria uma região espanhola e a Catalunha um estado independente". No século XVII, durante o reinado de Filipe III, Madrid foi confrontada com revoltas em Portugal e na Catalunha mas o Império, apoiado pela França, reprimiu as sublevações catalãs e da Biscaia.Josep-Lluis Carod Rovira, que fala e entende perfeitamente o português, garantiu ter "muitos aliados internacionais" para o que designa "projecto de independência para a Catalunha" mas recusou-se a aprofundar o assunto para não dar "pistas desnecessárias". Para Carod Rovira a situação da Catalunha é específica e não é comparável a nenhuma autonomia ou a qualquer processo de independência. "A Catalunha não é o Kosovo, nem é o País Basco, nem a Madeira", disse, considerando que "os processos de independência passam por três fases: ridicularização, hostilidade e aceitação. Neste momento, estamos entre a primeira e a segunda".Relativamente à participação activa dos imigrantes na construção de uma futura "República da Catalunha", Carod Rovira afirma que "todos podem vir a colaborar numa nação que é permeável à contribuição exterior". Trata-se de um "projecto integrador", sublinha. "Quero ser independente e quero que Catalunha seja mais um Estado da União Europeia", salientou."
Retirado de Publico.pt em 19 de Maio de 2008
Queria apenas dizer como um dos 7,5 milhoes de habitantes da Catalunha, que apenas este senhor partilha esta ideia consigo proprio. O seu partido (ERC- Esquerdas Republicanas de Catalunha) depois de ter conseguido um lugar no governo catalao por via de uma coligaçao de 3 partidos (2006), perdeu este ano a representaçao que tinha na assembleia nacional de Espanha. Face a esse resultado, Carod Rovira pediu a demissao do cargo de Sec. Geral da ERC (partido político do qual faz parte), o que demonstra como a sua mensagem, que se tem vindo a radicalizar, nao esta a ser aceite pelos cidadaos da Catalunha.

sábado, 17 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Com a verdade me enganas....

O ministro das finanças anunciava ontem, a descida do crescimento do PIB previsional para este ano. Revendo o indicador em baixa de 2,2% para 1,5%.
Vou convidar-vos agora a fazer o seguinte raciocínio comigo:

1) Na maioria dos países, e até nos desenvolvidos, há a chamada economia subterrânea. Que vamos assumir em Portugal represente cerca de 20% do PIB. Ou seja é a economia que não é facturada, não passa pelo crivo da contabilidade oficial das empresas, nem do estado.

1.1) Nos últimos anos tem havido um esforço enorme por parte da máquina fiscal do estado em contrariar a evasão fiscal, através de políticas e sistemas, que promovem moral, e por vezes coercivamente, que os cidadãos e empresas declarem os seus rendimentos na totalidade. Quem não se lembra de Paulo Macedo, que quase saiu da DGI em braços, e só saiu porque não podia auferir o rendimento que mensalmente recebia. Era contra a lei. Agora, e num estilo mais discreto, Azevedo Pereira segue-lhe as políticas…
Ou seja vamos assumir que como resultado destas políticas entre para o PIB cerca de 10% do valor que não era contabilizado:
Logo temos: 10%×20%=2% (parece-me razoável esta ponderação)
Se o ministro Teixeira dos Santos diz que afinal vamos crescer 1,5%, e se considerarmos que pela via das políticas contra a evasão fiscal o PIB sobe 2%, temos que afinal estamos a decrescer 0,5%. Na prática estamos em recessão.
Alguma falha no raciocínio? – Lamento desiludir-vos, mas nenhuma.

2) Para aquelas pessoas que seguem os números, como se duma religião se tratasse, mais um desafio: sentem que o rendimento é distribuído de uma forma mais equitativa pelos portugueses? Pois o PIB pode estar a crescer, como já vimos anteriormente duvido, mas as famílias e empresas sentem esse crescimento. Ou por contrário o rendimento está ao que os observatórios internacionais indicam, cada vez mais concentrado, sendo os efeitos do crescimento sentido cada vez por menos agentes económicos. É a mesma coisa que numa amostra de duas pessoas, elas comerem um frango, significando que comem meio frango cada um. Quando na realidade houve um que comeu o frango e o outro nem vê-lo…
Mais uma vez, alguma falha no raciocínio? – Mais uma vez,… nenhuma.

Resumindo, os números nem sempre são um indicador fiel da realidade, mas por isso mesmo são utilizados por quem sabe, para “pintar” um cenário menos mau da realidade. Quem sabe se não é para motivar, ainda assim as massas. Se for esse o objectivo espero que seja atingido. Caso contrário lá diz o ditado: “a verdade á como o azeite, vem sempre acima”

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Deixar de fumar.. até quando?

Retirado da Agência LUSA


«Sócrates anuncia que deixou de fumar em definitivo
2008-05-14, 17h10

Caracas, 14 Mai (Lusa) -- O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje aos jornalistas que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica por ter fumado num voo entre Caracas e Lisboa na segunda-feira.
Falando aos jornalistas na Faixa de Orinoco, Sócrates disse que a polémica por ter fumado num voo fretado pelo Governo à TAP lhe serviu para tomar consciência do seguinte:
"Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem", disse.
Por este facto, o primeiro-ministro disse ter tomado uma decisão:
"Não sei a última lei se aplica ou não aplica [ao caso do fumo em voos fretados], mas o Governo tem uma especial responsabilidade e eu também quero contribuir para isso. Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar", declarou.»

Não vai mesmo voltar a acontecer? Olhe que os jornalistas vão andar atrás de si...

Já agora, será que vai pagar a coima? Até porque - parece-me - uma coisa é deixar de fumar, outra é cumprir a lei...

Esta é boa!

De acordo com António Monteiro, porta-voz da TAP, transportadora aérea à qual foi fretado o avião que levou Sócrates e companhia à Venezuela, “o cliente que freta um avião pode ter regras diferentes das da companhia”, pelo que pedir autorização para fumar é um serviço especial “tão normal como pedir para se servir outra refeição, distribuir determinados jornais ou ver certos filmes”.
E que tal um cocktail de drogas? Se for num avião fretado, não há problema... Tudo isto mostra que está em curso uma tentativa de branqueamento desta questão. Ele há fretes... Além do mais, parece curioso que as televisões, à hora do jantar, nada tenham dito sobre o assunto. Apenas Mário Crespo na SIC Notícias deu algum relevo ao tema.

A mim parece-me muito claro o que diz a Lei do Tabaco: é proibido fumar em transportes aéreos e quem o fizer sujeita-se a pagar uma coima entre € 50 e € 750. Cabe ao piloto comunicar às autoridades a referida infracção e identificar o infractor, para que possa ser levantado o respectivo auto.
Mas há mais: o Decreto-Lei n.º 254/2003 que trata do regime de actos ilícitos a bordo de aviões já previa a proibição de fumar, classificando-a como contra-ordenação muito grave punindo tal facto com uma coima mais alta: de € 1000 a € 2500.

Pode ser muito bom para o Estado Português assinar dezenas de acordos comerciais com a Venezuela mas o Primeiro-Ministro não pode deixar de assumir que agiu mal e irresponsavelmente... não o fazer vai justificar a desobediência civil relativamente à Lei do Tabaco.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sem comentários... que paguem a coima!

Noticiou o Público Online há cerca de 3 horas atrás que o Primeiro Ministro José Sócrates e o Ministro da Economia e da Inovação Manuel Pinho, entre outros, fumaram a bordo do voo que os levou para a visita oficial à Venezuela.

Não pode haver cidadãos de 1.ª e cidadãos de 2.ª... Espero que o Primeiro-Ministro, o Ministro Manuel Pinho e todo os membros dos respectivos gabinetes que tiveram a ousadia de fumar num avião, à frente de jornalistas e empresários, assumam que violaram a lei que aprovaram em Conselho de Ministros há cerca de um ano atrás.

Esta é daquelas "borlas eleitorais" completamente desnecessárias... mas merecidas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Traz um amigo também...

domingo, 11 de maio de 2008

Ainda existe Civismo e Respeito

Acordei tarde, sol lá fora… dia bonito… mas um salto à net para ver ultimas noticias…
Ainda não sei o que pensar do que li, RAP ameaçado de morte, obrigado a mudar de casa e obrigado a mudar a filha de colégio, página de grupo radical com descrições da sua filha, revista sensacionalista com fotos da sua casa e referencia a valores de empréstimo.
Na escola dos meus tempos davam-se lições de civismo e respeito, mas isso já foi à taaaaaaaaaaaaaaanto tempo. Bem dita seja a "Religião e Moral" do meu liceu, em que se transformou?
Sinceramente sem palavras

sexta-feira, 9 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Letra do novo hino do PSD - País Sem Direita


“Um líder por favor, por três candidatos mal mascarados.”

(hino conjunto das condidaturas de PPC, MFL e PSL ao PPD/PSD)

Um partido português,
onde podem perder os três,
com vista para a Lapa e o Jardim,
da Madeira,
já não vai fugir.

Refrão:

Apenas têm que virar,
barões e bases de pernas para o ar,
ou procurar,
um buraco,
onde se enfiar.

Pagam a prestações,
dividas, multas… os trapalhões,
sem fim à vista,
a santanada,
“menino Pedro”, sempre na mama.

(Refrão) Bis
Velha de aço,
se a apanho nem sei que lhe faço,
pior ministra
foi impossível,
Só se o Durão voltasse.

(Refrão)

Um Coelho sem passo,
com o “urso” Ruas a dar-lhe “o abraço”,
rapaz mais “Doce”
só se trabalhasse,
deu p`ra Jota mas, não fez mais nada.

(Refrão)

Este país não é para velhos!

Sven Goran Eriksson, 60 anos (completados em Fevereiro), forte candidato a ser o próximo treinador do SL Benfica... e depois das movimentações de hoje será mesmo o escolhido pela direcção do clube.



Manuela Ferreira Leite, 67 anos (completa 68 anos em Dezembro), candidata a líder do PSD e a Primeiro-Ministro de Portugal... e a mais provável vencedora das eleições directas deste mês.



O que têm em comum?

Não só a provecta idade... mas também o facto de que não vão trazer nada de novo.

Ambos são portadores de ideias e métodos ultrapassados e ambos muito provavelmente não vão conseguir resolver as crises internas existentes tanto no PSD como no SL Benfica. A menos que aconteça aquilo que tantas vezes acontece no PSD e também no SL Benfica, ou seja, os seus militantes/sócios e os seus dirigentes provocarem um ainda maior hara-kiri e darem-se ao luxo de escolher opções ainda mais erradas.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Meninos, eu vi!








Sensacionalista, é o que se pode dizer da reportagem "Em Terra de Cegos" exibida recentemente pela TVI. A agressividade justiceira do repórter, constantemente a interromper o interlocutor, ao melhor estilo Manuela Moura Guedes, ameaçou retirar credibilidade a uma peça jornalística que, apesar de tudo, teve o condão de abordar frontalmente um tema que a todos é caro: o estado da Saúde em Portugal - mais concretamente na área oftalmológica.

É chocante que em pleno século XXI haja pessoas em Portugal a cegar por não conseguirem uma consulta em tempo útil. Neste campo, há inegavelmente (ir)responsabilidades políticas imputáveis aos governantes (os actuais e os anteriores): é gritante a constante incapacidade de dotar os hospitais portugueses de condições materiais e humanas próximas das dos seus congéneres europeus, o que em parte ajuda a explicar a crescente fuga de profissionais do sector público para o privado.
Mas da Ordem dos Médicos também se esperava mais na resolução deste problema.
Não se compreende que uma Ordem alegue que não haja falta de profissionais da saúde em Portugal e se oponha à abertura de mais faculdades de medicina, quando o que salta à vista do cidadão comum são as intermináveis filas de espera nos hospitais.
Não se compreende que um bastonário se preocupe tanto em questionar as condições de higiene em que um oftalmologista espanhol operou 234 cataratas num espaço de 6 (!) dias em Elvas, quando muitos dos seus pares operam diariamente em condições iguais - a produtividade é que poderá divergir.
Assim como não se compreende os entraves colocados a médicos estrangeiros, ou portugueses licenciados em países da UE, que se vêem impossibilitados de exercer em Portugal por não terem os seus diplomas reconhecidos pela criteriosa Ordem dos Médicos.
Perante tamanhas sumidades académicas, resta-nos aguardar por uma chuva de sucessores do dr. Egas Moniz na atribuição do próximo Nobel, caso não estejam demasiado entretidos a efectuar lobotomias ao Serviço Nacional de Saúde...

É por estas e por outras que defendo o fim da ADSE


E bem, a meu ver...

Como sabem a ADSE é o sistema de saúde particular dos funcionários públicos - e também dos seus familiares e também para quando fiquem aposentados - para o qual contribuem com apenas 1% do seu vencimento. A ADSE abrange mais de 1, 3 milhões de pessoas em Portugal (beneficiários no activo ou aposentados e seus familiares). O défice de funcionamento da ADSE é largamente financiado pelo Orçamento do Estado (em 2006, os encargos da ADSE chegaram aos 946 milhões de euros, registando uma subida de 8,5%, quando as contribuições apenas atingiram 102 milhões de euros).

Acontece que este sistema privativo dos funcionários públicos lhes dá acesso, para além do Serviço Nacional de Saúde, a um conjunto de comparticipações em cuidados de saúde, seja de livre escolha ou em regime de convenção (como a que foi agora celebrada com o Hospital da Luz) e apenas com alguns limites Inclui um conjunto de cuidados que vão desde os clássicos tratamentos, consultas e cirurgias ao acesso a apoio de enfermagem, a apoio domiciliário, lares, comparticipação em medicamentos ou transporte.

Por tudo isto, compreendo e dou o meu apoio à ministra da Saúde que lamentou hoje pessoalmente a decisão da ADSE celebrar um protocolo com o Hospital da Luz para prestação de serviços aos funcionários públicos, não só porque representa um desinvestimento no sector público (Serviço Nacional de Saúde a que todos têm acesso) mas porque também representa o agravamento da situação de privilégio dos funcionários públicos.

Talvez não saibam mas o mais curioso de tudo isto é que a ADSE não depende da Ministra da Saúde mas sim do Ministro das Finanças.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ressuscitar...

Tormei-me hoje Um Crente...
Todos nós temos um acontecimento na nossa vida que nos faz mudar a maneira de encarrarmos as nossas crenças, o sentido das coisas, mesmo a nossa vida e existência...
Para Maria Barroso, foi o acidente de Joao...

Para mim foi o ressuscitar do Pedro...
afinal à sempre vida depois da morte...
mesmo quando se trata de um suicidio...

Bem dito seja o Senhor... por me dar este sinal...

Amén

sábado, 3 de maio de 2008

O filho da... Revolução!


*Camarada "Abel" 6 anos antes de preencher a ficha em casa de Santana Lopes.


…a Revolução pá? Os camaradas na Alameda,
e a Internacional, que ninguém sabe a letra!
Está tudo mal…
E a luta pá?
A China, a Albania?
Quem faz frente aos "filhos da puta"?
Na FDL ainda demos a cartilha,
Mas com o Cunhal,
nem lá na Cova da Piedade fazia farinha.
Revisionista.
Social-facista, era o que ele era pá!
E o FMI! O MFA!
Ainda te lembras pá!
O Carlucci, o Freitas, o Soares, etc., pá!
Mataram o John, e o Zeca também morreu.
O Mao é que sabia o que era cultura pá!
"Pelos camponeses e para os operários de Portugal"
Belos murais que a gente pintava pá!
Ninguem quer saber desta merda

E hoje pá?
E o amanhã?

- Bem… hoje vou-me deitar. E amanhã... amanhã acordo, como hoje, Presidente da Comissão Europeia.

"Maio de 68 sempre!
25 de Abril nunca mais!"
Ámen

Paz à sua alma!


40 anos.

Estava velho!
Nem as noivas me davam uso,
nem os jovens sabiam do meu abuso.
Democratizada a tendência,
Da forma à essência,
Empacotado ou em menu,
No Love Parade lá mostrava o cu,
O Daniel no parlamento europeu,
De Paris para o Mundo: o EU!
Agora sou marca “made in”,
Wanna be Joe Berardo, “fuck him”

Mai c`est mort, long live May!!

Ámen.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Gardening at night

Aqui vai a receita, para quem pretenda iniciar-se, do Conde Camillo Negroni:














  • 1 dose de gin (3 a 5 cl)
  • 1 dose de vermute (pode ser Martini Rosso) (3 a 5 cl)
  • 1 dose de Campari (3 a 5 cl)
  • Juntar gelo e uma rodela de laranja e já está!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Excesso de autonomia universitária

De novo o país das ilusões... mas gostei de um dos contornos dos objectivos do curso de mestrado: "proporcionar à sociedade civil", como se a sociedade civil estivesse necessitada deste tipo de profissionais com formação científica.
Já estou a ver o percurso de um jovem deste nosso País: primeiro tira o 9.º ano fazendo um curso de jogador de futebol, depois chega à Universidade e acaba mestre em gestão e manutenção de campos de golfe... podendo optar pela gestão ou pela manutenção, conforme o gosto.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O cúmulo do capitalismo selvagem chinês


Conta a BBC que foi descoberta uma fábrica no sul da China que se encontrava a produzir bandeiras do Tibete... perante a ignorânica tanto do gerente da fábrica como dos trabalhadores.

Apenas quando começaram a ser divulgadas as imagens das manifestações pró-Tibete que, com o início dos Jogos Olímpicos cada vez mais próximo, se vão desenrolando um pouco por todo o Mundo, é que os responsáveis da fábrica se aperceberam do real significado da encomenda que tinham entre mãos.

Promover o Carsharing para a cidade de Lisboa


Saíu na edição do semanário Sol de 25 de Abril de 2008, no caderno "Confidencial". Vamos ver até que ponto este projecto, acima de tudo de cariz cultural revolucionário, para o nosso burgo, vai de facto para a frente. Tenho a certeza, que a acontecer, a "irmandade", será a primeira a saber...

Cumplicidades e/ou promiscuidades do movimento associativo universitário

Depois admiram-se que a AAL está a esvaziar-se, e consequentemente a morrer. Já é o segundo dirigente que sai da AAL para a organização RiR e R&B. Depois de Nuno Sousa Pinto (responsável da pior SAL de sempre), mas ao mesmo tempo responsável por ter passado a produção da SAL para as mãos da R&B, é a vez de Ricardo Acto ex-presidente da AAL também fazer parte das ditas organizações. Enfim, sempre os mesmos actores, com os mesmos costumes de sempre.

Resultados => as sucessivas edições da SAL têm sido medíocres, e ao que se sabe as associações não se revêem na AAL, nem na política educativa que tem sido posta de lado, e muito menos na SAL. Anda tudo a brincar às mini-empresas, e pelos vistos nem esse trabalho sabem fazer. Também o que me parece é que as pessoas quando lá passam estão “com um olho no burro e outro no cigano” a espreitar a oportunidade que surge quando de lá saem.

Não viria mal nenhum ao mundo se isso fosse feito com processos claros e transparentes, e sobretudo sem prejudicar os interesses da AAL e das AE’s representadas. O problema é que nem sempre isso acontece, e o que se passa são claramente processos de tráfico de influências.

PS - Quero no entanto deixar claro que os nomes por mim supracitados, são meros casos visíveis aos olhos de todos, e não quero dizer que sejam o alvo directo das minhas críticas, nem que exista algum processo menos claro na sua ascensão de carreira. Mas vivemos num país livre e todos nós ao agirmos e tomarmos decisões somos passivos de críticas. É um dos direitos fundamentais que temos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Políticos...

Política, Políticos, Partidos, Politicies, Politics e outras coisas começadas por p...

Nota introdutória:
Mantenho à vários anos uma intensa relação de amor/ódio com a política. Amor por considerar que de nenhuma outra forma tão poucos poderão fazer tanto por tantos (creio que já li isto algures) e ódio pela forma como tão poucos têm feito tão mal a tantos (eles próprios exclusivé, bem entendido). Tenho consciência de que este tipo de declarações estão na moda, mas no meu caso levo pelo menos uma década a dizer o mesmo, e não tenho por hábito criticar algo sem propor formas de (acredito) o melhorar.
Aqui têm o meu manifesto, adoro policies e odeio politics, e não criticarei negativamente algo (ao contrário do que é versão corrente, criticar não é necessariamente depreciar) sem ter ideias para sugerir. Kiss = Keep It Small and Stupid, ops sorry, Simple...

Políticos...
Gostava de poder dizer que o actual panorama político não podia ser mais desolador... Afinal, entre Pseudo-engenheiros com passados no mínimo sombrios, líderes de partidos que duram meses e saem já a ver quando voltam, partidos pequenos que continuam a insistir naquilo que os faz pequenos (faz sentido um partido existir sem aspirar e trabalhar para ser governo?), Autarquias que todos os dias dão um novo sentido à palavra absurdo, jornais e jornalistas que na hipótese mais bondosa são acéfalos e uma nova geração de líderes políticos douturados (assim como assim... ) das juventudes partidárias quem me puderia censurar? Mas já aprendi que por pior que estejamos, podemos sempre piorar... How low can we go?

Tenho para mim uma ideia de que todos os nossos governantes deveriam ter um número de requisitos mínimos para exercer certos cargos, e adorava discutí-los. Inteligência, honra, integridade moral e ética, nível mínimo de QI (não posso estar mais a sério), exame neuro-psicológico (a quantidade de coisas cujos resultados explicariam), etiqueta e boas maneiras (why not?), formação pessoal (de vida e/ou académica), percurso profissional (sim, ainda hoje tenho dificuldades em perceber o conceito de político de carreira), percurso político (ninguém deveria ser ministro sem antes ter tido outra tipo de experiências governativas de menor responsabilidade) são alguns dos pontos de um caderno de encargos que imporia para a adjudicação de certos lugares dos quais depende a gestão de boa parte dos recursos do país.

A publicação de declarações de rendimentos e patrimoniais (imaginem a comparação entre o antes e depois em vários casos) poderia também ser bastante útil, e extremamente divertido seria um pequeno resumo das diversas posições (e ficava-me pelas públicas) tomadas ao longo dos anos sobre o mesmo assunto...

Um relatório sobre a sua actividade durante o exercício dos cargos seria por certo esclarecedor e naturalmente mecanismos de responsabilização sobre as consequências dos seus actos enquanto gestores de uma Nação (conceitos como Nação, Pátria e outros que tais deveriam poder ser utilizados sem os habituais comentários patetas dos pseudo intelectualóides de esquerda...).

Para equilibrar estaria disposto a pagar-lhes verdadeiras fortunas baseado em critérios de desempenho, fortunas essas de que de resto aparentemente já recebem, e que os tornariam muito mais díficeis de influenciar...

What do we have to loose?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Os 10 Mandamentos + 1 (não menos importante)


Os que me conhecem sabem que nunca fui um cidadão tão responsável como apregoo nestes mandamentos, que em baixo publico. Mas para aqueles que tão bem me conhecem sabem que nunca fui de me acomodar ou de ficar parado à espera que a caravana passe sem nada fazer... Aliás, aquilo que nos une (à irmandade e respectivas amizades satélites) é a capacidade de querer saber mais com o intuito de fazer melhor. Se possível ajudar a preconizar a mudança. Não fui eu que escrevi estes “mandamentos”, mas nas minhas pesquisas deparei com eles... E, não hesitei. Tinha de partilhá-los convosco, para nos fazer pensar. Pois a atitude da avestruz que mete a cabeça dentro da areia nunca foi a nossa...

1 - Seja optimista, pense e observe que os melhores prazeres da vida não implicam
consumo e são gratuitos.

2 - Cuide do planeta, da cidade e da rua com mais cuidado que a sua própria casa. Porque é de todos.

3 - Consuma sem sentimentos de culpa, mas com a consciência plena das
consequências que todos os pequenos actos têm nos outros e na natureza. Tenha
diálogos internos sobre ética a olhar a imensidão do mar.

4 - Feche os olhos e imagine como gostaria que fosse a sua rua, o seu bairro e a sua
cidade. Partilhe e melhore a sua visão com os amigos e o mundo. Comunique. Converse sobre os dilemas éticos da sua visão.

5 - Perceba que exercer a liberdade perante limites físicos e morais é perfeitamente
possível e desejável. Comprar todos os móveis e electrodomésticos que deseje e
apetece poderá ser a melhor forma de transformar a sua casa num inferno. Comer tudo o que lhe apetece, poderá ser a forma mais rápida para chegar a uma vida miserável de doença e eventualmente a uma morte prematura e dolorosa.

6 - Participe sempre no limite das suas possibilidades. Escreva cartas. Vá a reuniões da sua freguesia. Faça perguntas. Aprenda a escrever. Como? Porquê? Quando? Exija
respostas. Inscreva-se numa ONG ou num partido político. Pinte a manta.

7 - Escolha uma causa útil e não largue. Amplie a sua voz. Abrace as tecnologias. Seja
sereno.

8 - Informe-se o melhor que pode. Exija transparência nas decisões e nos processos. Esteja atento. Seja transparente – a política é de todos.

9 - Não tenha medo da autoridade nem dos mais fortes.

10 - Dê o exemplo. Se tiver posições de responsabilidade, mais força terá o seu exemplo.

11 - Seja positivo.

Fonte: Mario J Alves, Março 2007

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Excesso de "novas oportunidades"


No Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda esteve afixado este anúncio de um curso, iniciado em Dezembro, e que permite aos jovens entre os 15-25 anos, que tenham como habilitações o 6.º e 7.º ano, que possam obter a equivalência ao 9.º ano.

Trata-se - nada mais nada menos - de um curso de jogador ou jogadora (que as oportunidades são para todos e todas) da bola... gosto particularmente da definição de jogador da bola.

Se isto é para obter o 9.º ano, imagino que inventarão para obter equivalência ao 12.º ano!

Chamo a atenção para o último dos objectivos pretendidos com o curso:

" - Utilizar a imagem pública na construção da carreira e do êxito pessoal, na divulgação da equipa e do clube que representa". Qual Figo, qual Cristiano Ronaldo, o futuro está na "cantera" do Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda.

Vivemos mesmo num país de ilusões.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

E o burro sou eu?


Aqui está o nosso Tio Franco in Brazil... a beber o seu "chopezinho" gelado descontraidamente à espera que o sol tropical se deite e que a sua compagnon de route venha sentar-se à beira dele.

E o burro... sou eu?? heeeee... heeeeeeeeee.....




É Empreendedorismo, estúpido!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Acéfala...


Eu sei que vou ferir susceptibilidades ao escrever estas parcas, mas sentidas palavras. É um pensamento que às vezes me persegue. Não muito, é certo. Mas basta folhear uma revista fútil (daquelas boas para aliviar o trânsito intestinal congestionado), ou olhar para o lado do hemiciclo onde se senta o CDS/PP. Quem é que elegeu deputada a acéfala da “TECAS”? Mas pior quem é que a pôs nas listas?
Ainda no expresso da semana passada vinha citada uma verborreia entre a Tecas, vulgo Teresa Caeiro e o Ministro Augusto Santos Silva onde a senhora iniciava o debate dizendo: “Tenho entre 30 e 40 anos e nunca fiz greve”. Sem comentários…
Ontem, era vê-la no frente-a-frente do Jornal das 9, da SIC Notícias com o João Soares. A senhora mais uma vez ia muito bem vestida, e com um ar que roça a “boneca de porcelana”. Quando começa a abrir a boca, e a ter de abrir a boca para dizer alguma coisa que tenha, principio, meio e fim, é que é pior. Se calhar sou só eu que embirro com o estilo da senhora. Eu e talvez todo o eleitorado que se abstém, ou vota noutros partidos, ou ainda que não é família da senhora.
É caso para dizer “porque no te callas” ou “porque no te cambian”…

terça-feira, 8 de abril de 2008

A casa da deputada!


Terei sido demasiado ácido na crítica ao blogue camaradecomuns.blogspot.sapo.pt? Por ventura não – pensava eu – até que (por desventura), tropecei nesse inefável vasilhame de detritos escritos em tons de rosa que dá pelo nome de "A casa da deputada Marisa Costa".
Na tradição preguiçosa do "Bexigas", a coisa só não assume dimensão mais critica, porque o reprodutor que alimenta a “casa da deputada”, sempre preferiu as idas ao "caldo verde"* a quaisquer outras coisas que não tivesse álcool e/ou mamas.
Os meus sinceros pedidos de perdão para os Diogos Henriques, os Paulos Ferreiras, os Pedros Motas Soares e outros párias sociais que povoam essa câmara. A câmara de “vulgares”, é afinal, o 2º pior blogue que já tive o azar de visitar.
A casa da deputada amiga do amigo do caldo verde* leva a medalhinha!

Ámen,

*Petit nom, usado amiúde pelo "Bexigas", quando se referia à 2ª casa: o Passerelle do , também decadente, Centro Comercial Lusíada!

A camara de vulgares.

Hora triste, aquela em que alguém promoveu o encontro de tamanha mediania num mesmo blog.
Sem rei nem roque, a verborreia escorre pelos posts dessa “câmara de vulgares”, numa pachorrenta contradição com a sua pseudo motivação principal, o contraditório.
Esta câmara que só lembra a casa de palha dos três porquinhos, com uma diferença significativa, é que aqui os porquinhos e porquinhas são muitos mais.
Estes wannabe`s a deputados, e deputados dependentes da guarida a wannabe`s, dizem-se de direita e de esquerda, mas eu digo, fazem todos parte da mesma câmara de má fama onde só Sigmund Freud entraria sem pagar.
Na amizade e respeito pela honestidade intelectual de quem me lê, termino este post com duas sugestões.
Primeiramente, e apesar da publicidade que aqui lhes faço, não percam o vosso tempo com tamanha vulgaridade, e evitem a consulta desse sucedâneo de vácuo blogosférico.
Em 2º lugar, da próxima vez que cada um dos mercadores de favores que escrevem nessa câmara lhe pedir o seu voto, mande-o à… “camaradecomuns.blogspot.sapo.pt”.

Ámen,

Luis Filipe "O Inocente"

Há já uns anitos atrás, um septuagenário italiano de cabelo grisalho e santinha na mão, ganhava no Estádio do Algarve o ultimo campeonato para os lampiões. Mais precisamente aos 11 minutos de jogo, o lateral direito da equipa visitada (não, não era o Farense) força a expulsão quando a sua equipa ganhava por 1-0 (que viria a perder por 1-3). O promissor jogador Rui Duarte, à época com contrato assinado com o Benfica, é denunciado pelo seu treinador como tendo sido alvo de pressões inaceitáveis nas vésperas do jogo.
O Benfica ganha o campeonato, e para não se falar mais no jeitinho que o rapaz tinha feito ao futuro patrão, o clube da luz, na continuidade da tradição de ingratidão que o caracteriza, acaba por rasgar o que já havia assinado, e por troca de uma compensação financeira, Rui Duarte ruma ao Bessa onde ocupa o lugar de Nelson, 2ª escolha do Benfica para lateral direito (sequer tinha feito 2 dezenas de jogos pelo Boavista).
Ontem, Jorge Ribeiro (2 meses de salários em atraso no Boavista) marcou miseravelmente um penalty para as mãos de Quim (futuro colega de equipa no Benfica). Se isto não bastasse para ajudar o Benfica, um jogador do Boavista viu um vermelho directo merecidíssimo, colocando o SLB em superioridade numérica durante boa parte da partida.
As ajudas não foram suficientes, o Benfica jogou que se fartou mas não marcou (porque a bola é redonda) e no final do jogo, o Presidente Luis Filipe veio denunciar que os resultados desportivos na Superliga são combinados e até pediu a intervenção da PJ, sugerindo a vigilância das pessoas da arbitragem.
Senhores inspectores da Policia Judiciaria vão em frente! Mas investiguem também o “chicos espertos” que assediam os jogadores das equipas adversárias nas vésperas dos jogos.
Pois é, o homem não ficou rico de um dia para o outro por ser parvo, e se os azuis já tinham os árbitros na mão, "bora lá" comprar os jogadores das equipas adversárias. Mas desta vez nem vais à Champions e o rapaz vai ter que vir mesmo para o Benfica.
Alguém que avise o Sr. "Orgulhosamente com a 4ª classe" que comprar os jogadores adversários também é corrupção.
Dêmos graças a Deus por não sermos Benfiquistas, e rezemos para que um dia o apito também seja encarnado.
Ámen



segunda-feira, 7 de abril de 2008

L`orange demodé



O tristonho Luis Filipe Menezes quer "um PSD à moda de Alberto João Jardim"... apalhaçado portanto.
Entretanto Alberto João, que apesar das palhaças não consegue ser tão "triste" como o ainda presidente do seu partido, já fez saber aos conterrâneos que nem nos seus piores pesadelos deseja uma Madeira à moda de Luis Filipe Menezes... sensato portanto.

Ámen,

"O Santo"



Os advogados de Jardim Gonçalves, enviaram algures na semana passada para a redacção do jornal Publico as respostas às questões a que o fundador do Banco Comercial Português tem fugido, e a que pelo o que não se lê nessa pseudo entrevista, continuará a fugir.
Há falta do sumo do discurso indirecto do Sr. Engenheiro, "O Publico", na sua edição de hoje, espreme para chamada de capa a seguinte declaração: O caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento político".
Esta declaração é obviamente "a Obra" do banqueiro, porque se o entrevistado fosse o Sr. Gonçalo Alves (pequeno accionista popular do BCP) a capa seria outra: O caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento pessoal."

Ámen,

sábado, 5 de abril de 2008

Shannon Wright - 18 Junho, Santiago Alquimista





Tragam amigos também...

Sr. La Palisse não diria melhor: para ver é preciso ter visão


A economia mundial e o sistema financeiro enfrentam uma crise original, daquelas que obrigam a repensar as certezas sobre o funcionamento da economia e a organização das várias instituições. Prova disto é a confusão generalizada: os optimistas dos mercados acham que o pior já passou, ao passo que Greenspan e Soros anunciam o fim do mundo – é a pior crise desde a Grande Depressão ou desde a II Guerra Mundial, consoante a versão.

Primeiro que tudo, é melhor deixar a política orçamental fora disto. Embora tenha consequências óbvias sobre a economia real, esta é uma crise financeira. Aumentar a despesa pública ou baixar os impostos apenas servirá para colocar mais pressão na inflação, agravar défices orçamentais e externos. No fundo, aumentar o nível de endividamento dos países que terá de ser pago mais cedo ou mais tarde. Vai tomar-se um analgésico para atenuar a dor no presente, mas vão criar-se problemas para o futuro.Segundo, tiques regulatórios. O pilar base desta crise chama-se desconfiança. Com a liberalização e globalização do sistema financeiro internacional, ninguém sabe o que se passa na casa do vizinho. Os bancos têm medo de emprestar dinheiro aos outros bancos, o que está a criar os problemas de liquidez que vêm do Verão passado. Isto resolve-se atacando de frente as causas da desconfiança. Mas há um perigo: o remédio ser demasiado forte.Os políticos vão cair em tiques autoritários. É normal. Perante a crise e a reclamação do eleitorado, querem apresentar resultados. Assim, espera-se legislação e mais legislação para regulamentar tudo e mais alguma coisa. Os bancos centrais terão poderes reforçados. Mas é preciso ter cuidado e calibrar as medidas.Há actividades satélite na área financeira que actualmente estão em terra de ninguém. Essas têm obviamente que ser regulamentadas. As agências de ‘rating’ também têm que ter uma atitude mais responsável. No entanto, não se pode matar o doente com a cura. Tem que se preservar o funcionamento dos mercados financeiros e a sua capacidade de inovação, que foi um dos factores responsáveis pelo período de crescimento económico vivido até agora.Pede-se, portanto, sensibilidade e bom senso aos políticos europeus nas tentativas de resolução da crise. Se calhar era boa ideia não fazer nada para já. Esperar para perceber os reais contornos do problema e depois atacar. Até porque atacar o quê, e como? Se calcular o risco é possível, e de certa forma, temos mecanismos à nossa disposição para nos defender dos diversos cenários, já a incerteza é demasiado subjectiva, e não passível de cálculos objectivos que nos permitam de certa forma que passos dar no presente sem comprometer o futuro imediato. Ou seja precisamos de líderes com competências em astrologia, ou pelo menos que sejam visionários, e acima de tudo que consigam motivar as populações de que o caminho escolhido é o certo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Portugal “Cidade de Deus”?

Sem querer escamotear a importância de combater a violência nas escolas e os abusos provocados por alguns alunos, já para não falar do fenómeno do “bullying”, parece-me excessiva e despropositada a intervenção do Procurador-Geral da República, na sequência do episódio da Escola Carolina Michaelis revelado no You Tube. Pelo andar da carruagem, antes de vermos detectores de metais à porta dos bares e discotecas (nestas já obrigatório por lei), teremos de sujeitar os alunos e por que não também pais, professores e funcionários ao controlo de armas à porta das nossas escolas.

Tenho de acreditar que as nossas escolas não se converteram em “cidades de Deus” e que Portugal não vive um clima de guerra civil nas escolas.

O problema da violência escolar não se resolve, unicamente qualificando-o como fenómeno criminal ou mandando os alunos para os tribunais. O problema da violência escolar exige também a responsabilização dos pais e a acção preventiva dos professores. Ao Estado cabe valorizar o papel da escola como centro de uma comunidade de pessoas dirigido para a formação e qualificação dos alunos. A escola tem de ser um espaço de motivação para esse objectivo. A escola deve ser um espaço promotor da cidadania (já agora: para quando uma disciplina obrigatória de Educação para a Cidadania?).

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mas que mixórdia é esta?


Isto não soa a azeite estragado? JS, JSD e JP e mais alguns alinhados juntos? Uns mais ilustres do que outros... qual é a linha comum desta "liga dos pequeninos"?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

É o chamado "bailinho da Madeira"


O director técnico da AS Roma, Bruno Conti, criticou hoje Cristiano Ronaldo pela tentativa de "humilhação" aos jogadores italianos no encontro de terça-feira da Liga dos Campeões.

Conti considera que Ronaldo "é uma criança" e utiliza gestos técnicos desnecessários para humilhar os adversários.

Diz ainda Conti que "Há vários incidentes que mostram que Ronaldo é uma criança e deve ainda crescer. É cansativo ver um jogador que goza com o seu adversário. Há campeões que não se comportam dessa forma".

Ronaldo teve oportunidade de explicar o porquê dos gestos técnicos que irritaram Conti, juistficando-os com a vontade de fazer "coisas especiais". "Sou assim", disse Ronaldo.

Ah Grande Ronaldo!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

A Vitória está perdida

Este podia ser o título de um romance épico castrense.
Mas não.
Parece que a mítica águia do SLB se perdeu num dos treinos (ao contrário da equipa, que finalmente se reencontrou com ela própria e com os adeptos).

Tendo em conta que já estamos quase no fim da época, este facto já não representa um mau augúrio, dado a época estar quase de facto totalmente perdida

Esperemos que o animal possa regressar em segurança à Catedral da Luz.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Parabéns, El Cid!





quarta-feira, 12 de março de 2008

Mudança de imagem, para quando mudança de líder?











Qual foi a agência de comunicação que se encarregou de achar que Portugal se muda colocando o símbolo do PSD dentro de uma toalha de mesa?

Sexo no parque


Ora aí está mais um exemplo dos modernos costumes holandeses.
A partir do próximo Verão, deixará de ser proibido e de ser criminalizado a prática sexual durante a noite no parque Vondel em Amesterdão.
Se a moda pega... ainda veremos a CM Lisboa a permitir este tipo de actividades lúdicas junto ao rio Tejo, no Parque das Nações ou em qualquer dos miradouros de Lisboa.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Os ciclos económicos e o Gandalf do "Senhor dos Anéis"


A “Visão” de há duas semanas trazia um artigo de fundo sobre a “geração em saldo”. É um artigo interessante, não só pelo que diz mas acima de tudo pelas conclusões políticas que se devem tirar do assunto. São jovens, menos de quarenta anos, qualificados, muitos com mestrados e mesmo doutoramentos, e com trabalhos precários. Como disse uma das jovens, temos “a vida sempre adiada”. Alguns vivem ainda em casa dos pais, a maioria vive com amigos, ou com namoradas (ou namorados). A afirmação de um destes jovens diz tudo: “os nossos pais deram-nos mais do que tiveram, mas nós temos menos do que eles”. É o retrato do retrocesso social. Se os ciclos ecómicos são como o nome indica, cíclicos parece que apanhámos a faze descendente do ciclo. Mas como diz o Gandalf não escolhemos quando nascemos e em que condições, temos é de em face das opções e o ambiente que se nos depara fazer o melhor que nós prórios conseguimos. Nem que seja para não termos problemas de consciência e conseguirmos viver bem connosco.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Equidade ou talvez não

“Zapatero repasó los, a su juicio, logros del Ejecutivo en estos años, anunció que, si gana, el Gobierno que presida devolverá a todos los contribuyentes 400 euros,[…] El coste de esta promesa para las arcas del Estado sería de unos 5.000 millones de euros, lo que supone menos de la cuarta parte del superávit público con que se ha cerrado 2007. Además, esa devolución afectará a los cerca de 13 millones de personas que tributan a Hacienda en España.”
El Pais.com – 27/01/2008

Nem tudo são rosas e nem tudo é como se escreve nos jornais... mas podemos comparar com a seguinte noticia:

“A transportadora ferroviária Fertagus vai devolver ao Estado 2,4 milhões de euros relativos ao exercício de 2007, mais 33% face aos 1,8 milhões entregues há um ano.
A devolução deste montante ocorre ao abrigo do contrato de concessão da travessia ferroviária da ponte 25 de Abril, que prevê a partilha do crescimento das receitas conseguido pela transportadora.”
Publico.pt – 7/03/2008

Alguma devolução aos passageiros, talvez um não aumento dos bilhetes no inicio do próximo ano??????

El Niño Llora

Messi, terça-feira 4 de Março de 2008, Camp Nou, Barcelona, Catalunha, Espanha... uma arrancada "con ganas" en direcçao à baliza e o músculo da anca rompeu… conseguia andar as dores eram suportáveis… mas o “menino” chorava… chorava de não poder jogar, chorava de não poder fazer o que mais adora, chorava de orgulho à camisola que transpira em cada minuto que passa entre as 4 linhas...
Fazem falta mais imagens destas no futebol profissional dos nossos dias...

Um cotovelo que vale nove milhões.

Cardozo é inocente.
Ao domingo joga num país latino onde “El fútbol no es para las niñas”, à quinta-feira, e sem mudar de cidade, está a jogar na pais Europa onde as leis do jogo são para se cumprir.
Cardozo é inocente.
Por defeito, e em todos os sentidos do termo, um jogador do Benfica é sempre uma vitima. Passados apenas oito minutos de jogo, são insondáveis as razões que o espanhol teria para agredir, e daquela forma (com o rosto), o braço do paraguaio.
Cardozo é inocente.
Chegou há pouco tempo da América do Sul, mas o suficiente para já lhe terem contado como é que o presidente do seu clube fez fortuna (à boa maneira da América Latina). Mas o que se passa na cabeça do sr. Grzegorz Gilewski ?! Não tem familia para alimentar? Quer ir dar de comer aos peixinhos? No Paraguai quem vende pneus tão bem recheados como os que o Luís Filipe vendia, ficava sem mãozinha para voltar a puxar do cartão a um jogador do glorioso . O homem que ponha os olhos no sr. Parati! Esse sim, um homem prevenido, que vale por dois, ou até por três cartões encarnados... a descansar no bolso.
Cardozo é inocente.
Apenas seguiu o exemplo dos seus capitães, daquele que acabou o jogo de Alvalade e do entrou com a braçadeira no jogo de hoje.
Cardozo é inocente.
Os culpados são 6 milhões. Quantos títulos teria o SLB, se o futebol português fosse (só) jogado com pés e cabeça? Mas se é disto que o povo gosta...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Nasce um novo partido (2)

Ontem à noite, na SIC-Notícias, Ana Lourenço desafia Rui Marques, porta-voz do Movimento Esperança Portugal (MEP) a justificar as motivações por detrás deste novo partido.
Para além da retórica useira dos políticos clássicos e na dificuldade em dar expressão aos apelos de Ana Lourenço para que fossem dados exemplos de medidas e acções concretas, Rui Marques assumia a forte convicção em dar às Portuguesas e aos Portugueses (até aqui o jargão utilizado é o mesmo) uma "política de esperança".
É curioso ver como sopram os ventos da América e da antecâmara das eleições presidenciais nos EUA e como expressões como "mudança" ou "esperança" tomam de assalto o ideário político europeu.
Vejamos dois exemplos bem actuais: tanto o MEP de Rui Marques ("A Política da Esperança") como o novo Partido Democrático de Walter Veltroni ("Adesso una Italia nuova. Si può fare"), actual presidente da câmara municipal de Roma e principal candidato da esquerda contra Berlusconi nas eleições antecipadas italianas, vão beber inspiração no discurso de Barack Obama ("Change we can believe in") ("A audácia da esperança").

Post-scriptum

Para melhor se perceber a "Obamania", veja-se este excelente artigo de Pedro Lomba no Diário de Notícias de hoje [06-03-2008]:

«UM OBAMA PORTUGUÊS?

O João Miguel Tavares pedia esta terça-feira aqui no DN um Obama à portuguesa. O João Miguel Tavares está, como muitos, cansado das torpezas da política caseira, não acredita em Sócrates ou em Menezes, e não vê melhores alternativas. Por isso reconhece no talento retórico e no extraordinário poder mobilizador de Obama o estilo certo para um país em crise de confiança como o nosso. Suspeito que a opinião dele exprime uma tendência. Parece que a taxa de obamania em Portugal é alta. Noutros países europeus a situação é igual. Obama, um político que sem dúvida interessa seguir, pode bem acabar por criar uma marca global e exportável, exactamente como fizeram Reagan ou Blair. É cedo para dizer alguma coisa sobre isso porque o candidato democrata não só não ganhou, como não provou que sabe governar. E, aliás, contra o que ele mesmo desejaria, tem subido tão alto as expectativas dos americanos que se vier a ser eleito e não se mostrar à altura, a queda será dolorosa. Mas há uma diferença: a obamania portuguesa não se limita só a idolatrar o verdadeiro Obama. Deseja também a pronta invenção do Obama português. Até os taxistas com quem já falei, que costumavam suplicar por um "novo" Salazar, imploram agora pelo nosso Obama. Lamento decepcionar todos aqueles que buscam o nosso Obama. Mas não há nem pode haver o equivalente português de Obama, vindo talvez de Rio Tinto e, quem sabe, filho de uma moldava budista. Para começar, o percurso e a vida de Obama (com as suas origens afro-americanas, a sua errancia por todo o lado, a sua religiosidade primeiro muçulmana e depois cristã) são um produto genuíno da sociedade americana. O próprio Obama oferece-se sempre nos seus discursos como criação dessa mesma sociedade. Depois, Obama subiu a pulso na vida política e foi reconhecido pelo seu mérito (numa sociedade que sabe reconhecer o mérito) sem nunca perder a espontaneidade, a mesma espontaneidade que lhe dá o seu poder oratório. Quem em Portugal tenta subir a pulso encontra um país avesso ao mérito, esbarra com fidelidades organizadas e transforma-se rapidamente numa criatura contida e calculista. E, terceiro, um Obama à portuguesa, moderado e conciliador, decente e esperançoso, capaz de ultrapassar a esquerda e direita, seria por certo liquidado pelos paroquialismos e facciosismos do costume.Levei a conversa a sério e não era preciso tanto. A obamania nacional faz parte da nossa histórica dependência de políticos salvadores. Mas admito também que há um lado mais sério no problema. Portugal é um país de cépticos que esperam um dia ser convertidos. E há toda uma geração de políticos que ou está velha e caduca, ou envelheceu depressa e pede substituição. Pedro Lomba»

Fazer um comício de resposta será a melhor opção?


Na sequência de manifestações de carácter local, avizinha-se a maior manifestação de sempre de professores... na televisão anunciam-se mais de 25.000 professores já inscritos junto dos sindicatos para vir no próximo sábado para as ruas de Lisboa contestar as recentes medidas do Governo no sector da educação (estatuto da carreira docentes, aulas suplementares, avaliação do desempenho, ...) e é ainda incerto saber quantos mais se juntarão aos professores - é muito provável que outros sectores descontentes também apareçam para reforçar o coro de protestos.
A manifestação do próximo sábado representa, pois, um teste decisivo para a resistência e a firmeza da política educativa do duo José Sócrates-Maria de Lurdes Rodrigues. Resta saber se esta manifestação - como todas as manifestações que aspiram a ser "as grandes manifestações" - não constitui o ponto óptimo do braço de ferro que nos tem acompanhado nas últimas semanas? Mantendo-se o Primeiro-Ministro (e por que não dizer também o Presidente da República?) firme na manutenção das políticas sob contestação, qual a margem de progressão dos protestos? Terão os professores fôlego para se manter mobilizados indefinidamente? Terão os novos movimentos de professores, mobilizados por e-mail ou SMS, capacidade de manter o mesmo dinamismo?
Perante tudo isto, não se compreende a estratégia da estrutura nacional do Partido Socialista de convocar um comício também ele nacional para o sábado seguinte, dia 15 de Março, no Porto? Não dará este pretenso contra-golpe o alento necessário aos professores para continuar a contestação? Mesmo que não seja esse o objectivo pretendido... estou certo de que todos farão essa leitura política... e os professores não descartarão a oportunidade de se manter "no ar".
A propósito: já alguém sabe a posição do "líder da oposição" Manuel Alegre sobre esta matéria? Aquando dos levantamentos populares por causa do encerramento de maternidades e de falsos serviços de urgência, a sua intervenção crítica foi decisiva para a preparação da remodelação do final do mês de Janeiro.

terça-feira, 4 de março de 2008

A fuga à “geração tabuleiro”


Pertenço à famosa “geração rasca”, os putos que mostravam o traseiro à venerável ministra e aos dedicados deputados. Cavaco saiu, Guterres entrou, e curioso foi mesmo verificar que aqueles que tão cepticamente nos haviam etiquetado como dano colateral da laranjada, à época paternalisticamente já nos designavam por “geração à rasca”. Up grade? Não creio. Terá sido mais um pedido de desculpas encapotado pela realidade dos factos: as entradas na universidade estavam difíceis e as saídas para o mercado de trabalho incertas (afinal os putos até tinham razão).
Hoje, com o agravamento do diagnóstico social já somos assumidamente a “geração do desenrasca”. Não é que tenhamos grandes dificuldades em “desenrascarmo-nos” (afinal somos os primeiros promotores da sociedade de informação), não é esse o caso, mas somos certamente nós aqueles que vão desenrascando as empresas cá do burgo. Somos as unidades de produção de maior rendibilidade, deixamo-nos explorar e a quase tudo nos sujeitamos para construir uma carreira.
Daqui por dez anos, qual será a percepção que teremos sobre a actual “geração rasca”, aquela que nós éramos há 10 anos atrás. Por método idiossincrático começaria por descrevê-la, e por coerência histórica e dos costumes por etiquetá-la.
Esta é a Geração Tabuleiro.
O “jovem” (16 anos) chega do café da esquina, onde esteve com os amigos a fazer gazeta da aula de Português, mete a chave à porta, entra em casa e encontra o silêncio. Fecha-se no quarto, não por necessitar de privacidade (afinal não está ninguém em casa), mas porque se sente mais seguro assim. Põe o sonoro a meio volume liga a PlayStation. Depois de ter suicidado a Lara Croft umas dezenas de vezes, dá-lhe o apetite... Vai à cozinha, tira a lasanha do congelador, põe a lasanha no micro-ondas, tem cinco minutos para ir a buscar. Tabuleiro, comando do vídeo, comando da aparelhagem, telemóvel, garrafa de Cola, e convém não esquecer o garfo, senão estiver nenhum lavado… come-se com os dedos (afinal não está ninguém em casa…).
Passados os cinco minutos, o nosso espécimen da Geração Tabuleiro tem o mundo todo em cima dos joelhos, e ao alcance de um polegar. A lasanha está igual à de ontem, o Howard Stern já não consegue inventar mais palavrões, e a Cola não está tão fresca como devia, mas o nosso jovem pensa que “é tudo dele”.
É tudo dele e é tudo tão fácil. Ele pensa que quer, e o que ele pensa que quer, ele consome! Sem angústias ou desejo, ele emita dezenas de milhões de jovens que, como ele, estão à mesma hora, vestidos da mesma maneira, a fazer a mesmíssima coisa, movidos pelas mesmas desmotivações. O grande desafio deste jovem é a fuga à “geração tabuleiro”. Tarefa difícil para quem tem uma visão literalmente quadrada do mundo, toda ela subdividida em pequenos pixels.
Parece que as primeiras vítimas da globalização são mesmo os adolescentes.
Crescer num Mundo global. É não saber a diferença entre Bolonha ou Nova Iorque, já que ambas se fundem, como o queijo, numa lasanha pré congelada.
A americanização mediática não incute a paixão pela diferença, como apesar de tudo nós “geração rasca”, fomos experimentando via Jorge Palma ou “by Morrissey”.
Como aprendizes de Justin Timberlake, olham com indiferença o que não lhes parece “cool”, empobrecendo, deste modo, o seu processo de aprendizagem e crescimento.
Nunca como hoje os jovens tiveram tão pouco tempo, porque o tempo passa entre a alienação e a distracção com muito pouco de afirmação e de descoberta. E a criatividade, essa, cada vez mais adormecida.
Como pode fugir esta geração do comando da televisão e do tabuleiro da lasanha?
Bom, para começar é preciso quererem.
Mas existirão rotas de fuga?

Ámen.

Nasce um novo partido


Até ao momento ainda não se conhecem quaisquer propostas concretas de acção política, apenas se sabe que o novo partido - de seu nome "Movimento Esperança Portugal" - que vai já disputar as próximas eleições europeias em Junho de 2009, pretende estar rigorosamente ao centro, entre o PS e o PSD.

O primeiro rosto conhecido é o do anterior Alto Comissão para a Imigração e o Diálogo Intercultural, Rui Marques, não se sabendo ainda se lhe caberá liderar o novo partido.

Sabendo quão importante é o eleitorado do "centrão" para a obtenção de maiorias estáveis, até que ponto este novo partido não poderá representar mais um contratempo para José Sócrates na corrida para a segunda maioria absoluta?

Acontece que, conhecendo as posições ideológicas de Rui Marques, próximo da Igreja Católica, talvez este novo partido vá correr atrás do eleitoral democrata cristão cada vez mais longe do PP de Paulo Portas, podendo Sócrates manter-se descansado enquanto o "Movimento de Intervenção e Cidadania" de Manuel Alegre se mantiver como tendência interna dentro do PS.

Fala-se que Rui Marques irá agregar, para além de Maria José Nogueira Pinto, também alguns dos movimentos que em 11 de Fevereiro de 2008 saíram derrotados do referendo sobre a despenalização da IVG.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Dmitry Medvedev - o protegido de Putin


Acaba de ser eleito o próximo presidente da Federação Russa. Chama-se Vladimir Put...desculpem trata-se, sim, de Dmitry Anatolyevich Medvedev, 42 anos, seu antigo chefe do gabinete, e que, para além de primeiro vice-primeiro-ministro, é, imagine-se, igualmente "chairman" da toda poderosa Gazprom.

Mas Putin não sai de cena. Para além do seu sucessor já ter dito que vai manter as prioridades e as políticas desenvolvidas, parece que Putin está à beira de aceitar o convite que lhe foi feito para ser Primeiro-Ministro.
O primeiro teste à liderança do novo presidente da Federação Russa acontecerá em Julho próximo, quando na reunião do G-8 se ficar a saber se o novo presidente vai sozinho ou se vai acompanhado do antigo presidente Putin ou se é mesmo este que vai assegurar a representação da Rússia.
Ainda que um tenha um poder formal acrescido (o sistema russo tem um forte predomínio do Presidente) sobre o outro, a questão será ser saber como vão estes dois homens partilhar os destinos da Rússia.

Por que será?

Durante o jogo de ontem à noite, entre o Sporting-Benfica, em vários momentos, a realização mostrou jogadores de ambas as equipas a cuspir para o chão... pergunto eu: (i) passarão os jogadores de futebol grande parte do tempo em campo com necessidade de segregar a respectiva saliva ou (ii) o realizador deste encontro teve uma incrível pontaria e conseguiu sempre captar essas imagens?
Jogador que é jogador não passa um jogo sem largar para o relvado um pouco do seu muco salivar. Haverá necessidade de nós - telespectadores - termos de assistir a esse espectáculo?

domingo, 2 de março de 2008

Rui versus Tíui, UI!!!







Rui Costa estreia-se a titular em jogos contra o Sporting Clube de Portugal, e despede-se dos grandes jogos da 2ª circular! O Sporting lança Rodrigo Tíui como referencia no ataque e logo num jogo contra o seu eterno rival!
Alguma duvida sobre qual é o melhor jogador do Benfica 07/08? Alguma duvida que o magricelas, que não jogava no Brasil, de equiparável ao Liedson só tem o passaporte?
A sul da 2ª Circular, o povo sanguíneo, para quem o Deusébio ainda devia jogar, a norte os condes e viscondes para quem um euro é um cêntimo, e um título só se tiver sido previamente inscrito no business plan enviado a CMVM.
Dum lado a paixão, do outro lado a razão, lá em cima o Dragão campeão.
LFV para a prisão, FSF para as obras.
Baza, bazar com os presidentes pá!
Rui Costa estreia-se a titular em jogos contra o Sporting Clube de Portugal, e despede-se dos grandes jogos da 2ª circular! O Sporting lança Rodrigo Tíui como referencia no ataque e logo num jogo contra o seu eterno rival!
Alguma duvida sobre qual é o melhor jogador do Benfica 07/08? Alguma duvida que o magricelas, que não jogava no Brasil, de equiparável ao Liedson só tem o passaporte?
A sul da 2ª Circular, o povo sanguíneo, para quem o Deusébio ainda devia jogar, a norte os condes e viscondes para quem um euro é um cêntimo, e um título só se tiver sido previamente inscrito no business plan enviado a CMVM.
Dum lado a paixão, do outro lado a razão, lá em cima o Dragão campeão.
LFV para a prisão, FSF para as obras.
Baza, bazar com os presidentes pá!
Amen.

A Lemminguização do CDS

Sobreiros, submarinos, fotocópias, despachos, casinos, pedofilia, louvores. Muitos o vaticinaram à sua nascença. O poder foi o mais poderoso revelador do que valia o nosso 1º e único Ministro da Defesa e do Mar.
Haverá perdão para tanto pecado? As sondagens dizem que não, o PP, o das feiras, diz que sim.
Como?! Através da mortificação, o CDS expia o passado recente mais mal passado da triste história da nossa 3ª república. A peregrinação em apneia a que involuntariamente se viu entregue, não tem fim à vista. Por cada vez que abre a boca, mais agua entra água, e parece que um tsunami ainda está para entrar.
Já pouco falta para a asfixia, já pouco resta para PP continuar a abrir a boca, mas aí, para deixar entrar outras coisas… as “moscas” que espirram um “24 (c)horas” ou as cospem um “Sangue da Manhã”.
O ex-director do “Indepen(men)te”, que aos 26 anos enfrentou e afrontou o mais áspero Governo Constitucional do Portugal pós coma, não resistiu aos efeitos primários que o uso e abuso mentira sistemática provocam no homem politico.
Já morreu e ninguém o avisou.
Não. PP é suficientemente inteligente para saber que já está morto, mas coerente com todo um percurso de vida, continua a mentir, fingindo-se vivo. Até à morte sagaz. PP está à beira do precipício mas dá o passo em frente. Tenta fugir num desespero que mascarar de honra e coragem. Aprendeu certamente que com os Presidentes do Sport Lisboa e Benfica, que fora da vida pública o sol pode passar a nascer quadrado.
Já dei graças, pelo espectáculo de travestismo com que PP encheu de humor negro tantas horas do meu prime time, agora dou graças por crer que finalmente temos um Procurador-geral da Répública que não teme as oligarquias partidárias, ou pelo menos, não temerá as que fedem de tão moribundas.
Mas os homens continuam lá, por de trás dele, e o Caldas afundaram “à la PRD”.
Menezes agradece. O que seria deste PSD com um BE e um PCP à sua direita?
Há homens de valor sem valores, e medíocres com sorte. São estes os líderes da nossa direita até que a justiça os separe.

Ámen